A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
49 pág.
RESUMÃO COMPLETO DE TODA A MATÉRIA DE DIREITO CIVIL II (FEITO POR UM AMIGO)

Pré-visualização | Página 7 de 18

fracionado. É aquela cujo 
pagamento pode ser dividido em parcelas sem que se descaracterize o objeto da prestação. 
Art. 257 CC: “Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se 
dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quanto aos credores e devedores: 
 
 Pluralidade de devedores: Divide-se em tantas obrigações iguais e distintas quanto os devedores. 
Ex: Despesas com condomínio; se o valor total do condomínio é de R$100 e existem 10 condôminos, 
o valor que deverá ser pago por cada um deles é de R$10. 
 Pluralidade de credores: O devedor comum paga a cada um dos credores a parcela da dívida global. 
Cada credor só poderá exigir a sua parcela. Ex: A divisão dos lucros de uma empresa entre os 
sócios. 
 
Obrigações Indivisíveis: são aquelas que só podem cumprir em sua integralidade. São aquelas cujo 
pagamento só pode ser efetuado de uma única vez, sob pena de descaracterizar o objeto da prestação. 
Art. 258 CC: A Obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetível 
de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico. 
 
 Pluralidade de devedores: Cada um dos devedores será obrigado pela dívida toda. Ex: A e B devem 
um animal a C. Este poderá exigir de um ou de ambos. Se A pagar sub-roga-se no direito de credor 
em relação a B (art.259). 
Art. 259 CC: “Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela 
dívida toda. 
Parágrafo Único: O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros 
coobrigados”. 
 
 Pluralidade de credores: qualquer um dos credores pode exigir do devedor a dívida inteira. Ex. C 
deve um automóvel a A e B. Tanto A como B podem exigir de C o automóvel. 
 
 A 
 X B (credores) 
(devedor) C 
 
Obs: Se A, B e C adquirem um lote de terreno a X qualquer deles pode exigir de X o cumprimento 
integral da obrigação. 
 
Art. 260 CC: “Se a pluralidade for dos credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas o devedor ou 
devedores se desobrigarão, pagando: 
I – a todos conjuntamente; 
II – a um, dando este caução de ratificação dos outros credores”. 
 
Quando o devedor se desobriga? 
R. Ele se exime cumprindo a obrigação para todos, exigindo uma quitação (através de recibo) em 
nome de todos devedores. Pode também pagar a um só e este se compromete com os outros dois. 
 
 Art. 261 CC: “Se um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o direito 
de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total”. 
 
 Art. 262 CC: “Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para os outros; mas estes só 
a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente. 
Parágrafo Único: O mesmo critério se observará no caso de transação, novação, compensação ou confusão”. 
Portanto, se um dos credores disser que não quer a sua parte (remissão/perdão da dívida) não se 
deverá mais cobrar a quota deste credor ao devedor. 
 
Art. 263 CC: “Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. 
§ 1º: Se, para efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos os devedores, responderão todos por partes 
iguais. 
§ 2º Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e danos”. 
 
 
 
Ex: Em uma dívida de R$30. Onde A, B e C são os devedores e X é o credor. 
 
 A + B + C 
(R$10 + P e D) (R$10) (R$10) 
 
 
 Animal (morto por culpa de A) 
 X 
Obs.: O objeto torna-se indivisível e o causador da culpa (neste caso, A) irá pagar a sua parte mais 
Perdas e Danos. Sem culpa não há responsabilidade civil. 
 
Obrigações Solidárias (Arts.264 a 285) 
 
Existe solidariedade quando, na mesma obrigação, concorre uma pluralidade de credores, cada um 
com o direito a dívida toda (solidariedade ativa) ou uma pluralidade de devedores, cada um obrigado à 
dívida por inteiro (solidariedade passiva). 
 
A + B + C X D + E + F  Sujeitos 
(Devedores) (Credores) 
 
 Obs: A idéia de solidariedade é fortalecer o vínculo entre credores e devedores. 
 
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, 
cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. 
(Solidariedade Mista = Solidariedade Ativa + Solidariedade Passiva) 
 
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes. 
 
Art. 266. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condicional, 
ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro. 
 
 SOLIDARIEDADE X INDIVISIBILIDADE 
Subjetiva (sujeito,origem técnica) Objetiva (objeto, origem material) 
tem origem no próprio título (título no sentido de 
contrato) 
tem origem na natureza da obrigação (é a 
própria natureza) 
Cada devedor paga por inteiro porque deve por 
inteiro 
Cada devedor paga por inteiro porque outra 
solução não é possível 
Converte-se em perdas e danos e o vínculo se 
mantém (os atributos permanecem). Art. 271 
Convertendo-se a prestação em perdas e danos, 
subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. 
Converte-se em perdas e danos e desaparece a 
indivisibilidade (os atributos não permanecem). 
Art. 263. Perde a qualidade de indivisível a obrigação 
que se resolver em perdas e danos. § 1o Se, para 
efeito do disposto neste artigo, houver culpa de todos 
os devedores, responderão todos por partes iguais. 
§ 2o Se for de um só a culpa, ficarão exonerados os 
outros, respondendo só esse pelas perdas e danos. 
 
Obs: A causa de um é a causa do outro! 
 
Características da solidariedade: 
1. A prestação é única ou “unidade na prestação”: qualquer que seja o número de devedores e 
credores o débito/crédito é sempre único; 
2. Pluralidade e Independência do vínculo: o vínculo que une os devedores é um e o que une os 
credores é outro. Não há vínculo entre devedores e credores, apenas entre si. O credor está 
para exigir dos devedores solidários e os devedores estão para cumprir com os credores 
solidários; 
3. Unidade de causa: a causa é única. A dívida solidária é suportada por igual por todos os 
devedores. O contrato é um só para todos: credores e devedores. Todos os devedores 
assumem a dívida de uma só vez quando assinam o contrato. 
 
Obs: 
1. Solidários (dívidas solidárias): a origem é comum: Ex. três irmãos que vão ao banco pedir um 
empréstimo; 
2. “In solidum”: Não existe solidariedade entre os devedores porque não existe uma origem 
comum na obrigação. Embora ligados por um mesmo fato, os liames que unem os devedores 
ao credor são independentes. Ex: suponhamos um caso de incêndio em uma fazenda 
segurada, causada por culpa de terceiro. Tanto a seguradora como o autor do incêndio devem 
à vítima a indenização pelo prejuízo; a seguradora no limite do contrato e o agente pela 
totalidade. A vítima pode reclamar a indenização de qualquer um deles, indistintamente, e o 
pagamento efetuado por um libera o outro devedor. Contudo, não existe solidariedade entre 
os devedores porque não existe uma causa comum, uma origem comum na obrigação. A 
responsabilidade da seguradora tem origem no contrato, e a do agente decorre dos princípios 
do art. 186 CC (ato ilícito); 
 
Solidariedade Ativa: é a mais rara que existe. 
 
Conceito: Havendo vários credores pode cada um exigir do devedor comum a prestação por inteiro; 
e o devedor se libera da dívida pagando a qualquer um dos credores. 
 
Ex: Uma conta bancária em nome de três pessoas. Se