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Terminalidade da Vida: Compreendendo os Termos

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Terminalidade da vida
Ana Laura Vallarelli Gutierres Araujo
Vocabulário
Seguem abaixo alguns textos extraídos da internet que explicam alguns termos relevantes para a compreensão do tema que estamos tratando.
Morte cerebral ou encefálica (quando cessam as funções cerebrais)
Morte encefálica é a definição legal de morte. É a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Isto significa que, como resultado de severa agressão ou ferimento grave no cérebro, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre.
Obs.: a morte encefálica é permanente e irreversível.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/146morte_encefalica.html
Estado de coma
A palavra coma vem do grego koma, que significa “estado de dormir”. Obviamente, um indivíduo nesse estado não está dormindo, uma vez que é impossível acordá-lo através de estímulos, como um barulho, por exemplo. O estado de coma é caracterizado pela atividade mínima do cérebro. Na verdade, o mesmo [sic] continua funcionando, porém em seu nível mais básico, representando assim, a falência dos mecanismos de manutenção da consciência causada pela insuficiência cerebral.
[...]
Não existe uma forma de tratamento no sentido de tirar o paciente do estado de coma. O que se faz nesse sentido é a tomada de medidas que previnam futuros danos físicos e neurológicos ao paciente, além de garantir a sua vida, uma vez que é necessária a aplicação de nutrientes através de tubos de alimentação, a utilização de máquinas de ventilação artificial, etc. 
A recuperação de uma pessoa no estado de coma varia conforme a gravidade da lesão sofrida. Alguns casos não duram mais do que duas a quatro semanas, outros são irreversíveis. Alguns pacientes, quando saem do coma, entram no chamado estado vegetativo. Nesse estado, a pessoa está acordada, pode realizar alguns pequenos movimentos, bocejos e resmungos, no entanto, não responde a qualquer estímulo interno ou externo, evidenciando a persistência da lesão cerebral. 
Por Tiago Dantas (http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/estado-coma.htm)
O que separa, pois o estado de coma do diagnóstico de morte encefálica é a irreversibilidade do último, com repercussões sistêmicas sobre a homeostase� de órgãos vitais, baseadas em danos permanentes estruturais focais ou difusos no encéfalo.
(http://medicina.fm.usp.br/gdc/docs/revistadc_101_123-131%20863.pdf)
Estado vegetativo persistente
Define-se por “Estado Vegetativo” ao quadro no qual um indivíduo possa vir a se encontrar, apresentando ausência de reações, ausência de consciência de si e do ambiente circunstante, condição de estado de vigilância, ausência de respostas comportamentais aos estímulos ambientais, alternação dos estados de sono e vigília.
Uma pessoa em EV apresentará uma perda temporária ou permanente de toda a capacidade de pensamento e de comportamento consciente, porém conservam algumas outras funções autônomas e cerebrais como a respiração e a deglutição espontânea, apresentando até mesmo reações de sobressalto à ruídos muito altos, e em geral não necessitam de aparelhos para manutenção de suas funções vitais. A maioria dos indivíduos neste estado apresenta reflexos anormais acentuados, inclusive a rigidez e movimentos espasmódicos dos membros superiores e inferiores, em muitos casos as suas condições prolongam-se estavelmente por longos e indeterminados períodos de tempo.
[...]
Prognóstico,
Atualmente, devido à particularidade de cada caso, e de acordo com os métodos de investigação, não se pode prever se os pacientes de EV se restabelecerão ou não, muito menos considerá-los como doentes terminais.
Por Marlene Amariz (http://www.infoescola.com/saude/estado-vegetativo/)
Fase terminal
Existe um determinado momento na evolução de uma doença que, mesmo que se disponha de todos os recursos, o paciente não é mais salvável, ou seja, está em processo de morte inevitável. Este conceito não abrange apenas a potencialidade de cura ou reversibilidade de uma função orgânica atingida, mesmo tratando-se de órgão nobre. Refere-se àquele momento em que as medidas terapêuticas não aumentam a sobrevida, mas apenas prolongam o processo lento de morrer. A terapêutica, neste caso, torna-se fútil ou pressupõe sofrimento. Neste momento, a morte não mais é vista como um inimigo a ser temido e combatido, muito pelo contrário, deve ser bem-vinda e recebida como um amigo que trará alívio aos sofrimentos. (http://www.medicinaintensiva.com.br/eutanasia1.htm)
	DOENÇA (http://www.medicinaintensiva.com.br/eutanasia1.htm)
VIDA
MORTE
Salvável
Inversão de expectativas
Morte inevitável
Preservação da vida
Alívio do sofrimento
Alívio do sofrimento
Preservação da vida
Beneficência
Não-Maleficência
Não-Maleficência
Beneficência
�
Normas constitucionais
CF, art. 1º, III; 4º, II; 5º e § 3º
Distanásia, ortotanásia, eutanásia e mistanásia: distinções
Distanásia ou obstinação terapêutica
Conservar em vida um doente considerado incurável, esbanjando cuidados extraordinários, sem os quais ele não poderia subsistir. 
A distanásia (do grego «dis», mal, algo mal feito, e «thánatos», morte) é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o enfermo. A distanásia também é chamada «intensificação terapêutica», ainda que seja mais correto denominá-la de «obstinação terapêutica». Referindo-nos sempre ao doente terminal, perante a eminência de uma morte inevitável, médicos e doentes devem saber que é lícito conformarem-se com os meios normais que a medicina pode oferecer e que a recusa dos meios excepcionais ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou à omissão irresponsável da ajuda devida a outrem. Essa recusa pode significar apenas a aceitação da condição humana, que se caracteriza também pela inevitabilidade da morte. (http://vida.aaldeia.net/distanasia/) 
Ortotanásia ou morte correta
Deixar morrer o doente de sua morte natural por abstenção de cuidados. 
É a abordagem adequada diante de um paciente que está morrendo. A ortotanásia pode, desta forma, ser confundida com o significado inicialmente atribuído à palavra eutanásia. A ortotanásia poderia ser associada, caso fosse um termo amplamente, adotado aos cuidados paliativos adequados prestados aos pacientes nos momentos finais de suas vidas. (http://www.bioetica.ufrgs.br/eutanasi.htm#distanásia)
Eutanásia 
O termo eutanásia vem do grego, podendo ser traduzido como boa morte ou morte apropriada�. 
Desde a Antigüidade esse tema vem sido debatido. Sócrates e Platão� defendem-na. Em sentido oposto, Hipócrates, no lapidar juramento que atravessou os séculos: "A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda” �. 
Conforme elucidam Carlos Fernando Francisconi e José Roberto Goldim, o termo eutanásia comporta diferentes interpretações, podendo ser classificada de diversas formas. Expõem dois critérios: quanto ao tipo de ação (I) e quanto ao consentimento do paciente�. 
1. Quanto ao tipo de ação: 
a) Eutanásia ativa
b) Eutanásia passiva: 
c) Eutanásia de duplo efeito: quando a morte é acelerada como uma conseqüência indireta das ações médicas que são executadas visando o alívio do sofrimento de um paciente terminal. 
2. Quanto ao consentimento do paciente�: 
a) Eutanásia voluntária: quando a morte é provocada atendendo a uma vontade do paciente. 
b) Eutanásia involuntária: quando a morte é provocada contra a vontade do paciente. 
c) Eutanásia não voluntária: quando a morte é provocada sem que o paciente tivesse manifestado sua posição em relação a ela.
Jiménez de Asúa (1942) elenca três tipos, conforme transcrevem JoséRoberto Goldim e Carlos Fernando Francisconi: 
a) Eutanásia libertadora, que é aquela realizada por solicitação de um paciente portador de doença incurável, submetido a um grande sofrimento; 
Eutanásia eliminadora, quando realizada em pessoas, que mesmo não estando em condições próximas da morte, são portadoras de distúrbios mentais. Justifica pela "carga pesada que são para suas famílias e para a sociedade"; 
Eutanásia econômica, seria a realizada em pessoas que, por motivos de doença, ficam inconscientes e que poderiam, ao recobrar os sentidos, sofrerem em função da sua doença�. 
José Afonso da Silva pondera que a inviolabilidade do direito à vida, atribui ao Estado o dever de protegê-la, mesmo em face do desinteresse do seu próprio titular, logo, mesmo com o consentimento lúcido do doente, o caráter delituoso da eutanásia permanece. Essa proteção – ainda José Afonso da Silva, seguindo as lições de Remo Pannain - tem por base motivos científicos e de conveniência (descoberta de um remédio, erro de diagnóstico), motivos morais e mesmo jurídicos, em razão do ”valor atribuído à vida humana pela consciência comum e pelo ordenamento jurídico” e por fim, um motivo piedoso (aversão à supressão do semelhante).�
A eutanásia ativa e passiva são proibidas. Veda-se qualquer medida que abrevie a vida de alguém por razões pessoais, sentimentais, sociais, econômicas, políticas etc. Nestes casos, independe da vontade do paciente, pois se trata de direito indisponível (vida). 
Jean Bernard, em seu livro “A Bioética”, recorda de um paciente que realizou um “testamento vital”, e mais tarde ficou agradecido por Bernard lhe haver permitido sobreviver e curar-se de sua doença que parecia irremediável. Bernard prossegue apontando outros problemas concernentes à legalização da eutanásia que “pode levar à exterminação dos doentes mentais e das crianças com malformação, como foi na época hitlerista. 
Contudo, merece cuidado a ortotanásia. Senão vejamos: o ordenamento jurídico e especificamente a Constituição Federal confere o direito à liberdade, ou seja, autonomia para que a pessoa, plenamente capaz e de forma consciente, possa optar e realizar seus projetos de vida. Nesses termos, a pessoa capaz poderá escolher se irá ou não se submeter a um tratamento médico, ou intervenção cirúrgica, ou a qualquer outro procedimento que se faça necessário. Não se trata de omissão de socorro, mas o exercício legítimo de autonomia e disposição do próprio corpo, desde que voluntária.
Maria Elisa Villas-Bôas, em seu artigo sobre a ortotanásia e o direito penal brasileiro, elabora a seguinte distinção:
Embora sutil, a distinção entre eutanásia passiva e ortotanásia tem toda relevância na medida em que responde pela diferença de tratamento jurídico proposto: a ilicitude desta e a licitude daquela. 
Na eutanásia passiva, omitem-se ou suspendem-se arbitrariamente condutas que ainda eram indicadas e proporcionais, que poderiam beneficiar o paciente. Já as condutas médicas restritivas são lastradas em critérios médico-científicos de indicação ou não-indicação de uma medida, conforme a sua utilidade para o paciente, optando-se conscienciosamente pela abstenção, quando já não exerce a função que deveria exercer, servindo somente para prolongar artificialmente, sem melhorar a existência terminal.
Mesmo sem indicação formal, certas medidas podem ser mantidas a pedido do próprio paciente, quando ele deseja tal prolongamento, considerando importante viver esses momentos ainda que aumentem seu sofrimento. Em certos casos, quando o paciente já não tem a capacidade de decidir e quando a falta de indicação deve ser comunicada à família, para fins de retirar o suporte, pode ocorrer que a mesma solicite a manutenção fútil por um tempo determinado, a fim, por exemplo, de aguardar a chegada de um parente que deseja vê-lo antes da morte, já a caminho. 
(http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/viewFile/56/59)
Mistanásia ou eutanásia social 
Leonard Martin  sugeriu o termo mistanásia para denominar a morte miserável, fora e antes da hora.  Segundo este autor, "dentro da grande categoria de mistanásia quero focalizar três situações: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e, terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas de má-prática por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos. A mistanásia é uma categoria que nos permite levar a sério o fenômeno da maldade humana". (http://www.bioetica.ufrgs.br/eutanasi.htm#distanásia)
Consentimento informado
do paciente:
ortotanásia – necessidade. Se não houver o consentimento: crime.
eutanásia – irrelevante. Mesmo com o consentimento será considerado crime por se tratar de direito indisponível (corrente majoritária).
da família (terceiros) – paciente sem capacidade para consentir – só no caso de ortotanásia
�
Diretivas antecipadas de vontade do paciente (living will)
“Testamento vital” ou “biotestamento” – no caso de ortotanásia. Ato revogável.
RESOLUÇÃO CFM nº 1.995/2012
Art. 2º Nas decisões sobre cuidados e tratamentos de pacientes que se encontram incapazes de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade.
§ 1º Caso o paciente tenha designado um representante para tal fim, suas informações serão levadas em consideração pelo médico.
§ 2º O médico deixará de levar em consideração as diretivas antecipadas de vontade do paciente ou representante que, em sua análise, estiverem em desacordo com os preceitos ditados pelo Código de Ética Médica.
§ 3º As diretivas antecipadas do paciente prevalecerão sobre qualquer outro parecer não médico, inclusive sobre os desejos dos familiares.
§ 4º O médico registrará, no prontuário, as diretivas antecipadas de vontade que lhes foram diretamente comunicadas pelo paciente.
§ 5º Não sendo conhecidas as diretivas antecipadas de vontade do paciente, nem havendo representante designado, familiares disponíveis ou falta de consenso entre estes, o médico recorrerá ao Comitê de Bioética da instituição, caso exista, ou, na falta deste, à Comissão de Ética Médica do hospital ou ao Conselho Regional e Federal de Medicina para fundamentar sua decisão sobre conflitos éticos, quando entender esta medida necessária e conveniente.
Eutanásia no Direito Brasileiro
Eutanásia no Código Penal
Ação do médico na tentativa de salvar a vida do paciente, independentemente do consentimento deste:
Constrangimento ilegal
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
[...]
§ 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo:
I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida;
II - a coação exercida para impedir suicídio.
Defesa do médico – situações excepcionais
Exclusão de ilicitude
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: 
I - em estado de necessidade;
É possível, contudo, a nosso ver, que em situações excepcionalíssimas se aplique a dirimente da inexigibilidade de conduta diversa, como causa supralegal de exclusão da culpabilidade. Imagine-se, por exemplo, que a vítima encontre-se padecendo de constante e insuportável dor, já tendo sido desenganada pelos médicos, quando, a seu pedido, algum parente próximo introduza a injeção letal. (ESTEFAM, 2010, p. 103) (grifei) 
Eutanásia ativa
Homicídio simples 
Art. 121 do Código Penal. Matar alguém: 
Pena - reclusão, de seis avinte anos.
Caso de diminuição de pena (homicídio privilegiado)- quando movida por motivos piedosos
Art. 121, § 1º do Código Penal. Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. 
Item 39 da exposição de motivos do Código Penal Brasileiro: 
“Ao lado do homicídio com pena especialmente agravada, cuida o projeto do homicídio com pena especialmente atenuada, isto é o homicídio praticado "motivo de relevante valor social ou moral", ou "sob o domínio de emoção violenta, logo em seguida a injusta provocação da vítima". Por "motivo de relevante valor social ou moral", o projeto entende significar o motivo que, em si mesmo, é aprovado pela moral prática, como, por exemplo, a compaixão ante o irremediável sofrimento da vítima (caso de homicídio eutanásico), a indignação contra um traidor da pátria, etc.” 
Auxilio a suicídio
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio 
Art. 122 do Código Penal - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:
Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.
Eutanásia passiva
Homicídio simples (art. 121 c/c art. 13, §2º do CP)
Art. 121 do Código Penal. Matar alguém: 
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
No caso de omissão: art. 13, §2º do CP
Relação de causalidade
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
[...]
Relevância da omissão
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: 
tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
[...]
A eutanásia passiva (homicídio por omissão) ocorre quando há o dever de agir. No caso da ortotanásia o médico tem o dever de cuidar e não de curar, visto que o estado do paciente é irreversível. O ato médico neste momento pode levar à prática da distanásia. 
Como não há legislação específica sobre a matéria – dever de agir do médico –, a conduta médica será determinada pelas leges artis. Nestes termos, temos como dever: dever de cuidar e, ainda, o dever de evitar procedimento fútil ou a obstinação terapêutica. O médico não tem o dever de retardar de todas as formas a morte, provocando ou prolongando a agonia, fora de toda esperança, conforme esclarece José de Oliveira Ascensão. Na hipótese de ortotanásia, o médico que assim procede não viola o dever de agir, não preenchendo, desse modo, os pressupostos jurídicos da omissão penal e, por isso, não lhe poderá ser imputado o crime de homicídio (Ascensão).
Tratados Internacionais e Declarações 
Pacto de San José da Costa Rica
Artigo 4º: Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.
Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos
Art. 6º, §1º: O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido pela lei. Ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida.
Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (UNESCO)
Artigo 6 – Consentimento
a) Qualquer intervenção médica preventiva, diagnóstica e terapêutica só deve ser realizado com o consentimento prévio, livre e esclarecido do indivíduo envolvido, baseado em informação adequada. O consentimento deve, quando apropriado, ser manifesto e poder ser retirado pelo indivíduo envolvido a qualquer momento e por qualquer razão, sem acarretar desvantagem ou preconceito.
Artigo 7 – Indivíduos sem a Capacidade para Consentir
Em conformidade com a legislação, proteção especial deve ser dada a indivíduos sem a capacidade para fornecer consentimento:
a) a autorização para pesquisa e prática médica deve ser obtida no melhor interesse do indivíduo envolvido e de acordo com a legislação nacional. Não obstante, o indivíduo afetado deve ser envolvido, na medida do possível, tanto no processo de decisão sobre consentimento assim como sua retirada;
b) a pesquisa só deve ser realizada para o benefício direto à saúde do indivíduo envolvido, estando sujeita à autorização e às condições de proteção prescritas pela legislação e caso não haja nenhuma alternativa de pesquisa de eficácia comparável que possa incluir sujeitos de pesquisa com capacidade para fornecer consentimento. Pesquisas sem potencial benefício direto à saúde só devem ser realizadas excepcionalmente, com a maior restrição, expondo o indivíduo apenas a risco e desconforto mínimos e quando se espera que a pesquisa contribua com o benefício à saúde de outros indivíduos na mesma categoria, sendo sujeitas às condições prescritas por lei e compatíveis com a proteção dos direitos humanos do indivíduo. A recusa de tais indivíduos em participar de pesquisas deve ser respeitada.
Declaração sobre Eutanásia
World Medical Association
Madrid/Espanha - 1987
Eutanásia, que é o ato de deliberadamente terminar com a vida de um paciente, mesmo com a solicitação do próprio paciente ou de seus familiares próximos, é eticamente inadequada. Isto não impede o médico de respeitar o desejo do paciente em permitir o curso natural do processo de morte na fase terminal de uma doença.
Quando a Holanda, em fevereiro de 1993, instituiu a nova legislação, que permite que o médico realize eutanásia ativa, sob certas condições, a Associação Mundial de Medicina, no dia seguinte, chamou a atenção para o texto desta Declaração, que foi aprovada, por unanimidade, na 39a. Assembléia Mundial de Medicina.
World Psychiatric Association. Physicians, patients, society: human rights and professional responsabilities of physicians. Amsterdam: WPA, 1996:30. (http://www.bioetica.ufrgs.br/madrid. htm)
Declaração sobre o Suicídio Assistido por Médico
World Medical Association
Marbella/Espanha - 1992
As solicitações para suicídio medicamente assistido tem, recentemente, chamado à atenção pública. Estas solicitações envolvem o uso de uma máquina, inventada por um médico que instrui o indivíduo no seu uso. O indivíduo, desta forma, é auxiliado a cometer suicídio. Em outras solicitações, o médico tem fornecido medicação ao indivíduo, com as informações sobre o volume de dose que poderá ser fatal. O indivíduo, desta forma, recebe os meios para cometer o suicídio. Certamente, os indivíduos envolvidos estão seriamente doentes, talvez em estado terminal, e estão martirizados pela dor. Além disso, os indivíduos estavam aparentemente competentes e fizeram sua própria decisão de cometer o suicídio. Os pacientes que contemplam a possibilidade de suicídio, frequentemente, expressam a depressão que acompanha a doença terminal.
O suicídio medicamente assistido, assim como a eutanásia, é eticamente inadequado e deve ser condenado pela profissão médica. Quando a assistência do médico é intencional e dirigida deliberadamente para possibilitar que um indivíduo termine com a sua própria vida, o médico atua de forma eticamente inadequada. Entretanto, o direito de recusar um tratamento médico é um direito básico do paciente e o médico não atua de forma eticamente inadequada, mesmo que o respeito a este desejo resulte na morte do paciente.
World Psychiatric Association. Physicians, patients, society: human rights and professional responsabilities of physicians. Amsterdam: WPA, 1996:55-6. (http://www.bioetica.ufrgs.br/marbela.htm)
Resoluções do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
Código de Ética Médica:
É vedado ao médico:
Art. 41. Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal.
Parágrafo único. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todosos cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.
RESOLUÇÃO CFM Nº 1.805/2006 
Na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal.
  
O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, alterada pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e
CONSIDERANDO que os Conselhos de Medicina são ao mesmo tempo julgadores e disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e trabalhar, por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente;
CONSIDERANDO o art. 1º, inciso III, da Constituição Federal, que elegeu o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil;
CONSIDERANDO o art. 5º, inciso III, da Constituição Federal, que estabelece que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”;
CONSIDERANDO que cabe ao médico zelar pelo bem-estar dos pacientes;
CONSIDERANDO que o art. 1° da Resolução CFM n° 1.493, de 20.5.98, determina ao diretor clínico adotar as providências cabíveis para que todo paciente hospitalizado tenha o seu médico assistente responsável, desde a internação até a alta;
CONSIDERANDO que incumbe ao médico diagnosticar o doente como portador de enfermidade em fase terminal;
CONSIDERANDO, finalmente, o decidido em reunião plenária de 9/11/2006,
 
RESOLVE:
Art. 1º É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.
§ 1º O médico tem a obrigação de esclarecer ao doente ou a seu representante legal as modalidades terapêuticas adequadas para cada situação.
§ 2º A decisão referida no caput deve ser fundamentada e registrada no prontuário.       
§ 3º É assegurado ao doente ou a seu representante legal o direito de solicitar uma segunda opinião médica.
 
Art. 2º O doente continuará a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, assegurada a assistência integral, o conforto físico, psíquico, social e espiritual, inclusive assegurando-lhe o direito da alta hospitalar.
 
Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
		Brasília, 9 de novembro de 2006
EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE                            LÍVIA BARROS GARÇÃO
Presidente                                   		 	Secretária-Geral
RESOLUÇÃO CFM nº 1.995/2012
Dispõe sobre as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes.
O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, e
CONSIDERANDO a necessidade, bem como a inexistência de regulamentação sobre diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética médica brasileira;
CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar a conduta do médico em face das mesmas;
CONSIDERANDO a atual relevância da questão da autonomia do paciente no contexto da relação médico-paciente, bem como sua interface com as diretivas antecipadas de vontade;
CONSIDERANDO que, na prática profissional, os médicos podem defrontar-se com esta situação de ordem ética ainda não prevista nos atuais dispositivos éticos nacionais;
CONSIDERANDO que os novos recursos tecnológicos permitem a adoção de medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, sem trazer benefícios, e que essas medidas podem ter sido antecipadamente rejeitadas pelo mesmo;
CONSIDERANDO o decidido em reunião plenária de 9 de agosto de 2012,
RESOLVE:
Art. 1º Definir diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade.
Art. 2º Nas decisões sobre cuidados e tratamentos de pacientes que se encontram incapazes de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade.
§ 1º Caso o paciente tenha designado um representante para tal fim, suas informações serão levadas em consideração pelo médico.
§ 2º O médico deixará de levar em consideração as diretivas antecipadas de vontade do paciente ou representante que, em sua análise, estiverem em desacordo com os preceitos ditados pelo Código de Ética Médica.
§ 3º As diretivas antecipadas do paciente prevalecerão sobre qualquer outro parecer não médico, inclusive sobre os desejos dos familiares.
§ 4º O médico registrará, no prontuário, as diretivas antecipadas de vontade que lhes foram diretamente comunicadas pelo paciente.
§ 5º Não sendo conhecidas as diretivas antecipadas de vontade do paciente, nem havendo representante designado, familiares disponíveis ou falta de consenso entre estes, o médico recorrerá ao Comitê de Bioética da instituição, caso exista, ou, na falta deste, à Comissão de Ética Médica do hospital ou ao Conselho Regional e Federal de Medicina para fundamentar sua decisão sobre conflitos éticos, quando entender esta medida necessária e conveniente.
Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília-DF, 9 de agosto de 2012
ROBERTO LUIZ D’AVILA - Presidente
 HENRIQUE BATISTA E SILVA - Secretário-geral
Diversos 
Uruguai
Lei 9414, de 29 de junio de 1934
37. (Del homicidio piadoso)
Los Jueces tiene la facultad de exonerar de castigo al sujeto de antecedentes honorables, autor de un homicidio, efectuado por móviles de piedad, mediante súplicas reiteradas de la víctima.
127. (Del perdón judicial)
Los Jueces pueden hacer uso desta facultad en los casos previstos en los articulos 36, 37, 39, 40 y 45 del Código.
315. (Determinación o ayuda al suicídio)
El que determinare al otro al suicídio o le ayudare a cometerlo, si ocurriere la muerte, será castigado con seis meses de prisión a seis años de penitenciaría.
Este máximo puede ser sobrepujado hasta el límite de doce años, cuando el delito se cometiere respecto de un menor de dieciocho años, o de un sujeto de inteligencia o de voluntad deprimidas por enfermedad mental o por el abuso del alcohol o de uso de estupefacientes.
Reta A, Grezzi O. Código Penal de la República Oriental del Uruguay. 4 ed. Montevideo: Fundación de Cultura Univerrsitária, 1996:54, 85, 144.
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Problemas de Fim de Vida: Paciente Terminal, Morte e Morrer
Prof. Carlos Fernando Francisconi
Caso: Paciente Terminal 
Paciente masculino de 74 anos de idade, portador de carcinoma brônquico avançado, com múltiplas metástases ósseas, hepáticas e cerebrais.
 Interna por dificuldade respiratória progressiva. No momento da internação queixa-se de muitas dores que não estão sendo controladas por um esquema analgésico muito forte, a base de morfina por via oral, que também lhe provoca muitos sintomas desagradáveis (náusea, tontura e constipação rebelde).
O paciente tem conhecimento do seu diagnóstico bem como sua família. No seu primeiro dia de internação pede ao seu médico assistente que não institua nenhuma medida terapêutica extraordinária e que acelere sua morte. A família tem conhecimentodas vontades do paciente e fica dividida: a esposa acha que o paciente deve ser atendido em seus desejos finais, ao passo que seu filho único acha que os médicos devem fazer “tudo que estiver ao seu alcance para mantê-lo vivo”.
O paciente em uma madrugada apresenta um quadro de insuficiência respiratória aguda, decorrente de um episódio de aspiração de vômito. A equipe de plantão decide transferir o paciente para a Unidade de Tratamento Intensivo, uma vez que o médico assistente não havia sido localizado, não havia qualquer recomendação de conduta em prontuário, o paciente estava sofrendo e a família estava dividida com relação aos limites de tratamento.
Na UTI o paciente é intubado e responde bem ao tratamento clínico com antibióticos, mas permanece clinicamente instável, com episódios convulsivos, dor e dificuldade respiratória progressiva.
O paciente insiste em retornar para seu quarto com o apoio de sua esposa. Seu pedido é atendido por seu médico. O falecimento ocorre em 4 dias, diante de um novo episódio de infecção respiratória, que o seu médico, sem consultar a família, decide não mais tratar. (http://www.bioetica.ufrgs.br/morteau.htm)
�.Equilíbrio hídrico e térmico do corpo. “Denomina-se homeostase o controle das condições estáveis no meio interno. Através dela fatores como a manutenção das concentrações normais dos elementos sanguíneos, temperatura, pH, balanço hídrico, pressão arterial e outras substâncias são a todo instante equilibradas no organismo.” (MARTINEZ, Marina. Homeostase. Disponível em � HYPERLINK "http://www.infoescola.com/fisiologia/ homeostase/" �http://www.infoescola.com/fisiologia/homeostase/�).
�. GOLDIM, José Roberto. “Eutanásia”, disponível no site http://www.ufrgs.br/HCPA/gppg/eutanasi.htm. O termo foi proposto por �HYPERLINK "euthist.htm"��Francis Bacon�, em 1623, em sua obra "Historia vitae et mortis", como sendo o "tratamento adequado as doenças incuráveis". José Afonso da Silva apresenta outros significados: “’morte bela’, ‘morte suave’, tranqüila, sem dor, sem padecimento”.
�. Encontramos na “República” de Platão: “Quanto aos indivíduos inteiramente minados pela doença, (Eulápio) não tentou prolongar-lhes a miserável vida por meio de um lento tratamento de infusões e purgas e pô-los em condições de engendrar filhos destinados, provavelmente, a parecer-se com eles; não pensou que fosse necessário (...) porque daí não é vantajoso nem para o doente e nem para a cidade”. Ainda Sócrates: “Por conseqüência, estabelecerás em nossa cidade médicos e juízes tais como o descrevemos, para tratarem os cidadãos que são bem constituídos de corpo e alma; quanto aos outros, deixaremos morrer os que têm o corpo enfermiço; os que têm a alma perversa por natureza e incorrigível serão condenados à morte”. “A República”. Tradução de Enrico Corvisieri. Coleção “Os Pensadores”. São Paulo : Editora Nova Cultural, 1997, pp. 102 e 105. José Roberto Goldim relata que em Marselha, neste período, havia um depósito público de cicuta à disposição de todos.
�. Juramento de Hipócrates, disponível no site � HYPERLINK "http://www.cremesp.com.br/historico/hipocrates/jur_" �http://www.cremesp.com.br/historico/hipocrates/jur_� hipocrates. 
�. FRANCISCONI, Carlos Fernando e GOLDIM, José Roberto. “Tipos de Eutanásia”. Disponível no site http://www.ufrgs.br/ HCPA/gppg/eutantip.htm.
�. FRANCISCONI, Carlos Fernando e GOLDIM, José Roberto, ob. cit.: “Esta classificação, quanto ao consentimento, visa estabelecer, em última análise, a responsabilidade do agente, no caso o médico. Esta discussão foi proposta por Neukamp, em 1937”.
�. FRANCISCONI, Carlos Fernando e GOLDIM, José Roberto. “Tipos de Eutanásia”. Nota-se que, por meio dessas ideias de Jiménes de Asúa, eutanásia e a eugenia se inter-relacionam sendo a eutanásia um instrumento para “a seleção de indivíduos ainda aptos ou capazes e na eliminação dos deficientes e portadores de doenças incuráveis”. 
�. SILVA, José Afonso. “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 180-181. Conclui que o simples desligamento de aparelhos que mantém vivo, artificialmente, um paciente, não tipifica a eutanásia, pois já está clinicamente morto. 
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