Fisioterapia em cardiologia e angiologia I
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Fisioterapia em cardiologia e angiologia I

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Fisioterapia em cardiologia e angiologia I
Fisiologia cardiovascular
Anatomia
Grande e pequena circulação
	Duas bombas distintas que trabalham em série:
		Coração direito: bombeia sangue aos pulmões
		Coração direito: bombeia sangue para os órgãos periféricos.
Ritmo cardíaco: sucessão contínua de contrações cardíacas.
Coração direito é mais complacente pois não possui uma massa muscular tão espessa.
	Se adapta muito bem a sobrecarga de volume.
	Se adapta pouco a sobrecarga de pressão.
Exemplo de sobrecarga de pressão no coração direito: tromboembolismo.
Coração esquerdo é menos complacente por possuir uma massa muscular espessa.
	Se adapta muito bem a sobrecarga de pressão.
	Se adapta pouco a sobrecarga de volume.
Exemplo de sobrecarga de pressão no coração esquerdo: hipertensão arterial sistêmica (HAS)
Função das válvulas: evitar refluxo sanguíneo.
	Valvas mitrais: do ventrículo para o átrio na sístole.
	Valvas tricúspide: dos grandes vasos na diástole ventricular.
As valvas abrem e fecham por diferença de pressão.
Sincício
	Muitas células musculares cardíacas, na qual as células estão tão interconectadas que, quando uma delas é excitada, o potencial de ação se espalha para todas.
	Junções comunicantes (gap junctions).
	Lei do tudo ou nada.
Há o sicício atrial e o ventricular.
Ciclo cardíaco
Eventos cardíacos que ocorrem do início de cada batimento até o começo do batimento seguinte.
Cada ciclo inicia com a geração espontânea de um potencial de ação no nodo sinusal. Esse impulso se difunde rapidamente nos átrios e depois por meio de feixe átrio-ventricular, para os ventrículos. Fazendo assim com que os átrios se contraiam antes dos ventrículos. Sendo assim, os átrios agem como uma \u201cbomba de escova\u201d.
	Enchimento ventricular
		Rápido (cerca de 70% do sangue passa)
		Diastase /contração lenta (5% do sangue)
		Contração atrial (25% do sangue)
	Contração isovolumétrica
	Período de ejeção
		Ejeção rápida
		Ejeção lenta
	Relaxamento isovolumétrico
Sístole: contração dos ventrículos.
Diástole: relaxamento (enchimento dos ventrículos)
Encurtamento ventricular
	Rápido (70-75%): ao final da sístole, ocorre no relaxamento das cavidades.
	Diástase: enchimento lento.
	Contração atrial (20-25%)
Contração isovolumétrica
	Quando começa a contração ventricular, ocorre o fechamento das valvas atrioventriculares, mas o sangue permanece o mesmo, pois a pressão ainda não é suficiente para abrir as válvulas semilunares.
Período de ejeção
Relaxamento isovolumétrico
	Quando termina a sístole, ocorre um relaxamento ventricular, ficando as artérias com mais pressão, ocasionando o fechamento das valvas semilunares.
Frequência cardíaca e duração do ciclo.
	FC aumenta -> reduz duração do ciclo cardíaco.
	FC: 72 bpm -> sístole 40% do ciclo cardíaco.
	FC: 210 bpm -> sístole 60% do ciclo cardíaco.
Ou seja, o coração em frequência muito rápida, não permanece laxado tempo suficiente para permitir o enchimento completo das câmaras cardíacas antes da próxima contração.
	Coração bate vazio.
Volume sistólico (VS)
	Volume ejetado em cada sístole -> 70 ml.
Volume diastólico final (VDF)
	Volume que fica no ventrículo ao final da diástole, antes da ejeção executada pela sístole -> 10 ml.
Volume sistólico final (VSF)
	Restante no final da sístole -> 50 ml.
Fração de ejeção (FEj)
	Percentual do volume diastólico final ejetado na sístole. Ex: VDF 120 ml/ VS: 60 ml = VEj: 50% -> 60%
Pré-carga
	Pressão exercida na parede do ventrículo ao final da diástole.
Pós-carga
	Resistência sobre a qual o coração irá bombear (resistência sobre a qual o coração irá bombear (resistência das artérias, inicia-se a criação das pressões).
Exemplos:
	Desidratação: diminui volume plasmático -> diminui pré-carga.
	Retenção hídrica/diurese zero/ soro muito aberto: aumenta volume plasmático -> aumenta pré-carga.
	Hipertrofia do ventrículo esquerdo: diminui complacência -> aumenta pré-carga.
	Gestação: aumenta pressão intrabdominal -> comprime os vasos, principalmente veia cava inferior -> aumenta resistência vascular -> diminui fluxo sanguíneo -> o retorno venoso -> acumula sangue nas veias -> acumula nas artérias -> aumenta pré-carga.
	Parto: dor -> estresse físico -> descarga simpática -> liberação de adrenalina e noradrenalina -> aumento da resistência -> aumenta pré-carga.
	Euforia ou raiva: descarga simpática -> liberação de adrenalina e aumento de dopamina -> aumento bpm -> aumento da força de contração -> vasoconstrição -> aumento de pós-carga.
	Frio: vasoconstrição -> aumento RVP -> aumenta pós carga e pré-carga.
	Aumenta trabalho respiratório: aumenta pré-carga.
	Infarto: diminui VS -> aumenta VSF -> diminui FEj. Parede muscular lesada -> diminui força de contratilidade -> diminui ejeção -> aumenta pré-carga.
Bombeamento do coração
Com o indivíduo em repouso, o coração bombeia de 4 a 6 litros de sangue por min. No exercício intenso pode ser que seja necessário que bombeie de 4 a 7 vezes essa quantidade.
Meios de regulação do volume bombeado.
	Regulação cardíaca intrínseca: em resposta às variações no aporte do volume sanguíneo em direção ao coração. (Mecanismo de Frank-Starling)
	Controle da FC e força de bombeamento pelo Sistema Nervoso Autônomo (Simpático/Parassimpático)
Mecanismo de Frank-Starling
	\u201cDentro de limites fisiológicos, o coração bombeia todo o sangue que a ele retorna pelas veias.\u201d
A habilidade do coração de adequar a força de contração ventricular e, portanto, o DC, ocorre em resposta a mudanças no retorno venoso.
Quanto mais o ventrículo é preenchido com sangue, durante a diástole, maior o volume de sangue liberado pelo ventrículo durante a contração sistólica resultante. Variações no volume de enchimento do ventrículo, antes da sístole, ocasionam mudanças no volume de sangue liberado.
Output (DC) -> é o volume de sangue bombeado por cada ventrículo por minuto (média de 5 l/min).
Inervação simpática e parassimpática
	Estimulação simpática: aumento de DC E FC. (norepinefrina e adrenalina)
	Estimulação parassimpática: diminui DC e FC. (acetilcolina)
Parassimpático:
	Diminui FC.
Diminui força de contração do músculo atrial.
Diminui velocidade de condução dos impulsos pelo nódulo A-V.
Aumenta retardo entre a contração atrial e ventricular.
Resumindo... a estimulação parassimpática diminui todas as atividades do coração. Usualmente ocorre no período de repouso.
Simpático:
	Aumenta FC.
	Aumenta força de contração.
Resumindo... a estimulação simpática aumenta a atividade cardíaca. Ocorre quando o indivíduo é submetido a estresse, como, por exemplo: exercício, doença, calor excessivo... \u201cmecanismo de auxílio em emergências\u201d.
Perfusão coronariana se dá na diástole: no refluxo de sangue, encontra a válvula aórtica fechado e então extravasa para as coronárias.
Excitação Rítmica do Coração
O coração é dotado de um sistema especial para gerar impulsos elétricos rítmicos que causam contrações rítmicas do miocárdio e conduzir esses impulsos rapidamente para todo o coração.
Isso faz com que os átrios se contraem um sexto de segundo antes da contração ventricular, o que permite o enchimento dos ventrículos, antes de bombearem o sangue para os pulmões e para circulação periférica.
Esse sistema também faz com que as diferentes porções dos ventrículos se contraiam quase simultaneamente, o que é essencial para gerar pressão, com o máximo de eficiência nas câmaras ventriculares.
Nodo sinusal: ocorre a geração dos impulsos elétricos rítmicos. (autoexcitação) -> conectam-se diretamente aos átrios.
Nodo atrioventricular: onde os impulsos são retardados antes de passarem para os ventrículos.
Leis
Lei de OHM -> Q=\u2206P/R
	O fluxo é diretamente proporcional a variação de pressão e inversamente proporcional a variação de pressão e inversamente proporcional a resistência.
		Pode-se relacionar o fluxo com o retorno venoso.
Lei de Pouseuille -> R=8m (viscosidade do sangue) l (comprimento do vaso) /\u220f.R4
	A resistência é inversamente proporcional ao