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EXERCÍCIOS HISTORIA COC

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de. Carta a El-Rei Dom Manuel I (1500).
No trecho final da Carta ao Rei de Portugal, comunicando o achamento da Ilha de Vera
Cruz, o escrivão Pero Vaz de Caminha reafirmava os objetivos mercantil e religioso que
norteavam a expansão marítima portuguesa nos séculos XV e XVI.
A partir do trecho acima, faça o que se pede.
a) Caracterize o objetivo mercantil da expansão marítima portuguesa, considerando a
noção de monopólio ou exclusivo comercial.
b) Caracterize o objetivo religioso daquela expansão, tendo como referência a diferença
feita pelos europeus entre infiel e pagão.
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53. UFPB Leia as estrofes do poema “A canção do africano”.
“Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...
De uma lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez p’ra não a escutar!
´Minha terra é lá bem longe,
Das barras de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!
´Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro´.
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio ao sono,
De seus braços arrancá-lo!”
ALVES Castro, Recife, 1863. In: GOMES, Eugênio (org.) Castro Alves: obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1976.
As estrofes espelham a situação do africano, escravizado e exposto a uma nova realidade
e condições de vida, diferentes daquelas a que estava habituado, restando-lhe poucas
opções.
Tendo como base de referência esse poema, analise as seguintes afirmações:
I. A opção pela escravidão do africano deveu-se, principalmente, à possibilidade de
ampliação do lucrativo comércio que se estabeleceu entre a Colônia brasileira e a
burguesia metropolitana portuguesa.
II Os africanos vinham para o Brasil em navios negreiros. Por se tratar de uma carga
lucrativa, os traficantes tinham o maior cuidado em transportá-los , tomando medidas
cautelares, no que dizia respeito à alimentação e a higiene a fim de evitar a prolifera-
ção de doenças dentro das embarcações.
III. A ordem geral imposta pelo proprietário era a obediência do escravo e, caso não
fosse cumprida, ele era submetido a castigos corporais cruéis. A principal reação dos
escravos era fugir em busca de liberdade e para se defenderem da perseguição forma-
vam comunidades chamadas quilombos.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I e III b) II e III c) III d) II e) I
54. UFR-RJ Após o Fim da União Ibérica (1580-1640), inicia-se a chamada Restauração
Portuguesa na qual o Estado toma medidas administrativas de controle de sua área colo-
nial com a criação do Conselho Ultramarino.
a) Cite duas medidas tomadas pelo Conselho Ultramarino em relação ao Brasil.
b) Aponte o motivo da crise do açúcar brasileiro vivida na segunda metade do século XVII.
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55. Unicap-PE A política agroindustrial do Brasil tem suas raízes na estrutura fundiária do
Brasil-Colônia.
( ) A política fundiária brasileira tem suas raízes na concentração da propriedade apoia-
da no regime feudal.
( ) O efeito do sistema de sesmarias, na estrutura fundiária do Brasil, foi a grande
empresa rural para exportação.
( ) O regime de sesmaria orientou a concentração da propriedade no Brasil, levando à
caracterização da questão agrária.
( ) A injustiça social, hoje atuante, teve sua origem no regime de posse e uso da terra
consagrada em meados do século XIX.
( ) Na atualidade, o latifúndio tange as populações rurais do seu meio ou lhes impõe a
permanência em áreas minúsculas, gerando o fenômeno da proletarização do ho-
mem rural.
56. Unifor-CE No século XVII, os holandeses ocuparam boa parte do Nordeste brasileiro.
A primeira invasão ocorreu na Bahia (1624-1625), mas foi a partir do domínio de Per-
nambuco, que os holandeses conseguiram uma ocupação mais prolongada (1630-1654).
Estas invasões estão ligadas:
a) à posição assumida pelo grupo mercantil português que, receando perder mercado na
Europa com a União Ibérica, manteve sua aliança com as Províncias Unidas;
b) ao interesse holandês em manter o controle sobre a distribuição do açúcar na Europa,
rompido desde a União Ibérica;
c) ao interesse da Holanda que desejava controlar o aparelho fiscal do governo portu-
guês no Brasil;
d) à Companhia das Índias, Orientais, criada no século XV, que tinha por objetivo
interferir diretamente na produção e na aquisição das terras produtoras de cana-
de-açúcar;
e) à necessidade de Antuérpia e Amsterdã manterem-se como centros urbanos desinte-
ressados em comercializar açúcar na Europa.
57. Unicap-PE O domínio holandês no Brasil durou vinte e quatro anos, e se estendeu de
Pernambuco ao Rio Grande do Norte. Esse período se caracterizou por mudanças impor-
tante.
( ) Em 1637, a Companhia das Índias Ocidentais nomeou o Conde dos Arcos para
governar a Capitania de Pernambuco.
( ) Maurício de Nassau foi o responsável pela colonização holandesa no Brasil.
( ) A recuperação dos engenhos, destruídos nos anos de guerra, foi uma das primeiras
medidas de Nassau.
( ) A política dos holandeses desagradou enormemente os habitantes de Pernambuco,
levando os proprietários de engenhos a repelirem os conquistadores.
( ) Maurício de Nassau foi responsável também por ampliar os domínios holandeses
no Brasil, conquistando o Ceará e o Maranhão.
58. UFRN No Brasil colonial, a ocupação holandesa da costa nordeste está inserida num
contexto de disputa mercantilista entre as potências européias.
Nesse sentido, é correto afirmar que o Rio Grande do Norte,
a) mesmo sendo um pequeno produtor açucareiro, contribuiria com uma grande produ-
ção algodoeira, importante para as trocas mercantis;
b) apesar de sua produção açucareira pouco expressiva, foi tomado pelos holandeses
para assegurar o controle estratégico da nova colônia;
c) por ter grandes rebanhos de gado, atraiu a cobiça de franceses e holandeses que dispu-
tavam o controle da pecuária bovina para o mercado europeu;
d) por sua posição geográfica privilegiada, interessava muito aos holandeses, pois facili-
taria o apoio a seus navios no caminho para as Antilhas.
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59. UFCE Leia com atenção a citação seguinte:
“A Celebração dos 500 anos do Brasil fortalecerá a idéia da pretensa obra colonizadora luso-
tropical e permitirá que as elites nacionais reforcem os laços simbólicos com os dominadores do
passado. Sobretudo, levará a que nosso povo, ao olhar-se no espelho da história, veja refletida
apenas a falsa imagem de uma nação construída por brancos e ricos, para brancos e ricos.”
MAESTRI, Mário. “500 Anos: faltam velinhas no bolo.”
Reproduzido em MENEZES, Diatahy B. de. “Brasil 500 anos:
há o que festejar?”. O Povo. 30 de maio 1999.
Sobre a campanha de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, é correto
afirmar que:
a) é um empreendimento comercial que pretende gerar um fervoroso nacionalismo, ques-
tionando o caráter pacífico da colonização e ressaltando a chegada dos portugueses
como uma invasão;
b) a chegada dos portugueses é resgatada como o início de um processo civilizatório que
foi, aos poucos, incorporando pacificamente elementos da cultura africana;
c) a contribuição de indígenas e africanos é mostrada como as mais fortes heranças