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EXERCÍCIOS HISTORIA COC

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negócios públicos que ultrapassem seu alcance.”
RICHELIEU. Testamento Político.
As palavras do cardeal de Richelieu, um dos principais formuladores políticos do
século XVII, estão voltadas para a defesa de um sistema político vigente na época,
qual seja:
a) a democracia parlamentar existente até hoje na Europa Ocidental;
b) a ditadura republicana que vigorava na Inglaterra sob governo de Oliver
Cromwell;
c) a monarquia parlamentar, sistema vitorioso a partir da Revolução Gloriosa em
1688;
d) o absolutismo monárquico, que chega a seu auge no século XVII com o governo de
Luiz XIV na França;
e) a monarquia medieval, na qual só podem questionar o poder real aqueles que conhe-
cem a fundo a administração pública.
HISTÓRIA - Idade moderna I (até o final do século XVII)
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43. UFRS Leia o texto abaixo.
“Em 1992, por ocasião dos 500 anos da viagem de Colombo, houve intenso e extenso debate
nas Américas e na Europa sobre o vocabulário adequado para descrever a chegada dos europeus
ao continente. Uma crítica devastadora foi então feita ao uso da palavra descobrimento, por
representar um insuportável etnocentrismo europeu. (...) Sete anos depois, o Brasil entra na febre
dos seus 500 anos. No entanto, nas celebrações oficiais e oficiosas, nas reportagens da mídia, nas
exposições, nos seminários acadêmicos, a terminologia empregada para descrever a chegada dos
portugueses às nossas praias é uma só. Com uma ou outra exceção, em geral vinda de algum
chato inconveniente, celebra-se o descobrimento do Brasil. (...) O genocídio que a palavra enco-
bre seria fenômeno exclusivamente espanhol, fruto da truculência dos conquistadores. Em nosso
caso, as relações com os nativos teriam sido amigáveis. Nada melhor para exprimir esta visão do
que a consagração da carta de Caminha, como certidão de nascimento do país. (...) O mesmo
empreendimento colonizador que dizimou em três séculos 3 milhões de nativos foi também res-
ponsável pela importação, nos mesmos três séculos, de 3 milhões de escravos africanos, cuja sorte
não foi melhor. Se as palavras não são para encobrir as coisas, só há uma expressão para descrever
o que se passou desde 1500: conquista com genocídio de índios, seguida de colonização com
escravidão africana. Daí viemos, em cima disso foram construídos os alicerces de nossa sociedade.
Descobrir o Brasil de hoje é tirar o véu que o descobrimento lança sobre este lado inescapável de
nossa herança.”
CARVALHO, José Murilo de. “O encobrimento do Brasil”.
In: Folha de S. Paulo, 03 de outubro de 1999.
A partir do texto acima, analise as afirmações seguintes sobre a discussão que envolve a
temática relativa aos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
I. Da mesma forma que no debate verificado em 1992, atualmente existem grandes
controvérsias na opinião pública brasileira quanto ao uso do termo “descobrimento”,
para descrever a chegada dos portugueses no Brasil.
II. É possível afirmar que o Descobrimento em si não mereceria uma comemoração
festiva, pois o episódio foi, na verdade, o início de uma brutal conquista genocida por
parte dos portugueses, que dizimou a população indígena e escravizou os africanos.
III. O “encobrimento” da história brasileira consistiria fundamentalmente em apresentar
o Descobrimento e a colonização como um processo pacífico, civilizado e não-dizi-
matório.
Quais estão corretas?
a) Apenas II. d) Apenas II e III.
b) Apenas I e II. e) I, II e III.
c) Apenas I e III.
44. U.F. Pelotas-RS Maquiavel aconselhou aos governantes do início da Idade Moderna
formas de como manter o poder.
“É de notar-se, aqui, que, ao apoderar-se de um Estado, o conquistador deve determinar as
injúrias que precisa levar a efeito, e executá-las todas de uma só vez, para não ter que renová-las
dia a dia. Deste modo, poderá incutir confiança nos homens e conquistar-lhes o apoio, benefician-
do-os. Quem age por outra forma, ou por timidez ou por força de maus conselhos, tem sempre
necessidade de estar com a faca na mão e não poderá nunca confiar em seus súditos, porque
estes, por sua vez, não se podem fiar nele, mercê das suas recentes e contínuas injúrias. As injúrias
devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, tomando-se-lhes menos o gosto, ofendam
menos. E os benefícios devem ser realizados pouco a pouco, para que sejam melhor saboreados.”
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. (Coleção Os Pensadores).
1ª ed. São Paulo, Abril Cultural, 1973, p. 44.
Suas idéias são características da conjuntura histórica que, na Europa favoreceu:
a) a Escolástica e as Corporações de Ofício nas cidades;
b) o Teocentrismo e a fragmentação política do Império Romano;
c) o Renascimento e a centralização política que levou à formação dos Estados
Nacionais;
d) O Iluminismo e o Liberalismo Econômico;
e) O Despotismo Esclarecido e a Revolução Industrial.
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45. FEI-SP Naquela que se tornou sua obra mais conhecida, Nicolau Maquiavel desenvolve
a noção de “razão de Estado”, essencial para a compreensão dos processos políticos
modernos. Freqüentemente tido por maldito, inspirador de tiranos, Maquiavel na verda-
de construiu uma obra que encarava de maneira laica e realista a questão política. Num
trecho de seu livro, afirma que “todos os profetas armados triunfaram, os desarmados
arruinaram-se”. Podemos encontrar, nessa passagem, um elemento central do chamado
Estado Moderno, que se consolidava à sua época. Estamos falando:
a) da burocracia
b) da unificação de pesos e medidas d) do controle aduaneiro
c) do estabelecimento de fronteiras e) da construção de um Exército nacional
46. UFGO
“(...) O príncipe que baseia seu poder inteiramente na sorte se arruina quando esta muda.
Acredito também que é feliz quem age de acordo com as necessidades do seu tempo, e da mesma
forma é infeliz quem age opondo-se ao que seu tempo exige.”
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Brasília: Ed. UnB, 1976. p.90.
A formação dos Estados modernos na Europa Ocidental foi fruto de um complexo pro-
cesso de alianças entre setores da nobreza e da nascente burguesia. O rei encarnava essa
tensa aliança que expressava as lutas políticas próprias ao período de formação do capi-
talismo.
Acerca do processo de formação dos Estados modernos, é possível afirmar que, colocan-
do C para as questões certas e E para as erradas.
( ) os princípios disseminados na obra de Nicolau Maquiavel, O Príncipe, são condi-
zentes com a moralidade política medieval, que defendia a origem divina do poder
real; portanto, ao príncipe caberia aceitar os desígnios divinos e governar para o
bem da coletividade.
( ) Maquiavel elabora uma reflexão realista sobre o poder e o homem; portanto, acon-
selha o príncipe a governar em nome de uma razão destinada, primordialmente, ao
fortalecimento do poder soberano.
( ) a imagem do rei estava associada, desde a formação dos Estados feudais, a princí-
pios religiosos. Os rituais de coroação, mediados pela Igreja Católica, sacraliza-
vam o poder real.
( ) o tumultuado processo revolucionário francês disseminou um medo profundo nos
Estados monárquicos, que, posteriormente, formaram a Santa Aliança, para com-
bater o avanço dos movimentos revolucionários.
47. Ao referir-se ao conjunto de práticas e de idéias econômicas do século XVI na Europa,
Adam Smith, em seus escritos sobre a origem da riqueza das nações, afirmou: “...um
país rico, tal como um homem rico, deve ser um país com muito dinheiro: e juntar ouro
e prata num país deve ser a mais rápida forma de enriquecê-lo.” (apud HUBERMAN
Leo. História da Riqueza do Homem. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. p.130).
Considerando a afirmação contida acima, é correto afirmar que:
01. Adam Smith refere-se à teoria da mais-valia que fundamentou as relações capitalis-
tas características