Tabernáculo de Moisés Kevin J. Conner  completo por yanna
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Tabernáculo de Moisés Kevin J. Conner completo por yanna


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a respeito de Rute, que veio a crer ou se colocou sob as asas de Jeová, o Elohim de Israel, seu povo.

Assim, buscar a face de Jeová significava apresentar-se diante da arca, o único lugar onde estava o Shekinah, a manifestação divina sob a Lei. É isto que o salmista quis dizer com a expressão \u201cà sombra das asas de Deus\u201d, para demonstrar sua própria confiança e alegria, fervorosamente exaltada diante de outros. O Senhor também empregou a figura afetiva de um pássaro ao lamentar o fato dos judeus terem rejeitado se ajuntar sob sua proteção, embora Ele estivesse no meio deles e os tivesse trazido para si em \u201casas de águia\u201d (i.e., o poder do Espírito). Ver Êxodo 19.4; 25.20.
Em resumo, a construção da arca deu origem a vários conceitos espirituais aplicados pela igreja primitiva (Atos 7.38), motivando-os a considerá-la acima de todos os demais objetos sagrados.
A arca da aliança, ou arca de Jeová Elohim como também é chamada, serviu como símbolo ou testemunho, para a igreja primitiva, desta verdade fundamental (do Deus Triúno). Desta forma Deus se apresentou a nós, como habitando no próprio querubim (pois assim deveria ser traduzido). E é ali que devemos invocá-lo (Deuteronômio 6.4; 1Crônicas 13.6; Levítico 16.2; Números 7.89; Êxodo 25.22).

12. A Shekinah
No meio desta peça de ouro triúna estava a própria presença de Deus com sua glória resplandecente, em manifestação visível sobre o propiciatório aspergido de sangue. Como já vimos, foi ali que Deus falou em voz audível (Êxodo 29.42; 30.6, 36 e Números 7.89). Os hebreus chamavam esta manifestação da glória visível ou do esplendor de Deus de \u201cShekinah\u201d. Embora essa palavra nunca apareça na Bíblia, ela é citada em outros textos hebraicos. Em Shabat 22b encontramos que as lâmpadas que queimavam fora do véu atestavam que o \u201cShekinah permanecia no meio de Israel\u201d. Além disso, o Antigo Testamento contém inúmeras passagens impregnadas da idéia da presença e do esplendor visível de Deus. A palavra \u201cShekinah\u201d significa \u201caquele que habita\u201d, referindo-se à habitação visível de Deus entre o seu povo.
O registro dessa manifestação visível descendo sobre a arca é encontrado em Êxodo 40.33-38, onde \u201ca glória do SENHOR encheu o tabernáculo\u201d. Antes disso, Moisés esteve na Presença do Senhor e foi visivelmente transformado por essa experiência (Êxodo 34.29-35). A Presença de Deus era tão evidente na arca que quando esta seguia adiante ou parava, Moisés dirigia-se a ela como o \u201cSENHOR\u201d (Números 10.35,36). Essa idéia se mantém através de todas as jornadas e conquistas do povo de Israel. Quando a arca foi perdida em 1Samuel 4, os filhos de Israel perceberam claramente que tinham perdido muito mais do que um simples objeto, eles sabiam que junto com a arca haviam perdido a \u201cGlória de Deus\u201d (1Samuel 4.21,22).
	Asafe refere-se convictamente a esta manifestação nas palavras iniciais do salmo 80: \u201cEscuta-nos, Pastor de Israel... tu, que tens o teu trono sobre os querubins, manifestas o teu esplendor\u201d (veja também Isaías 37.16).
A arca da aliança é a única peça da mobília do Tabernáculo sobre a qual Deus residiu em esplendor.
Todas as outras seriam peças vazias se a \u201cPresença\u201d não estivesse na arca. Da mesma forma, a Igreja torna-se vazia e sua cerimônia perde o significado se a \u201cPresença\u201d não estiver ali (Mateus 18.20). Então, você entende por que esta \u201cPresença\u201d na Igreja é tão importante?
No Novo Testamento, o Shekinah representa a glória de Deus na face de Jesus Cristo (2Coríntios 4.6). Jesus era \u201co resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser\u201d (Hebreus 1.3). Ele era a palavra que se fez carne e \u201chabitou\u201d entre nós, e \u201cvimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade\u201d (João 1.14). Ele era \u201co Senhor da Glória\u201d (1 Coríntios 2.8). De fato, seu esplendor um dia iluminará a terra (Apocalipse 18.1).
O Lugar Santíssimo era um local muito especial dentro do Tabernáculo. O pátio era iluminado pela luz natural do dia e o Lugar Santo era iluminado pelas sete lâmpadas, mas no Lugar Santíssimo não havia luz artificial ou natural. Contudo, este era o local mais claro do Tabernáculo, pois era iluminada pela luz de 1 Timóteo 6.15,16, a \u201cluz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver\u201d. Ele era iluminado pela própria glória de Deus.

13. O lugar da arca
A arca da aliança estava no Lugar Santíssimo ou no Santo dos Santos. Esta área media 10 côvados de comprimento, 10 côvados de largura e 10 côvados de altura, ou 1000 côvados cúbicos de volume. Tinha a forma de um quadrado, assim como o altar de bronze, o altar de incenso e o peitoral usado pelo sacerdote. A glória Shekinah de Deus enchia este espaço quadrangular e cobria o piso de terra no interior do véu. Isto representa a terra sendo cheia "do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas enchem o mar" (Habacuque 2.14). Os 1000 côvados de volume apontam para a glória plena do Reino conforme expressa no milênio (1.000 anos) relatado em Apocalipse 20.1-6. O cumprimento completo e final será a glória de Deus na Jerusalém celestial, a cidade quadrangular e a cidade eterna de Deus e dos redimidos (Apocalipse 21-22).

14. Nessa arca estava o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança (Hebreus 9.4).
A arca da aliança era o lugar onde eram guardadas as Tábuas da Lei (Êxodo 25.21; Deuteronômio 10.5 e Êxodo 40.20), o vaso de ouro com o maná (Êxodo 16.33,34) e a vara de Arão que floresceu (Números 17.10). Não era só a arca que representava o Senhor Jesus Cristo, aquele em quem habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Os objetos da arca também nos dão algumas revelações adicionais. Esses objetos representam duas figuras distintas, isto é, representam a divindade, e também aquele em quem habita corporalmente toda a plenitude da divindade, a saber, o Senhor Jesus Cristo.
Primeiramente, veremos os objetos da arca como figuras da divindade. Tais itens incluíam três artigos em uma única arca. Cada artigo pode ser visto como revelação de cada uma das três pessoas da divindade. Cada artigo apresenta características e simbolismos de cada uma das pessoas da divindade. Veja a seguir:

As tábuas da lei: Temos aqui uma figura do Deus-Pai, o Legislador. A Lei foi dada através da sua voz. A Lei simboliza autoridade e poder, que são atributos do Pai.

O vaso de ouro do maná: o maná nos remete ao Deus-Filho, que é o pão da vida e o pão que desce do céu (João 6.48-50).

A vara de Arão que floresceu: a vara de Arão é uma figura de Deus na forma do Espírito Santo, pois na vara de Arão observamos o princípio de gerar vida e frutificar (Gálatas 5.22,23).

Em segundo lugar, os objetos da arca representam aquele em quem habita \u201ccorporalmente toda a plenitude da divindade\u201d. Todas as exigências contidas no Antigo Testamento foram completamente cumpridas pelo Senhor Jesus Cristo, \u201cpois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade\u201d (Colossenses 2.9). Devemos também estar cientes de que aquilo que foi cumprido em Cristo, a Cabeça, deve também ser cumprido em seu Corpo, a Igreja. Cada item da arca nos revela algo do caráter de Cristo e de seu ministério para e através do seu Corpo.

1. As Tábuas da Lei
A Lei em Israel incluía três aspectos:

a. A lei moral \u2013 Encontrada nos Dez Mandamentos, registrados em tábuas de pedra. Esta lei foi dada a Israel três vezes. Na primeira vez ela foi transmitida oralmente para a nação de Israel enquanto eles estavam junto ao Sinai (Êxodo 19-20; Deuteronômio 4-5 e Hebreus 12.18-20). Mais tarde, ela foi escrita pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra (Êxodo 31.18 e Êxodo 32.16). Essas tábuas foram quebradas por Moisés, simbolizando o quanto o povo de Israel já havia quebrado os mandamentos ao se envolver em pecaminosa idolatria construindo um bezerro de ouro (Êxodo 32.19). Por último, esses mandamentos foram escritos pela segunda vez em pedra (Êxodo 34.1-4) e colocados na arca por Moisés (Deuteronômio 10.15), sob o propiciatório aspergido com sangue.

b. A lei civil \u2013 Mencionada geralmente
Diogenes
Diogenes fez um comentário
amigo vc dispõe dos outros dois da coleção ?
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Josiel
Josiel fez um comentário
affz
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