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Tabernáculo de Moisés Kevin J. Conner  completo por yanna

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Redenção
Resgate
Substituição
Reconciliação
7. ... que será revestido de bronze (Êxodo 27.2)
Este altar deveria ser revestido de bronze. Esse bronze sem dúvida foi obtido através das ofertas trazidas diante do Senhor para edificar o Tabernáculo (Êxodo 25.3; 35.5,16). Ao longo das Escrituras, o bronze geralmente é relacionado ao mal, à maldade dos homens ou ao juízo contra o pecado (veja Gênesis 4.22; Juizes 16.21; 2 Reis 5.27; 1 Samuel 17.5, 6, 35; Salmo 107.16; Isaias 48.4; Jeremias 1.18 e Apocalipse 1.15). O bronze é um símbolo de poder e juízo contra o pecado. No Tabernáculo, o bronze se destaca particularmente nos elementos do pátio externo. O bronze era usado: nos cinqüenta colchetes sobre as cortinas de pêlos de cabra; nas cinco bases para a porta do Tabernáculo, nas colunas, nas estacas e bases do pátio externo, no altar de bronze e na pia de bronze. Todos esses objetos eram de bronze (ou cobre, segundo algumas versões).
O pátio externo era o local onde o pecado era julgado. Havia uma purificação sacrificial pelo sangue do animal sacrificado e lavagens cerimoniais para purificação de toda contaminação. O bronze expressa claramente o juízo do pecado. O livro de Deuteronômio relata que Deus prometeu ao seu povo que se eles fossem desobedientes, os céus se tornariam como bronze sobre suas cabeças (Deuteronômio 28.15-23). Em outras palavras, a comunicação com Deus seria cortada e, pior ainda, os céus, que são o lugar do trono de Deus, se tornariam o lugar de juízo contra o pecado da desobediência. Para aqueles que são obedientes, o trono de Deus é um trono de misericórdia, mas a desobediência o transforma num trono de juízo (Levítico 26.19).
Há um outro exemplo no Antigo Testamento que ilustra esta relação entre o bronze e o juízo de Deus. Quando Israel murmurou contra Deus, depois dele haver entregado os inimigos em suas mãos, Deus enviou serpentes para julgá-los pelos seus pecados. As serpentes tinham um veneno mortal. As pessoas logo se arrependeram, e Deus providenciou um meio para que fossem curadas, através do exercício da fé. Moisés ergueu uma serpente de bronze sobre um poste, e quando as pessoas olhavam para essa serpente, eram curadas do juízo do pecado trazido pelas picadas das serpentes venenosas (Números 21.6-9).
Todas essas coisas são figuras do nosso Senhor Jesus Cristo, que foi levantado no madeiro (cruz) e julgado por nossos pecados. Ele mesmo profetizou: “Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (João 3.14-16).
Jesus cumpriu tudo isso no Calvário. Ele foi condenado por nossos pecados. Ele julgou Satanás, a serpente, e com ela, todo o pecado, enfermidade e morte. Ele tomou sobre si o castigo de todos nós, pois o salário do pecado é a morte (Gênesis 2.17; Levítico 17.11; João 5.24; Romanos 3.21-23). A Palavra de Deus afirma que o pecado deveria ser punido com a morte. Assim, Cristo foi feito pecado por nós (2 Coríntios 5.21). Ele se fez maldição por nós (Gálatas 3.13). Ele foi condenado em nosso lugar quando foi levantado no madeiro.
Considerando todo o Tabernáculo como uma figura de Cristo, o altar de bronze representa os pés de Cristo. O profeta Ezequiel teve uma visão profética de Jesus como “um homem que parecia de bronze” (Ezequiel 40.3). Seus pés eram como de bronze numa fornalha ardente (Apocalipse 1.15 e 2.18). Quando entregamos nossa vida a Cristo, pela ação do Espírito de Deus, devemos começar nos humilhando aos pés de Cristo.
Este altar era revestido de bronze por dentro e por fora. Vimos isso em relação à arca da aliança. Se fizéssemos um corte transversal no altar, isso revelaria três camadas, isto é, seriam três camadas em um único altar. Esta verdade evidencia:
1. A camada interna de bronze é um símbolo do Espírito Santo que habita dentro de nós. É seu ministério, como espírito de julgamento (Isaias 4.4), convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8-11).
2. A camada central de madeira nos lembra da cruz de madeira colocada sobre a pessoa central da divindade, o Filho, que foi julgado por nós (Isaias 53; Miquéias 5.1,2).
3. A camada externa de bronze é um símbolo do Pai e Juiz de todos. Ele julgou seu Filho pelos nossos pecados.
O número três aponta para a divindade. A divindade estava envolvida em tudo que aconteceu no Calvário. O número um nos lembra que há somente uma cruz, um sacrifício, uma redenção, um salvador, um caminho e uma oferta, feita uma vez por todas pelo pecado. No Tabernáculo temos, portanto, somente um altar de sacrifício (João 14.1,6; Hebreus 7.25,26; 1 Timóteo 2.5,6).
8. Faça de bronze todos os seus utensílios: os recipientes para recolher cinzas, as pás, as bacias de aspersão, os garfos para carne e os braseiros (Êxodo 27.3).
Novamente vemos o número cinco relacionado a este altar. Deveria haver cinco utensílios para o serviço ministerial nesse altar:
Recipientes: Para recolher as cinzas – usadas para retirar as cinzas do holocausto e limpar o altar (Levítico 6.10,11). As cinzas deveriam também ser usadas na purificação (Números 19.17).
Pás: Usadas para apanhar as cinzas e lidar com o fogo.
Bacias: Ou tigelas, usadas para derramar e aspergir o sangue no altar (Hebreus 9.12; 13.20; Mateus 26.28; Romanos 5.9 e Apocalipse 12.11).
Garfos: Usados para distribuir os sacrifícios sobre o altar. O sacrifício deveria estar em ordem para ser perfeitamente consumido.
Braseiros: Ou incensários, usados para levar as brasas do altar de bronze para o altar de ouro. As brasas de carvão do altar de bronze permitiam que o incenso subisse a Deus.
Estes são os utensílios aos quais Isaías se referiu dizendo: “Sejam puros, vocês, que transportam os utensílios do Senhor” (Isaias 52.11). Todos esses utensílios deveriam ser feitos de bronze (Levítico 10.1,2 e Números 16.46). Eles apontam para o fato de que o crente deve permanecer no sangue de Cristo para ser um vaso puro diante do Senhor.
Os cinco utensílios apontam também para o ministério quíntuplo (Efésios 4.2-6), novamente tipificado em Arão e em seus quatro filhos. Cinco também corresponde ao número das ofertas levíticas que deveriam ser queimadas neste altar: o holocausto, a oferta de cereais, a oferta de comunhão, a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa (Levítico 1-7).
Todos esses números “cinco” apontam para a Graça de Deus: Deus manifestando sua graça para redimir o homem. A graça divina para o homem pecador flui do Calvário.
9. Faça também para ele uma grelha de bronze em forma de rede e uma argola de bronze em cada um dos quatro cantos da grelha. Coloque-a abaixo da beirada do altar, de maneira que fique a meia altura do altar (Êxodo 27.4,5).
O altar deveria ter uma grelha ou uma espécie de rede de bronze, que estaria posicionada a meia (ou “em meio” – ERA) altura do altar. Isso significa que a grelha deveria ser colocada na metade dos três côvados de altura do altar. Portanto, essa grelha teria 1 ½ côvado de altura, a mesma altura da mesa dos pães da Presença e da arca da aliança ou propiciatório (tampa, trono de misericórdia). A largura das tábuas era também de 1 ½ côvado. Em relação ao significado espiritual dessa medida, veja o capítulo sobre a mesa dos pães da Presença.
Vários diagramas mostram a grelha em diferentes posições. Alguns sugerem que o altar deveria ser inteiramente rodeado por esta grelha, desde o chão até o meio, ou seja, ½ côvado de altura. Outros mostram a grelha no centro do altar, onde o sacrifício era colocado para ser consumido pelo fogo que vinha de baixo.
Seja como for, o conceito espiritual revelado aqui é de que a grelha sustentava o corpo da vítima sacrificada, e esta grelha estava “no meio” do altar. Tudo isso aponta para a cruz, que foi a grelha que sustentou o corpo de Jesus Cristo, em seu supremo sacrifício pelo pecado. Assim como a grelha estava “no meio” dos três côvados de altura do altar, também Jesus Cristo foi crucificado “no meio” de dois ladrões, colocando sua cruz “no meio”