TGP - revisão - questões objetivas

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REVISÃO – TEORIA GERAL DO PROCESSO – QUESTÕES OBJETIVAS

1.   	O que é interesse?
É o desejo de ter um determinado bem da vida, ou seja, de satisfazer uma necessidade.

2.   	O que é conflito de interesses?
É quando uma pessoa tem dois interesses e só pode satisfazer um.

3.   	O que é conflito intersubjetivo de interesses?
É quando duas ou mais pessoas têm a pretensão de se apropriar de um mesmo bem da vida, qualificado pela resistência do detentor do bem.

4.   	O que é direito objetivo?
Conjunto de normas jurídicas que tem como objetivo sistematizar e regulamentar o comportamento humano e a sociedade.

5.   	O que é direito subjetivo?
É a pretensão do titular do interesse juridicamente protegido de fazer valer o direito objetivo, subordinando o interesse de outrem ao seu.

6.   	O que é relação jurídica?
É o conflito de interesses regulado pelo direito.

7.  	O que é sujeito de direito?
É o titular de um direito subjetivo.

8.  	O que é objeto de direito?
É o bem da vida, limitado, com valor econômico ou afetivo que deu origem a lide.

9.  	O que é pretensão?
É a exigência de submissão do interesse de outrem ao próprio.

10.	O que é lide?
É o conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida.

11. 	O que é processo?
É o meio ou instrumento de solução da lide.

12. 	O que é reconvenção? CPC. Art. 315
É uma ação do réu contra o autor, no mesmo feito e juízo em que é demandado.

13.  	O que é litígio?
É uma disputa ou controvérsia entre as partes formada em juízo.

14.  	Quais as formas de solução de conflito existentes?
Autotutela ou autodefesa, autocomposição, arbitragem e jurisdição.

15.  	Quais as formas de solução de conflito que integram a justiça privada?
Autotutela ou autodefesa, autocomposição e arbitragem.

16.  	Quais as formas de solução de conflito que integram a justiça pública?
Jurisdição.

17. 	O que é autotutela?
É fazer justiça com as próprias mãos. É a lei do mais forte ou do mais astuto. Proibida pelo ordenamento jurídico  art. 345 e 350, CP. Exceções: direito de retenção, penhor legal, cortar ramo de árvores limítrofes e desforço imediato (legítima defesa).

18. 	O que é autocomposição?
É a conciliação ou acordo entre as partes obtido em função da desistência do sujeito ativo, da submissão do sujeito passivo ou mediante concessões mútuas entre as partes, caracterizando um acordo ou transação, quando disponível o direito material.

19.  	Pode-se impor pena através da autocomposição ou da arbitragem?
Não, somente o Estado pode punir.

20.  	O que é jurisdição? 
É a função/obrigação, atividade e poder (que emana da soberania) do Estado de compor os conflitos de interesses pela aplicação da lei ao caso concreto. 

21.  	O que é mediação?
É um meio alternativo de solução de litígios, onde um terceiro, neutro/imparcial, de confiança das partes, por elas livre e voluntariamente escolhido, intervém como “facilitador”, levando as partes a encontrarem a solução para as suas pendências.

22.  	Qual a diferença entre a Mediação, a Conciliação e a Arbitragem?
A conciliação é exercida por força de lei e obrigatoriamente por servidor público, que usa a autoridade do cargo para tentar promover a solução do litígio. Na mediação, o mediador não decide; quem decide são as partes; Na Arbitragem, o árbitro decide.

23.  	Como ocorre a conciliação?
É um acordo entre as partes mediante concessões mútuas.

24.  	Como funciona a Arbitragem?
Na arbitragem, as partes elegem, de comum acordo, um árbitro para solucionar o conflito. Tal árbitro deve ser de confiança mútua das partes, considerado justo e imparcial. As partes, por sua vez, assumem o compromisso de acatar a decisão do árbitro. A lei que regulamenta essa forma de solução de conflito é a Lei nº 9.307, de 1996. Os conflitos que podem ser solucionados por esta lei são os seguintes: matéria civil (não-penal), na medida da disponibilidade dos interesses substanciais em conflito. As partes em conflito podem requerer esta forma mediante a assinatura de um contrato perante o juiz arbitral, com limitação aos litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Ex. As partes assinam uma convenção de arbitragem que deve se limitar aos litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis; Restrições à eficácia da cláusula compromissória inserida em contratos de adesão; Capacidade das partes; Possibilidade de escolherem as partes as regras de direito material a serem aplicadas na arbitragem, sendo ainda admitido convencionar que esta se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.; Não há necessidade de homologação judicial da sentença arbitral; A sentença arbitral dos mesmos efeitos de uma sentença judiciária, valendo como título executivo, se for condenatória; Possibilidade de controle jurisdicional ulterior se for provocado pela parte interessada; Possibilidade de reconhecimento e execução de sentenças arbitrais produzidas no exterior; Os árbitros não têm o poder jurisdicional do Estado, não podem executar suas próprias sentenças, nem impor medidas coercitivas; O árbitro sempre considera-se autorizado a julgar por eqüidade.

25. 	O que significa “Princípio”? Qual a importância de estudar os princípios?
É um mandamento nuclear que se irradia por todo o sistema jurídico, compondo-lhe o espírito, servindo de critério para a sua exata compreensão, definindo-lhe a lógica e a racionalidade, conferindo-lhe harmonia. Importância – compreender o sistema jurídico como um todo, único, indivisível, harmonioso e coerente.

26.  	Quais as espécies de princípios analisados?
Constitucionais:
Devido processo legal;
Igualdade ou da isonomia;
Contraditório e ampla defesa;
Publicidade dos atos processuais;
Inafastabilidade do Poder Judiciário;
Inadmissão da prova ilícita;
Duplo grau de jurisdição;
Juiz e promotor natural;
Motivação das decisões judiciais;
Celeridade ou da brevidade.

Infraconstitucionais ou Processuais:
Princípio da imparcialidade do juiz;
Princípio da iniciativa das partes;
Princípio do impulso oficial;
Princípio da disponibilidade
Princípio da indisponibilidade;
Princípio da lealdade processual;
Princípio da oralidade;
Princípio dispositivo;
Princípio da livre convicção do juiz;
Princípio da economia processual;
Princípio da instrumentalidade das formas.

27.	Princípio do devido processo legal.
Artigo 5º, LIV, CF – Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. É o conjunto de garantias que asseguram às partes o exercício de suas faculdades (direito material), poderes de natureza processual e, de outro, legitimam a própria função jurisdicional. É a garantia da vida, da liberdade e da propriedade. Sentido material – garantir o direito material; Sentido processual – garantir o acesso à justiça.

28. 	Princípio do Duplo Grau de Jurisdição
É a possibilidade de revisão, por via de recurso, das causas já julgadas pelo juiz de primeiro grau ou de primeira instância, que corresponde a denominada instância inferior, garantindo, assim, um novo julgamento, por parte dos órgãos da jurisdição superior, ou de segundo grau. É adotado pela generalidade dos sistemas processuais contemporâneos. A corrente doutrinária opositora é minoria. 1ª instância – juízo ad quo; 2ª instância – juízo ad quem.

29. 	Princípio da isonomia ou da igualdade das partes.
Todos são iguais perante a lei.  O juiz deve ser imparcial e assegurar às partes igualdade de tratamento. No processo penal, é atenuado pelo favor rei, ou seja, o interesse do acusado prevalece no contraste com o direito de punir do Estado.

30.   	Princípio do contraditório.
É o direito ou oportunidade de defesa, de contestação, assim, o juiz deve ouvir as alegações das duas partes antes de tomar uma decisão. Artigo 5º, LV, CF – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
Vanessa Louise dos Santos fez um comentário
  • Pessoal tenho prova segunda-feira (28/11) e vai cair sobre a classificação das sentenças de procedência conforme sua eficácia preponderante (executiva,mandamental,condenatória,etc). Porém o material que a professora deu não está sendo o suficiente para que eu possa entender. Se alguém tiver algo, disponibilize para mim, por favor. Obrigada.
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    Rafaela Rivania fez um comentário
  • muito bom mesmo ,tudo muito bem resumido e bem esclarecido .
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    Luan Borges fez um comentário
  • Ótimo.
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    Rafa Cundari fez um comentário
  • Adorei <3
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