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Crimes Cometidos Contra a Administração da Justiça

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Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional. (Incluído pela Lei nº 12.012, de 2009).
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. (Incluído pela Lei nº 12.012, de 2009).
Objetividade jurídica:
Sujeitos do delito 
Sujeito ativo: 
Sujeito passivo: 
3. Tipo objetivo 
Tipo subjetivo 
4. Consumação 
7. Crime de menor potencial ofensivo 
 8. Julgado
1 - Correta a decisão que fixou a pena base pouco acima do mínimo legal, diante da gravidade do delito e dos maus antecedentes. 
[...] 
4 - É inviável deferir o pedido de restituição do celular que foi utilizado para a prática de ato ilícito, devendo ser mantida a pena de perdimento. 
5 - Recurso conhecido e parcialmente provido.
(Acórdão n.735117, 20120110868500APJ, Relator: LEANDRO BORGES DE FIGUEIREDO, 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do DF, Data de Julgamento: 12/11/2013, Publicado no DJE: 19/11/2013. Pág.: 267)
Exercício arbitrário ou abuso de poder
Art. 350 - Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem as formalidades legais ou com abuso de poder:
Pena - detenção, de um mês a um ano.
Parágrafo único - Na mesma pena incorre o funcionário que:
I - ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão, ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança;
II - prolonga a execução de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade;
III - submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei;
IV - efetua, com abuso de poder, qualquer diligência.
Este artigo foi revogado pela Lei n. 4.898/65 (regulamenta o direito de representação e o processo de responsabilidade administrativa, civil e penal, nos casos de abuso de autoridade).
"Abuso de autoridade. Restando demonstrado nos autos prova da materialidade e autoria, é de ser mantida a condenação. Com efeito, o ato de policiais, ainda que com mandado judicial, algemarem a vítima e ofenderem sua integridade física, que disse nada saber a respeito de pessoas procuradas pelos policiais, configura o abuso de poder. Assim, não podem os agentes públicos, sob pena de violarem os princípios e direitos fundamentais, pretender forçar alguém, mediante ameaças e violência, a dizer algo sobre supostos criminosos. Palavra da vítima que, sendo coerente, ganha especial relevo nesses delitos, mormente, porque o são praticados às escondidas. Condenação mantida. Apelação desprovida" (TJRS, AC 70000785733, Rei. José Eugênio Tedesco, j. 29-6-2000). 
HABEAS-CORPUS Nº 2006.01.00.012791-1/BA
Processo na Origem: 200633030006696
PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. ACESSO DO ADVOGADO AOS AUTOS DO INQUÉRITO OU DO PROCESSO.
1. É direito do advogado examinar, em qualquer repartição dos Poderes da República, autos de inquérito ou de processo, findos ou não, ainda que sem procuração, e deles tirar cópias, em face do que dispõem o art. 7º da Lei 8.906, de 04.07.1994, e o inciso LXIII do art. 5º da Constituição Federal, sob pena de o indeferimento do pedido, caracterizar crime de abuso de autoridade.
2. Os atos que ainda estão sendo processados sob segredo de justiça, como quebra de sigilos fiscal e telefônico, não poderão ser dado conhecimento à defesa, sob pena de serem prejudicadas as investigações. Mas os atos já realizados, estes o advogado tem o direito de ler e tirar cópia. 
A C Ó R D Ã O
Decide a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por unanimidade, conceder a ordem de habeas corpus impetrada em favor de EDNA DA SILVA PIAU.
Brasília, 23 de maio de 2006.
Juiz TOURINHO NETO
Relator
NOMEN IURIS 
Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança
Art. 351 - Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
§ 1º - Se o crime é praticado a mão armada, ou por mais de uma pessoa, ou mediante arrombamento, a pena é de reclusão, de dois a seis anos.
§ 2º - Se há emprego de violência contra pessoa, aplica-se também a pena correspondente à violência.
§ 3º - A pena é de reclusão, de um a quatro anos, se o crime é praticado por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado.
§ 4º - No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda, aplica-se a pena de detenção, de três meses a um ano, ou multa.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo
3. Tipo objetivo: 
5. Consumação e tentativa: 
6. Formas qualificadas 
7. Forma culposa 
8. Questões especiais 
317 X 351 (tipo especial)
Inimputáveis?
9. Pena e ação penal 
10. Julgados
"Por 'pessoa legalmente presa' (CP, art. 351), devem ser entendidos também os menores inimputáveis, privados de sua liberdade ambulatorial, por força de ordem judicial. Não se tranca a Ação Penal quando a denúncia descreve fatos configuradores de crime em tese, possibilitando ao acusado o exercício pleno de seu direito de defesa. Havendo controvérsia de fatos e provas, o trancamento prematuro da Ação Penal seria o mesmo que cercear a pretensão acusatória do Estado" (STJ, RO-HC 9.374/MG, Rei. Edson Vidigal, j. 15-2-2000). 
"Deve ser reconhecida a falta de justa causa para a ação penal, instaurada para a apuração do delito de facilitação da fuga de preso, se evidenciado que o acusado, carcereiro policial, agiu em obediência a uma ordem judicial, ainda que não se conduzindo com a cautela necessária, pois deixou de verificar se o custodiado estaria também recolhido devido a outra prisão cautelar — ressaltando-se que tal atribuição não seria de sua alçada, mas, sim, de responsabilidade do administrador do estabelecimento prisional, e que o réu efetivamente não fugiu, mas, na realidade, foi posto em liberdade” (STJ, RHC 9.770/SP, Rei. Gilson Dipp, DJ, 11-12-2000, p. 217).
EMENTA:
1. A expressão "pessoa legalmente presa" contida no tipo penal previsto no artigo 351 do Código Penal deve ser interpretada em sentido amplo, de modo a englobar a situação de todo aquele que se encontra privado de sua liberdade decorrente de prisão em flagrante ou por força de ordem escrita e fundamentada de autoridade judicial. Assim, a expressão "pessoa legalmente presa" também inclui os menores inimputáveis, desde que apreendidos por força de ordem judicial. Precedente do Superior Tribunal de Justiça. [...]
 (Acórdão n.582283, 20110910094130APR, Relator: ROBERVAL CASEMIRO BELINATI, Revisor: SILVÂNIO BARBOSA DOS SANTOS, 2ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 26/04/2012, Publicado no DJE: 02/05/2012. Pág.: 185)
Evasão mediante violência contra a pessoa
Art. 352 - Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva, usando de violência contra a pessoa:
Pena - detenção, de três meses a um ano, além da pena correspondente à violência.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeitos passivos 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Questões especiais 
Concurso material. 
7. Pena e ação penal 
8. Julgados
"Fuga de presos — Evasão mediante violência à pessoa — Detento que imobiliza o policial de guarda com areia nos olhos para, em seguida, trancafiá-lo numa cela — Violência caracterizada — Responde pelo crime previsto no art. 352 do Código Penal quem, legalmente preso, consegue evadir-se do presídio, trancafiando o policial de guarda numa cela depois de imobilizá-lo com areia nos olhos e arrebatar-lhe o revólver da Corporação" (TJMG, Apelação Criminal n. 93.340-8 — Comarca de Elói Mendes; Apelante(s) — Ministério Público do Estado de Minas Gerais, PJ Comarca Elói Mendes — Apelado(a)(s) — Jair Marcos da Silva, José Lino Neto, Sebastião Pedreira — Rei. Des. Gudesteu Biber).
PENAL. ROUBO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA FURTO. SIMULAÇÃO DE ARMA DE FOGO. PALAVRA DA VÍTIMA. EVASÃO