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quadro resumo conhecimentos pedagógicos excelente

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SEDUC-RS 2013 | Magistério | Professor Estadual | CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS | Prof. Omar Martins | http://profomar.wordpress.com/
QUADRO-RESUMO | MÓDULO I | CONTEXTUALISTA
• Cidadania no mundo globalizado.
• Finalidades da educação.
Paulo FREIRE | Edgar MORIN | Antoni ZABALA | Isabel ALARCÃO | Milton SANTOS | José Carlos LIBÂNEO | Guacira Lopes LOURO
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA | Paulo FREIRE
A formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativa em favor da AUTONOMIA do
educando é o ponto central desta obra. É necessário que o formando, desde o início de sua experiência
formadora, assuma-se como SUJEITO também da produção do saber, criando possibilidades para
a sua construção.
1. NÃO HÁ DOCÊNCIA SEM DISCÊNCIA:
Ensinar exige rigorosidade metódica
Ensinar exige pesquisa
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos
Ensinar exige criticidade
Ensinar exige estética e ética
Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo
Ensinar exige risco, aceitação do novo, e rejeição a qualquer forma de discriminação
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática
Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural
2. ENSINAR NÃO É TRANSFERIR CONHECIMENTO:
Ensinar exige consciência do inacabamento
Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado
Ensinar exige respeito da autonomia do ser do educando
Ensinar exige bom senso
Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos educadores
Ensinar exige apreensão da realidade
Ensinar exige alegria e esperança
Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível
Ensinar exige curiosidade
3. ENSINAR É UMA ESPECIFICIDADE HUMANA:
Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade
Ensinar exige comprometimento
Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo
Ensinar exige liberdade e autoridade
Ensinar exige tomada consciente de decisões
Ensinar exige saber escutar
Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica
Ensinar exige disponibilidade para o diálogo
Ensinar exige querer bem os educando
CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO
A educação parte de uma concepção PROBLEMATIZADORA, na qual o conhecimento resultante é
CRÍTICO e REFLEXIVO. Nesta perspectiva, a educação é um ato político; sendo o ensino muito
mais que uma profissão, que exige comprovados saberes em seu processo.
CONCEPÇÃO DE CIDADANIA
Educar é um ato que visa à convivência social, a cidadania e a tomada de consciência política.
A educação escolar, além de ensinar o conhecimento científico, deve assumir a incumbência de preparar as pessoas
para o exercício da cidadania. A cidadania é entendida como o acesso aos bens materiais e culturais produzidos
pela sociedade, e ainda significa o exercício pleno dos direitos e deveres previstos pela Constituição da República.
A educação para a cidadania pretende fazer de cada pessoa um agente de transformação. Isso exige uma
reflexão que possibilite compreender as raízes históricas da situação de miséria e exclusão em que vive boa parte
da população.
A cidadania é a condição social que confere a uma pessoa o usufruto de direitos que lhe permitem participar da
vida política e social da comunidade no interior da qual está inserida. A esse indivíduo que pode vivenciar tais
direitos chamamos de cidadão. Ser cidadão, nessa perspectiva, é respeitar e participar das decisões coletivas a
fim de melhorar sua vida e a da sua comunidade. O desrespeito a tais direitos por parte do Estado, de Instituições
ou pessoas, gera exclusão, marginalização e violência.
Somente quando cada homem tiver seus direitos efetivados e sua DIGNIDADE reconhecida e protegida que
poderemos dizer que vivemos numa sociedade justa. Até porque sem o princípio de justiça não pode haver sociedade,
pois nela deixariam de existir a confiança e o respeito mútuo entre os indivíduos. A justiça é a maneira de se
reconhecer que todos são iguais perante a lei (IGUALDADE) e que todos devem receber de acordo com seus
méritos, qualidades e realizações (EQUIDADE). A justiça é, desse modo, representada pelos princípios de igualdade
e equidade.
DIGNIDADE
Uma educação que objetiva a formação integral da pessoa em sua dignidade deve ser construída com princípios
e valores de uma vida cidadão com respeito às diferenças e singularidades de: raça/etnia, gênero, geração,
regionalidade e formação ética/religiosa, lutando contra toda espécie de preconceito e discriminação que gera
exclusão.
DIALOGICIDADE
Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. O diálogo assumido
numa perspectiva freiriana, vai muito além da conversa entre duas pessoas, onde uma ouve e escuta e depois fala
enquanto a outra espera sua vez para ter a palavra. Para Freire não há conhecimento sem dialogicidade. Dialogar
fazse necessário para que a sala de aula constitua-se num cenário próprio para a produção do conhecimento.
Freire vai além, ao afirmar que a dialogicidade não é uma possibilidade é uma necessidade sem a qual não pode
haver conhecimento. Nessa perspectiva ensinar através do diálogo é um ato que deve fazer parte da construção
da práxis do professor. A dialogicidade faz parte de todo processo de aprendizagem, não apenas no âmbito
professor e aluno, como o caso de professores e professores e entre áreas do conhecimento.
AUTONOMIA
Para Freire, é uma contradição um ser consciente de seu inacabamento não buscar o futuro com esperança, não
sonhar com a transformação, enfim, não buscar a construção de um mundo onde todos possam realizar-se com
autonomia. Dizer que a educação vai suprimir todas as injustiças, opressões, e assim mudar completamente a
sociedade suprimindo todas heteronomias, é ingenuidade, da mesma forma que dizer que a educação não pode
realizar mudança alguma. Temos que estar conscientes do nosso condicionamento, mas não somos determinados, há
possibilidade da transformação. Uma educação que vise formar para a autonomia deve encarar o futuro como
problema e não como inexorabilidade, a História como possibilidade e não como determinação. O mundo não
apenas é, ele está sendo, o papel dos homens no mundo é de quem constata e intervém. A constatação só faz
sentido se eu não apenas me adaptar, mas tentar mudar, intervir na realidade. A conquista do poder de ser
autônomo exige a transformação das condições heterônomas que o limitam. Por isso, é preciso que a compreensão
do futuro como problema, que a vocação para ser mais em processo de estar sendo, sejam fundamentos para a
rebeldia de quem não aceita as injustiças do mundo. A autonomia encerra em si certa rebeldia, na medida que
implica a não aceitação passiva e acrítica do mundo. Para que as condições concretas que limitam a autonomia
sejam transformadas, é preciso reinventar o mundo de hoje e a educação é indispensável nessa reinvenção. Essa
reinvenção do mundo exige comprometimento.
Crítica à “EDUCAÇÃO BANCÁRIA”
Freire, ao longo de sua vida, mostrou-se crítico em relação à educação que não transforma, que não
busca interagir com os problemas da sociedade, ou seja, a chamada educação bancária, na qual o
professor só “deposita” conhecimento e o aluno arquiva-os.
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SEDUC-RS 2013 | Magistério | Professor Estadual | CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS | Prof. Omar Martins | http://profomar.wordpress.com/
QUADRO-RESUMO | MÓDULO I | CONTEXTUALISTA
• Cidadania no mundo globalizado.
• Finalidades da educação.
Paulo FREIRE | Edgar MORIN | Antoni ZABALA | Isabel ALARCÃO | Milton SANTOS | José Carlos LIBÂNEO | Guacira Lopes LOURO
FINALIDADES DA EDUCAÇÃO
Segundo Antoni ZABALA, se “a finalidade do sistema educativo é o desenvolvimento de todas as capacidades da pessoa para dar respostas
aos problemas que a vida em sociedade coloca, os conteúdos escolares devem ser selecionados com critérios que respondam a tais exigências,
o que comporta uma organização que depende mais da potencialidade explicativa de contextos globais do que a que vem determinada