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SÚMULAS E OJ DO TST

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NOTA DE ATUALIZAÇÃO 7ª 
EDIÇÃO 
SÚMULAS E OJS COMENTADAS E ORGANIZADAS POR ASSUNTOS 
7º Edição/2016 
Editora Juspodivm 
 
Atenção! Com a finalidade de facilitar a compreensão desta nota de atualização com a 6ª 
edição de seu livro, optamos por inserir os comentários às súmulas e OJs do TST por inteiro 
mesmo quando as modificações foram parciais. 
 
PARTE I – DIREITO DO TRABALHO 
 
CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO 
1.2.5. Complementação de aposentadoria prevista em norma interna da empresa 
1.2.5.1. Complementação dos proventos da aposentadoria 
Súmula nº 288 do TST. Complementação dos proventos da aposentadoria 
I - A complementação dos proventos de aposentadoria, instituída, regulamentada e paga 
diretamente pelo empregador, sem vínculo com as entidades de previdência privada fechada, é 
regida pelas normas em vigor na data de admissão do empregado, ressalvadas as alterações que 
forem mais benéficas (art. 468 da CLT). 
II - Na hipótese de coexistência de dois regulamentos de planos de previdência complementar, 
instituídos pelo empregador ou por entidade de previdência privada, a opção do beneficiário 
por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do outro. 
III – Após a entrada em vigor das Leis Complementares nºs 108 e 109, de 29/05/2001, reger-se-
á a complementação dos proventos de aposentadoria pelas normas vigentes na data da 
implementação dos requisitos para obtenção do benefício, ressalvados o direito adquirido do 
participante que anteriormente implementara os requisitos para o benefício e o direito 
acumulado do empregado que até então não preenchera tais requisitos. 
IV – O entendimento da primeira parte do item III aplica-se aos processos em curso no Tribunal 
Superior do Trabalho em que, em 12/04/2016, ainda não haja sido proferida decisão de mérito 
por suas Turmas e Seções. 
 
 
1.2.5.1.1. Introdução 
A redação da Súmula nº 288 foi alterada recentemente pelo TST (abril/2016). 
Inicialmente, cabe frisar que não há previsão na CLT sobre complementação de 
aposentadoria. Portanto, essa complementação deverá ter previsão em acordo, convenção 
ou regulamento de empresa. A complementação de aposentadoria consiste em uma 
vantagem dada pelo empregador ao empregado como forma de complementar a 
aposentadoria paga pelo INSS1. Não se confunde, portanto, com benefício previdenciário da 
Lei nº 8213/91. 
A complementação de aposentadoria não tem natureza salarial, portanto eventual 
complementação não vai refletir nas demais verbas salariais. Nesse sentido, estabelece o 
texto constitucional e a CLT: 
Art. 202, § 2º, da CF/88: As contribuições do empregador, os benefícios e as condições 
contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de 
previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à 
exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos 
termos da lei. 
Art. 458, § 2º, da CLT: Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas 
como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: 
(...) 
VI – previdência privada 
1.2.5.1.2. Antes da alteração da Súmula nº 288 do TST (abril/2016) 
Antes da alteração promovida em abril de 2016, a jurisprudência do TST defendia o fato 
de que as regras postas no ato da contratação do trabalhador somente poderiam ser 
alteradas se em benefício do empregado. Lembre-se de que os direitos previstos no 
regulamento de empresa, inclusive as regras de complementação de aposentadoria, 
incorporam-se, de forma definitiva, ao contrato de trabalho, aplicando-se a Súmula nº 51 do 
TST, comentada anteriormente. 
Havia intensa discussão sobre a possibilidade de alterar as regras no tocante à 
complementação de aposentadoria prevista em regulamento interno, durante o contrato de 
trabalho, uma vez que haveria apenas uma expectativa de direito. Essa tese defende o fato de 
que o empregado somente terá direito às regras previstas no regulamento interno, após 
preencher todos os requisitos para aposentadoria (o tempo de serviço, a idade para 
aquisição da aposentadoria etc.). Assim sendo, a aposentadoria seria um evento futuro e 
incerto, configurando-se uma condição e, portanto, não haveria direito adquirido do 
empregado (art. 125 do CC). 
Nesse caso, como se trata de mera expectativa de direito, o empregador poderia alterar 
todas as promessas feitas durante o contrato, sem que esse ato afrontasse o art. 468 da CLT, 
que veda as alterações prejudiciais. Aliás, nesse sentido, há previsão expressa no art. 202, § 
2º, da Constituição Federal: 
Art. 202, § 2º, CF/88: As contribuições do empregador, os benefícios e as condições 
 
1. “A complementação de aposentadoria é benesse pactuada durante o contrato de trabalho, entre o 
empregado e o empregador ou entre empregado e empresa do grupo econômico do empregador, com a 
anuência deste, para surtir efeitos após a aposentadoria do trabalhador. Tem o objetivo de garantir, a partir 
da aposentadoria, vantagens financeiras e/ou patrimoniais para complementar os proventos da 
aposentadoria pagos pelo INSS. Normalmente o complemento é feito por empresa de previdência privada, 
criada, mantida, patrocinada ou gerida pelo empregador.” CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. 4. ed. 
rev. e ampl. Niterói: Impetus, 2010. p. 813 
 
contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de 
previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à 
exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos 
termos da lei. 
Aliás, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que as alterações nas regras de 
aposentadoria dos servidores públicos federais não ferem direito adquirido, pois se trata 
apenas de expectativa de direito. 
 
1.2.5.1.3. Após a alteração da Súmula nº 288 do TST (abril/2016) 
Com a recente alteração da Súmula nº 288, o tribunal diferenciou os efeitos decorrentes 
da complementação de aposentadoria concedida pelo empregador daquela decorrente de 
vínculo com entidades de previdência privada fechada: 
a) Complementação de aposentadoria instituída pelo empregador: 
No caso de complementação de aposentadoria instituída, regulamentada e paga 
diretamente pelo empregador, mantém-se o posicionamento que era previsto na antiga 
redação da Súmula nº 288, I, do TST, ou seja, as regras postas no ato da contratação do 
trabalhador devem prevalecer, exceto quando as alterações forem benéficas ao 
empregado: 
Súmula nº 288, I, do TST - A complementação dos proventos de aposentadoria, instituída, 
regulamentada e paga diretamente pelo empregador, sem vínculo com as entidades de 
previdência privada fechada, é regida pelas normas em vigor na data de admissão do empregado, 
ressalvadas as alterações que forem mais benéficas (art. 468 da CLT). 
Nesse caso, como se trata de causa decorrente da relação de trabalho (empregado x empregador), a 
competência para discuti-la é da Justiça do Trabalho. 
b) Complementação de aposentadoria com a participação de entidade de 
previdência privada: 
Se houver participação de entidade de previdência privada, as normas aplicáveis à 
complementação de aposentadoria do empregado serão, em regra, definidas somente 
quando o empregado preencher todos os requisitos para o recebimento do benefício 
previdenciário. 
Contudo, foram estabelecidas duas exceções à hipótese acima, de modo que nesses casos 
a concessão do benefício observará os requisitos data de admissão do empregado. 
A primeira refere-se ao limite temporal relativo à promulgação das Leis 
Complementares

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