TCC Christopher. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PÓRTICOS DE EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM AÇO
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TCC Christopher. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE PÓRTICOS DE EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM AÇO


DisciplinaEdificios Industriais em Estruturas de Aço2 materiais93 seguidores
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apoiando as treliças (BELLEI, 2006). 
2.1.2.8. Estruturas tipo \u201cShed\u201d 
Segundo Bellei (2006) esta estrutura é utilizada quando há necessidade de 
ventilação e iluminação natural, sendo esse tipo de estrutura muito comum em 
supermercados e depósitos (Figura 8). 
 
Figura 8. Galpão tipo Shed (BELLEI, 2006). 
2.1.2.9. Pórtico germinado de alma cheia 
Este tipo em pórtico pode ser de custo superior aos dos exemplos anteriores de 
múltiplos vãos, pois algumas medidas devem ser tomadas por conta da falta de colunas 
internas (Figura 9).Algumas das opções possíveis são a utilização de pórticos mais 
pesados com espaçamentos convenientes ou a utilização de sistemas de vigas cumeeira 
e vigas entre colunas que suportem as vigas intermediárias(BELLEI, 2006). 
 
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Figura 9. Trecho de um galpão de alma cheia (BELLEI, 2006). 
 
2.2. Ações nas estruturas 
De acordo com Fakury (2009), entende-se como ação qualquer influência, ou 
conjunto destas, capazes de causar tensões internas, deformação ou deslocamento de 
corpo rígido de uma estrutura. 
2.2.1. Classificação das ações 
Ações podem ser classificadas de várias maneiras, mas para caráter de projeto 
estrutural deve-se dar atenção especial ao critério de avaliação que leva em conta a 
variabilidade da ação ao longo do tempo. Segundo esse critério, as ações podem sem 
classificadas em: permanentes; variáveis; e excepcionais. 
2.2.2. Ações permanentes 
As ações permanentes são aquelas que sofrem pequenas variações ao longo da 
vida útil da edificação, geralmente tomada como 50 anos (Figura 10). Essas ações 
podem ser subdivididas em ditas e indiretas. São ações permanentes diretas o peso 
próprio da estrutura e de todos os componentes da estrutura, tais como pisos, alvenaria, 
revestimento, acabamento, instalações fixas, etc. Já as ações permanentes indiretas 
podem ocorrer através da protensão, recalques de apoios e a retração e dilatação de 
elementos da estrutura (QUEIROZ,1986). 
 
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Figura 10. Variação das ações permanentes ao longo do tempo (QUEIROZ, 1986). 
2.2.3. Ações variáveis 
As ações variáveis que apresentam uma certa variabilidade ao longo da vida útil 
da edificação (Figura 11). São ações variáveis aquelas provenientes de equipamentos 
móveis, ventos usuais, variação da temperatura, sobrecarga do piso, sobrecarga de 
cobertura e outras (FAKURY, 2009). 
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N Q
 
Figura 11. Variação das ações variáveis ao longo do tempo (QUEIROZ, 1986). 
2.2.4. Ações excepcionais 
Assim como as ações variáveis, as ações excepcionais variam com o tempo, 
assumindo valores significativos apenas em períodos muito pequenos no decorrer da 
vida útil da estrutura (Figura 9), ainda possuem uma baixa probabilidade de ocorrerem. 
Essas ações são oriundas, por exemplo, de explosões, choque de veículos, furacões, 
tornados, incêndios, atividade sísmica, etc. (FAKURY, 2009). 
 
 
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Figura 12. Variação das ações excepcionais ao longo do tempo (QUEIROZ, 1986). 
2.3. Ações devido ao vento 
2.3.1. Considerações iniciais 
2.3.2. Velocidade básica do vento 
Segundo a ABNT NBR 6123:1988, a velocidade básica do vento (Vo) é: \u201ca 
velocidade de uma rajada de 3segundos, excedida em média uma vez a cada 50 anos, 
tomada a 10metros acima do terreno, em campo aberto e plano\u201d. 
De acordo com Bellei (2008), os valores de velocidades básicas do vento foram 
determinados por processo estatístico, que utilizaram como base os valores de 
velocidades máximas anuais medidos em algumas cidades brasileiras durante as décadas 
de 50, 60 e 70 do século passado. Além disso, adotou-se o período de recorrência de 50 
anos por representar a vida útil de uma estrutura. 
As velocidades básicas do vento, obtidas após o tratamento estatístico, são 
prescritas pela ABNT NBR 6123:1988 através do mapa de isopletas exibido na Figura 
13. 
 
13 
 
Figura 13. Isopletas da velocidade básica do vento (ABNT NBR 6123:1988). 
2.3.3. Velocidade característica do vento 
A ABNT NBR 6123:1988 prescreve que a velocidade característica do vento 
(Vk) é calculada em função de três fatores que levam em consideração a região de 
localização da edificação, a topografia do terreno, a taxa de ocupação e algumas 
características construtivas. 
Pode-se calcular a velocidade característica do vento (Vk) utilizando a Equação 1 
apresentada a seguir. 
321 SSSVV ok \uf0d7\uf0d7\uf0d7\uf03d Eq. 1 
1S é o fator topográfico,ele leva em consideração as variações do relevo. Os 
valores de 1S são dados na Tabela 1. 
 
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Tabela 1. Valores do coeficiente 1S (ABNT NBR 6123:1988). 
 
O Fator 2S está relacionado com a rugosidade do terreno, com a variação da 
velocidade do vento com a altura acima do terreno e com as dimensões da edificação 
(ABNT NBR 6123:1988).Para obter o valor do fator 2S , é necessário conhecer a altura 
e dimensões da edificação, e a sua categoria, que leva em conta as características do 
relevo e da vizinhança. 
A ABNT NBR 6123 divide os tipos de terreno nas quatro categorias que são 
exibidas a seguir: 
\u2014 Categoria I: Superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de 
extensão, medida na direção do vento incidente. Exemplos: mar calmo, lagos, 
rios e pântanos sem vegetação. 
\u2014 Categoria II: Terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível com 
poucos obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas (cota média 
igual a 1,0 metro). Exemplos: zonas costeiras planas, pântanos com vegetação 
rala, campos de aviação, pradarias e fazendas sem sebes ou muros. 
\u2014 Categoria III: Terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes e 
muros, poucos quebra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas (cota 
média igual a 3,0 metros). Exemplos: granjas e casas de campo, fazendas com 
sebes e/ou muros e subúrbios a considerável distância do centro. 
\u2014 Categoria IV: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados, 
em zonas florestais, industriais ou urbanizados (cota média igual a 10,0 
metros).Exemplos: zonas de parques e bosques com muitas árvores, cidades 
pequenas e seus arredores, áreas industriais plena ou parcialmente 
desenvolvidas. 
\u2014 Categoria V: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e 
pouco espaçados (cota média igual a 25,0 metros).Exemplos: florestas com 
árvores altas, centros de grandes cidades e complexos industriais bem 
desenvolvidos. 
 
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A ABNR NBR 6123:1988prescreve as seguintes classes de edificações: 
\u2014 Classe A: Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças 
individuais da estrutura sem vedação. Toda edificação na qual a maior dimensão 
horizontal ou vertical não exceda 20 metros. 
\u2014 Classe B: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão 
horizontal ou vertical não exceda 20 e 50 metros. 
\u2014 Classe C: Toda edificação ou parte de edificação para qual a maio dimensão 
horizontal ou vertical exceda 50 metros. 
Após definir a categoria e a classe da edificação pode-se definir o fator 2S , em 
função da altura da edificação, utilizando a Tabela 2. 
Tabela 2. Valores do coeficiente 2S (ABNT NBR 6123:1988). 
 
O fator 3S é definido através de fatores estatísticos que levam em consideração 
o grau de segurança requerido pela edificação. Esse fator é exibido pela Tabela 3 a 
seguir. 
 
 
 
 
 
 
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Tabela 3. Valores do coeficiente 3S (ABNT NBR 6123:1988). 
 
2.3.4. Pressão dinâmica 
Segundo a ABNT NBR 9123:1988, a pressão dinâmica do vento pode ser obtida 
pela Equação 2 exibida abaixo: 
2
613,0 kVq \uf0d7\uf03d Eq. 2 
2.3.5. Coeficientes de pressão e de forma externos 
Os coeficientes de pressão e de forma externos, para diversos