Alice Bailey   A Consciência do Átomo
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Alice Bailey A Consciência do Átomo


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uma manifestação material ou forma, esta forma sendo construída a partir 
de miríades de vidas inferiores. A este respeito tem-se notado 
freqüentemente um fenômeno curioso na hora da morte; tomei conhecimento 
disso muito particularmente, há alguns anos, por intermédio de uma 
enfermeira de cirurgia das mais capazes, na tn-dia. Ela havia sido ateia 
por muito tempo, mas havia começado a questionar a base de sua descrença 
depois de testemunhar este fenômeno várias vezes. Ela me assegurou que, 
na hora da morte, em muitos casos, um facho de luz tinha sido visto por 
ela, fluindo do topo da cabeça e que em um caso especial (o de uma garota 
aparentemente de grande desenvolvimento espiritual, além de grande pureza 
e santidade de vida) o quarto pareceu ter sido iluminado momentaneamente 
pela eletricidade. Outro exemplo: não muito tempo atrás, diversos líderes 
da profissão médica em uma grande cidade do Meio Oeste dos Estados Unidos 
foram abordados por um investigador interessado, o qual, por carta, lhes 
perguntou se estariam dispostos a confirmar se tinham notado qualquer 
fenômeno especial no momento da morte. Diversos responderam dizendo que 
haviam notado uma luz azulada fluindo do topo da cabeça e um ou dois 
acrescentaram ter ouvido um estalo na região da cabeça. Neste último 
exemplo temos uma confirmação do testemunho no Eclesiastes, onde se 
menciona o afrouxar do cordão prateado, ou a rutura daquele elo magnético 
que une a entidade habitante, ou pensador, ao seu veículo de expressão. 
Em ambos os tipos de casos acima mencionados pode-se aparentemente ver 
uma demonstração ocular da retirada da luz central ou vida, e a 
consequente desintegração da forma, e a dispersão das miríades de vidas 
inferiores. 
Eu Sou Luz 
 
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Portanto, pode parecer a alguns de nós uma hipótese lógica, que do mesmo 
modo que o átomo de química é uma esfera pequenina, ou forma, com um 
núcleo positivo que conserva os elétrons negativos, girando em torno de 
si, todas as formas em todos os reinos da natureza são de uma estrutura 
semelhante, diferindo somente em grau de consciência ou inteligência. 
Podemos, portanto, considerar os próprios reinos como a expressão física 
de alguma grande vida subjetiva e podemos, por deduções lógicas, chegar 
ao reconhecimento de que cada unidade na família humana é um átomo no 
corpo daquela unidade maior que foi chamada de "Homem Celestial" em 
algumas das Escrituras. Assim, chegamos finalmente ao conceito de que o 
sistema solar não passa do agregado de todos os reinos e de todas as 
formas, e é o Corpo de um Ser Que Se expressa por meio dele e o utiliza a 
fim de dar forma a um objetivo definido e a uma ideia central. Em todas 
estas extensões de nossa hipótese final, pode-se ver a mesma 
triplicidade, uma Vida em formação ou uma Entidade se manifestando 
através de uma forma ou de uma multiplicidade de formas, e apresentando 
inteligência discriminativa. 
Não é possível aplicar o método pelo qual se constróem as formas nem me 
expandir sobre o processo evolutivo por meio do qual os átomos se 
combinam em formas, e as próprias formas são reunidas naquela unidade 
maior que chamamos de reino na natureza. Este método poderia ser 
brevemente resumido em três termos \u2014 involução, ou o envolvimento da vida 
subjetiva na matéria, o método pelo qual a Entidade habitante toma para 
si seu veículo de expressão; evolução, ou a utilização da forma pela vida 
subjetiva, seu aperfeiçoamento gradual e a libertação final da vida 
aprisionada; e a lei de atração e repulsão pela qual a matéria e o 
espírito se coordenam, pela qual a vida central ganha experiência, 
expande sua consciência e, através do emprego daquela forma particular, 
atinge o auto-conhecimento e o auto-controle. Tudo evolui segundo esta 
lei básica. Em toda forma temos uma vida central, ou ideia, se 
manifestando, envolvendo-se mais e mais na substância, revestindo-se de 
uma forma adequada às suas necessidades e exigências, utilizando aquela 
forma como um meio de expressão, e então \u2014 no devido tempo \u2014 libertando-
se da forma utilizada a fim de adquirir outra mais adequada à sua 
necessidade. Assim, o espirito ou vida progride por meio de cada grau ou 
forma, até que o caminho de volta tenha sido percorrido e o ponto de 
origem alcançado. Este é o sentido da evolução e aqui está o segredo da 
encarnação cósmica. Finalmente, o espírito se livra da forma e alcança a 
libertação além da qualidade física desenvolvida e das expansões graduais 
de consciência. 
Poderíamos observar estes estágios definidos e estudá-los rapidamente. 
Temos em primeiro lugar o processo de involução. Este é o período no qual 
se processa a limitação da vida dentro da forma, ou invólucro, e é um 
processo longo e lento cobrindo milhões e milhões de anos. Cada tipo de 
vida participa deste ciclo. Diz respeito à vida do Logos Solar, em 
manifestação através de um sistema solar. É parte do ciclo de vida do 
Espírito planetário se manifestando através de uma esfera como nosso 
planeta Terra; inclui a vida que chamados de humana e lança no caminho de 
sua energia a minúscula vida que funciona através de um átomo de química. 
É o grande processo de tornar-se e o que torna a existência e o próprio 
ser possíveis. Este período de limitação, de um aprisionamento que 
aumenta gradualmente e de uma descida cada vez mais profunda na matéria, 
é substituído por um período de adaptação, no qual a vida e a forma se 
relacionam intimamente, após o qual vem o período onde aquela relação 
interior se aperfeiçoa. A forma é então ajustada às necessidades da vida 
e pode ser utilizada. Depois, à medida que a vida interior cresce e se 
expande, é comparável à cristalização da forma, a qual não é mais 
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suficiente como meio de expressão. Após a cristalização temos o período 
de desintegração. Limitação, adaptação, utilização, cristalização e 
desintegração \u2014 são estas as etapas que cobrem a vida de uma entidade ou 
ideia personificada em maior ou menor grau, ao procurar expressar-se pela 
matéria. 
Desenvolvamos este pensamento em relação ao ser humano. O processo de 
limitação pode ser visto na tomada de uma forma física e naqueles 
primeiros dias rebeldes, quando o homem está cheio de desejos, 
aspirações, anseios e ideais, os quais ele parece incapaz de exprimir ou 
satisfazer. A seguir vem o período de adaptação, quando o homem começa a 
utilizar o que possui e a expressar-se o melhor possível através daquelas 
miríades de vidas menores e inteligências que constituem seus corpos 
físico, emocional e mental. Ele ativa sua forma tríplice, forçando-a a 
cumprir suas ordens e a obedecer seus propósitos e assim executar seu 
plano, seja para o bem ou para o mal. Isto é seguido da etapa na qual ele 
utiliza a forma ao máximo e chega ao que chamamos de maturidade. 
Finalmente, nas etapas posteriores da vida, temos a cristalização da 
forma e a conscientização, pelo homem, da sua inadequação. 
A seguir, vem a libertação feliz a que chamamos de morte, aquele grande 
momento em que "o espírito aprisionado" escapa das paredes que o 
confinavam à sua forma física. Nossas ideias sobre a morte têm sido 
erradas; nós a temos considerado como um último e máximo terror quando, 
na realidade, é a grande libertação, a entrada numa medida de atividade 
mais completa e a liberação da vida do veículo cristalizado e de uma 
forma inadequada. Pensamentos semelhantes a estes podem ser elaborados em 
relação a todas as formas, e não somente àquelas ligadas ao corpo físico 
de um ser humano. Estas ideias podem ser aplicadas a formas de governo, 
formas de religião e formas de pensamento científico ou filosófico. Elas 
podem resultar em uma conduta especialmente interessante neste ciclo em 
que vivemos. Tudo está em estado de fluxo; a velha ordem está mudando e 
estamos num período de transição; as formas antigas, em todo departamento