Alice Bailey & Djwhal Khul   Iniciação Humana e Solar
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Alice Bailey & Djwhal Khul Iniciação Humana e Solar


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da família humana serão sessenta e três, se os 
três grandes Senhores forem contados para perfazer os nove vezes sete necessários à obra. Destes, 
quarenta e nove trabalham, por assim dizer, exotéricamente, e quatorze, esotéricamente, estando 
preferentemente ocupados com a manifestação subjetiva. Não são muitos os nomes conhecidos pelo 
público, nem seria prudente, em muitos casos, revelar Quem são Eles, onde habitam e qual é a Sua 
esfera particular de atividade. Uma minoria bem pequena, devido ao karma grupal e a um desejo de 
assim sacrificarem-Se, tem aparecido perante olhos do público durante os últimos cem anos e, 
portanto, certas informações concernentes a estes podem ser dadas. Um número considerável de 
pessoas no mundo está, hoje em dia, ciente de Sua existência, independentemente de qualquer 
particular escola de pensamento, e a percepção de que Aqueles a Quem assim eles conhecem 
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pessoalmente, são cooperadores num programa de grandes e unificados esforços, pode encorajar 
estes reais conhecedores a testemunhar seu conhecimento e assim estabelecer, sem controvérsia, a 
realidade de Sua obra. Certas escolas de ocultismo e de esforço teosófico declaram serem os únicos 
repositórios de seus ensinamentos e o único canal de Sua atividade, limitando, assim, aquilo que 
Eles fazem e formulando premissas que o tempo e as circunstâncias deixarão de confirmar. Eles 
muito certamente trabalham através de tais grupos de pensadores e lançam muito de Sua força no 
trabalho de tais organizações, embora tenham, não obstante, Seus discípulos e seguidores por toda 
parte e trabalhem através de muitas corporações e de muitos aspectos dos ensinamentos. Por todo o 
mundo, discípulos destes Mestres vieram à encarnação, nesta época, com o único intento de 
participar nas atividades, ocupações e disseminação da verdade por meio de várias igrejas, ciências 
e filosofias, produzindo assim, dentro das próprias organizações, uma expansão, um alargamento e 
uma desintegração, quando necessário, que de outro modo seria impossível. Convém a todos os 
estudiosos do ocultismo, em toda parte, reconhecerem estes fatos e cultivarem a habilidade de 
reconhecer a vibração hierárquica, conforme ela se demonstra por meio dos discípulos, nos lugares e 
grupos mais inesperados. 
 
Uma particular advertência deve ser feita em relação ao trabalho dos Mestres através de Seus 
discípulos, e é a seguinte: (63) Todas as várias escolas de pensamento que são nutridas pela 
energia da Loja são, em todos os casos, fundadas por um ou vários discípulos, e sobre eles, e não 
sobre o Mestre, recai a responsabilidade pelos resultados e o karma conseqüente. O método de 
procedimento é aproximadamente o seguinte: O Mestre revela a um discípulo o objetivo em vista 
para um pequeno ciclo imediato e sugere-lhe que tal e tal desenvolvimento será desejável. O trabalho 
do discípulo consiste em determinar o melhor método para produzir os resultados desejados e 
formular os planos pelos quais uma certa percentagem de sucesso será possível. Então, o discípulo 
lança seu esquema, funda sua sociedade ou organização e dissemina o ensino necessário. A 
responsabilidade de escolher os cooperadores certos, de passar o trabalho para as mãos dos mais 
capazes e de revestir o ensinamento com uma roupagem apresentável é sua própria. Tudo que o 
Mestre faz é observar com simpatia e interesse o esforço, enquanto ele mantém seu alto ideal inicial 
e prossegue, com altruísmo puro, no seu labor. Não se deve culpar o Mestre se o discípulo mostrar 
falta de discriminação na escolha dos cooperadores, ou evidenciar uma incapacidade para 
representar a verdade. Se ele tiver êxito e o trabalho prosseguir como desejado, o Mestre continuará 
a derramar suas bênçãos sobre a tentativa. Se ele falhar, ou se seus sucessores se desviarem do 
impulso original, assim disseminando todo o tipo de erro, com Seu amor e com Sua simpatia, o 
Mestre retirará aquela bênção, reterá Sua energia e assim cessará de estimular aquilo que seria 
melhor morrer. As formas podem variar e o interesse do Mestre e sua bênção derramar-se por este 
ou aquele canal; a obra pode prosseguir, destruindo a forma onde se mostrar inadequada ou 
utilizando-a quando suficiente para a necessidade imediata. 
 
Alguns Mestres e Sua Obra 
 
Sob o primeiro grande grupo do qual o Manu é o chefe, podem ser encontrados dois Mestres, o 
Mestre Júpiter e o Mestre Morya. Ambos passaram além da quinta iniciação e o Mestre Júpiter, Que 
é também o Regente da índia, é venerado por toda a Loja de Mestres como o mais velho dentro Eles. 
Ele vive nas colinas Nilgherry, na índia Meridional e não é um dos Mestres Que, usualmente, aceite 
alunos, pois Ele conta, entre seus discípulos, com iniciados de alto grau e um número considerável 
de Mestres. Em suas mãos estão as rédeas do governo da índia, incluindo uma grande parte da 
fronteira do norte e a Ele está confiada a árdua tarefa de guiar a Índia, finalmente, para (64) fora de 
seu presente caos e inquietude, e de caldear seus diversos povos numa síntese última. O Mestre 
Morya, Que é um dos mais conhecidos pelos adeptos ocidentais, conta, entre Seus discípulos, com 
grande número de europeus e americanos, é um Príncipe Rajput e, por muitas décadas, manteve 
uma posição de autoridade nos assuntos da índia. 
 
Ele trabalha em íntima cooperação com o Manu e ocupará, eventualmente, o posto de Manu na 
sexta-raça-raiz. Ele reside, como seu Irmão, o Mestre Koot Humi, em Shigatse, nos Himalaias, e é 
uma figura bem conhecida para os habitantes daquela vila longínqua. Ele é um homem de alta 
estatura e presença imponente, barba e cabelos escuros e olhos escuros, e poderia ser considerado 
severo, não fosse pela expressão de Seus olhos. Ele e seu Irmão, o Mestre Koot Humi, trabalham 
quase como unidade e o têm feito por muitos séculos e continuarão no futuro, pois o Mestre Koot 
Humi se prepara para o cargo de Instrutor do Mundo, quando o presente ocupante daquele posto o 
deixar para um mais alto trabalho e a sexta raça-raiz vier à existência. As casas nas quais Eles 
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residem são próximas e muito de Seu tempo é gasto na mais estreita associação. Como o Mestre 
Morya está sob o primeiro Raio, o da Vontade ou Poder, Seu trabalho relaciona-se grandemente com 
a execução dos planos do presente Manu. Ele atua como o Inspirador dos estadistas do mundo e 
manipula forças que, através do Mahachohan, produzirão as condições desejadas para o 
adiantamento da evolução racial. No plano físico, aqueles grandes executivos nacionais que têm 
visão ampla e ideal internacional são influenciados por Ele; e com Ele cooperam certos devas 
superiores do plano mental e três grandes grupos de anjos trabalham com Ele em níveis mentais, em 
conexão com os devas menores que vitalizam os pensamentos-forma, e, assim, mantêm vivos os 
pensamentos-forma dos Guias da raça para o benefício de toda a humanidade. 
 
O Mestre Morya tem um grande corpo de alunos sob instrução e trabalha em conexão com muitas 
organizações de tipo esotérico e oculto, assim como através dos políticos e estadistas do mundo. 
 
O Mestre Koot Humi, Que é também muito conhecido no Ocidente e tem muitos alunos por toda a 
parte, é originário de Cachemira, embora a família tenha vindo originariamente da índia. Ele é 
também um iniciado de alto grau e está sob o segundo Raio ou de Amor-Sabedoria. É um homem de 
nobre presença, alto, embora, de porte mais delgado que o do Mestre Morya. Ele tem cútis clara, 
barba e cabelo castanho dourado e olhos de um maravilhoso azul profundo, através dos quais 
parecem fluir o amor e sabedoria das idades. Ele (65) teve uma ampla experiência e enorme cultura, 
tendo sido educado originariamente numa das universidades britânicas e fala inglês fluentemente. Ele 
lê ampla e extensamente e todos os correntes livros e literatura, em várias línguas, encontram 
caminho para Seu estúdio nos Himalaias.