Alice Bailey & Djwhal Khul   Iniciação Humana e Solar
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Alice Bailey & Djwhal Khul Iniciação Humana e Solar


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a carga do mundo; trabalhando, sem desperdiçar energia em 
conversar. Entretanto, por outro lado, ele deve falar onde o encorajamento se fizer necessário, 
usando a palavra para fins construtivos; expressando a força de amor do mundo, para que ela flua 
por ele, onde for mais útil para tornar uma carga fácil de ser carregada ou aliviar um peso, entrando 
que, conforme a raça progrida, o elemento de amor entre os sexos, e sua expressão, serão 
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transladados para um plano superior. Então, através da palavra falada, e não através da expressão 
do plano físico, como agora, virá a percepção daquele amor verdadeiro que une aqueles que são 
unos em serviço e aspiração. Então, o amor entre os indivíduos da família humana utilizará a palavra 
para o propósito de criar em todos os planos; e a energia que agora, na maioria, encontra expressão 
através dos centros inferiores, ou da geração, será transladada para o centro da garganta. Isto é, por 
enquanto, um ideal distante; mas, mesmo agora, alguns pedem visualizá-lo e procurar \u2014 através do 
serviço coletivo, da (80) cooperação amorosa e da unidade de aspiração, pensamento e esforço \u2014 
dar-lhe forma e formato, mesmo que inadequadamente. 
 
Relações Grupais 
 
O caminho do discípulo está semeado de espinhos. Roseiras bravas obstruem cada um de seus 
passos e dificuldades e o confrontam, a cada volta. Ainda assim, no trilhar do caminho, no vencer das 
dificuldades e com uma sincera dedicação ao bem do grupo, com urna atenção adequada aos 
indivíduos e ao seu desenvolvimento evolutivo, vem afinal a frutificação e a conquista da meta. O 
SERVIDOR da raça apresenta-se. Ele é um servidor porque não tem interesses próprios para servir e 
seus corpos inferiores não emitem vibração alguma que possa seduzi-lo para fora de seu caminho 
escolhido. Ele serve porque sabe o que está no homem e porque, por muitas vidas, trabalhou com 
indivíduos e com grupos, gradualmente expandindo o campo de seu esforço até que tenha reunido à 
sua volta aquelas unidades de consciência que ele pode vitalizar e usar, e através das quais ele pode 
executar os planos de seus superiores. Tal é a meta; mas os estágios intermediários estão cheios de 
dificuldades para todos os que permanecem na iminência do auto descobrimento e de se tornarem o 
próprio Caminho. 
 
Alguns conselhos práticos pedem ser de valor aqui: 
 
Estudem com cuidado os três primeiros livros do Bhagavad Gita. O problema de Arjuna é o problema 
de todos os discípulos e a solução é eternamente a mesma. 
 
Estejam prontos e observem o coração. No transferir do fogo do centro do plexo solar para o centro 
do coração, há mula dor. Não é fácil amar como o fazem os Grandes, com um amor puro que nada 
pede em troca, com um amor impessoal que se rejubila onde há resposta, mas que não a busca, e 
ama firme, quieta e profundamente, através de todas as divergências aparentes, sabendo que, 
quando cada um tiver encontrado seu caminho de volta ao lar, encontrará nele o lugar da unidade. 
 
Estejam preparados para a solidão. É a lei. Quando um homem se dissocia de tudo o que concerne a 
seus corpos físicos, astral e mental e centra-se no Ego, produz-se uma separação temporária. Isto 
deve ser suportado e superado, levando a uma ligação mais íntima, num período posterior, com tudo 
o que esteja associado ao discípulo devido ao carma de vidas passadas, através do trabalho grupal e 
da atividade do discípulo (conduzida quase inconscientemente a (81) principio) em agrupar aqueles 
que, mais tarde, serão seus companheiros de trabalho. 
 
Cultivem a felicidade, sabendo que a depressão, a preocupação e uma imprópria sensibilidade às 
críticas alheias levam a uma condição na qual um discípulo quase fica inútil. A felicidade está 
baseada na confiança no Deus interior, numa justa apreciação do tempo e num esquecimento de si 
próprio. Considerem todas as coisas alegres que possam ocorrer, como dádivas para serem usadas 
para espalhar alegria e não se rebelam contra a felicidade e o prazer no serviço, pensando que 
sejam uma indicação de que nem tudo vai bem. O sofrimento surge quando o eu inferior se rebela. 
Controlem este ser inferior, eliminem o desejo e tudo será alegria. 
 
Tenham paciência A perseverança é uma das características do Ego. O Ego persiste, sabendo-se 
imortal. A personalidade se desencoraja, sabendo que o tempo é curto. 
 
Para um discípulo nada ocorre exceto o que está planejado e, onde o motivo e a aspiração única do 
coração forem dirigidos para a realização da vontade do Mestre e o serviço à humanidade, aquilo que 
ocorrer terá, em si, as sementes do próximo empreendimento e incluirá o ambiente do próximo passo 
adiante. Nisto há muito de esclarecimento e de apoio, quando a visão está turva, a vibração mais 
baixa do que talvez devesse estar e o julgamento enevoado pelos miasmas surgidos das 
circunstâncias do plano físico. Para muitos, grande parte do que surge no corpo astral está baseado 
na velha vibração e não tem fundamento, e o campo de batalha para controlar a situação astral é tal 
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que, das presentes ansiedades e preocupações, pedem surgir a confiança e a paz e, da ação e da 
interação violentas, pode surgir uma consumada tranqüilidade. 
 
É possível atingir um ponto onde nada que ocorra perturbe a calma interior; em que se reconheça e 
experimente a paz que ultrapasse toda a compreensão, porque a consciência está centrada no Ego, 
que é a própria paz, ponto que é o círculo da vida búdica; onde a própria ponderação seja conhecida 
e sentida e o equilíbrio reine, porque o centro da vida está no Ego, Que é, em essência, equilíbrio; 
onde a calma reine imperturbável e firme, porque o Conhecedor Divino mantém as rédeas do 
governo e não permite os distúrbios do eu inferior; onde a própria bem-aventurança seja atingida, a 
qual é baseada, não em circunstâncias dos três mundos, mas naquela percepção interna de 
existência distinta do não-eu, uma existência que persiste quando o tempo e o espaço e todo neles 
contido, não exista; que se reconheça quando todas as ilusões dos planos inferiores (82) foram 
experimentadas, transpostas, transmutadas e transcendidas; que persista quando o pequeno mundo 
de esforço humano se dissipou e se foi, tendo sido visto como nada, e isto é baseado no 
conhecimento do EU SOU AQUELE. 
 
Tal atitude e experiência são para todos aqueles que persistiram em seu alto esforço, para os quais 
nada importa deste que possam atingir a meta, e que mantém um curso firme através das 
circunstâncias, conservando os olhos fixos na visão à frente, os ouvidos atentos à Voz do Deus 
interno que ressoa no silêncio do coração; os pés firmemente assentados no caminho que leva ao 
Portal da Iniciação; as mãos abertas em assistência ao mundo e a vida toda subordinada ao 
chamado para o serviço. Então, tudo o que acontece é para o melhor \u2013 doença, oportunidade, 
sucesso e desapontamento, as zombarias e maquinações dos inimigos, a falta de compreensão por 
parte daqueles que amamos \u2014 tudo é apenas para ser usado e tudo existe apenas para ser 
transmutado. A continuidade de visão, de aspiração e de contato interno são vistos como mais 
importantes que todo o resto. Essa continuidade é a coisa a ser aspirada, a despeito de, e não por 
causa das circunstancias. 
 
Conforme o aspirante progride, ele não só equilibra os pares de opostos, como percebe que o 
segredo do coração de seu irmão lhe é revelado. Ele se torna uma força conhecida no mundo e é 
reconhecido como alguém em quem se pode confiar para servir. Os homens procuram-no em busca 
de assistência e ajuda, segundo a linha de sua reconhecida atividade, e ele começa a emitir sua nota 
de tal maneira que seja ouvida nas fileiras dévicas e humanas. Isto ele faz, nesta etapa, através da 
pena, na literatura, através da palavra falada, nas conferências e ensinamentos, através da música, 
da pintura e da arte. Ele atinge os corações dos homens