Alice Bailey & Djwhal Khul   Iniciação Humana e Solar
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Alice Bailey & Djwhal Khul Iniciação Humana e Solar


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para crer, pois vê e conhece as coisas invisíveis. Ele não pode mais duvidar mas, ao 
invés, ele se tornou, por meio de seu próprio esforço, um conhecedor. 
 
(116) Sua unidade com os demais irmãos está provada e ele percebe a ligação indissolúvel que o 
une a seus companheiros, em toda parte. A Fraternidade não é mais uma teoria, mas um fato 
científico provado, que não é para ser posto em dúvida mais do que a disputa resultante da 
separatividade dos homens no plano físico. 
 
A imortalidade da alma e a realidade dos mundos invisíveis são por ele provados e confirmados. Esta 
crença, que antes da iniciação era baseada numa visão breve e rápida e em fortes convicções 
internas (o resultado do raciocínio lógico e de uma intuição que se desenvolvem gradualmente), é 
agora baseada numa visão e num reconhecimento, acima de qualquer dúvida, de sua própria 
natureza imortal. 
 
Ele percebe o significado e a fonte da energia e pode começar a manejar o poder com acuidade e 
direção científicas. Ele agora sabe de onde a retira e tem um vislumbre das fontes de energia 
disponíveis. Antes, ele sabia que aquela energia existia e usava-a cega e, algumas vezes, 
imprudentemente; agora ele a vê sob a direção da "mente aberta" e pode cooperar, de maneira 
inteligente, com as forças da natureza. 
 
Assim, de muitos modos, a revelação da Presença produz resultados definidos no iniciado e assim 
ela é considerada, pela Hierarquia, como o preâmbulo necessário a todas as demais revelações. 
 
 
A Revelação da Visão 
 
Estando o iniciado face a face com o Uno com o qual, por eras sem conta, teve a ver e, tendo 
despertado em si uma consciência inabalável na unicidade da vida fundamental, tal como ela se 
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manifesta através de todas as vidas inferiores, a momentosa revelação seguinte é aquela da Visão. A 
primeira relaciona-se com aquilo que é indefinível, ilimitável e (para a mente finita) infinito em sua 
qualidade abstrata e absoluta. A segunda revelação relaciona-se com o tempo e o espaço e envolve 
o reconhecimento, pelo iniciado por meio do sentido da visão oculta recentemente despertada \u2014 do 
papel que ele representou e tem de representar no plano e, mais tarde, do próprio plano, no que diz 
respeito a: 
 
a) Seu Ego. 
b) Seu grupo egóico. 
c) Seu raio grupal. 
d) Seu Logos Planetário. 
 
(117) Nesta apreensão quádrupla o leitor terá retratada a gradual conscientização do iniciado, 
durante o processo das quatro iniciações que precedem à liberação final. 
 
Na primeira iniciação ele se torna definitivamente consciente do papel, relativamente imperceptível, 
que tem de representar em sua vida pessoal, desde o momento da revelação até a conquista da 
segunda iniciação. Isto pode envolver uma vida ou muitas mais. Ele sabe a direção que elas devem 
tomar, conscientiza parte de sua contribuição ao serviço da raça; vê o plano como um todo, no que 
tange a si mesmo, um diminuto mosaico dentro do padrão geral; ele se torna consciente como \u2014 
com seu tipo particular de mente, agregado de dons, mentais e de outros tipos, e de suas 
capacidades variadas \u2014 ele pode servir, e o que deve ser realizado por ele antes que possa, 
novamente, se apresentar perante a Presença e receber uma revelação ampliada. 
 
Na segunda iniciação, o papel que o seu grupo egóico representa no esquema geral lhe é mostrado. 
Ele se torna mais consciente das diferentes unidades grupais com as quais está intrinsecamente 
associado; percebe quem são suas personalidades, se encarnadas, e vê algo das regales cármicas 
entre grupos, unidades e ele próprio; recebe uma noção do propósito específico do grupo e sua 
relação com os outros grupos. Ele agora pode trabalhar com segurança adicional e seu intercâmbio 
com as pessoas, no plano físico, se torna mais certo; ele pode ajudar a ambos, aos outros e a si 
próprio, no ajustamento do carma e, portanto, conseguir uma aproximação mais rápida da libertação 
final. Relações grupais são consolidadas e os planos e propósitos pedem ser levados avante mais 
inteligentemente. Conforme prossegue esta consolidação das relações grupais, ela produz no plano 
físico aquela ação ajustada e a sábia unidade de propósito que resultam na materialização dos ideais 
superiores e na adaptação da força, no adiantamento sábio dos fins da evolução. Quando isto atingir 
certo estágio, as unidades que formam os grupos terão aprendido a trabalhar juntas e assim a se 
estimularem reciprocamente; elas pedem agora prosseguir até uma expansão adicional de 
conhecimento, resultando numa capacidade adicional de ajudar. 
 
Na terceira iniciação é revelado ao iniciado o propósito do sub-raio do raio a que ele pertence, aquele 
no qual se encontra seu Ego. Todas as unidades egóicas estão em algum sub-raio do raio monádico. 
Este conhecimento é conferido ao iniciado de modo a capacitá-lo, finalmente, a achar por si mesmo 
(segundo a linha de (118) menor resistência) o raio de sua Mônada. Este sub-raio carrega, em seu 
fluxo de energia, muitos grupos de Egos e o iniciado passa a ter ciência, portanto, não só de seu 
grupo egóico e respectivo propósito inteligente, mas de muitos outros grupos, semelhantemente 
compostos, cuja energia unificada está trabalhando na direção de uma meta claramente definida. 
 
Tendo aprendido algo sobre as relações grupais e tendo desenvolvido a capacidade de trabalhar com 
unidades em formação grupal, o iniciado agora aprende o segredo da subordinação grupal para o 
bem do agregado de grupos. Isto se demonstrará, no plano físico, como uma capacidade de trabalhar 
sabia, inteligente e harmoniosamente com muitos tipos diversos e de cooperar em grande planos e 
exercer grande influência. 
 
Uma parte dos planos do Logos Planetário lhe é revelada e a visão inclui a revelação do plano e do 
propósito no que concerne ao planeta, embora a visão esteja ainda obscurecida quanto àqueles 
planos em sua relação planetária. Isto traz o iniciado, por meio de uma série de conscientização 
graduais, até os portais da quarta Iniciação. Por meio do relaxamento completo de todos os grilhões 
que retém o iniciado nos três mundos e do rompimento de todos os vínculos do carma limitante, a 
visão desta vez se expande grandemente e pode-se dizer que, pela primeira vez, ele se torna 
consciente da extensão do propósito e do carma planetários dentro do esquema. Estando agora 
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ajustado o seu próprio e insignificantemente carma pessoal, ele pode dedicar sua atenção à exaustão 
do carma planetário e aos planos de grande alcance daquela grande Vida Que inclui todas as vidas 
menores. Ele não só alcança um pleno reconhecimento dos propósitos e planos para todas as 
evoluções em seu próprio esquema planetário, a Terra, como aquele esquema que é o complementar 
de nossa Terra, ou o seu oposto polar, também oscila dentro do raio de sua compreensão. Ele se 
conscientiza da inter-relação existente entre os dois esquemas e o vasto propósito dual lhe é 
revelado. É-lhe mostrado como este propósito dual tem de se tornar um plano único, unido e, daí em 
diante, ele submete todas as suas energias à cooperação planetária, à medida que ela é promovida 
pelo trabalho com e através das duas grandes evoluções, a humana e a dévica, em nosso planeta. 
Isto se relaciona com o desenvolvimento dos ajustamentos e da aplicação gradual de energia no 
estímulo dos vários reinos da natureza, de tal maneira que, através da combinação de todas as 
forças da natureza, a interação da energia entre os dois esquemas pode ser acelerada. Deste modo, 
os planos do Logos solar, (119) à medida que vão sendo executados por meio dos dois Logos 
planetários, podem ser consumados. Portanto, a manipulação da energia solar, numa escala 
reduzida, é agora seu privilégio e ele é admitido, não só nas câmaras de conselho de sua própria 
Hierarquia, como também lhe é permitida a entrada, quando agentes de outros esquemas planetários 
estão em conferência com