Alice Bailey & Djwhal Khul   Iniciação Humana e Solar
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Alice Bailey & Djwhal Khul Iniciação Humana e Solar


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crise posterior, chamada Iniciação. 
No primeiro caso, temos a iniciação para a existência autoconsciente; no outro, a iniciação para a 
existência espiritual. 
 
Estas aquisições, ou expansões de consciência assim conseguidas, obedecem às leis naturais e, 
toda alma, sem exceção, as experimenta no seu devido tempo. Em menor grau, todo ser humano as 
pratica, diariamente, à medida que cresce gradualmente sua compreensão da vida e da experiência; 
só se convertem, porém, em iniciações de sabedoria (diferentes das expansões do conhecimento), 
quando o conhecimento obtido é: 
 
a) conscientemente buscado; 
b) aplicado à vida com auto-sacrifício; 
c) voluntariamente empregado a serviço do próximo; 
d) inteligentemente utilizado em prol da evolução. 
 
Somente as almas de certa experiência e desenvolvimento fazem estas quatro coisas consistente e 
firmemente, transmutando o conhecimento em sabedoria e a experiência em qualidade. O homem 
comum transmuta a ignorância em conhecimento e a experiência em faculdade. Seria conveniente se 
todos refletissem sobre a diferença entre qualidade inerente e a faculdade inata; uma é de natureza 
búdica, ou seja, sabedoria, e a outra manásica, isto é, da mente. Da união de ambas, por meio do 
esforço consciente do homem, resulta uma (160) iniciação maior. 
 
Estes resultados se produzem de dois modos: - Primeiro, pelo próprio esforço, sem ajuda, do homem, 
o qual, com o tempo, leva-o a encontrar seu próprio centro de consciência, para que o governante 
interno, ou Ego, o guie e conduza até descobrir, através de intenso esforço e penosas tentativas, o 
mistério do universo oculto na substancia material vitalizada por Fohat. Em segundo lugar, pelos 
esforços do homem, suplementados pela amorosa e inteligente cooperação dos Conhecedores da 
humanidade, os Mestres de Sabedoria. Neste caso o processo é mais rápido, porque o homem 
recebe instrução \u2014 se assim o desejar \u2014 e, subseqüentemente, quando adquire as condições 
requeridas, o conhecimento e a ajuda dos Mestres são postos á sua disposição. Para aproveitar esta 
ajuda, ele tem de operar com o material de seu próprio corpo, construindo uma forma ordenada com 
material adequado e, por conseguinte, aprenderá a discernir na seleção da matéria e compreender 
as leis da vibração e da construção. Isto traz em si, de certo modo, o domínio das leis que governam 
os aspectos Brahma e Vishnú: significa uma faculdade de vibrar com precisão atômica e o 
desenvolvimento da qualidade de atracão, que é a base do aspecto construtivo, ou Vishnú. 
 
O homem há de preparar, também, o seu corpo mental, de modo a ser este um transmissor e 
explicador, e não um obstáculo, como ocorre agora. De igual modo, há de desenvolver atividade 
grupal e aprender a trabalhar, coordenadamente com outros indivíduos. Tudo isto é o que, 
principalmente, deve fazer o homem que segue a senda da iniciação; mas quando o tiver realizado, 
encontrará com toda certeza o Caminho e se unirá às fileiras dos Conhecedores. 
 
Também se há de ter presente que este esforço para haver quem coopere inteligentemente com a 
Hierarquia e para predispô-lo a unir-se às fileiras da Loja é, como se indicou antes, um esforço 
especial (inaugurado nos dias de Atlântida e continuado até hoje) da Hierarquia do planeta e que, em 
grande parte, apresenta as características de uma experiência. O método pelo qual um homem 
assume um lugar consciente no corpo de um Homem Celeste difere nos vários Esquemas 
planetários; o Homem Celeste, Que usa nosso Esquema planetário como Seu corpo de 
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manifestação, decide atuar do modo exposto, durante este particular período, para alcançar Seus 
propósitos específicos; é parte do processo de vitalização de um de Seus centros, e da ligação do 
Centro do coração com sua conexão na cabeça. À medida que outros de Seus centros se vitalizem e 
entrem em plena atividade, pode ser que se empreguem outros métodos de (161) estímulo das 
células de Seu corpo (as mônadas dévicas e humanas); porém, por enquanto, o Cetro Cósmico da 
Iniciação, cuja aplicação ao Homem Celeste é muito parecida com a aplicação, ao homem, dos 
cetros menores, é utilizado de tal modo que produz aquele estímulo específico que se evidencia na 
atividade do homem no Caminho Probatório e no Caminho da Iniciação. 
 
Por isso, o homem deve reconhecer a natureza cíclica da iniciação e o lugar do processo, no tempo e 
no espaço. Este é um período especial de atividade no ciclo de um Homem Celeste e resulta, em 
nosso planeta, em um vasto período de experiência, ou prova inciática; é, contudo, igualmente, um 
período de vitalização e de oportunidade. 
 
Devemos, também, nos esforçarmos por conscientizar o fato de que a iniciação pode ocorrer nos três 
planos nos três mundos, e deve-se ter sempre em mente o valor relativo e lugar da unidade, ou 
célula, no corpo de um Homem Celeste. Convém ressaltar que as Iniciações maiores, ou Iniciações 
de manas, são as recebidas no plano mental e no corpo causal. Assinalam o ponto, na evolução, em 
que a unidade reconhece, na prática e não só na teoria, sua identidade com o divino Manasaputra, 
em Cujo corpo ocupa um lugar. Podem-se receber iniciações no plano físico, no astral e no mental 
inferior mas não se pode considerá-las iniciações maiores e nem são um estimulo consciente, 
coordenado e unificado, que envolva o homem completo. 
 
Conseqüentemente, um homem pode receber a iniciação em cada um dos planos; porém somente as 
iniciações que assinalam sua transferência do quaternário inferior para a tríada superior são assim 
consideradas. Assim, temos três graus de iniciações: 
 
Em primeiro lugar, as iniciações em que o homem transfere sua consciência dos quatro subplanos 
inferiores dos planos físico, astral e mental, respectivamente, para os três subplanos superiores. 
Quando isto se efetua no plano mental, o homem é conhecido, tecnicamente, como um discípulo, um 
iniciado, um adepto. Utiliza, então, cada um dos três subplanos superiores do plano mental, como 
ponto de partida a partir do qual abre caminho, dos três mundos de manifestação humana, em 
direção à tríada superior. Portanto, é evidente que as iniciações menores podem ser alcançadas no 
plano físico e no astral, pelo domínio consciente dos seus três subplanos superiores. Estas são 
realmente iniciações; no entanto, não fazem do homem o que se chama, tecnicamente, um Mestre de 
Sabedoria, mas, (162) simplesmente, um adepto de grau inferior. Em segundo lugar, temos as 
iniciações em que o homem transfere sua consciência de plano para plano, em vez de subplano a 
subplano. Precisamos examinar cuidadosamente este ponto. Um verdadeiro Mestre de Sabedoria 
não só recebeu as iniciações menores antes referidas, como também já deu os cinco passos 
envolvidos no controle consciente dos cinco planos da evolução humana. Falta-lhe receber as duas 
Iniciações finais, que o converterão, respectivamente, em Chohan do sexto grau e em um Buda, 
antes de dominar os dois planos restantes do sistema solar. Portanto, é obvio que esteja certo falar-
se das sete iniciações, como da mesma forma o seria enumerar cinco, dez ou doze iniciações. O 
assunto é complicado para os estudantes de ocultismo, devido a certos fatores misteriosos, dos quais 
nada se pode saber e que, por enquanto, lhes são incompreensíveis. Tais fatores se fundamentam 
na individualidade do Próprio Homem Celeste e envolvem mistérios referentes ao Seu carma 
pessoal, ao objetivo que Ele tenha, com respeito a algum ciclo particular, e ao focalizar a atenção do 
ego cósmico de um Homem Celeste em Seu reflexo, o Homem Celeste em evolução, de um sistema 
solar. 
 
Também se pode encontrar um outro fator em certos períodos de estímulo e de vitalização 
aumentada, como aquele produzido por uma iniciação cósmica. Estes efeitos externos produzem, 
naturalmente, resultados nas unidades ou células do corpo do Homem Celeste, provocando