Alice Bailey & Djwhal Khul   Iniciação Humana e Solar
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Alice Bailey & Djwhal Khul Iniciação Humana e Solar


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atômica, e assim sucessivamente, até o término. Tendo em vista que budi é o 
principio unificador (ou elemento que tudo molda), na quinta iniciação o adepto abandona os veículos 
inferiores e surge no seu envoltório búdico. A partir dai, cria o seu corpo de manifestação. 
 
Cada iniciação proporciona maior controle sobre os raios, se (33) assim podemos dizer, embora isto 
não transmita adequadamente a idéia. As palavras confundem com freqüência. Na quinta iniciação, 
quando o adepto se afirma como Mestre nos três mundos, Ele controla, em maior ou menor extensão 
(de acordo com a Sua linha de desenvolvimento), os cinco raios que se manifestam especialmente na 
ocasião em que recebe a iniciação. Na sexta iniciação, se ele receber o grau mais alto, domina um 
outro raio e, na sétima iniciação, terá poder em todos os raios. A sexta iniciação marca o ponto de 
conquista do Cristo e faz com que o raio sintético do sistema fique sob Seu controle. Precisamos 
lembrar que a iniciação dá ao iniciado poder nos raios e não poder sobre os raios, o que representa 
uma diferença muito grande. Naturalmente, cada iniciado possui, como raio primários, ou espiritual, 
um dos três raios principais, e o raio da sua mônada é aquele no qual ele adquire poder, 
progressivamente. O raio do amor, ou o raio sintético do sistema, é o raio final que se alcança. 
 
Aqueles que abandonam a Terra após a quinta iniciação, ou aqueles que não se tornam Mestres na 
encarnação física, recebem suas iniciações posteriores em outros pontos do sistema. Todos estão na 
Consciência do Logos. Uma grande verdade a ser lembrada é que as iniciações do planeta, ou do 
sistema solar, representam, apenas, iniciações preparatórias para a admissão na Loja maior, era 
Sírius. A Maçonaria nos expõe com bastante clareza o simbolismo, e se o combinarmos com, o que 
nos é dito sobre o Caminho da Santidade, conseguiremos obter uma idéia aproximada. Ampliemos 
algo o conceito: 
 
As primeiras quatro iniciações do sistema solar correspondem às quatro "iniciações do Portal\u201d e 
antecedem à primeira iniciação cósmica. A quinta iniciação corresponde à primeira iniciação cósmica, 
aquela do "aprendiz admitido", na Maçonaria; e faz do Mestre um \u201caprendiz admitido", na Loja em 
Sírius. A sexta iniciação é semelhante ao segundo grau, na Maçonaria, ao passo que a sétima 
iniciação transforma o Adepto num Mestre Maçom da Fraternidade em Sírius. 
 
Um Mestre, portanto, é aquele que recebeu a sétima iniciação planetária, a quinta iniciação solar e a 
primeira iniciação de Sírius, ou cósmica. 
 
A Unificação \u2014 o Resultado da Iniciação 
 
Um ponto que precisamos entender é que cada iniciação sucessiva resulta numa unificação mais 
completa da personalidade e do Ego e, em níveis mais elevados, com a Mônada. Toda a evolução 
(34) do espírito humano é uma unificação progressiva. Na unificação entre o Ego e a personalidade, 
está oculto o mistério da doutrina Cristã da unificação. Uma unificação se processa no momento da 
individualização, quando o homem se torna uma entidade racional consciente, em oposição aos 
animais. As unificações se sucedem, acompanhando o processo evolutivo. 
 
A unificação em todos os níveis \u2014 emocional, intuitivo, espiritual e Divino \u2014 consiste na atividade 
consciente e contínua. Em todos os casos, é precedida por um processo de combustão, por 
intermedio do lago interno, e pela destruição, através do sacrifício, de tudo aquilo que separa. A 
abordagem da unidade se realiza através da destruição do inferior e de tudo aquilo que forma uma 
barreira. Vejamos por exemplo, o caso da tela que separa o corpo etérico do emocional. Quando a 
tela é consumida pelo fogo interno, a comunicação entre os corpos da personalidade passa a ser 
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continua e completa, e os três veículos inferiores funcionam como um único. Temos uma situação 
algo análoga nos níveis mais elevados do plano mental correspondem ao etérico. Na destruição do 
corpo causal por ocasião da quarta iniciação (simbolicamente denominada de "crucificação"), temos 
um processo análogo à queima da trama que conduz à crucificação dos corpos da personalidade. A 
desintegração que é parte da iniciação do arhat, conduz à unidade entre o Ego e a Mônada, 
expressando-se na Tríade. É a unificação perfeita. 
 
Portanto, todo o processo visa tornar o homem conscientemente uno: 
 
Primeiro \u2014 Consigo mesmo e com aqueles que estão encarnados como ele. 
 
Segundo \u2014 Com o seu Eu Superior e, assim, com todos os demais seres. 
 
Terceiro \u2014 Com o seu Espírito, ou "Pai no Céu", e, assim, com todas as Mônadas. 
 
Quarto \u2014 Com o Logos, o Três em Um e o Um em Três. 
 
O homem toma-se um ser humano consciente, através da instrumentalidade dos Senhores da 
Chama, e de Seu constante sacrifício. 
 
Na terceira iniciação, o homem se torna um Ego consciente, com a consciência do Eu superior, e isto 
se processa pela ação dos (35) Mestres e do Cristo, e através do Seu Sacrifício, ao se encamarem 
fisicamente para ajudar ao mundo. 
 
O homem se une à Mônada na quinta iniciação, com a ajuda do Senhor do Mundo, o Vigilante 
Solitário, o Grande Sacrifício. 
 
O homem se torna uno com o Logos através da ajuda d'Aquele Sobre Quem Nada Poder Ser Dito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO III 
 
A OBRA DA HIERARQUIA 
 
(37) Embora o tema da Hierarquia oculta do planeta seja de profunda interesse para o homem 
comum, seu real significado não será compreendido enquanto os homens não se compenetrarem de 
três coisas com ele relacionadas. Primeiramente, que toda a Hierarquia de seres espirituais 
representa um síntese de forças ou energias que estão sendo conscientemente manipuladas para 
promoverem a evolução planetária. Isto se tornará mais aparente à medida em que prosseguirmos. 
Em segundo lugar, que estas forças, que se exteriorizam em nosso esquema planetário através 
daquelas grandes Personalidades Que compõem a Hierarquia, a vinculam, com tudo que ela, contém 
à Hierarquia maior, que denominamos Hierarquia Solar. A nossa Hierarquia é urna réplica em 
miniatura da síntese maior daquelas Entidades autoconscientes, que manipulam, controlam e se 
manifestam através do Sol e dos sete planetas sagrados, bem assim, dos outros planetas, maiores e 
menores, que compõem o nosso sistema solar. Em terceiro lugar, que esta Hierarquia de forças tem 
quatro linhas proeminentes de trabalho: 
 
 
Desenvolver a Autoconsciência em Todos os Seres 
 
A Hierarquia procura proporcionar condições adequadas para o desenvolvimento da autoconsciência 
em todos os seres. Isto ela produz, no homem, basicamente, através do seu trabalho inicial de 
combinar os três aspectos mais altos do espirito com os quatro aspectos inferiores; dos exemplos 
que exterioriza pelo serviço, sacrifício e renúncia, e dos constantes feixes de luz (em sentido oculto) 
que dele emanam. A Hierarquia poderia ser considerada como o agregado, em nosso planeta, das 
forças do quinto reino na natureza. Penetra-se neste reino através do pleno desenvolvimento e 
controle do quinto principio da mente, e pela sua transformação em sabedoria, que constitui, 
literalmente, a inteligência aplicada a todos os estados, pela utilização plena e consciente da 
faculdade do amor discriminativo. 
 
Desenvolver a Consciência nos Três Reinos Inferiores 
 
Como é bem conhecido, os cinco reinos da natureza, no arco (38) evolutivo, podem ser definidos da 
seguinte maneira: mineral, vegetal, animal, humano e espiritual. Todos estes reinos corporificam 
algum tipo de consciência, e é tarefa da Hierarquia desenvolver estes tipos até a perfeição através do 
ajuste do Carma, da força atuante e do provimento de adequadas condições. Uma idéia do trabalho 
poderá ser obtida se resumirmos, brevemente, os diferentes aspectos da consciência a ser 
desenvolvida nos vários reinos. 
 
No Reino Mineral,