Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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como uma possibilidade 
teórica, e posteriormente invocada pela atenção dirigida e consciente daquele 
que pressentiu sua presença, até finalmente ser feito o contato. 
2. impacto é algo além do simples registro do contato. Ele transforma-se numa 
interação consciente; transmite uma informação mais recente; é, por 
natureza, de caráter revelatório, e pode ser definido, em seus estágios 
iniciais, como a garantia de um novo campo de exploração e aventura 
espiritual para aquele que responde a ele, e como a indicação de um campo 
mais amplo onde a consciência possa sempre expandir-se e registrar cada 
vez mais o propósito espiritual que espera ser conhecido mais plenamente. 
3. O corpo etérico está no ponto de adquirir grande poder. Agora ele pode ser 
usado conscientemente como um transmissor de: 
 
a. Energias e forças, conscientemente dirigidas. 
b. Impactos dos veículos periódicos mais elevados, que atuam através do 
seu instrumento, a Tríade Espiritual. 
 
4. O corpo etérico e, portanto, o agente conscientemente dirigido do ente 
espiritual rapidamente integrado. Ele pode transmitir ao cérebro as energias 
necessárias e a informação ocultista que, unidas, tornam o homem um Mestre 
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de Sabedoria e, finalmente, um Cristo \u2014 totalmente inclusivo em seu poder 
atrativo e magnético. 
 
Em outro lugar afirmei que, à medida que vocês estudarem, conseguirão 
resumir a detalhada análise feita acima. Definindo a Impressão, eu disse que ela "se 
refere à produção de uma aura magnética sobre a qual podem atuar as impressões 
mais elevadas". Isso deveria servir também para definir a arte da invocação e 
evocação. A medida que o homem (pois não consideraremos esta ciência separada 
dele porque abarcaria um campo extremamente vasto) se torna sensível a seu 
ambiente, à medida que as forças da evolução atuam sobre ele, levando-o de uma 
etapa a outra, de um ponto a outro, de um plano a outro, e de uma altura a outra, ele 
prospera e se toma cada vez mais magnético. A medida que essa força atrativa ou 
magnética aumenta, ele próprio se torna invocativo; essa demanda emitida, advinda 
da (ou através da) aura que ele engendrou, propicia-lhe uma revelação progressiva. 
Essa revelação, por sua vez, enriquece o campo magnético de sua aura de tal 
maneira que o transforma num centro revelador para aqueles cuja aura e campo de 
experiência necessitam do estímulo de sua reconhecida experiência. 
Finalmente, pode-se-ia dizer que todo o reino humano se converterá 
enfim no principal centro magnético em nosso planeta, invocando todos os reinos 
superiores sobre os planos amorfos e evocando todos reinos inferiores ou sub-
humanos sobre os planos da forma. Algum dia, dois terços da humanidade tornar-
se-ão sensíveis aos impactos procedentes da Mente de Deus, á medida que essa 
Mente cumprir suas intenções e levar a cabo seus propósitos dentro de nosso 
instransponível círculo-não-se-passa planetário. Por sua vez, a humanidade 
fornecerá a área mental 
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dentro daqueles círculos-não-se-passa onde os reinos sub-humanos encontrarão a 
correspondência da Mente Universal necessária ao seu desenvolvimento; o homem, 
como vocês bem o sabem, é o macrocosmo para o microcosmo constituído pelos 
reinos inferiores da natureza. Tal o objetivo de todo serviço humano. 
Se o que eu disse até agora sobre a Ciência da Impressão for lido em 
conexão com os ensinamentos dados nos "Pontos de Revelação2" advirão muitos 
esclarecimentos. Entretanto, é necessária uma profunda reflexão. A Ciência da 
Impressão deveria ser considerada, em última análise, a ciência fundamental da 
própria consciência, pois o resultado do contato e do impacto conduz ao despertar e 
ao desenvolvimento da consciência e dessa crescente percepção que caracteriza 
toda forma no mundo manifestado. Cada forma possui sua própria área de 
consciência, e a evolução é o processo pelo qual as formas respondem ao contato, 
reagem ao impacto, e obtêm um maior desenvolvimento, utilidade e efetividade. 
A Lei da Evolução e a Ciência da Impressão compreendem o 
desenvolvimento da consciência e produzem a adaptabilidade da alma imanente. A 
ciência moderna, mediante seu trabalho nos campos da psicologia e da medicina 
(para mencionar apenas duas), e através de suas experiências com as formas, tem 
estabelecido os métodos para construir e trazer à manifestação os vários 
mecanismos de contato encontrados nos diferentes reinos da natureza, e tem 
dominado grande parte do processo de desenvolvimento do mecanismo exotérico de 
resposta. Não me estenderei sobre isso, pois até certo ponto está correto. Limitar-
me-ei apenas a uma consideração dos contatos e impactos com que se confrontam 
os discípulos e iniciados do mundo de hoje, à medida que trabalham com a 
 
2
 Discipulado na Nova Era, Volume II, seção 3 
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Hierarquia e através de um Ashram, e cujo caminho de progresso é uma luz 
brilhante que resplandece cada vez mais até que alcancem a completa iluminação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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X. A SEQÜÊNCIA DE REVELAÇÃO DAS RELAÇÕES 
 
 Remeto-os de volta ao capítulo VIII, onde esbocei essa extraordinária 
ciência que é, em si mesma, a evidência da evolução do dualismo essencial na 
manifestação, e o testemunho, inalterável e incontrovertível, do desenvolvimento da 
consciência. Ao mesmo tempo, ela procede da premissa fundamental de que as 
várias fases da consciência que estão sendo reveladas firme e correlativamente, em 
tempo e espaço, são (do ponto de vista do Eterno Agora) a soma total dos estados 
de consciência \u201cd'Aquele no Qual vivemos, nos movemos e temos nosso ser". Todas 
essas fases de consciente aceitação dos fenômenos existentes e das reações a eles 
vinculados são, para Sanat Kumara, o que as experiências da vida comum e as 
ações cotidianas são para o homem inteligente \u2014 só que muitíssimo mais 
abarcantes e inclusivas. 
Há uma série de pontos aos quais não me referi então, mas dos quais 
gostaria de me ocupar agora, visando a uma maior clareza e compreensão. Chamei 
essa ciência de relação e de reação, de Suprema Ciência de Contato. Isso é o que 
ela é em essência. A reação a esse contato, seja ele cósmico, como no caso de 
Sanat Kumara, ou planetário, como no dos Mestres da Hierarquia, está, não 
obstante, limitada e circunscrita (do ponto de vista do aspirante informado) e é 
responsável pela criação do Carma ou pela movimentação das causas que 
inevitavelmente produzirão seus efeitos \u2014 sendo estes negados (ou tornados 
inócuos, se preferirem o termo) \u2014 quando o ente em questão traz às circunstâncias 
engrenadas a necessária inteligência, sabedoria, intuição ou vontade. Reflitam 
sobre isso. A consciência é algo inerente a todas as formas de vida. Essa é uma 
verdade ocultista muito conhecida. É uma potencialidade inata que sempre 
acompanha a vida manifestada. Ambas, consciência e vida, relacionadas através da 
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manifestação, são na realidade atma-budi, espírito-razão, destinadas a um 
funcionamento simultâneo durante o período criativo. O primeiro resultado de seu 
vínculo é o aparecimento daquilo que possibilitará ao Senhor do Mundo expressar 
Seu Próprio, desconhecido e inescrutável propósito. 
Durante o ciclo de manifestação, essa combinação de vida-consciência, 
espírito-razão, atma-budi, é o resultado da multiplicidade na unidade, da qual tanto 
ouvimos falar \u2014 manifestada como atividade, qualidade, ideologia, racionalidade, 
relação, unidade, e muitas outras expressões da natureza divina. No início do 
Tratado Sobre os Sete Raios, referi-me à vida, qualidade e aparência, mencionando