Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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proposição geral deve ser aceita, pois o tema ainda é, em seu 
todo, demasiado complexo, e o mecanismo da observação do estudante muito 
pouco desenvolvido para que eu possa entrar em maiores detalhes. Isso bastará 
como hipótese inicial de trabalho. 
A quantidade e o tipo de energia controlando qualquer aspecto do sistema 
nervoso estão condicionados pelo centro situado na sua área imediata. Em última 
análise, um centro é um agente distribuidor. Mesmo que essa energia afete todo o 
corpo, o centro com maior capacidade de resposta à qualidade e ao tipo de energia 
afetará poderosamente os nadis e, por conseguinte, os nervos, em seu meio-
ambiente imediato. 
Devemo-nos lembrar sempre de que os sete centros não se encontram 
dentro do corpo físico denso, mas existem unicamente na matéria etérica e na 
chamada aura etérica, fora do corpo físico. Eles estão estreitamente relacionados 
com o corpo físico denso por meio da rede de nadis. Cinco desses centros estão 
localizados na contraparte etérica da coluna vertebral, e a energia passa (através de 
nadis, grandes e capazes de responder) através das vértebras da coluna, 
circulando, então, por todo o corpo etérico, já que este está inteiramente ativo dentro 
do veículo físico. Os três centros da cabeça localizam-se, um bem no alto da 
cabeça, outro bem diante dos olhos e da fronte, e o terceiro, na parte posterior da 
cabeça, justamente no lugar onde termina a coluna vertebral. Perfazem eles um total 
de oito, mas que, na realidade, são sete, já que o centro na parte posterior da 
cabeça não é levado em conta no processo iniciático, como tampouco o é o baço. 
O poderoso efeito da entrada de energia através do corpo de energia 
criou automaticamente esses centros ou reservatórios de força, pontos focais de 
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energia que o homem espiritual deve aprender a utilizar e com os quais poderá 
dirigir a energia para onde for necessário. 
Cada um desses sete centros foi aparecendo no transcurso da evolução 
humana, em resposta a energias de um, ou de vários, dos sete raios. O impacto 
desses raios sobre o corpo etérico, emanando, como acontece, periódica e 
incessantemente, dos sete raios, é tão potente que as sete áreas do corpo etérico se 
sensibilizam de forma mais aguda que o resto do veículo, convertendo-se, no devido 
tempo, em centros de resposta e distribuição. O efeito desses sete centros sobre o 
corpo físico produz, oportunamente, uma condensação ou um estado daquilo que se 
denomina "resposta atraída" da matéria densa, e assim os sete maiores grupos de 
glândulas endócrinas entram lentamente em ativo funcionamento. Deve-se ter 
sempre presente que o desenvolvimento integral do corpo etérico consta de dois 
períodos históricos: 
 
1. aquele em que a energia etérica, fluindo pelos centros de resposta e criando, 
conseqüentemente, as glândulas endócrinas, começou a produzir, 
gradualmente, um efeito definido sobre a corrente sangüínea; a energia atuou 
unicamente através deste meio durante muito tempo, e ainda o faz, pois o 
aspecto vida da energia anima o sangue, mediante os centros e seus 
agentes, as glândulas. Daí as palavras da Bíblia: "O sangue é a vida". 
2. à medida que a raça humana se desenvolveu e adquiriu maior consciência e 
certas grandes expansões ocorreram, os centros começaram a aumentar sua 
eficácia e a empregar os nadis, atuando desse modo sobre o sistema nervoso 
e através dele; isso acarretou uma atividade consciente e planejada no plano 
físico, de acordo com o lugar que o homem ocupava na escala evolutiva. 
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Desse modo, a energia entrante, que formava o corpo etérico, criou o 
mecanismo etérico necessário com suas correspondentes contrapartes físicas 
densas. Conseqüentemente observar-se-á que estas, por sua relação com o 
sangue, através das glândulas, e com o sistema nervoso, por meio dos nadis (e 
ambos, por intermédio dos sete centros), se converteram no transmissor de dois 
aspectos de energia: um que era kama-manásico (desejo e mente inferior) e o outro, 
átmico-búdico (vontade e amor espirituais) no caso da humanidade evoluída. Tem-
se aqui uma grande oportunidade para todos, pois que a Lei da Evolução se acha 
em vias de dominar toda manifestação. O que é verdade a respeito do Macrocosmo 
também o é para o microcosmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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II. OS FUNDAMENTOS DA NÃO-SEPARATIVIDADE 
 
O uso da imaginação criativa é válido aqui. Talvez ela não nos forneça um 
quadro verdadeiro de todos os pontos a tratar, mas nos transmitirá uma grande 
realidade. A realidade a que me refiro é que não há nenhuma separatividade 
possível em nossa vida planetária manifestada \u2014 nem em nenhum outro lugar para 
essa matéria, mesmo além de nosso círculo-não-se-passa planetário. O conceito de 
separatividade, de isolamento individual, é uma ilusão da mente humana não 
iluminada. Tudo (cada forma, todo organismo existente em cada forma, todos os 
aspectos da vida manifestada em cada reino da natureza) está intimamente 
relacionado entre si através do corpo etérico planetário (do qual todos os corpos 
etéricos são partes integrantes), que subjaz em tudo que existe. Por mais 
insignificante e inútil que possa parecer, a mesa na qual se escreve, a flor que se 
tem nas mãos, o cavalo no qual se cavalga, o homem com quem se conversa, todos 
estão compartilhando a vasta vida que circula no planeta, à medida que ela flui em, 
através de e fora de cada aspecto da natureza da forma. As únicas diferenças 
existentes residem na consciência, particularmente na consciência do homem e na 
Loja Negra. Há apenas UMA VIDA que flui através da multidão de formas que 
constituem, em sua totalidade, o planeta tal como o conhecemos. 
Todas as formas encontram-se relacionadas, inter-relacionadas e 
interdependentes; o corpo etérico planetário mantém-nas de tal modo ligadas que 
um Todo coeso, coerente e expressivo se apresenta aos olhos do homem ou, à 
percepção da Hierarquia, como uma grande consciência em expansão. Linhas de 
luz passam de uma forma a outra. Umas são brilhantes e outras foscas; algumas se 
movem ou circulam com rapidez, outras são letárgicas e lentas em sua interação; 
umas parecem circular com facilidade em algum reino particular da natureza e outras 
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em outro; algumas vêm de uma direção diversa da de outras, mas todas estão em 
contínuo movimento, ou seja, numa circulação constante. Todas passam, penetram 
e atravessam cada forma e não há um só átomo no corpo que não seja receptor 
dessa energia viva e móvel; não há um único elemento que não "mantenha sua 
forma e existência" por este determinado fluxo e refluxo; por conseguinte, não há 
nenhuma parte do corpo de manifestação (parte integrante do veículo planetário do 
Senhor do Mundo) que não esteja em contato complexo, mas sim, completo com 
SUA divina intenção \u2014 mediante Seus três principais centros: Shambala, a 
Hierarquia e a Humanidade. Não é necessário que o Senhor do Mundo esteja em 
contato consciente com a multiplicidade de formas que compõem seu grande e 
complexo veículo. No entanto, isto seria possível, se Ele assim o desejasse, porém, 
não o beneficiaria, como não seria benéfico você pôr-se em contato consciente com 
algum átomo de determinado órgão do corpo físico. Ele trabalha, entretanto, através 
de Seus três principais centros: Shambala, o centro coronário planetário; a 
Hierarquia, o centro cardíaco planetário; e a Humanidade, o centro laríngeo 
planetário. A atuação dessas energias em outros lugares (controlados a partir 
desses três centros) é automática. O objetivo das energias circulantes \u2014 tal como 
parece a nós quando procuramos penetrar no propósito divino \u2014 consiste em 
vivificar todas as partes de Seu corpo, visando