2.Padroes de distribuicao Modo de Compatibilidade
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PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO 
GEOGRÁFICA 
Paulo Pompeu
- A distribuição geográfica é a unidade básica da biogeografia; 
 
 
- Mas o que é uma população? 
- Evolução (grupo de indivíduos isolados); 
- Filogenética (característica única derivada \u2013 apomorfia). - Filogenética (característica única derivada \u2013 apomorfia). 
 
 
A real distribuição geográfica da espécie é um complexo de 
padrões temporais, na qual os indivíduos estão dispersos pela 
terra. Qualquer mapa é uma simplificação. 
 
A real distribuição geográfica da espécie é um complexo de padrões temporais, 
na qual os indivíduos estão dispersos pela terra. Qualquer mapa é uma 
simplificação 
 
 
 
Distribuição geográfica do 
papagaio do peito roxo 
Amazona vinaceae 
Distribuição geográfica do Okapi 
africano 
 
O tamanho da área de distribuição das espécies é bastante 
variado: 
 
 - Leptolebias splendens \u2013 poças rasas na baía de Guanabara, 
possivelmente extinta; 
 - Balaenoptera musculus \u2013 baleia azul \u2013 300 milhões km2. 
 
A maioria possui área de distribuição intermediária. 
Para algumas espécies a população corresponde à área de vida dos 
indivíduos. 
 
Para a maioria podem ser identificadas numerosas populações 
isoladas pela distância ou mesmo por barreiras geográficas. 
 
Espécies próximas taxonomicamente ou funcionalmente, tendem 
a possuir padrão de distribuição parecido (aves e mamíferos 
possuem distribuição mais ampla que peixes e plantas 
vasculares). 
Em geral espécies maiores possuem maior área de distribuição.
O que explicaria estes padrões? 
- necessidade de áreas maiores para um indivíduo associado 
ao tamanho mínimo populacional viável; 
 - populações densas maior probabilidade de se exportar 
indivíduos. 
Forma da distribuição 
 
Apesar da enorme variação, parece haver alguns padrões gerais: 
 
- Pequenas áreas tendem a ser orientadas norte/sul, enquanto 
grandes áreas leste/oeste; 
 
- A distribuição tende a ficar menos contínua em direção à - A distribuição tende a ficar menos contínua em direção à 
periferia; 
 
- Áreas maiores tendem a ser mais arredondadas (não seria apenas 
um efeito de escala?); 
 
- Os padrões norte/sul e leste/oeste pode ser explicado pela 
geografia física e padrões climáticos. 
Tipos de diversidade 
 
Biodiversidade ou diversidade biológica (grego bios, vida) é a 
diversidade da natureza viva. 
A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de 
diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa 
(equitabilidade) dessas categorias. E inclui: 
 
- variabilidade ao nível local ou riqueza total em uma comunidade - variabilidade ao nível local ou riqueza total em uma comunidade 
(alfa diversidade); 
 
- complementariedade biológica entre hábitats ou número de 
espécies exclusivas de dois ambientes, quando estes são 
comparados (beta diversidade); 
 
- variabilidade entre paisagens que compreendem várias 
comunidades (gama diversidade). 
Gradientes latitudinais de biodiversidade 
 
 - Mais antigo e fundamental padrão com relação à distribuição da 
vida na terra é o aumento da diversidade biológica dos pólos em 
direção ao equador. 
Outros padrões de distribuição geográfica da diversidade 
 
Penínsulas 
 
 
Outros padrões de distribuição geográfica da diversidade 
 
Elevação 
 
Espécies de aves Vegetação no Arizona 
 
Outros padrões de distribuição geográfica da diversidade 
 
Profundidade 
 
Espécies marinhas 
Mecanismos explicativos do padrão latitudinal 
 - vários tem sido propostos, muitos deles sem comprovação 
empírica. 
 
 
Hipótese da área geográfica 
 
Os trópicos apresentariam mais espécies porque apresentam mais 
área (globo terrestre), e conseqüentemente: 
 - número maior de biomas e habitats propiciando 
especialização, adaptação e especiação; 
 - populações maiores levando a uma menor chance de 
extinção. 
 
Evidências não são conclusivas: 
 - áreas pequenas tropicais na Europa possuem mais peixes 
do que grandes áreas temperadas. 
Hipótese da produtividade 
 
Pianka 1966: \u201cMaior produção resulta em maior riqueza, sendo 
que a produção ou biomassa está relacionada com a energia 
disponível\u201d. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em ambientes aquáticos a 
biodiversidade aumenta com o 
aumento da produtividade 
 
Peca em não explicar porque uma maior disponibilidade de 
alimentos levaria à uma maior riqueza e não maiores populações, 
mas a explicação pode estar na largura do nicho. 
 
 
 
No entanto, maiores populações pode levar à uma maior chance 
de manutenção de populações e maior especiação por dispersão 
ou vicariância. 
Hipótese da energia ambiental 
 
Considera que o \u201cinput\u201d de energia solar cria um ambiente físico 
que afeta os organismos através de suas respostas fisiológicas à 
temperatura. 
 
Agrupa outras explicações, como estabilidade ou predictabilidade 
ambiental, sazonalidade e severidade. ambiental, sazonalidade e severidade. 
 
Baseia-se no conceito de que ambientes em latitudes elevadas 
possuem condições mais distantes do ótimo para os organismos, 
ou são mais severos e fisiologicamente mais dispendiosos. 
 
Várias correlações importantes entre energia ambiental e riqueza 
em espécies já foram estabelecidas. 
Hipótese Rapoport - Rescue
Valência ecológica: capacidade da espécie em povoar ambientes diferentes 
caracterizados por grandes variações dos fatores ecológicos. 
\u2022 Euriécia: grande valência ecológica, podendo povoar ambientes 
variados. 
\u2022 Estenoécia: pequena valência ecológica, suportando pequenas 
variações de fatores ecológicos e restrita a determinados ambientes. 
\u2022 Euritópicas: com ampla distribuição, sendo normalmente euriécia, 
\u2022 Estenotópicas: estritamente localizada, ou seja, com pequena 
distribuição, sendo estenoécia 
A regra de Rapoport é o padrão no qual o tamanho da distribuição 
da espécie é relacionado com a latitude. 
 
Como a variação sazonal em elevadas latitudes é grande, a 
seleção favorece organismos com larga tolerância climática, que 
também acabam apresentando maior distribuição. 
 
Nos trópicos a tolerância climática é mais restrita, tornando o Nos trópicos a tolerância climática é mais restrita, tornando o 
ambiente, nesta perspectiva, mais heterogêneo. 
 
Espécies de árvores da América do Norte 
 
Pássaros na Venezuela (Validade da regra de Rapoport para 
outros gradientes 
Hipótese da velocidade evolutiva 
 
Rohde (1992) \u201cA riqueza de espécies aumenta nos trópicos 
porque a temperatura aumenta as taxas de especiação\u201d. 
 
A temperatura encurta o tempo de geração, aumenta as taxas de 
mutação, acelera a pressão de seleção e, consequentemente, a 
riqueza de espécies. 
Hipótese das limitações geométricas 
 
O gradiente latitudinal pode ser produzido como conseqüência da 
localização aleatória da distribuição das espécies em um domínio 
limitado por uma barreira física ou fisiológica. 
 
Hipótese nula: se o mundo não possui limites não seriam Hipótese nula: se o mundo não possui limites não seriam 
observados padrões de gradientes. 
 
De maneira geral estes modelos têm produzido gradientes 
latitudinais com pico de riqueza no domínio central, com algum 
suporte empírico. 
 
 
 
 
O papel da história 
 
Muitas características da distribuição das espécies refletem a 
influência da história do local e a história da linhagem. 
 
Estas características agiram como agentes seletivos que 
influenciaram os requerimentos e tolerâncias ambientais, 
demografia, história de vida, colonização passada, especiação, 
taxas de extinção, etc. taxas de extinção, etc.