Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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de uma reserva ou quantidade de pensamento-substância resultante de sua própria 
atividade mental e de sua receptividade inata, a qual lhe proporciona o material para 
ensinar e para a "fonte de conhecimento" sobre a qual ele pode trabalhar quando 
procura ajudar os outros. 
O principal ponto a ser apreendido é que a sensibilidade à impressão 
constitui um desenvolvimento normal e natural, que caminha paralelo ao 
desenvolvimento espiritual. Dei-lhes uma chave para todo o processo quando disse 
que "A sensibilidade à impressão implica o engendramento de uma aura magnética 
sobre a qual as impressões mais elevadas podem atuar." 
Gostaria que vocês refletissem profundamente sobre essas palavras. A 
medida que o discípulo começa a demonstrar a qualidade da alma e o segundo 
aspecto divino toma posse dele, controlando e matizando toda sua vida, então, 
desenvolve-se automaticamente a sensibilidade superior, fazendo dele um ímã para 
idéias e conceitos espirituais. Primeiro, ele atrai para o seu campo de consciência o 
esboço geral e, posteriormente, os detalhes do Plano hierárquico; finalmente, ele se 
torna consciente do Propósito planetário; todas essas impressões não são algo que 
ele precise buscar nem aprender a distinguir, reter e apoderar-se à custa de muito 
trabalho. Elas introduzem-se em seu campo de consciência porque ele criou uma 
aura magnética que as invoca e as atrai "para dentro de sua mente". Essa aura 
magnética começa a se formar a partir do primeiro momento em que ele faz contato 
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com sua alma; ela aprofunda-se e expande-se à medida que esses contatos se 
tornam mais freqüentes e convertem-se, finalmente, num estado habitual de 
consciência; então, ele se acha a qualquer momento e à vontade em relação com a 
sua alma, o segundo aspecto divino. 
Essa aura constitui, na realidade, o reservatório de substância mental no 
qual ele se pode apoiar espiritualmente. O ponto em que está enfocado é o plano 
mental. O discípulo não está mais controlado pela natureza astral; mas constrói com 
sucesso o antahkarana, através do qual as impressos superiores podem fluir; ele 
aprende a não dissipar essa afluência, mas a acumular dentro da aura (com a qual 
se circundou) o conhecimento e a sabedoria que considera necessários para servir 
aos seus semelhantes. Um discípulo é um centro magnético de luz e conhecimento 
justamente na medida em que mantém sua aura magnética num estado de 
receptividade. Então ela tem, constantemente, capacidade de invocar um âmbito 
maior de impressões; ela pode ser evocada e posta em "atividade distribuidora" pelo 
que é inferior e que demanda ajuda. Portanto, o discípulo, em seu devido tempo, 
torna-se uma minúscula ou diminuta correspondência da Hierarquia \u2014 invocativa 
como ela é para Shambala e facilmente evocada pela demanda humana. Esses são 
pontos que requerem cuidadosa consideração, pois envolvem um reconhecimento 
prévio dos pontos de tensão e sua conseqüente expansão em auras ou áreas 
magnéticas, capazes de invocação e evocação. 
Essas áreas de sensibilidade implicam três estágios, sobre os quais não 
pretendo estender-me: 
 
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1. Sensibilidade à impressão de outros seres humanos. Essa sensibilidade se 
torna útil para prestar serviço quando a aura magnética necessária tiver sido 
engendrada e posta sob controle científico. 
2. Sensibilidade à impressão grupal \u2014 a transmissão de idéias de um grupo 
para outro. O discípulo pode tornar-se um agente receptivo do grupo do qual 
faça parte e essa habilidade indica progresso de sua parte. 
3. Sensibilidade às impressões hierárquicas, que atingem o discípulo, 
primeiramente, por meio do antahkarana e posteriormente por toda a 
Hierarquia, quando ele tiver alcançado alguma das iniciações superiores. Isso 
indica a capacidade para registrar impressões de Shambala. 
 
Valeria à pena considerarmos agora três pontos que estão ligados com a 
sensibilidade à impressão, a construção do reservatório de pensamento resultante e 
com a capacidade de responder aos apelos invocativos subseqüentes. Esses três 
pontos são: 
 
1. Os processos de Registro. 
2. Os processos de Gravação das Interpretações. 
3. Os processos de Resposta Invocadora Resultante. 
 
Gostaria de relembrar-lhes a noção de que a aura que cada um criou ao 
redor do núcleo central do próprio ego encarnado ou alma é um fragmento da super-
alma una que trouxe cada um de vocês à manifestação. Essa aura, como bem o 
sabem, é composta das emanações do corpo etérico, e este, por sua vez, engloba 
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três tipos de energia pelos quais cada um é individualmente responsável. Esses três 
tipos (quando associados à energia de prana que compõe os veículos etéricos) são: 
 
1. A aura da saúde, que é essencialmente física. 
2. A aura astral, que, em geral é de longe o fator mais predominante, amplo e 
controlador. 
3. A aura mental, que, na maioria dos casos, é relativamente pequena, mas que 
se desenvolve rapidamente quando o discípulo empreende conscientemente 
seu próprio desenvolvimento, ou quando a personalidade está polarizada no 
plano mental. Finalmente chegará o momento em que a aura mental 
obliterará (se é que posso usar termo tão inadequado) a aura emocional ou 
astral, e então a qualidade de amor da alma criará um substituto, de modo 
que a necessária sensibilidade não desapareça completamente, mas seja de 
natureza muito mais elevada e aguda. 
 
Nessa aura tríplice (ou melhor dizendo, quádrupla, se contarmos o veículo 
etérico) cada indivíduo vive, move-se e tem o seu ser; esta aura vital e vivente é o 
agente que registra todas as impressões, tanto objetivas quanto subjetivas. É este 
"agente de resposta sensível" que o eu interno deve controlar e usar a fim de 
registrar as impressões ou dirigir as impressões etéricas ou mentais para o exterior, 
para o mundo dos homens. A impressão astral é completamente egoísta e pessoal 
e, ainda que possa afetar o meio-ambiente do homem, não está dirigida, como são 
as outras energias registradas. É esta aura que, principalmente, cria os efeitos que 
uma pessoa produz sobre outra; fundamentalmente, não são suas palavras que 
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produzem reações, mesmo supondo que ela revistam suas ações e pensamentos, 
mas que são, na realidade, expressões usuais de seus desejos emocionais. 
Portanto, todos nós possuímos um mecanismo subjetivo que é um 
verdadeiro e perfeito quadro de nosso próprio grau de evolução. Esta é a aura que 
um Mestre observa, e isso é um fator da maior importância na vida do discípulo. A 
luz da alma dentro da aura e a condição dos vários aspectos da aura indicam se o 
discípulo está ou não se aproximando do Caminho do Discipulado. A medida que as 
reações emocionais diminuem, e que sua mente clareia, pode-se observar com 
precisão o progresso do aspirante. Gostaria que vocês fizessem uma distinção 
cuidadosa entre os corpos mental e emocional e o que deles emana. O que se 
denomina corpo é de natureza substancial; a aura é essencialmente irradiante e se 
expande em todas as direções a partir de cada veículo substancial. Esse é um ponto 
que deve cuidadosamente ser observado. 
O problema que o aspirante enfrenta à medida que "engendra" sua aura é 
o de retrair a si próprio e assim diminuir a extensão e o poder da aura astral e 
expandir e aumentar a potência de sua aura mental. Deve-se lembrar que a grande 
maioria dos aspirantes está definitivamente polarizada na natureza astral, e que, por 
conseguinte, seu problema consiste em atingir uma polarização diferente e enfocar-
se no plano mental. Isso toma tempo e muito esforço. Finalmente, como mencionei 
acima, a irradiação da alma substitui a até então presente atividade emocional do 
aspirante; na realidade, essa emanação