Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
216 pág.

Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


DisciplinaFísica I27.928 materiais916.769 seguidores
Pré-visualização45 páginas
cérebro) a impressão transmitida e registrada produziu impacto. Por exemplo, uma 
das dificuldades com que se defronta o discípulo aspirante e o fervoroso estudante 
ocultista é o registro diretamente no cérebro da impressão proveniente da Tríade 
Espiritual (e posteriormente da Mônada), através do antahkarana. 
Essa impressão deve ser uma descida direta dos níveis mentais até o 
cérebro, evitando qualquer contato com o corpo astral; só quando se obtiver essa 
descida direta é que a impressão registrada será isenta de erro. Nesse caso, ela não 
estará mescla da a nenhum complexo emocional, pois que o nível de consciência 
astral é o grande responsável pela distorção da verdade essencial. As impressões 
do Ashram ou da Tríade Espiritual (únicos tipos de impressão dos quais me ocupo 
aqui) passam por três etapas: 
 
1. A etapa do registro mental. A clareza e precisão desse registro dependerão 
da condição do canal de recepção, o antahkarana; de modo bastante curioso, 
nesse registro intervém um certo elemento tempo. Não se trata do tempo que 
se conhece no plano físico, que não é nada mais que o registro, pelo cérebro, 
dos "acontecimentos" passageiros; mas da correspondência mental superior 
do tempo. Não posso ocupar-me desse tema tão obscuro, pois o tempo, 
nessa relação, está ligado à distância, descida, foco e poder de registrar. 
2. A etapa da recepção pelo cérebro. A precisão dessa recepção depende da 
qualidade das células físicas do cérebro, da polarização do pensador no 
centro da cabeça, e da liberação das células cerebrais de qualquer impressão 
emocional. Nisso reside a dificuldade, pois o aspirante receptor ou o pensador 
enfocado estão sempre emocionalmente conscientes da descida da 
impressão superior e do conseqüente esclarecimento do tema de seu 
 119
pensamento. Entretanto, isso deve ser registrado por um veículo astral 
perfeitamente passivo e a partir daí pode-se-á ver um dos principais objetivos 
da verdadeira meditação. 
3. A etapa do reconhecimento da interpretação. Esta é uma fase extremamente 
difícil. A interpretação depende de vários fatores: o acervo cultural, o ponto 
alcançado na evolução, a aproximação mística ou ocultista do discípulo em 
relação ao centro da verdade, sua liberação do psiquismo inferior, sua 
humildade essencial (que exerce o papel mais importante na compreensão 
correta) e a sua descentralização da personalidade. Na verdade, o caráter do 
indivíduo acha-se totalmente envolvido nesse importante processo da correta 
interpretação. 
 
Neste aspecto da impressão, o tema dos SÍMBOLOS deve estar 
necessariamente envolvido. Todas as impressões devem ser necessariamente 
traduzidas e interpretadas em símbolos, por meio da palavra ou por representações 
pictóricas; o aspirante não pode evitar isso, pois é através do emprego da palavra 
(desnecessário dizer que são símbolos), que ele se torna suscetível de cometer 
enganos. Elas constituem o meio através do qual a impressão registrada é 
transmitida à consciência cerebral, isto é, ao plano físico da consciência do 
discípulo, tornando-lhe possível, desse modo, a compreensão prática das idéias 
abstratas ou daqueles aspectos do Caminho que é seu dever compreender e 
ensinar. 
Não é necessário estender-me nesse tema. O verdadeiro discípulo está 
sempre consciente da possibilidade de erro, da ocorrência de intromissões e 
distorções psíquicas; ele sabe muito bem que a verdadeira e efetiva interpretação da 
 120
impressão transmitida depende muito da pureza do canal receptor e da libertação, 
por parte de sua natureza, de todos os aspectos do psiquismo inferior, algo de que 
geralmente se esquece. Um denso véu de formas concretas de pensamento também 
pode distorcer a verdadeira interpretação, tal como a intervenção astral; o ensino a 
respeito do Caminho e da impressão espiritual pode sofrer a interferência da 
fascinação do plano astral ou das idéias separatistas e concretas emanadas do 
plano mental. Nesse caso, pode-se afirmar seguramente que "a mente é o matador 
do real". Há um profundo significado ocultista nas palavras "uma mente aberta"; isto 
é tão fundamental para a correta interpretação quanto o é o libertar-se da fascinação 
e das expressões psíquicas que se encontram no plano astral. 
Aqui vocês podem novamente compreender a necessidade de um efetivo 
alinhamento, de modo que se forme um canal direto pelo qual a impressão (dirigida 
por alguma fonte mais elevada que a personalidade) possa descer até o cérebro. A 
princípio, este canal e o alinhamento devem ser estabelecidos entre o cérebro e a 
alma; isso envolverá todos os três aspectos da personalidade \u2014 o corpo etérico, o 
veículo astral e a natureza mental; basicamente, esse processo de alinhamento 
deveria ter-se iniciado e desenvolvido no Caminho Probatório e conduzido a um 
estado relativamente elevado de eficiência nas primeiras etapas do Caminho do 
Discipulado. Posteriormente, à medida que o discípulo cria conscientemente o 
antahkarana e se torna parte ativa do Ashram, aprende (ao praticar o alinhamento) a 
transcender \u2014 se é que posso usar tal palavra \u2014 dois aspectos de si mesmo que, 
até então, tinham sido da maior importância: o veículo astral e o corpo da alma ou 
corpo causal. O corpo astral é assim contornado antes a quarta iniciação, e o corpo 
da alma antes da quinta; todo esse processo de "contornar" leva muito tempo e deve 
ser realizado com intensidade, primeiro de tudo com o foco na natureza emocional 
 121
por meio da discriminação consciente e, finalmente, na natureza da alma sob a 
inspiração da Tríade Espiritual, que é finalmente substituída pela alma. Tudo isso 
levará muitas encarnações, pois o registro e a interpretação das impressões 
superiores constituem uma ciência basicamente ocultista que requer muito estudo e 
prática para ser aperfeiçoada. 
À medida que os dois processo se desenvolvem lentamente, o terceiro 
estágio se torna gradualmente efetivo. A impressão recebida e interpretada produz 
mudanças fundamentais na vida e na consciência do aspirante, sobretudo, em sua 
orientação. Ele se torna um centro evocativo e invocativo de energia. Aquilo que 
recebeu através de seu canal de alinhamento se converte num poderoso fator para 
invocar um fluxo renovado de impressões superiores; isso o faz também invocativo 
no plano físico, de modo que a aura magnética que ele engendrou se torna cada vez 
mais sensível às energias espirituais que fluem para o interior, e também cada vez 
mais sensível àquilo que ele evoca de seu meio-ambiente físico e da humanidade. 
Ele se torna uma usina de força que está em contato com a Hierarquia, recebendo e 
distribuindo (em resposta ao apelo evocativo e às demandas da humanidade) a 
energia recebida. Converte-se também num "receptor de luz" e de iluminação 
espiritual, assim como num distribuidor de luz nas partes obscuras do mundo e nos 
corações dos homens. Portanto, ele é um centro invocativo e evocativo utilizado pela 
Hierarquia nos três mundos da evolução humana. 
 
 
 
 
 
 122
XIV. OS ASPECTOS SUPERIORES DO RELACIONAMENTO 
 
A palavra telepatia tem sido usada principalmente para abarcar as várias 
fases do contato mental e da troca de pensamento sem o emprego da palavra, ou 
signo falado ou escrito. Entretanto, o que se compreende por essa acepção 
moderna não abrange os aspectos superiores do "relacionamento com a Mente 
Universal". O terceiro aspecto, a inteligência, está envolvido quando é interpretado o 
contato; o segundo aspecto, amor-sabedoria, é o fator que torna possível a 
impressão superior, e isto se dá quando tal fator está-se desenvolvendo ou está em 
processo de se tornar uma atividade funcionante. Durante esse processo de 
desenvolvimento,