Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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"Tendo penetrado 
todo esse universo com um fragmento de mim mesmo, Eu aí permaneço." 
 
 
A palavra "prana" também é, geralmente, tão mal interpretada como o são 
os termos "etérico" e "astral". É essa conotação vaga que é responsável pela incrível 
ignorância que prevalece nos círculos esotéricos. 
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O prana poderia ser definido como a essência de vida de cada plano na 
sétupla zona a que chamamos plano físico cósmico. É a VIDA do Logos planetário, 
reduzida dentro de limites, animando, vivificando e correlacionando todos os sete 
planos (na realidade, os sete sub-planos do plano físico cósmico) e tudo que se 
encontra dentro deles e sobre eles. O sutratma cósmico, ou o fio de vida do Logos 
planetário inicia Sua manifestação no mais elevado de nossos planos (o logóico) e, 
através da instrumental idade das Vidas que dão forma e que se acham em 
Shambala (que, convém lembrar, não é o nome de um lugar) entra em contato ou 
passa a se relacionar com a matéria da qual os mundos manifestados são 
constituídos \u2014 amorfos, como nos planos etéricos cósmicos (nosso quatro planos 
superiores) ou tangíveis, objetivos, como nos três planos inferiores. O fato de 
chamarmos tangível somente o que se pode ver, tocar e contatar por meio dos cinco 
sentidos é completamente errado. Tudo que existe nos planos físico e astral e nos 
níveis da mente inferior é considerado como pertencente ao mundo da forma. Esse 
plano mental inferior a que me referi antes inclui o nível em que se encontra o corpo 
causal \u2014 o plano no qual "flutua o lótus do amor", como afirma o Antigo Comentário. 
Tudo que se acha acima disso nos níveis mentais e prossegue para além dos mais 
elevados dos planos físico-cósmicos é amorfo. Essas diferenças devem ser 
cuidadosamente levadas em conta. 
Existe no corpo humano um maravilhoso símbolo que mostra a diferença 
entre os níveis etéricos superiores e os inferiores denominados físicos: o diafragma, 
que separa a parte do corpo que contém o coração, a garganta e a cabeça, mais os 
pulmões, do resto dos órgãos do corpo. Todos eles são da maior importância do 
ponto de vista da VIDA, e aquilo que é determinado na cabeça, impulsionado pelo 
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coração, sustentado pela respiração e expresso através do aparato laríngeo 
determina o que o homem É. 
Abaixo do diafragma encontram-se os órgãos cujo uso é muito mais 
objetivo, ainda que de grande importância; embora cada um desses órgãos 
inferiores tenha sua vida e propósito próprios, sua existência e funcionamento 
devem ser impulsionados, determinados e condicionados pela vida e pelo ritmo que 
emanam da parte superior do veículo. Não é fácil para o homem comum 
compreender isso, mas qualquer limitação séria ou doença física que ocorra acima 
do diafragma tem um efeito grave e compulsivo sobre tudo que se encontra abaixo 
do mesmo. O inverso não se dá na mesma proporção. 
Isso simboliza a potência e a essencial idade do corpo etérico, tanto micro 
quanto macrocósmico, e a expressão macrocósmica da Vida quádrupla condiciona 
todas as formas vivas. 
Cada um dos quatro éteres, como são designados às vezes, está fadado 
\u2014 no que concerne ao homem \u2014 a ser um canal de expressão dos quatro éteres 
cósmicos. Atualmente isto ainda não é assim, e só o será realmente quando o 
antahkarana estiver construído e atuar, portanto, como um canal direto para os 
éteres cósmicos aos quais denominamos vida universal, intensidade monádica, 
propósito divino e razão pura. Reflitam sobre esses tipos de energia e imaginem, de 
modo criativo, o efeito que produzem, quando, no transcurso do tempo e do 
desenvolvimento espiritual, puderem fluir sem restrições no corpo etérico de um ser 
humano e através dele. Atualmente, o corpo etérico responde a energias 
provenientes: 
 
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1. do mundo físico. Não são princípios, mas, sim, alimentadoras e controladoras 
dos apetites animais; 
2. do mundo astral. Determinam os desejos, emoções e aspirações que o 
homem expressará e buscará no plano físico; 
3. do plano mental inferior, ou mente inferior, desenvolvendo a vontade própria, 
o egoísmo, a separatividade e a direção ou a tendência da vida no plano 
físico. É esse instinto diretivo que, quando voltado para as coisas superiores, 
abre, oportunamente, a porta para as energias etéricas cósmicas superiores; 
4. da alma, o princípio do individualismo, o reflexo no microcosmos da intenção 
divina e que \u2014 falando simbolicamente \u2014 é, para a expressão monádica 
completa aquilo que "está no ponto intermediário", o instrumento da 
verdadeira sensibilidade, da capacidade de responder, a contraparte espiritual 
do centro do plexo solar, situada no ponto intermediário entre o que se acha 
acima do diafragma e o que está abaixo deste. 
 
Quando o antahkarana está construído e os três superiores se acham 
diretamente relacionados com os três inferiores, a alma já não é necessária. Então, 
refletindo esse evento, os quatro níveis etéricos convertem-se simplesmente em 
transmissores da energia que emana dos quatro níveis etéricos cósmicos. O canal, 
então, é direto, completo e desimpedido; a rede etérica de luz resplandece e todos 
os centros do corpo despertam e atuam em uníssono e ritmicamente. Então, o 
centro coronário \u2014 correspondendo à Mônada e à Personalidade diretamente 
relacionadas \u2014 o lótus de mil pétalas, o brahmarandra, fica também diretamente 
relacionado com o centro da base da coluna vertebral. Estabelece-se, assim, o 
completo dualismo no lugar da anterior natureza tríplice da manifestação divina: 
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1. Mônada................................................ Personalidade 
Com a tríplice alma não mais necessária 
2. Centro coronário................................... Centro da base da coluna vertebral 
Com os cinco centro intermediários não mais requeridos. 
 
O Antigo Comentário diz, com relação a isso: 
 
"Então os três que eram considerados como tudo 
que era, atuando como um e controlando os sete, já não 
existem. Os sete que responderam aos três, respondendo ao 
Uno, não mais escutam o tríplice chamado que determinou 
tudo que foi. Somente os dois permanecem para mostrar ao 
mundo a beleza de Deus vivo, a maravilha da Vontade para o 
Bem, o Amor que anima o Todo. Esses dois são Um, e assim o 
trabalho está completo. E então os \u201cAnjos cantam\u201d. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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III. OS CENTROS PLANETÁRIOS E HUMANOS 
 
 
Existe um fator referente ao corpo etérico que foi muito pouco comentado, 
tendo em vista que qualquer informação seria absolutamente inútil. Vou apresentá-lo 
em forma tabulada, começando por alguns pontos já mencionados anteriormente, 
mas que repetirei aqui para maior clareza, ordenando-os em sua devida seqüência: 
 
1. Os Logos planetário atua por meio de três centros maiores: 
 
a. O centro onde a vontade de Deus é conhecida: Shambala. 
b. O centro onde o amor de Deus se manifesta: a Hierarquia. 
c. O centro onde a inteligência de Deus produz o processo evolutivo: a 
Humanidade. 
 
2. Os três centros maiores, planetários e humanos, existem na substância 
etérica e podem ou não produzir correspondências físicas. Os Mestres, por 
exemplo, não trabalham através de um veículo físico. Não obstante, Eles 
possuem um corpo etérico composto da substância dos níveis etéricos 
cósmico-búdico, átmico, monádico e logóico \u2014 que constituem os quatro 
éteres cósmicos que são a correspondência superior de nossos planos 
etéricos; esses níveis superiores são os quatro níveis do plano físico cósmico. 
Até que escolham, na sexta Iniciação da Decisão, um dos sete Caminhos do 
Destino Ultimo, os Mestres atuam em Seus corpos etéricos cósmicos. 
Esses três centros maiores de energia estão intimamente