Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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desenvolvidos, não desenvolvidos ou em processo de desenvolvimento. Esse 
ponto de vida contém em si todas as possibilidades, potencialidades, 
experiências e todas as atividades vibratórias. Ele personifica a vontade de 
ser, a qualidade de atração magnética (comumente denominada amor) e a 
inteligência ativa que leva a vivência e o amor à sua expressão máxima. A 
afirmação ou definição acima é da maior importância. Por conseguinte, esse 
ponto no centro constitui, na realidade, tudo o que É e os outros três aspectos 
da vida \u2014 tal como enumerados \u2014 são simples indicações de sua existência, 
E aquilo que tem a capacidade de se retirar para sua Fonte, ou revestir-se, 
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camada após camada, de substância; é a causa do retorno do assim 
chamado Eterno Peregrino à Casa do Pai, depois de muitos eons de 
experiência, assim como aquilo que permite experimentar e conduz à 
eventual experiência e à expressão final. É também aquilo que os outros três 
aspectos abrigam e os sete princípios (manifestando-se como veículos) 
protegem. Existem sete desses "pontos" ou "jóias" que expressam a natureza 
sétupla da consciência, e à medida que são levados, um por um, a uma 
expressão vivente, os sete sub-raios do raio monádico dominante também 
são impelidos, um por um, à manifestação, de modo que cada discípulo-
iniciado seja (a seu devido tempo) um Filho de Deus em plena e externa 
glória. 
Está chegando o momento em que o corpo etérico individual é submergido ou 
perde-se de vista na luz que emana desses sete pontos e é colorido pela luz 
da "jóia no lótus" na cabeça, o lótus de mil pétalas. Os centros se relacionarão 
entre si mediante uma linha de fogo vivificante e cada um se expressará 
então em plena forma divina. 
No passado, os instrutores deram muita ênfase ao "extermínio" dos 
centros que ficam abaixo do diafragma, ou à transferência da energia desses centros 
para os centros superiores correspondentes. Já chamei a atenção para isso em 
outros escritos e instruções, pois essa é a maneira exata de transmitir a verdade 
essencial. No entanto, esses métodos de expressão são apenas frases simbólicas, 
e sob esse aspecto, são verdadeiras; no entanto, no final do seu processo evolutivo, 
cada um dos centros do corpo etérico será uma expressão viva, vibrante e bela da 
energia básica que sempre procurou utilizá-lo. Elas são, entretanto, energias 
destinadas a viver a vida divina, e não a vida material. São límpidas, puras e 
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radiantes; seu ponto central de luz é de tal brilho que o olho físico do homem mal 
pode registrá-lo. A essa altura, deve-se lembrar que, embora haja sete desses 
pontos, um no centro de cada lótus, existem apenas três tipos de "jóias no lótus" 
porque a Mônada expressa unicamente os três aspectos maiores da divindade, ou 
os três raios maiores. 
2. As Energias Relacionadas. Essa expressão refere-se ao que denominamos 
as "pétalas" do lótus. Não considerarei aqui as diferenciações das diversas 
energias; elas já foram bastante enfatizadas tanto pelos escritores ocidentais 
quanto pelos orientais. Há uma excessiva curiosidade em se saber o número 
de pétalas de qualquer centro particular, sua distribuição, cor e qualidade. Se 
isto os interessa, vocês podem pesquisar nos livros clássicos, lembrando-se, 
porém, ao pesquisarem a informação buscada, que eles não têm condição de 
provar-lhes a exatidão dos dados, sendo sua utilidade imensamente 
problemática. Escrevo isso para os verdadeiros estudantes e para aqueles 
que procuram viver a vida do espírito; a informação que os teóricos buscam 
foi dada por mim e por muitos outros expoentes dos tecnicismos da Sabedoria 
Eterna. 
 
Quero ressaltar que, assim como o ponto no centro é o ponto de vida e o 
imutável, perene e Eterno Uno, assim também as energias ou pétalas relacionadas 
indicam o estado de consciência que o Eterno UNO \u2014 em um ponto determinado no 
tempo e no espaço \u2014 pode expressar. Isto pode ser o estado de consciência 
relativamente subdesenvolvido do selvagem, a consciência do homem comum, a 
consciência altamente desenvolvida do iniciado até o terceiro grau, ou ainda, a 
percepção de maior vibração do iniciado de graus ainda mais elevados. Isso sempre 
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tem a ver com a CONSCIÊNCIA; apenas o ponto no centro concerne ao primeiro 
aspecto, ou aspecto vida; as pétalas referem-se ao segundo aspecto, ou aspecto 
consciência, e isto deve ser cuidadosamente levado em conta. 
O estado de consciência é sempre revelado pelo volume, cor e atividade 
das energias que compõem as pétalas do lótus; seu desabrochar e seu 
desenvolvimento estão condicionados pelos raios dominantes, assim como pela 
idade e extensão da expressão da alma. O alcance e a natureza do relativo "brilho" 
também estão condicionados pelo ponto de enfoque em qualquer vida particular, e 
pela tendência dos pensamentos da alma encarnada; deve-se lembrar aqui que "a 
energia segue o pensamento". O foco natural ou o ponto de polarização pode ser, às 
vezes, definitivamente anulado pela linha de pensamento do homem (seja qual for), 
ou pelo fato de ele estar vivendo, consciente ou inconscientemente, a vida comum. 
Um exemplo disso o temos no fato de que o enfoque natural de um discípulo pode 
ser o centro do plexo solar, mas, por causa de seu pensamento físico e determinado, 
a energia que ele maneja pode ser dirigida para os centros acima do diafragma, 
produzindo, portanto, um atrofiamento temporário desse centro situado abaixo e com 
o conseqüente estímulo do que está acima dessa linha divisória. Desse modo são 
produzidas as mudanças necessárias. 
Quando o ciclo evolutivo está chegando a seu término e o discípulo-
iniciado se aproxima da sua meta, as energias todas estão completamente 
desenvolvidas, ativas e vibrantes, sendo pois, utilizadas conscientemente como 
aspectos essenciais do mecanismo de contato do iniciado. Isso geralmente é 
esquecido, pois o estudante pensa exclusivamente nos centros como expressão de 
seu desenvolvimento natural, sendo isso de importância secundária. Os centros são, 
na realidade, pontos focais pelos quais a energia pode ser distribuída, sob direção 
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hábil, a fim de produzir o impacto necessário sobre aqueles centros ou indivíduos 
que os discípulos procuram ajudar. Esses impactos podem ser estimulados ou 
vitalizados, segundo a necessidade, ou podem ser deliberadamente destrutivos, 
ajudando, assim, na liberação da substância ou matéria do que vai ser ajudado. 
Já é tempo de os estudantes prestarem atenção aos centros sob o ângulo 
do serviço e no enfoque e utilização da energia para o serviço. É aqui que está 
implicado o conhecimento do número de pétalas que formam um centro, porque ele 
indica o número de energias disponíveis para o serviço, isto é, duas, doze, 
dezesseis etc. Nenhuma atenção foi dada até agora a esse ponto tão importante, 
que representa o uso prático do novo ocultismo na Nova Era que se aproxima. Os 
símbolos orientais, freqüentemente sobrepostos nas ilustrações que representam os 
centros deveriam agora ser suprimidos, pois não são de real utilidade para a mente 
ocidental. 
3. A Esfera de Radiação. Concerne, obviamente, ao raio de influência ou ao 
efeito vibratório que parte dos centros, à medida que, gradual e 
vagarosamente, entram em atividade. Esses centros, ou suas vibrações, são, 
na realidade, os que criam ou constituem a assim chamada aura do ser 
humano, ainda que essa seja freqüentemente confundida com a aura da 
saúde. Em vez da palavra "freqüentemente" talvez fosse melhor dizer 
"geralmente", pois seria mais concreto. O corpo etérico é que designa e 
condiciona a aura, a qual, presume-se, demonstra o que a personalidade é, 
emocional e mentalmente, indicando (ocasionalmente)