Alice Bailey & Djwhal Khul   Telepatia e o Veículo Etérico
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Alice Bailey & Djwhal Khul Telepatia e o Veículo Etérico


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é mais 
difícil definir ou diferenciar as áreas particularmente envolvidas, porque o 
plexo solar ainda está excessivamente ativo. O que se tem hoje em dia é uma 
mescla de telepatia instintiva e o começo de uma telepatia mental. Todavia, 
essa se manifesta muito raramente, e mesmo assim apenas nas classes 
cultas. Entre as massas, a telepatia instintiva é ainda a forma de contato. 
 
No que se refere á telepatia mental, o centro laríngeo é o que está 
essencialmente envolvido; às vezes, há também pequena atividade do centro 
cardíaco e sempre uma certa reação do plexo solar. Daí o nosso problema. 
Freqüentemente o comunicador enviará uma mensagem via centro da garganta, e o 
receptor ainda usará o plexo solar. Esse é o método mais comum, e eu lhes pediria 
que se lembrassem disso. O envio de uma mensagem pode efetuar-se mediante o 
centro laríngeo (o que ocorre freqüentemente, entre os discípulos), mas o receptor 
provavelmente usará o centro do plexo solar. O centro da garganta é, por 
excelência, o centro ou o meio de todo trabalho criativo. Os centros cardíaco e 
laríngeo, porém, deverão, afinal, ser usados em conjunto. Apresentei já, 
anteriormente, a razão disso nas seguintes palavras: 
"Apenas do centro cardíaco podem fluir, na realidade, as linhas de 
energia vinculadoras e unificadoras". Foi por esse motivo que eu prescrevi certas 
meditações que estimulam o centro cardíaco à ação, ligando tal centro (que se 
encontra entre as omoplatas) ao coronário (localizado no centro da cabeça), 
mediante a correspondência superior com o centro cardíaco (o lótus de mil pétalas). 
Esse centro cardíaco, quando devidamente magnético e irradiante, une os discípulos 
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uns com os outros e a todo o mundo. Isso acarretará também aquela interação 
telepática que deve ser ardentemente desejada e que é tão construtivamente útil à 
Hierarquia espiritual \u2014 contanto que ela se estabeleça 19 dentro de um grupo de 
discípulos empenhados e dedicados ao serviço da humanidade. Então pode-ser-á 
confiar neles.\u2217 
 
3. A telepatia intuitiva é um dos desenvolvimentos que se obtêm no Caminho do 
Discipulado \u2014 um dos frutos da verdadeira meditação. As áreas envolvidas 
são a do centro coronário e a do centro laríngeo, e os três centros que se 
tornarão ativos no processo são o centro da cabeça, que é receptivo às 
impressões das fontes mais elevadas, e o centro ajna, que é o receptor das 
impressões intuitivas idealistas. Esse centro ajna pode então "irradiar" aquilo 
que é recebido e reconhecido, usando o centro da garganta como formulador 
criativo do pensamento e o fator que corporifica a idéia sentida ou intuída. 
 
Portanto, tornar-se-á cada vez mais evidente a necessidade de se ter um 
conhecimento mais completo da atividade dos centros, do modo como são 
considerados na filosofia hindu; e até que haja uma real compreensão do papel que 
o corpo vital desempenha como transmissor e como receptor de sentimentos, 
pensamentos e idéias, haverá pouco progresso na compreensão correta dos 
métodos de comunicação. 
Existe um paralelo interessante entre os três tipos de trabalho telepático, 
suas três técnicas de realização e as três grandes formas de comunicação na Terra: 
 
 
\u2217
 Discipulado na Nova Era, I pg. 87 
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Telepatia instintiva viagem de trem, estações em toda parte telegrafo 
Telepatia mental viagem marítima, portos na periferia de todas as regiões telefone 
Telepatia intuitiva viagem aérea, campo de aterrissagem rádio 
 
Aquilo que se passa com a consciência humana sempre se exterioriza ou 
encontra sua analogia no plano físico, e, portanto, está ligado ao desenvolvimento 
da sensibilidade à impressão. 
Ainda há uma outra maneira de se encarar a questão da resposta entre 
as áreas transmissoras e receptoras da consciência. Seria interessante enumerar as 
etapas desse processo. Como ainda é pouco o que se pode colocar em prática, 
muita coisa deve permanecer no plano teórico. Não obstante, visando à instrução 
geral de vocês, passo a enumerar as várias formas de trabalho telepático: 
 
1. Trabalho telepático de plexo solar para plexo solar. Esse é um tópico do qual 
já tratamos. Está intimamente relacionado com o sentimento. Nele, pouco ou 
nada do pensamento está envolvido; refere-se às emoções (medo, ódio, 
desgosto, amor, desejo, e muitas outras reações puramente astrais) e realiza-
se de forma instintiva na região abaixo do diafragma. 
2. Trabalho telepático de mente para mente. Esse já começa a ser possível, e 
muito mais pessoas do que imaginamos são capazes de realizar tal tipo de 
comunicação embora não saibam de onde vêm as várias impressões mentais 
e isso aumenta enormemente a complexidade da vida nessa época e 
multiplica o problema mental de milhares de indivíduos. 
3. O trabalho telepático de coração para coração. Esse tipo de impressão é a 
sublimação da resposta "sentimento" registrada anteriormente na escala da 
evolução do plexo solar. Abarca apenas as impressões grupais e constitui a 
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base da condição exposta na Bíblia quando faz menção do maior Sensitivo 
que a humanidade jamais produziu, o Cristo. Lá, refere-se a Ele como "um 
Homem de dores e que conheceu o padecimento" mas isso não implica 
nenhuma dor ou sofrimento pessoal. É simplesmente a consciência da dor do 
mundo e o peso do sofrimento com o qual se debate a humanidade. "Sentir-
se irmanado com o sofrimento do Cristo" é a reação do discípulo ante as 
mesmas condições do mundo. Esse é o verdadeiro "coração dilacerado" e 
ainda é algo muito raro de se encontrar. O que se conhece normalmente 
como coração dilacerado é literalmente um plexo solar rompido, acarretando, 
conseqüentemente, o desequilíbrio do sistema nervoso. Na verdade, isso se 
deve a uma falha em não se saber trabalhar no nível da alma. 
4. Trabalho telepático de alma para alma. Para a humanidade, esse é o tipo 
mais elevado de trabalho possível. Quando o homem, como alma, começa a 
responder a outras almas e a seus impactos e impressões, então rapidamente 
torna-se pronto para o processo que a conduz á iniciação. 
 
Há outros tipos de possibilidades telepáticas que eu gostaria de 
mencionar para vocês. Eles só são possíveis quando os quatro grupos de impressão 
telepática mencionados acima começam a constituir parte consciente da experiência 
do discípulo. 
 
5. Trabalho telepático entre alma e mente. Essa é a técnica por meio da qual a 
mente "é mantida firme na luz". Com isso, esta toma conhecimento do 
conteúdo inato da consciência da alma, inerente àquilo que é parte da vida 
grupal da alma em seu próprio nível, e quando se acha em comunicação 
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telepática com outras almas (conforme se mencionou no quarto subtítulo). 
Esse é o verdadeiro significado da telepatia intuitiva. Através desse sistema 
de comunicação, a mente do discípulo é fertilizada com idéias novas e 
espirituais; ele se torna consciente do grande plano e sua intuição é 
despertada. Deve-se, aqui, ter em mente um ponto que é muitas vezes 
esquecido: o influxo das novas idéias a partir dos níveis búdicos, despertando 
a intuição do discípulo, indica que sua alma está começando a se integrar, 
consciente, e identificar-se menos e menos com os reflexos inferiores, ou 
seja, com a personalidade. Essa sensibilidade mental e essa relação entre a 
alma e a mente permanecem em estado rudimentar no plano mental por um 
longo tempo. Aquilo que se pressente permanece muito tempo vago e muito 
abstrato para ser formulado. Esse é o estágio da visão e da revelação 
místicas. 
6. Trabalho telepático entre alma, mente e cérebro. Nesse estágio, a mente 
ainda continua sendo o receptor da impressão da alma, mas, por sua vez, ela