António Rodrigues   Radiestesia Clássica e Cabalística
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António Rodrigues Radiestesia Clássica e Cabalística


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peso maior que os para uso interno. Também se aconselha o uso 
de fio longo, que produzirá um giro mais rápido com pêndulos pesados. 
Método tradicional para pesquisa in loco 
Ao entrar em um determinado ponto do terreno, com a "mão boa" 
segurando o pêndulo e com o outro braço estendido formando uma antena, o 
radiestesista deve formular a seguinte pergunta: "Em que direção se encontra a 
água?", enquanto gira sobre si mesmo, mantendo a concentração enquanto o 
faz. Em determinado momento o pêndulo entrará em giro. Marque a direção 
encontrada usando uma referência visual ou fazendo uma marcação no chão. 
Vá agora para um ponto distante do inicial e repita a operação. O cruzamento 
das duas direções indica o local a perfurar. O mesmo método pode ser utilizado 
com a vareta radiestésica. Para afinar a detecção, ou estabelecer com mais 
exatidão o ponto a perfurar, parta do ponto do cruzamento das linhas 
previamente achadas e imagine um grande círculo cujo centro é esse local, com 
um raio de 15 a 30 metros. Caminhe agora à volta do círculo, em dois pontos 
opostos, o pêndulo voltará a girar; trace uma linha unindo estes pontos; terá, 
assim, a direção do curso de água subterrânea. Faça agora esse trajeto, usando 
como anteriormente o pêndulo ou vareta, procurando confirmar o ponto exato a 
ser perfurado. 
Cálculo de profundidade 
Segundo o abade Mermet, na altura correspondente à estatura de um 
homem em pé sobre o local da fonte de água se formam camadas magnéticas 
que indicam a profundidade a que se encontra a referida água. 
Começa-se por levantar o pêndulo o mais alto possível; ao se abaixar o 
pêndulo, vão-se atravessando camadas magnéticas correspondentes 
 
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à profundidade, e o pêndulo até então imóvel inicia um movimento 
correspondente ao número de séries e rotações relativo à água. 
- Quando na altura dos olhos, indica uma profundidade de 40 a 50 m. 
- Na altura da cintura, indica água a 100 m. 
- Pela altura dos joelhos, indica água entre 200 e 250 m. 
- E pela altura dos tornozelos, a água se encontra de 300 a 400 m. 
Este método foi utilizado durante décadas por muitos pesquisadores, e é 
também recomendado por vários autores de trabalhos sobre radiestesia. 
Método da batida do pé para determinar a 
profundidade da água 
Estando o radiestesista em pé sobre o local da fonte de água subterrânea, 
e com o pêndulo girando, baterá com um dos pés no chão a um ritmo cadenciado; 
uma determinada medida deve ser estabelecida e relacionada com cada batida, 
por exemplo, 1 metro por batida ou, se a profundidade for grande, dois a três 
metros. No momento em que a batida coincidir com a profundidade do poço, o 
pêndulo muda seu padrão de movimento. No caso de o operador não conseguir 
bater o pé sem afetar o movimento do pêndulo, recomenda-se o uso da vareta 
radiestésica. Fica claro que este método é um código de acesso ao inconsciente, 
onde cada batida representa um patamar energético do total da profundidade 
ainda desconhecida pelo consciente do radiestesista. 
O primeiro radiestesista conhecido a praticar com sucesso radiestesia a 
distância foi o abade Mermet. Alguns outros podem tê-lo feito na mesma época, 
mas a dimensão do abade ofuscou para sempre os demais. Fazendo uso de 
radiestesia mental, fato curioso no caso do homem que criou as primeiras teorias 
para uma radiestesia física, Mermet detectava sobre qualquer planta que lhe era 
levada o local onde se podia perfurar um poço, dando inclusive a vazão e 
qualidade da água. 
Vários métodos diferentes podem ser utilizados, e isto mais em função 
das características do operador do que qualquer implicação técnica. 
Frente à planta, se possível orientada, lance o pêndulo a partir de uma das 
margens em qualquer direção, enquanto mantém em mente a 
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questão "Em que direção se encontra a água?", "Em que direção se 
encontra um veio de água?" etc. Lentamente o balanço do pêndulo 
suspenso com fio longo se direciona para um determinado ângulo; 
quando este finalmente se estabilizar assinale a direção encontrada. 
Repita a operação a partir de outro ponto numa das margens. Uma vez 
riscada a nova direção sobre o mapa, o ponto de cruzamento das duas 
linhas indica o ponto procurado. Qualquer variante para este sistema de 
coordenadas pode ser usado. Para determinar a profundidade, utilize 
uma escala numérica, ou uma simples régua de 50 cm. 
Prospecção de água subterrânea 
A pesquisa de água subterrânea na crosta terrestre, a grandes 
profundidades, será de fundamental importância no próximo milênio. A 
água de subsuperfície, na camada de solo que cobre as rochas, 
encontra-se, no geral, contaminada pela ocupação desordenada das 
grandes cidades. No campo, o uso de fertilizantes e inseticidas, na terra 
utilizada e reutilizada por dezenas a centenas de anos, causa a poluição 
da água do lençol freático, localizado no subsolo. Observa-se 
comumente o despejo de lixo clandestino, sem reciclagem, nas encostas 
de drenagens, na periferia, onde "ninguém" está vendo. Esse lixo é 
transportado pelas águas de chuva, drenagem abaixo, até riachos, que o 
transportam até pequenos rios e estes finalmente, até os rios maiores, 
poluindo toda a bacia de drenagem captadora de água de uma vasta 
região. Esses rios alimentam as barragens que nos fornecem água. Esse 
ciclo vicioso tem um único resultado: contaminação desenfreada de toda 
a água potável disponível em superfície e subsuperfície. Nesse ínterim, 
a antiga pesquisa de água subterrânea, em subsuperfície se torna 
obsoleta e ineficiente, perante o quadro assustador da ocupação 
desenfreada. Somente em lugares remotos ainda é possível encontrar-se 
água potável, em alguns rincões, onde não existem fossas sépticas ou 
cidades nas cabeceiras dos rios. Nestas duas últimas décadas, a procura 
de água subterrânea se tornou intensa. As grandes indústrias, os 
hospitais, os shopping centers, bairros inteiros necessitando de muita 
água fazem perfurações por meio de sondagem, a grandes 
profundidades, atingindo o substrato rochoso, onde se encontra a água 
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pesquisada atualmente. As rochas cristalinas são grandes armazenadoras de 
água potável. No entanto, encontrar água nessas rochas exige 
conhecimentos prévios de geologia e ciências afins, a seguir descritos. O 
novo método de prospecção de água subterrânea não procura a água 
propriamente dita, mas onde se aloja. Nesse caso é necessário o 
conhecimento desses lugares armazenadores de água. 
Método tradicional de radiestesia na procura 
de água subterrânea 
A antiga pesquisa de água subterrânea era totalmente baseada na 
prospecção da água em si. Não se preocupava com o local onde eram 
armazenadas. Deduziam teoricamente onde se alojava a água através do 
comportamento da água e não o contrário. Assim, "criavam-se" os locais 
onde a água era encontrada, contrariando os princípios mínimos de 
geologia, geologia estrutural, geo-hidrologia e outras ciências. Livros 
fundamentais de radiestesia prática, como o de Saevarius, mostram formas 
complicadas de se detectar a presença de água. Observa-se que as técnicas, 
por vezes acertadas, exigem uma adaptação para cada tipo de pessoa que irá 
desenvolver o método. Também a forma como ele e os vários pesquisadores 
imaginam como se comporta o depósito no qual se encontra a água, na 
maioria das vezes, não tem nada a ver com a realidade, e não passa de 
fantasias interpretadas por leigos, que não entendem do subsolo. Em água 
de subsuperfície, no solo de alteração superficial, a profundidades variando 
entre 5 e 40 metros, os vários mecanismos e métodos radiestésicos 
funcionam muito bem. Ressalta-se que, em grandes profundidades, já na 
rocha sã, esses