António Rodrigues   Radiestesia Clássica e Cabalística
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António Rodrigues Radiestesia Clássica e Cabalística


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métodos dão certo de forma precária, empírica, no sentido de 
que deu certo ter uma fonte naquele lugar indicado. Na verdade, a busca foi 
casual, pois, ao procurar com a varinha ou forquilha, o radiestesista caminha 
sem rumo, percorrendo a área inteira à procura de uma reação da forquilha. 
A busca é pontual. O radiestesista pensa que vai "existir" água só e 
unicamente naquele lugar que a forquilha indicou e em nenhum outro local. 
Para o leigo, a água ocorre pontualmente, como em um funil. Por falta de 
conhecimentos, alegam que é um cruzamento de veios 
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d'água. Outras vezes, imaginam uma fonte ou corrente d'água "sinfonante", em 
forma de um veio, como se fosse um tubo ou uma mangueira oca, cheia 
d'água, serpenteando, acompanhando a superfície irregular do terreno. Mais 
comumente supõem ser um lençol d'água subterrâneo, como uma lente vazia 
no subsolo contendo água. Observando os desenhos explicativos, verifica-se 
que eles imaginam que há um lago fechado em uma lente aberta na rocha ou 
no subsolo. Às vezes imaginam um lençol d'água em uma caverna, com 
espaços abertos na superfície da água. De fato, isso pode acontecer em 
ambiente cárstico, desenvolvido em rochas calcárias, pela dissolução da rocha 
devido à reação entre o carbonato de cálcio, o gás carbônico e a água, 
formando o ácido carbônico, que dissolve a rocha, gerando grandes cavernas. 
Mas esse tipo de morfologia é vista na superfície da região de estudos, ou por 
meio de fotografias aéreas ou no próprio local. Formam-se grandes dolinas, 
lagos arredondados na superfície do terreno. Também observam-se 
sumidouros de rios, ou seja, rios que desaparecem na superfície. No vale do 
Rio Ribeira de Iguape, as cavernas Santana e do Diabo mostram essas 
evidências. 
A água 
A água vem da superfície através das chuvas que se precipitam nos 
continentes. Pode vir do degelo das grandes geleiras nas regiões árticas. A 
água penetra nas montanhas, no solo de alteração. Penetra em fraturas 
existentes nas rochas e percorre quilômetros, atingindo grandes 
profundidades. A água, ao penetrar nas fraturas das rochas, se torna 
mineralizada. Dependendo do local onde se acumula, absorve os sais minerais 
presentes nessas rochas, que dão qualidades especiais a essa água. As bacias 
de drenagens são alimentadas pela água das chuvas, que se acumula nas 
drenagens principais gerando riachos e estes formam os pequenos e grandes 
rios. O excesso de água penetra no solo até o nível das rochas, formando o 
lençol freático ou nível hidrostático do solo. A tendência da água é ocupar os 
lugares mais baixos, onde se acumula. O ciclo da água termina nos níveis dos 
oceanos. 
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Novo método de prospecção de água subterrânea 
O novo método de prospecção de água subterrânea leva em conta um 
conhecimento básico da crosta terrestre e suas características geológicas. A 
água penetra no solo e os solos são variáveis e complexos, de permeáveis a 
impermeáveis. Os solos sobrepõem as rochas. Ou são derivados das 
próprias rochas que sofreram alterações físicas (desagregação mecânica), 
químicas (lixiviação e alteração de seus constituintes pela presença de água 
de acidez ou basicidade variadas), físico-químicas e biológicas (formação 
de um manto de imperismo com restos vegetais e animais). As rochas 
consolidadas num período geológico antigo sofreram esforços tensionais e 
compressionais que permitiram sua quebra, através de grandes movimentos 
tectônicos, gerando falhas, juntas e fraturas. Essas descontinuidades foram, 
em muitos casos, preenchidas por água de superfície, acumulando-se a 
grandes profundidades. O presente estudo tem a função de desenvolver 
pesquisa em fraturas que acumulam água em rochas cristalinas a grandes 
profundidades. Também desenvolveu-se um método de determinação de 
água em solos de subsuperfície e em rochas horizontalizadas denominadas 
rochas sedimentares. A pesquisa em solos e em rochas sedimentares se 
assemelham; no entanto muda o referencial. A pesquisa em rochas 
sedimentares, onde se acumula a água, se dá em profundidades maiores, 
podendo atingir de centenas a um milhar de metros de profundidade. 
Enquanto em solos de subsuperfície. a profundidade não ultrapassa os 50 
metros; há exceções. 
Material básico utilizado na pesquisa de água 
subterrânea 
O material básico utilizado se divide em dois tipos: material técnico 
e material radiestésico. 
Material técnico: 
a. Caderneta de campo: para anotações das observações diretas no 
campo. 
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b. Bússola: do tipo utilizado em navios, com a base onde contém os 
dados geográficos (norte-sul-leste-oeste) móveis, não-fixas como a maioria 
das bússolas simples vendidas no mercado. As bússolas de base fixa dão uma 
orientação ao contrário. Faz-se uma visada para leste, mas o que aparece no 
visor é uma orientação para oeste. As pessoas podem pensar que estão indo 
para oeste, mas na verdade, estão indo para leste. Tomar muito cuidado com o 
manejo das bússolas. Elas também devem ser declinadas, pois o norte 
magnético (mais a oeste) não coincide com o norte geográfico (mais a leste). 
Ou utilizar uma bússola técnica de geólogo do tipo Brunton ou Clar, mais 
precisas mas de manejo técnico complexo. 
c. Plantas topográficas: da região a ser estudada. Essas plantas 
permitem um estudo mais pormenorizado da região a ser estudada. 
Observam-se os acidentes geográficos: rios, morros, bacias de drenagem. 
d. Mapa geológico da região: quando existem esses mapas, a 
pesquisa se torna mais eficiente. Podem-se observar os tipos de rochas e as 
estruturas que afetaram essas rochas. Assim pode-se, à distância, determinar as 
possíveis fraturas armazenadoras de água, principalmente nas rochas 
cristalinas. 
e. Mapa geomorfológico da região: com esse mapa podem-se 
visualizar, à distância, as formas regionais do relevo, a rede de drenagem, os 
tipos de colinas, morros e serras, o alinhamento de cristas dos morros e serras 
e uma infinidade de informações da superfície dos relevos. Não é um mapa 
imprescindível; no entanto, ajuda a distinguir os vales, as encostas e o topo 
dos morros e a distribuição dos rios e suas bacias hidrográficas. Depois faz-se 
um estudo direto do local onde se vai pesquisar, mas com o mapa na mão para 
se ter uma visão comple mentar regional. 
f. Fotografias aéreas. Escalas diversas 1:8.000, 1:25.000 ou 
1:60.000. Quando se conseguem essas fotos da região de estudos, podem-se 
traçar os lineamentos fotointerpretados e posteriormente verificar no campo. A 
pesquisa se torna extremamente precisa, pois a visão é de quem está olhando 
de cima, de um avião. 
g. Imagens de satélite e mosaicos de radar. Abrangem vasta região. 
Normalmente são em escalas muito pequenas (1:100.000, 
 
100 
1:250.000 a 1:500.000). Elas são úteis para se identificar os grandes traços do 
relevo, como lineamentos extensos e os sistemas de fraturamentos regionais, os 
grandes maciços geológicos e os grandes rios e as bacias hidrográficas. Não são 
imprescindíveis, quando se pesquisa em pequenos terrenos, mas são de extrema 
utilidade quando se pesquisa um município inteiro, por exemplo. 
Material radiestésico 
h. Pêndulo comum: de madeira para plantas do terreno. 
i. Pêndulo comum de metal: (cerca de 40 gramas) para pesquisa de 
campo. Mais pesado, não sofre movimentos devido ao vento. 
j. Pêndulo equatorial-unidade: de Jean de La Foye. Muito sensível. 
Capta o espectro de "ondas de forma" nas fases indiferenciada, magnética e 
elétrica. 
k. Pêndulo para radiestesia cabalística: com a palavra escrita em 
hebraico quadrado: "brotará água!" Esse pêndulo é útil quando já se localizou a 
fratura ou o local onde se encontra a água.