Angela Maria La Sala Batà   Medicina Psico Espiritual
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Angela Maria La Sala Batà Medicina Psico Espiritual


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seus pontos fracos, e, através de um paciente trabalho de purificação e sublimação, 
transformar a sua natureza inferior, de modo que, ao se lhe apresentar um antigo 
débito cármico a ser pago, sob a forma de um acontecimento doloroso ou de uma 
doença, ele não sofrerá com isso; ao contrário, saberá transformar aquela experiência 
em algo de útil e luminoso para o desenvolvimento da consciência, e extrair disso, ao 
invés de dor, paz e alegria. De fato, a dor provém sobretudo da rebelião, da amargura, 
do sentimento de injustiça, que nos enrijecem, e nos fazem assumir uma atitude 
negativa de oposição ao carma, impedindo-nos de entender o significado que se 
oculta por trás da prova. 
Assim, no que diz respeito às doenças cármicas, que podem decorrer da 
constituição física hereditária e, portanto, em certos casos, tornar o indivíduo inábil 
desde o nascimento (como em casos de cegueira) ou exposto a enfermidades 
crônicas, se elas forem aceitas com serenidade e interpretadas corretamente, podem 
redundar em situações de progresso e em experiências frutíferas. 
 Neste caso, o carma desempenha a sua verdadeira função, que é a de 
equilibrar uma situação desarmônica e errada e, impelindo o indivíduo a ''compensar" 
as suas fraquezas, faz com que ele desenvolva as faculdades e os dons mais aptos a 
tal fim, justamente os que lhe faltavam. 
Às vezes, não é fácil compreender a lição que se oculta no carma, sobretudo 
aceitar, sem sofrer com isso, dolorosas enfermidades e deficiências humilhantes e 
debilitantes que obrigam o indivíduo a levar uma vida limitada e a renunciar às alegrias 
e consolos comuns das outras pessoas... E por muito tempo a humanidade sofre, se 
rebela e continua a cometer erros, pois interpreta as experiências dolorosas como uma 
calamidade injusta e obscura, cuja origem ela ignora. Mas depois, pouco a pouco, com 
o desenvolvimento da consciência, começa a delinear-se o jogo das energias sutis que 
se desenvolve por trás das aparências e a se revelar 0 funcionamento da lei de ação e 
reação. O homem descobre, assim, que existe uma justiça perfeita, infinito amor e 
completa harmonia subjacentes às formas de discordância é desordem exteriores, e 
então se abre à confiança, o que traz a aceitação e a colaboração consciente com as 
forças evolutivas. 
Quanto a nós próprios, do ponto de vista da saúde física, deveríamos tentar 
distinguir, dentre os distúrbios e doenças, aqueles que nós mesmos atraímos devido a 
defeitos psicológicos ou a um mau uso das energias sutis, e aqueles que, por sua vez, 
têm origem cármica, isto é, raízes em existências passadas. 
Já dissemos que a constituição física que nos é legada pela família em que 
nascemos é cármica, assim como todas as deficiências e doenças originadas por ela; 
mas também podem ser cármicas as doenças que não derivam de fraquezas 
congênitas e que se abatem subitamente sobre as nossas vidas, sem uma causa 
aparente, e que parecem resistir a todas as curas, a ponto de se prolongarem além do 
normal e apresentarem uma progressão crônica. Se, após uma cuidadosa auto-analise 
psicológica, para verificar eventuais causas inconscientes, após uma rearmonização 
das energias psíquicas, a doença persistir, isso indica que ela é cármica. 
Em outras palavras, devem-se ao carma todas as doenças que independem de 
nossa responsabilidade atual e que parecem produzidas por uma força exterior a nós. 
Freqüentemente, tais doenças são incuráveis e conduzem a uma permanente 
enfermidade, ou mesmo à morte, caso não se dê um súbito "despertar" da 
consciência, uma iluminação que transforme completamente o homem, reorientando 
as energias bloqueadas que causavam a doença. 
 Isso depende do grau evolutivo individual, que no mais das vezes se revela 
somente em tais circunstâncias. De fato, muitas pessoas que passaram por isso que 
se chama justamente o despertar da Alma (ou a Iluminação), tiveram tal experiência 
após uma grave doença que as levou às portas da morte. Antes desse despertar, 
eram pessoas comuns, sem qualquer vestígio de espiritualidade, justamente porque o 
seu estágio real de evolução era "inconsciente" e se havia criado uma barreira entre a 
personalidade e o Si, barreira que a ação purificatória da doença fez desaparecer. 
Em geral, não é fácil entender o nosso próprio estágio de evolução, mas seria 
útil procurar identificá-lo, com o fito não de lamentá-lo ou gabá-lo, mas de identificar as 
nossas deficiências e qualidades, e sobretudo para compreender o passo seguinte 
que devemos dar, e, assim, dirigir todas as nossas energias para aquela finalidade, 
evitando os eventuais obstáculos e superando as dificuldades que se colocam entre 
nós e a meta a ser alcançada. 
Todo estágio evolutivo tem a sua problemática, tanto do ponto de vista do 
desenvolvimento da consciência como do correto direcionamento das energias; por 
esse motivo, seria da maior valia reconhecer o próprio nível interior, para, assim, 
chegar a um "diagnóstico" correto da própria situação psíquica. Já nascemos com um 
certo grau evolutivo, representado pelas existências passadas que trazemos conosco 
e, portanto, com uma situação exata no que diz respeito ao despertar dos centros 
etéreos e o desenvolvimento dos corpos sutis. Esta situação poderia ser definida como 
um nosso "boletim clínico", boletim este que deveríamos procurar reconstruir, anali-
sando as nossas dificuldades psicológicas, os nossos problemas de desenvolvimento, 
as nossas deficiências e fraquezas físicas e também as nossas qualidades, tendências 
e potencialidades... Este nosso quadro é o resultado de todos os nossos atos e 
experiências passadas, a nível físico, emocional e mental, fazendo parte do lastro 
cármico. 
Interpretando, portanto, o carma não como algo que se deve suportar 
passivamente e do qual não se pode escapar, mas como um encontro de energias 
acionadas por nós mesmos, e que produz determinados efeitos, podemos tentar 
utilizá-lo para o nosso desenvolvimento e, assim, superá-lo para sempre. 
Agora, é preciso mencionar brevemente também o carma coletivo, pois até 
aqui falamos sobretudo do carma individual. 
 Não é fácil compreender o funcionamento do carma coletivo, ao qual toda a 
humanidade está submetida. Para entendê-lo, é preciso reportar-se ao conceito de 
que existe uma única substância, uma única consciência atrás da multiplicidade, uma 
unidade efetiva subjacente que une toda a humanidade numa única entidade, numa 
única grande Alma. Esta Alma Única da humanidade é, porém, inconsciente, tendo 
sobretudo a função de dirigir e governar os homens até que desperte a consciência 
individual. É uma espécie de consciência de massa, semelhante à que existe no reino 
animal, e que não se deve confundir com a "consciência de grupo" que ao contrário, é 
um estágio superior, ao qual se chega quando se verifica o despertar da Alma. Tal 
consciência de massa é um reservatório onde se acumulam todas as experiências da 
humanidade, onde tudo é registrado... É o inconsciente coletivo de que fala Jung, o 
qual contém forças primordiais comuns a todo o gênero humano, pertencentes ao 
passado mas sempre atuais, porque condicionam e estimulam o homem à ação, até 
emergir a sua individualidade adormecida. 
Neste reservatório comum encontram-se todas as experiências, erros, 
tendências e impulsos da humanidade, patrimônio coletivo do qual o indivíduo se 
serve quando age de maneira inconsciente, quando "se deixa viver", pois ainda não é 
consciente e responsável. 
O Si espiritual existe em todos os homens, mesmo nos mais primitivos, mas 
em estado latente e tão reprimido que por longos períodos ele praticamente inexiste. 
Predomina, então, esta "consciência coletiva", este cérebro