Angela Maria La Sala Batà   Medicina Psico Espiritual
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Angela Maria La Sala Batà Medicina Psico Espiritual


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no funcionamento 
alterado ou errado de um determinado centro, o que é manifestado em seguida por 
doença física. 
Para cada glândula e sua secreção corresponde um estado psíquico bem 
definido. Por exemplo, a secreção das cápsulas supra-renais é a adrenalina, que é 
produzida quando uma determinada situação psíquica ou física requer do homem 
combatividade, instinto de defesa e luta. De fato, é sabido que a adrenalina dá maior 
força e energia ao homem. Portanto, neste caso percebe-se claramente a relação 
entre a glândula física e a sua secreção com o centro correspondente, que exprime 
justamente auto-afirmação e agressividade. 
 É interessante notar que as três glândulas mais conhecidas e cujas funções 
foram estudadas a fundo são as que correspondem aos centros localizados abaixo do 
diafragma: as supra-renais, as gônadas (ou glândulas intersticiais) e o pâncreas. Isso 
acontece porque tais centros são os mais ativos na humanidade média e portanto se 
manifestam mesmo no plano físico, mais clara e nitidamente. Já das glândulas 
localizadas acima do diafragma, até pouco tempo não se conhecia com clareza e 
certeza a função, e de algumas nem sequer se conhecia a secreção, justamente 
porque (afirma o esoterismo) tais glândulas correspondem aos centros superiores do 
homem, que são ativos e desenvolvidos somente em uma pequena parte da 
humanidade. 
São exatamente estes centros superiores que constituem os pontos de contato 
e de correspondência entre o ser no plano físico e o Ser Espiritual: o Si. 
De fato, eles exprimem, conforme dissemos, os três aspectos do Si: Vontade, 
Amor e Inteligência Criativa, e são despertados somente quando o homem se torna 
receptivo às energias espirituais e transfere as energias dos centros inferiores para os 
superiores, dando início, assim, à sua "regeneração oculta". 
Então o Si, ou Alma, poderá exprimir-se e operar também no plano físico 
através do corpo etéreo, que realmente se tornará a "taça de ouro" ou o vasinho de 
que fala a Bíblia, capaz de irradiar luz e energias benéficas e saneadoras à sua volta. 
Toda desarmonia desaparecerá então, e o homem será completamente "curado" de 
seus males e sofrimentos. 
Como se depreende claramente destas rápidas indicações, o tema do corpo 
etéreo é muito importante para a compreensão oculta do homem, e quando também a 
ciência reconhecer a sua existência e conhecer o seu funcionamento, isso redundará 
em grande contribuição para o progresso do homem e para a solução de muitos dos 
seus problemas, sejam físicos ou espirituais. 
Devemos dizer que, na realidade, a ciência se aproxima dessa descoberta, sendo que 
nos últimos anos passos gigantescos foram dados nesta direção. Veja-se, por 
exemplo, a "câmara de Kirlian", idealizada em 1939 por um casal russo, os Kirlian, 
com a qual foi possível fotografar (através de adaptações especiais) radiações 
coloridas de luz e de energia emanadas de corpos e objetos. Esta descoberta foi muito 
debatida no início e somente há alguns decênios, após experiências e investigações 
suplementares, feitas por cientistas de outras nações, foi considerada seriamente, até 
se chegar ao reconhecimento unânime da existência de um "corpo biológico", uma 
espécie de "cópia" dos corpos materiais visíveis, constituída por uma energia que se 
passou a denominar justamente bioplasma, desconhecendo-se qual seja a sua 
natureza, e da qual se originou o nome de "corpo bioplasmático", cuja definição é: " ... 
matriz invisível que organiza os seres vivos e mantém o intercâmbio vital das células, 
sendo uma espécie de campo estruturador da forma". Verificou-se também que este 
"campo estruturador" desaparece quando da morte do corpo (quer se trate de um 
corpo humano ou de uma planta etc). 
É evidente, portanto, que se aproxima o momento em que a ciência deverá 
aceitar a teoria do corpo etéreo, constatar a sua existência e, sendo verdade o que 
afirmam a seu respeito as doutrinas esotéricas, descobri-lo pouco a pouco, até que 
chegue o dia em que a parte espiritual do homem também não mais será considerada 
como algo vago, longínquo, hipotético ou até mesmo inexistente, mas algo que se 
pode alcançar pela gradativa descoberta das outras dimensões interiores do homem, 
pela sensibilização da consciência para as energias sutis, visto não haver separação 
entre Espírito e matéria, mas uma ininterrupta cadeia de realidades cada vez mais 
sutis, as quais o homem está destinado a conhecer e a experimentar aos poucos. 
 Capítulo III 
 AS DOENÇAS DO PONTO DE VISTA ESOTÉRICO 
Do ponto de vista esotérico, as doenças, conforme já mencionamos, se devem 
a um estado de desarmonia e desequilíbrio entre "vida e forma", isto é, entre o Si, que 
é o Verdadeiro Homem, e os seus veículos de expressão. Isso produz um desarranjo 
na sincronia vibratória entre as energias dos vários níveis psíquicos do homem. Isso, 
no entanto, é inevitável, visto que o homem não tem consciência de sua verdadeira 
essência e, portanto, não se identifica com os veículos e é "vivido" pelas energias ao 
invés de vivê-las e usá-las conscientemente. Ele é como um robô, uma máquina, 
vítima de impulsos, desejos e exigências que provêm de sua natureza inferior, aos 
quais, portanto, está condicionado. 
Semelhante ponto de vista do esoterismo concorda, de certa forma, com o da 
psicanálise, que afirma que o homem é vítima e sucumbe às instâncias que provêm do 
inconsciente até o momento em que ele toma consciência das camadas profundas de 
seu ser e se auto-realiza. 
A via do progresso interior e da busca da harmonia,segundo um ponto de vista 
psicológico ou mesmo espiritual, é a do desenvolvimento da consciência. Em outras 
palavras, é sair do estado passivo, condicionado e inconsciente de identificação com o 
eu superficial e ilusório para chegar ao estado de plena consciência, reencontrando-se 
autêntica do próprio ser. 
 A doença é, portanto, um dos efeitos inevitáveis do nosso estado de 
inconsciência e limitação, mas ela também é útil, visto que nos indica e nos revela os 
erros e as deficiências que se encontram em nós. Este é um aspecto extremamente 
importante do mal, aspecto que não deve ser deixado de lado. De fato, a doença 
esconde uma "mensagem" que deve ser decifrada, já que, dependendo do órgão ou 
da função atingidos, há um problema específico, um conflito diferente, uma anomalia 
específica que deve ser localizada. Há, por assim dizer, uma "linguagem dos órgãos", 
um simbolismo que se deve interpretar. 
Além disso, a doença, por seus efeitos, é purificatória e evolutiva, pois, uma 
vez resolvida, o conflito que a originou desaparece, e as energias mal dirigidas ou 
bloqueadas são canalizadas na direção certa, mesmo que temporariamente. De fato, 
poderia suceder uma recaída se tornássemos a cometer o mesmo erro ou não 
conseguíssemos dar um passo definitivo na direção de uma maior consciência. 
O conceito básico que devemos sempre levar em consideração é o de que o 
homem é um agregado de energias de diferentes níveis vibratórios. Os veículos do 
homem, conforme já dissemos, são campos de energia utilizados pelo Si para fazer 
experiências sobre os vários níveis da manifestação. O Si representa o centro estivei e 
firme em torno do qual "giram" os corpos sutis. O homem deve, portanto, encontrar um 
equilíbrio e uma harmonia entre as várias energias, e com isso fazer emergir este 
"centro" unificador. 
Levando em consideração este conceito básico de "energia", poderíamos 
formular esta lei: "Todas as doenças derivam da utilização errônea das energias que 
se encontram em nós". 
O erro na utilização das energias pode se verificar em qualquer um dos 
veículos: no corpo