Angela Maria La Sala Batà   Medicina Psico Espiritual
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Angela Maria La Sala Batà Medicina Psico Espiritual


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é que ele "não tem tempo" de cultivar 
e exprimir tais tendências, pois a sua vida prática o absorve completamente, não lhe 
deixando a possibilidade de desenvolver a sua natureza emotiva, que assim 
permanece comprimida e congestionada. Visto que o lado emotivo tem como seu 
correspondente no corpo etéreo o plexo solar, e este, por sua vez, o aparelho 
digestivo, é óbvio que mais cedo ou mais tarde se verifiquem distúrbios e doenças 
neste lado físico, a princípio exclusivamente funcionais e a seguir "orgânicos". 
São freqüentes os casos de úlcera péptica nos homens de negócio, fato que foi 
também comprovado pela medicina psicossomática, que acompanhou a formação de 
hipersecreção gástrica em indivíduos em quem a necessidade afetiva é continuamente 
frustrada pelas circunstâncias externas. 
A medicina psicossomática interpreta esta correlação entre a necessidade de 
afeto e as funções digestivas como um fenômeno regressivo. Em outras palavras, o 
desejo de ser amado não é satisfeito e "regride" ao desejo de ser nutrido. 
Para a medicina esotérica, entretanto, esta é uma explicação demasiado 
simplista e genérica, pois não leva em conta o conteúdo energético e dinâmico da 
afetividade, ignorando, como é óbvio, a existência de "centros de força" que acumulam 
e exprimem as diferentes energias do homem. 
Já a explicação esotérica, pelo contrário, é muito mais clara e satisfatória, já 
que visualiza o homem como um agregado de energias, e a saúde como o 
funcionamento correto, harmonioso e coordenado destas energias sob a orientação do 
autêntico centro de consciência: o Si. 
Voltando ao tema da congestão, as causas externas, portanto, são as geradas 
peias circunstâncias e pelo ambiente, impedem um equilibrado uso de todas as 
nossas faculdades, obrigando-nos à unilateralidade. 
 As causas internas, pelo contrário, são de natureza psicológica e se acham na 
dependência dos nossos defeitos de caráter, da nossa índole, das nossas próprias 
deficiências (preguiça, falta de vontade, egoísmo, desilusão, medo etc). 
Pode acontecer, por exemplo, que uma pessoa seja muito sensível, afetiva, 
capaz de amor e de altruísmo, mas não se sirva destes dons por preguiça, falta de 
confiança em si mesma ou timidez. Ou então, é possível encontrar um indivíduo muito 
inteligente, com notáveis faculdades mentais, mas que não aproveita este seu 
desenvolvimento intelectual, por ser uma pessoa indecisa, débil, desconfiada... 
Todavia, estas faculdades estão presentes, sob forma de "energias" que 
correspondem a ambos os veículos sutis do homem e tendem continuamente à 
expressão, pois a própria palavra com que as indicamos (energias) significa que não 
são passivas ou estáticas, mas vivas e dinâmicas. 
Quero lembrar aqui que os três veículos da nossa personalidade são 
simplesmente instrumentos que devem receber e utilizar energias que provêm do Si e, 
de fato, refletem os três aspectos espirituais do Si, Vontade, Amor e Inteligência 
Criativa, justamente como os três centros superiores do corpo etéreo que examinamos 
no capítulo II. E esta é a razão pela qual estes três corpos são também chamados 
veículos de expressão. 
Portanto, quando estão suficientemente desenvolvidos e organizados, exigem 
a sua utilização. 
Freqüentemente, o homem se sente infeliz, insatisfeito, deprimido sem saber 
por quê. Atribui a sua infelicidade a causas diversas e procura de qualquer maneira 
um remédio: porém, não consegue a tranqüilidade, ao passo que, se "conhecesse a si 
mesmo", no verdadeiro sentido da palavra, isto é, se soubesse efetivamente o que 
vem a ser o homem, a sua constituição psíquica, as verdadeiras exigências que o 
pressionam de dentro, poderia encontrar o verdadeiro remédio e evitar angústias e 
sofrimentos, que podem redundar em doenças físicas reais. 
Uma pessoa que tem "congestões psíquicas" está sempre tensa, irritadiça e 
agitada. As regiões psíquicas onde as energias estão bloqueadas inflamam-se e esta 
inflamação vai se descarregar sobre as áreas físicas correspondentes, produzindo 
uma hiperatividade dos órgãos ou das glândulas envolvidas. 
 A hipertensão, por exemplo, é provocada pela congestão, como também o 
hipertireoidismo, a hipersecreção gástrica, a hiperglicemia, o hipersupra-renalismo ... 
São todos efeitos do mesmo erro. 
À medida que o indivíduo progride e os centros etéreos começam a se tornar 
mais ativos em decorrência do contato com as energias da Alma, é possível que 
sobrevenham congestões devidas a assim chamada "estimulação". Este é um fato que 
deve ser levado em consideração, pois acontece com bastante freqüência naqueles 
indivíduos que gradualmente vão se tornando receptivos às energias espirituais, as 
quais, em virtude de uma lei oculta, ao afluírem para a personalidade, acabam por 
rejuvenescer todos os centros, a começar pelos inferiores. 
E por que isso acontece? 
Porque as energias espirituais individuais tornam a percorrer o mesmo 
caminho percorrido pelas energias emanadas do Absoluto no momento da 
manifestação, constituído por uma descida, a involução, e depois por uma subida, a 
evolução. Não devemos esquecer a verdade esotérica fundamental de que o homem é 
um microcosmo que reflete o macrocosmo, logo reflete e repete as mesmas leis 
universais do cosmo. 
Portanto, as energias espirituais provenientes do Si "descendem" e vão 
reavivar os três centros inferiores, tornando-os mais ativos e radiantes, de modo que o 
homem não somente percebe a sua existência como também a sua força, sendo 
levado, pela aspiração para o alto que o move, a sublimar estas energias, visando a 
fins mais elevados e espirituais. Nesse ponto, as energias "ascendem" e são 
canalizadas para a sua verdadeira finalidade. 
Dessa forma, no início do curso espiritual é possível verificar a existência de 
fenômenos de congestão devidos a este rejuvenescimento dos centros, especialmente 
se a transferência das energias encontra dificuldades ou se desenvolve lentamente, 
provocando a formação de bloqueios. 
O estímulo pode se verificar em qualquer um dos centros e produz distúrbios 
diversos, dependendo da área atingida. 
Às vezes, isso pode acontecer até mesmo como resultado de uma meditação 
bem-sucedida, pela proximidade de uma pessoa altamente evoluída que irradia 
energias poderosas, ou em determinados momentos de nossa vida, quando 
conseguimos entrar em contato com o nosso Si. O estímulo, e a conseqüente 
congestão, indica, por outro lado, que a purificação da personalidade ainda não se 
completou, que ainda persistem impurezas, defeitos e obstáculos internos, sendo por 
isso que se diz que a luz do Si pode inicialmente também evidenciar negatividades, 
produzir crises e sofrimentos. De fato, nada mais se pode esconder quando começa a 
afluir na personalidade a vibração poderosa e esclarecedora de nossa Essência 
Divina. 
Quando se verifica este fenômeno de "estímulo" de qualquer um dos centros, a 
conseqüência não é geralmente uma obstrução ou um bloqueio de energias, mas a 
sua utilização excessiva, a sua dissipação e, portanto, uma "hiperatividade" desse 
aspecto. 
Por exemplo, se o centro "estimulado" é o plexo solar e, conseqüentemente, o 
aspecto emotivo, o indivíduo que sofre esse estímulo sentirá aumentar a sua 
emotividade, a sua sensibilidade. Nunca será capaz de se controlar e terá reações 
emocionais súbitas e descontroladas, desproporcionais à causa ocasional que as 
produziu. Ele próprio se surpreenderá com esse seu estado de excitação, de 
hipersensitividade, de reação emocional anormal, que o manterá em constante estado 
de agitação e tensão. Todos os sentimentos parecem aumentar de intensidade e o 
indivíduo se sentirá como uma panela de pressão prestes a explodir...