CARTAS AOS ESTUDANTES   BIBLIOTECA UPASIKA
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Quando compreendemos que isto é assim (e pensando sobre o assunto ficamos convencidos disso), 
poderíamos com proveito mudar de posição e perceber que nós, ao criticarmos agudamente os mínimos 
defeitos dos outros, adotamos uma atitude muito anti- fraternal, anti- filosófica e desprovida da 
"Sabedoria do Amor". 0 propósito das próximas lições é dar-nos uma idéia do que causaram, no 
passado, algumas coisas que mais criticamos nos outros, para que possamos, individualmente, evitar 
erros parecidos. Também devemos praticar aquela real e verdadeira caridade cristã, que Paulo descreve 
no famoso Capítulo 13 da primeira Epístola aos Coríntios: "O amor não é invejoso, não se ufana, não se 
ensoberbece, não busca os seus interesses, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a 
verdade." 
Confio que os estudantes acolherão as lições que enviamos com esse espírito, e que elas possam trazer 
benefícios duradouros para todos nós. 
 
 CARTAS AOS ESTUDANTES - Max Heindel 
 
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CARTA Nº 52 
Março de 1915 
CONCENTRAÇÃO NO TRABALHO ROSACRUZ 
Meditando sobre a utilidade da Fraternidade Rosacruz, surgiu-me a pergunta: "Qual o obstáculo mais 
comum que impede o nosso progresso no trabalho espiritual?" E a resposta foi: "A falta de 
concentração". 
Todos temos uma família que depende de nós e que tem direito a uma parte da nossa atenção. Nosso 
trabalho no mundo não deve ser negligenciado sob qualquer aspecto. Estamos aqui para executar certas 
tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a esses deveres, vejamos se ainda nos sobra algum 
tempo para aplicá-lo, justa e apropriadamente, no nosso próprio desenvolvimento. É tão importante usar 
acertadamente esse tempo, como o é cumprir os nossos deveres terrenos com a nossa família e com 
nossas obrigações sociais. 
Na vida cotidiana, não tentamos ser médicos hoje, trabalhar amanhã numa indústria e no dia seguinte 
começar uma nova atividade. Sabemos que tal procedimento não nos levaria a lugar nenhum. Tampouco 
vamos viver hoje numa família como marido ou mulher, para assumir amanhã idênticos relacionamentos 
num lar diferente. Também não mudamos nosso círculo social tão freqüentemente como mudamos de 
roupa ou de sapatos. Se assim procedêssemos, nossas condições sociais e profissionais ficariam 
comprometidas e prejudicadas. 
Devemos seguir uma linha de trabalho no mundo; cuidar de uma só família; concentrar os esforços 
nesses departamentos da nossa vida com exclusão de todos os outros. Por que não aplicar o mesmo bom 
senso em nossos esforços espirituais? Normalmente, esforçamo-nos nos nossos negócios, 
desenvolvemos os planos traçados, trabalhamos intensamente para alcançar o êxito. Da mesma forma, 
estudamos e planejamos as necessidades da nossa família. Sabemos que o progresso social e profissional 
dependem da soma de concentração, planejamento e perseverança que tivermos. Então, se nos 
mostramos tão sábios e prudentes no que diz respeito às coisas do mundo, que duram apenas os poucos 
anos da nossa vida terrena, por que não nos empenhamos em usar o mesmo bom senso e não o 
aplicamos de corpo e alma às coisas espirituais que são eternas? 
Na Época Atlante, quando os Semitas originais foram escolhidos entre os seus irmãos, muitos deles 
consideraram isso uma grande provação. Eles, os "Filhos de Deus", casaram-se com "as filhas dos 
homens", e a conseqüência disso pode ser estudada no livro "Conceito Rosacruz do Cosmos". 
Atualmente, estamos noutra grande bifurcação de caminhos. Uma "Igreja" ou comunidade de homens 
foi designada como precursora da próxima grande raça. Muitos caminhos conduzem a Roma e ao Reino 
de Cristo, mas se esbanjamos o nosso tempo andando hoje numa direção para amanhã escolher um 
caminho diferente, o nosso fracasso é certo. Por conseguinte, peço a todos os estudantes que simpatizam 
com os ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, que abandonem todas as demais sociedades religiosas e 
se consagrem, com todo o coração, mente e espírito, a viver e difundir esses conhecimentos. 
Para as nossas atividades terrenas necessitamos de trabalhadores experientes, hábeis e dedicados. No 
Reino Celestial, a lealdade e a devoção são também fatores primordiais. 
 CARTAS AOS ESTUDANTES - Max Heindel 
 
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Recordemos e concentremo-nos nos três primeiros versículos do primeiro Salmo, pois certamente 
queremos obter a maior colheita possível pelos nossos esforços espirituais e também pelos materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CARTAS AOS ESTUDANTES - Max Heindel 
 
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CARTA Nº 53 
Abril de 1915 
O SIGNIFICADO CÓSMICO DA PÁSCOA 
Como esta lição chegará às suas mãos pela Páscoa, achei conveniente dedicar esta carta a esse próximo 
acontecimento. 
Não ignoramos a analogia que há entre o homem - que entra em seus veículos durante o dia, vive neles e 
trabalha por meio deles e, à noite, é um espírito livre, sem os grilhões do corpo denso - e o Espírito de 
Cristo que mora em nossa Terra uma parte do ano. Todos sabem que grilhão e prisão é este corpo, como 
a doença e o sofrimento perturbam o homem, pois ninguém é possuidor de tão perfeito estado de saúde 
que nunca tenha experimentado a agonia da dor, especialmente aqueles que trilham o caminho superior. 
O mesmo acontece com o Cristo Cósmico que volve a Sua atenção para a nossa pequena Terra, 
concentrando a Sua Consciência neste planeta para que possamos ter vida. Ele tem de animar, 
anualmente, esta massa morta (que nós cristalizamos fora do Sol), e isto é um grilhão, um obstáculo e 
uma prisão para Ele. Por conseguinte, é justo e correto que nos regozijemos quando Ele volve a nós, 
todos os anos, na época do Natal, para ajudar-nos a carregar o pesado fardo criado por nós próprios e, 
por Seu amor, libertar-nos. Nessa ocasião, os nossos corações deveriam voltar-se para Ele com gratidão 
pelo sacrifício que faz por nossa causa, permeando este planeta com Sua vida para despertá-lo do torpor 
invernal (Hemisfério Norte) em que permaneceria se Ele não tivesse nascido para vivifica- lo. 
Durante os meses de inverno, Ele padece agonias infindas e torturas, "sofrendo, labutando e esperando o 
dia da libertação% que acontece na época que a Igreja ortodoxa denomina Semana Santa. Mas, 
compreendemos pelos ensinamentos místicos, que essa semana é precisamente a culminação do Seu 
sofrimento. Ele ergue-se de Sua prisão e, quando o Sol cruza o Equador, Ele pende da Cruz e exclama: 
"Consummatum est!" "Está consumado!" Isto significa que o Seu trabalho para aquele ano foi cumprido. 
Não é um brado de agonia, mas de triunfo; uma exclamação de alegria pela hora da libertação, onde 
mais uma vez Ele pode elevar-Se por algum tempo, livre dos grilhões do nosso planeta. 
Querido amigo, queria chamar a sua atenção para o regozijo, a alegria, o prazer que devemos 
experimentar nessa grande, gloriosa e triunfante hora, a hora da libertação quando Ele exclama: "Está 
consumado!" Sintonizemos os nossos corações com este grandioso acontecimento cósmico; regozijemo-
nos com Cristo, nosso Salvador, por Seu sacrifício anual ter chegado ao fim. Sejamos gratos, no mais 
íntimo do nosso ser, por Ele estar livre das correntes da Terra, e que