Dion Fortune   A Doutrina Cósmica
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Dion Fortune A Doutrina Cósmica


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Os movimentos secundários obedecem às leis de sua_ próprias 
naturezas, sujeitos às leis e condições dos Primários. 
Da mesma maneira, cada plano de existência terciária continua seu curso, 
sujeito às influências da fase que lhe deu origem. 
Por exemplo, o Anel-Cosmos passa por suas fases positiva e negativa. 
Os Raios, portanto, fluem às vezes mais rápidos sobre o arco negativo e expansivo 
quando a fase negativa do Anel-Cosmos prevalece sobre seu segmento; e às vezes 
o aspecto retornante ou positivo tem mais velocidade, na medida em que seu 
segmento do universo está coberto pela fase positiva. 
Cada segmento de um Raio é influenciado pelo círculo em cuja área ele 
repousa. Portanto, ver-se-á que um átomo viajante estará sujeito, num dado 
momento, à influência do Raio sobre o qual ele está viajando; à sua posição no 
Raio, tanto no aspecto expansivo quanto no retornante, ao plano pelo qual está 
passando; e às fases do Anel-Cosmos. Portanto, se vocês quiserem compreender 
as condições de um determinado átomo viajante, não basta conhecer as facetas de 
sua trilha, vocês devem conhecer também as fases das influências a que sua 
natureza está reagindo. Isto se chama "Astrologia Sideral", mas as fases desta 
astrologia são tão vastas, que só dizem respeito às vidas dos Sistemas Solares, 
assim como a astrologia planetária diz respeito às fases dos planetas. O ponto mais 
próximo de contato que vocês têm com a Astrologia Sideral é o que vocês conhecem 
como Zodíaco, é óbvio, então, se vocês considerarem a vida de um homem, que 
devem considerá-la em relação ao sistema solar de que ele faz parte, e devem 
considerar também esse sistema solar em relação ao Cosmos. A Astrologia Sideral 
dará as fases da evolução. 
Vocês vêem, então, que há átomos de tipos específicos que se 
estabeleceram permanentemente em cada plano e movem-se a distâncias 
constantes da Quietude Central da mesma maneira que um líquido, que contenha 
substâncias diferentes em solução, mostrará claramente, se colocado num tubo de 
vidro que rodopia rapidamente na ponta de um cordão, a classificação das partes 
componentes da mistura de acordo com a gravidade específica de cada uma delas, 
a mais pesada, ou mais complexa, das quais fica na periferia, de maneira que na 
conclusão do processo vocês podem perceber as faixas graduadas de tipos 
diferentes de substância. Esses átomos se comportaram da maneira que sua 
natureza essencial permite se comportem na evolução. Vocês perceberão que cada 
nova fase da evolução alcança a maior complexidade permitida por seus fatores e 
então se estabelece numa repetição rítmica da seqüência a que chegou. 
A fase nova da evolução, que começa quando a próxima fase do Anel-
Caos excede a estabilidade alcançada, principia onde terminou a última fase, porque 
possui assimilada em sua natureza toda a última fase. Vocês percebem agora a 
significação da máxima "Acima, como abaixo, mas de outra maneira". O Cosmos é a 
estrutura sobre a qual tudo é construído; vocês começam onde Deus parou; 
portanto, o que está em Deus está em vocês, e também algo de vocês que se 
chama "livre arbítrio", embora seja este um nome inadequado. 
Bem, com relação à evolução dos átomos viajantes, eles dão origem aos 
Sistemas Solares. 
Lembrem-se de que nos capítulos anteriores esses sistemas solares 
surgiram nos diferentes planos do universo de acordo com sua gravidade cósmica 
específica. Quer dizer, iniciam sua evolução em fases diferentes do desenvolvimento 
cósmico. Mas lembrem-se também de que os átomos expansivos recolhem matéria 
de cada plano por que passam para construir em seu universo. 
Não tratarei em detalhes no presente estudo, por serem remotos demais 
para os nossos propósitos imediatos, dos sistemas que se desenvolveram em 
planos que não são os de vocês. 
Considerarei, todavia, as fases de desenvolvimento pelas quais passam 
os sistemas que se originam no sétimo plano cósmico, dos quais o sistema solar de 
vocês é um exemplo. Examinaremos antes a vida de um átomo viajante particular 
que se tornará o sol e o sistema atual de planetas que vocês possuem. 
Lembrem-se de que ele percorreu o circuito dos Raios Cósmicos e 
experimentou suas doze influências, positivas e negativas, e que possui, em sua 
composição, matéria dos sete planos cósmicos. Seus Números, portanto, são: 
Três porque está sob a influência dos três Anéis. 
Sete porque possui matéria de sete tipos. 
Doze porque foi influenciado pelos Doze Raios; e cada um dos sete 
planos de matéria terá seu número particular, de três a nove, inclusive. 
Esse átomo, tendo atravessado os planos plácidos da matéria cósmica e 
tendo extraído deles quanto pudesse extrair, chega finalmente ao seu plano próprio, 
onde um equilíbrio se estabelece entre as forças centrífugas e centrípetas do 
Cosmos e seu próprio tamanho. Estabelece-se então em sua órbita. 
As influências cósmicas aos quais está exposto podem ser calculadas 
numa seqüência ordenada, porque estão definitivamente estabelecidas. Ele 
percorrerá os doze Raios e experimentará as mudanças das fases dos Anéis; e, 
além disso, as influências dos Grandes Organismos dos outros planos, estejam suas 
órbitas próximas umas das outras ou não (pois eles se movem em passos diferentes 
em diferentes planos), influenciarão a matéria extraída daquele plano na elaboração 
desse sistema. Este é um ponto muito importante. 
(Vocês verão que há vezes em que o Astral Inferior receberá um estímulo 
e vezes em que o Espiritual Superior também o receberá, embora ele não seja tão 
forte quando o plano cósmico não estiver perto. Esta é uma das coisas que sustam a 
evolução e freqüentemente estabelecem uma perturbação num sistema.) 
Esse Grande Organismo que estamos considerando estabeleceu-se em 
sua órbita e podem imaginá-lo como um núcleo do átomo viajante original cercado 
por faixas nebulosas, informes, desorganizadas, de matéria dos diferentes planos. 
Elas se mantêm ao seu redor pela atração de sua massa; e o limite e a extensão de 
sua atração marcam a extensão do sistema. Como tudo o mais no Cosmos, essa 
massa possui um movimento rotatório que deriva do átomo central original. 
O movimento desse átomo em sua órbita transmite gradualmente, no 
curso de eras incontáveis, seu movimento ao todo e a massa horizontaliza-se num 
disco rodopiante; então os movimentos, que vocês viram na formação de um 
Cosmos, chegam ao fim, porque as leis do movimento são as mesmas em todos os 
planos e o sistema solar classifica sua matéria em sete planos segundo sua 
gravidade específica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo VIII: A EVOLUÇÃO DE UMA GRANDE ENTIDADE 
 
Imaginem agora a experiência de existência tal como é percebida pela 
consciência despontante de uma Grande Entidade. 
Até aqui verificamos a evolução de pontos de manifestação a partir do 
nada; consideraremos agora a matéria a partir de si mesma, tal como surge 
subjetivamente a assa unidade cósmica de manifestação referida como uma Grande 
Entidade. 
Em primeiro lugar, imaginem a sensação de um turbilhão e mais nenhuma 
outra sensação. Imaginem-se tão habituados a esse turbilhão, que sua cessação 
ocasionaria uma sensação, mas não a sua continuidade. 
Imaginem um movimento secundário em desenvolvimento, percebido 
antes por sua novidade, e que perdesse seu poder estimulador devido ao público, 
como aconteceu com o primário, e assim por diante. 
Vocês perceberão então que os movimentos que são habituais devem ser 
mantidos se se tiver de chegar a um estado de ausência de sensação perturbadora, 
que é a base da atenção. Portanto, os movimentos a que se está acostumado estão 
implícitos no "ser" daquilo que se baseia neles,