Dion Fortune   A Doutrina Cósmica
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Dion Fortune A Doutrina Cósmica


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e é o único objeto 
de seu próprio plano em que sua esfera é a Grande Entidade. 
Bem, a Grande Entidade, cônscia da consciência de Seu satélite, é 
cônscia daquele conteúdo de consciência que é a soma total das experiências do 
satélite que estão se desenvolvendo e que já foram relatadas minuciosamente. 
A Grande Entidade, então, tornou-se cônscia da evolução de um satélite e 
isto introduz um novo fator na consciência da Mente Logoidal, e esse fator tem de 
ser assimilado ao restante do conteúdo da consciência; e, como a estabilidade foi 
alcançada pelo satélite e se chegou a um ritmo regular, a monotonia do estímulo 
obriga que a atenção da Grande Entidade se retire e conseqüentemente ela fica livre 
para tratar exclusivamente da assimilação do novo fator que recebeu em sua 
consciência; e o satélite, ficando assim sem estímulo externo, mergulha na 
subconsciência e, assim, estereotipa suas reações. 
A Grande Entidade, então, mergulhou na consciência subjetiva e está 
ativamente empenhada na assimilação do novo fator e novamente consegue uma 
síntese de consciência. Durante esse processo todas as Suas forças são 
introspectivadas. Ela não irradia nada. Ela nem mesmo mantém na consciência o 
Seu universo. Portanto, o universo só é mantido unido pela autoconsciência que 
esse universo conseguiu durante a introspectivação da atenção da Grande Entidade 
no processo de assimilar a idéia nova que Lhe foi apresentada por Seu universo. 
O universo é deixado aos seus próprios meios e, portanto, ele não 
progride ou modifica, mas repete constantemente o ritmo a que chegou e assim o 
estereotipa, de maneira que o equilíbrio de forças a que chegou no tempo da 
introspectivação da atenção da Grande Entidade assume uma forma. 
A Grande Entidade, tendo apreendido e assimilado plenamente a idéia 
nova que lhe foi apresentada (nesse caso, a idéia de uma unidade trifacetada \u2014 de 
um átomo viajante, com uma consciência por um lado, e um corpo envolvente, por 
outro), sai de Sua introspecção para a contemplação de um universo moldado 
segundo esse modelo. 
As unidades de consciência desenvolvidas no satélite estão ao mesmo 
tempo conscientes do nosso estímulo. São cônscias da idéia de ação e reação entre 
uma mente direcionadora e um corpo ligado a ela e continuam a evoluir nesse 
conceito arquetípico. 
Assim, estabelece-se um novo conjunto de tensões que supera o 
equilíbrio estabelecido na mente grupai desse satélite e, portanto, todas as unidades 
que compõem esse satélite são dispersadas e procuram seguir novamente a trilha 
dos átomos vagueantes, mas com uma Centelha Divina de consciência e um corpo 
do sétimo plano. 
A forma do satélite arquetípico, todavia, que se tornou estereotipada 
durante a introspectivação do Logos, continua como uma forma arquetípica. Podem 
imaginar isto como uma circundação ao redor do Logos no sétimo plano. 
As Centelhas Divinas, tendo avançado para fora até o sexto plano, 
reúnem ao seu redor, por seus movimentos rotatórios, novos corpos da matéria do 
sexto plano e o processo se repete exatamente como antes: 
 
a. A re-síntese das Centelhas. 
b. O estabelecimento das reações compensatórias que constituem a consciência 
do grupo. 
c. As reações recíprocas da consciência do grupo e da consciência logoidal. 
d. A introspectivação do Logos para assimilar a idéia nova. 
e. A estereotipação das reações do satélite por repetição. 
 
Mas há uma diferença nesse caso. Durante o período em que se 
processava a evolução do primeiro satélite, não existia nada no universo a não ser o 
Logos e o satélite e os planos de átomos; mas durante a evolução do segundo 
satélite, o primeiro passava por uma nova fase de desenvolvimento. O Logos, tendo 
cumprido a possibilidade de dotação dos átomos com a semelhança logoidal, pensa 
nos átomos desta maneira, e assim os átomos se tornam dotados. 
Bem, os átomos do sétimo plano, como os de todos os outros planos, 
estão continuamente realizando movimentos ondulatórios como os das marés, para 
a frente e para trás, como as fases logoidais positivas os atiram para o centro e 
como as fases logoidais negativas os lançam para fora e, à medida que a atenção 
da consciência indistinta dos átomos se volta para o Logos em Sua fase positiva 
(pois, lembrem-se, esse lugar num universo de pensamento-forma projetado 
significa realmente estado), os átomos recebem dele a impressão do conceito do 
Logos e são assim obrigados a vibrar nas mesmas melodias rítmicas, como os 
primeiros átomos em desenvolvimento tiveram de fazer quando o Logos se tornou 
consciente de seus conteúdos de consciência \u2014 quer dizer, na conclusão de sua 
evolução. 
Os novos átomos em desenvolvimento começam, então, onde os velhos 
pararam. São velozmente lançados, pelas forças arquetípicas do primeiro satélite, na 
mesma formação de seus predecessores, recapitulando rapidamente o 
desenvolvimento deles. Eles têm, então, de chegar a uma síntese de reação, que é 
consciência coletiva, para se tornarem conscientes do Logos, e o mesmo processo 
se repete, como no caso anterior. 
O primeiro enxame de átomos, tendo completado sua evolução no 
segundo satélite, como já foi descrito, flui para sua terceira evolução no quinto plano. 
O segundo enxame, no primeiro satélite, continuou da mesma maneira 
pela mesma trilha para o sexto plano e ali é apanhado e organizado pelo conjunto já 
existente de forças arquetípicas deixadas para trás pelo primeiro enxame; enquanto 
isso, como o terceiro enxame de átomos foi enviado pelo Logos para povoar o 
primeiro satélite, o Logos agora pensa nos átomos como duas cápsulas envolventes 
e assim os novos átomos são dotados de uma capacidade de reunir matéria de dois 
planos. 
O processo continua a se desenvolver, até que o primeiro enxame de 
átomos viajantes, cada um deles cercado por um envoltório da matéria de cada 
plano em que ele evoluiu, tenha construído um satélite no primeiro plano e que cada 
satélite anterior seja povoado por hostes de Centelhas Divinas, tendo cada uma 
delas construído um envoltório ou uma série de envoltórios de acordo com o estado 
de evolução a que chegou. 
Mas, como o primeiro enxame de Centelhas Divinas, pelas forças 
inerentes às suas naturezas, arquitetou formas para si mesmo, o Logos se tornou 
consciente do fato e emitiu enxames sucessivos com as consecuções do primeiro 
enxame implantados como idéias arquetípicas em suas consciências. Quer dizer, 
sejam quais forem os ritmos conseguidos, eles são impactados como vibrações em 
cada enxame sucessivo. 
É isso o que se entende por Involução. A evolução é a expressão desses 
ritmos na matéria de qualquer plano sobre o qual ela esteja enquanto se efetua a 
evolução. 
Pode-se depreender do que foi dito que, no seu devido tempo, todos os 
átomos do sexto plano seguem esse processo. 
Vocês perceberão que, assim como o símbolo do satélite do sétimo plano 
era uma esfera com uma figura sólida trifacetada \u2014 uma pirâmide com lados 
triangulares \u2014, o sexto plano é uma figura de quatro lados, um cubo, e assim por 
diante nos outros planos. 
O quinto plano tem uma figura de cinco lados. 
O quarto plano tem uma figura de seis lados. 
O terceiro plano tem uma figura de sete lados. 
O segundo plano tem uma figura de oito lados. 
O primeiro plano tem uma figura de nove lados. 
Vocês verão que os números somam dez e que nove é o Número dos 
lados das facetas que formam a figura que simboliza as forças do primeiro plano. 
Três multiplicado por três é o número perfeito do primeiro plano. 
Dez é o Número de forças em manifestação para nosso universo, mas 
nove é o Número da força cósmica que levou aquele universo a existir quando essa 
força se manifestou no primeiro