Dion Fortune   A Doutrina Cósmica
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Dion Fortune A Doutrina Cósmica


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iniciatórias em que a Alma recapitula a evolução, 
ela tem de conhecer suas profundezas. 
Cada átomo de matéria contém os frutos de uma involução. Em 
conseqüência, vocês verão que, se vocês desintegrarem completamente os átomos 
de matéria em uma onça de argila, vocês estilhaçarão o mundo em que estão, mas, 
antes de realizar esse processo mágico, vocês terão, pelo poder de sua vontade, de 
dissolver a coesão do Cosmos. Portanto, não é por ser antecipado que esse 
experimento será executado com êxito no futuro imediato. 
Cada Centelha Divina, no momento em que ela alcançou o nadir da 
involução e está pronta para embarcar na trilha da evolução em que ela se revelará 
caracteristicamente humana, possui potencialidades que vocês compreenderão 
muito pouco. 
Quando a consciência subjetiva é levada do plano de seu funcionamento 
habitual para o plano próximo superior ela se conforma à lei já enunciada e uma 
inércia é convertida em dois cineticismos. E freqüente que os centros de consciência 
do plano inferior sejam capazes de suportar essa força se a conversão for repentina 
e total. Donde o dito "Não podeis olhar para Meu rosto e continuardes vivos". Donde 
também o fato de que, onde uma forma mais ou menos parcial de conversão 
ocorrer, ela ser apreendida simplesmente como um raio cegante de luz e, quando 
essa conversão ocorre em sua forma normal, ela é realizada pelo método de adição 
e não pelo de multiplicação. 
Isto quer dizer que, quando a transmutação é realizada de um plano para 
outro pelo processo de elevação ao quadrado, o resultado pode ser descrito nas 
palavras da Escritura: "Ele caminhou com Deus e não era". Quando o processo toma 
a forma de uma multiplicação muitas vezes repetida, vocês têm o curso comum da 
Trilha, sendo que cada grau de Iniciação é uma multiplicação. Mas quando vocês 
têm o processo de adição, vocês têm o curso normal de evolução. 
Cada grau de Iniciação pode ser concebido como um raio cegante de luz 
e por meio desse raio a imagem do sub-plano a que ele pertence é fotografada no 
subconsciente, donde que a consciência a interpreta a seu bel-prazer. 
Se o poder tiver de ser conduzido a um plano, vocês devem ter um grupo 
que o receba. A forma para uma força levada de um plano a outro é construída pela 
mente de grupo. Se a força é levada para um segundo plano, vocês devem ter um 
segundo grau em seu grupo. Vocês, portanto, devem ter um grau para cada plano. 
Se, por outro lado, a força for degradada para um plano, ou um subplano, 
ocorre um processo inteiramente diferente. Sendo a força tornada inerte, o veículo 
por meio do qual ela funciona é um canal vazio, aberto; nada pode enchê-lo. Isto é a 
chave para muitas coisas; isto explica a obsessão. 
Bem, lembrem-se de que o termo obsessão é usado popularmente de 
modo inadequado, quando o que se quer dizer tecnicamente com esse termo é 
"obscurecimento". O obscurecimento é uma influência controladora exercida por 
uma entidade sobre outra. A obsessão só ocorre quando a Alma foi precipitada pelo 
processo da degradação da consciência. O termo "precipitação" é usado porque a 
analogia é exata. 
Quando, em conseqüência, se deve lidar com um verdadeiro caso de 
obsessão, é necessário não só expulsar a entidade invasora, mas também sublimara 
alma. Vocês verão uma referência a isto na história do homem de quem o diabo foi 
expulso e no qual os sete diabos entraram ao encontrar a casa vazia. 
A degradação da alma ocorre através de operações dos tipos inferiores 
de evolução com quem contatos foram estabelecidos; não ocorre como resultado de 
um ato deliberado de vontade, mas antes como resultado de uma inibição da 
vontade. Portanto, quando vocês estão lidando com um caso em que a vontade 
funciona mais a partir do aspecto inibidor do que do aspecto cinético, vocês devem 
sempre tomar cuidado para que não se estabeleça um puxão para baixo. A vontade 
inibida é mais perigosa do que a vontade pervertida, porque ela expõe seu possuidor 
à influência de forças extra-humanas. 
Vocês verão, então, que a significação oculta da máxima que afirma que 
a ação e a reação são iguais tem duas implicações \u2014 ação e reação são iguais 
apenas num plano mas, quando os ocupantes que funcionam no sétimo plano são 
considerados, eles são apenas iguais e, quando uma ação que ocorre num plano 
tem sua reação realizada em outro plano, o resultado é uma transmutação de 
valores. Esses valores já foram explicados a vocês. 
Não acreditamos que lhes tenha ocorrido alguma dúvida quando 
afirmamos que, quando uma força, sendo transmutada de um plano para outro, 
exerce sua influência sobre o segundo plano e retira sua influência do primeiro, 
resultará uma alteração do equilíbrio. Isso ocorre na verdade e, portanto, é 
necessário que o Adepto que realiza essa operação mantenha o equilíbrio adequado 
de tensões. 
Para tanto, ele deve conhecer o método de degradar apropriadamente 
uma força equivalente. Este é um ponto extremamente importante no ocultismo 
prático e diz respeito à utilização de aspectos reversos em suas próprias potências 
compensadoras. 
Os Sephiroth, quando revertidos, tornam-se Qliphoth. Eis aí uma chave 
para muitas coisas, e, em conseqüência, é assim que, em toda operação mágica em 
que são invocadas grandes potências espirituais, as entidades menores também são 
empregadas em seus aspectos próprios e, quando aquilo que vocês chamariam de 
"Mestre" deseja operar no plano físico, ele necessariamente empregará uma 
entidade de grau de evolução mais inferior do que o seu e será compelido a 
trabalhar através da Personalidade dessa pessoa. A fim de restaurar o equilíbrio que 
ele está prestes a deslocar, ele empregará então, metaforicamente falando, essa 
entidade como o nadir de seu arco. A força que ele transmite será recebida pelo 
aspecto mais superior dessa entidade e será expressa pelo aspecto mais inferior e 
mais concreto da Individualidade dessa entidade e a Personalidade será usada para 
o retorno do plano físico. Isto poderia ser expresso em forma diagramática pela letra 
Y, cujos dois braços representariam a Individualidade e a Personalidade e a porção 
basal o canal de expansão e de retração no plano físico. Sobreponham um X ao Y e 
vocês terão o símbolo das forças expansivas e retratoras, sendo o X formado de 
dois C de costas viradas um para o outro \u2014 o lado esquerdo marcado com uma seta 
de expansão e o lado direito com uma seta de retração. 
Vocês perceberão porque freqüentemente se exige a continência quando 
as operações da magia prática estão sendo processadas. Devendo o fluxo de 
retorno ocorrer por meio da Personalidade em seu aspecto mais inferior e mais 
primitivo, esse aspecto tem de ser mudado para melhor, de maneira que a força de 
sua expressão pode retornar ao Deus que a ofereceu. 
Esta é apenas uma outra maneira de expressar a utilização da 
sublimação para o propósito de gerar força nos planos superiores. O discípulo que 
recebe força de seu Mestre num plano mais elevado para o propósito de 
transmissão ao plano físico deve estar preparado para efetuar a transmissão do 
acúmulo correspondente de força em sua própria natureza de um plano mais inferior 
para um mais superior a fim de preservar o equilíbrio necessário, é o abandono 
dessa operação que causa a muito freqüente sobrecarga dos aspectos mais 
inferiores do ocultista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo XXIV: A LEI DA LIMITAÇÃO - PARTE I 
 
 
A limitação é a primeira lei da manifestação; em conseqüência, é a 
primeira lei do poder. Isto ainda não foi suficientemente apreciado. Muitas pessoas 
acreditam que um poder espiritual é infinito, o que está longe de ser verdade.