Dion Fortune   A Doutrina Cósmica
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Dion Fortune A Doutrina Cósmica


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se estabelecem. 
Bem, um átomo de estrutura triangular pode formar uniões com tantos 
átomos quantas forem suas facetas. Quando cada faceta se ligou a um átomo, o 
grupo está completo e chegou a um estado de equilíbrio de pressão consigo mesmo. 
Não pode mais crescer por acréscimo, mas pode agir como uma unidade e só pode 
entrar em associação com outras unidades de mesmo tipo cujos ângulos de pressão 
sejam similares. 
O átomo original, como eu disse, é um simples vórtice, e os átomos 
compósitos de diferentes tipos originam-se de acordo com o número de ângulos 
tangenciais em que as circunstâncias de contra-influências podem lançar os vórtices. 
Os vórtices, deve-se observar, surgem primeiramente nos ângulos em que os Raios 
convergem para a Quietude Central. É a justaposição estreita das forças que 
estabelece as correntes secundárias. Portanto, é na esfera que circunda a Quietude 
Central que se pode encontrar os átomos originais. Estes, todavia, logo assumem 
um movimento tangencial secundário e, assim, constituem alianças por acréscimo, 
como foi descrito anteriormente. 
Como já dissemos, existe, em acréscimo ao movimento dos Raios, o 
movimento dos Círculos sobre a Quietude Central. Esse movimento dá origem à 
ação centrífuga e os átomos tendem a se mover para a periferia. Quando mais 
complexo o átomo, mais fortemente ele sentirá a ação centrífuga, de maneira que 
vocês perceberão que os Círculos contêm átomos de complexidade gradualmente 
crescente à medida que se sucedem. Esses átomos, originando-se nos ângulos dos 
Raios, quando sentem a influência da força centrífuga, acompanham a linha 
de um Raio. Cada átomo, então, possui em si forças de dois Raios que estabelecem 
o vórtice original e então acompanha a trilha de um desses Raios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo V: EVOLUÇÃO ATÔMICA NOS PLANOS 
CÓSMICOS 
 
A evolução nos planos cósmicos deve ser primeiramente vista como o 
preenchimento gradual do círculo do espaço pelos átomos: aeons imensamente 
longos transcorrem durante este processo. 
Assim, os átomos originais ocupam o Círculo Um. 
A primeira configuração de compósitos \u2014 o Círculo Dois. 
As combinações desses compósitos \u2014 o Círculo Três, e assim por diante. 
Esses tipos de matéria, como agora os podemos chamar, estão 
espalhados em esferas concêntricas por todo o Cosmos, fora do limite do Anel-Não-
Passa, acompanhando as linhas dos Raios, de maneira que, quando o primeiro 
círculo contém átomos apenas do seu próprio tipo, cada círculo sucessivo tem em 
seus átomos movimentos interatômicos representativos de cada um dos círculos 
interiores, sendo que a construção dos átomos mais externos é muito mais 
elaborada. 
Quando os átomos alcançam a esfera mais distanciada, uma força nova 
se estabelece; encontraram a oposição do Anel-Não-Passa. Os átomos que estão 
no círculo mais externo são um sistema grandemente complexo de movimentos 
dentro de movimentos. Tendo escapado da Quietude Central com uma força 
centrífuga, são agora repelidos pelo Anel-Não-Passa e, devido à repulsa, voltam 
com um movimento espiral. E isso que dá aos Raios sua formação peculiar. 
Alcançando o centro, esses átomos voltam velozmente para fora com um 
movimento centrífugo reto ao longo da linha do Raio oposto àquele pelo qual 
entraram no centro, para voltar novamente da mesma maneira, mas num ângulo 
ligeiramente diferente, que os obrigará, na próxima trilha, a seguir o Raio seguinte ao 
precedente, e é assim que giram ao redor do círculo. Quando são repelidos pelo 
Anel-Não-Passa, fazem um movimento circular sobre o plano do círculo mais 
externo, sentindo assim sua força que vem de todos os ângulos. Repetem esse 
movimento em cada plano para o qual retornem. 
Bem, como se disse, cada movimento no espaço continua como um 
movimento; portanto, toda influência que atua sobre esses átomos é registrada na 
reação de pressões inerentes à sua estrutura, de maneira que cada átomo retorna à 
Quietude Central infinitamente mais complexo após cada jornada; cada Raio que 
intercepta os círculos num ângulo diferente obriga o átomo que viaja sobre seu 
caminho a experimentar influências diferentes em sua jornada; portanto, a 
complexidade final desses átomos, quando o circuito descrito se completa, embora 
seja passível de expressão matemática, não pode ser comunicada ao intelecto finito; 
mas vocês podem compreender a geometria desses átomos e, se conhecerem seu 
cálculo numérico, terão a chave da explicação do Universo. 
Essas estruturas ainda são tratadas como átomos \u2014 não como no caso 
da química, na hipótese de que não podem ser resolvidos numa estrutura mais 
simples qualquer, sendo eles homogêneos \u2014, mas na base de que, embora 
compósitos, uma vez formados, não podem ser resolvidos mas são 
permanentemente unidades. 
Vocês verão que o fluxo dos átomos em direção ao exterior, à 
circunferência, e seu retorno para o centro marcam uma fase da evolução do 
Cosmos; e o completamento do circuito dos Raios por um átomo marca uma fase de 
evolução desse átomo. Quando completou seu circuito, experimentou todas as 
forças que o Cosmos pode lhe oferecer, e, quando todos os átomos desenvolvidos 
completaram seu circuito (e a evolução de átomos nessa maré é limitada, porque, 
depois que uma determinada proporção de força assumiu uma forma tangencial, um 
estado de equilíbrio é alcançado no Cosmos, pois a evolução continua desde o 
primeiro movimento de um estado de força não-compensada até que o equilíbrio 
soja alcançado), eis o completamento de uma evolução - um estado de equilíbrio e, 
portanto, uma quietude relativa. 
Observem que descrevemos três fases da evolução cósmica. O 
desenvolvimento dos Anéis foi a primeira fase. Eles dão origem uns aos outros e 
agem e reagem uns sobre os outros até que seja alcançado um estado de equilíbrio. 
Então, embora sejam estáticos uns em relação aos outros, quer dizer, embora 
estejam em movimento constante no interior de si mesmos, eles mantiveram 
constante o seu movimento em relação a cada um dos outros e devem continuar a 
fazê-lo dado que, não existindo nada que os perturbe, os vórtices estabelecidos 
pelos movimentos dos Anéis dão origem a movimentos secundários \u2014 os Raios e os 
Círculos. Estes, iniciando seus cursos respectivos, os desenvolveram até que se 
tornassem estáticos em relação uns aos outros, e uma segunda fase da evolução já 
foi ultrapassada. Em terceiro lugar, eles, por sua vez, dão origem aos movimentos 
tangenciais que constroem os átomos. 
Ver-se-á que uma fase de desenvolvimento é seguida por uma fase de 
equilíbrio durante a qual o que se desenvolveu se mantém, mas nada se transforma, 
seu status é imutável. Essas fases podem ser conhecidas por vocês pelos nomes de 
"Dias" e "Noites de Deus" \u2014 o Dia da evolução \u2014 a Noite do equilíbrio estático \u2014 e 
a superação de um conjunto de forças por um outro, que obriga o equilíbrio a 
mergulhar lentamente, outra vez, na manifestação. 
O equilíbrio está terminado e novas forças estão em movimento. Essas 
forças estão baseadas no relacionamento das unidades construídas anteriormente e 
são influenciadas pelos determinantes originais \u2014 os Anéis, os Raios e os Círculos. 
Nesses limites, e sujeitas à natureza das unidades sobre as quais agem, elas podem 
formar novas combinações, permutações e ritmos de ação e de reação, até que as 
novas forças tenham encontrado seu equilíbrio; e, em seu completamento e 
desenvolvimento máximos, quando a combinação final foi conseguida, tornam-se 
novamente estáticas no equilíbrio cósmico até que esse período, bem como o 
equilíbrio, seja novamente superado. 
A superação do equilíbrio deve-se às