UC5   Introdução ao Agronegócio
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UC5 Introdução ao Agronegócio


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conhecer os seguintes pontos: Reserva Legal - RL e Áreas de Preservação Permanente - APPs.
1986 \u2013 A Lei no 7.511 altera o conceito de reserva florestal e as APPs
O conceito de reserva florestal, que havia sido instituído anteriormente pelo Código Florestal 
de 1934, vigorou até 1986. A Lei Federal no 7.511/86 modificou o regime da reserva florestal. 
Anteriormente a essa lei, as áreas de reserva florestal podiam ser 100% desmatadas, mas 
seria necessário plantar espécies exóticas em substituição dessas florestas. 
A Lei no 7.511 alterou o conceito de reserva florestal, não permitindo mais o desmatamento 
das áreas nativas, porém manteve a autorização para que o proprietário das terras fizesse a 
reposição das áreas desmatadas (até o início da vigência dessa lei) com espécies exóticas e as 
utilizasse com fins econômicos. \u201cEssa lei também alterou os limites das APP\u2019s, originariamente 
de cinco metros para 30 metros, sendo que nos rios com mais de 200 metros de largura a APP 
passou a ser equivalente à largura do rio\u201d (CANAL DO PRODUTOR, 2014).
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1989 \u2013 A Lei Federal no 7.803 determinou a criação da Reserva Legal e a alteração nas 
APPs
Em 1989, a Lei Federal no 7.803 determinou que as reposições das florestas fossem feitas 
prioritariamente com espécies nativas (não era proibida a utilização de espécies exóticas). 
Foi instituída nessa lei a Reserva Legal, que é um percentual de limitação de uso do solo na 
propriedade rural. Nessa área, não pode ocorrer conversão às atividades que demandem 
a remoção da cobertura vegetal. Também foi estabelecida que fossem destinados 
obrigatoriamente 20% de Reserva Legal para áreas de cerrado. 
A Lei no7.803 alterou novamente o tamanho das APPs nas margens dos rios e criou 
novas áreas localizadas ao redor das nascentes, olhos d\u2019água, bordas dos tabuleiros 
ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, ou ainda se a propriedade estiver 
em altitude superior a 1,8 mil metros; ou se ocorrer qualquer das situações previstas 
no artigo 3º, da Lei Florestal (CANAL DO PRODUTOR,2014)
1996 \u2013 A Medida Provisória no1.511/96 amplia a restrição em áreas de floresta
Essa Medida Provisória restringiu a abertura de área em florestas, e passou a permitir apenas 
o desmatamento de 20% nos ambientes que possuem uma floresta típica. 
1998 \u2013 Lei de Crimes Ambientais
Essa lei também alterou dispositivos do Código Florestal e transformou diversas infrações 
administrativas em crimes, alterando assim a lei de 1965.
2001 \u2013 Medida Provisória nº 2.166-67/2001 \u2013 altera conceitos e limites de Reserva Legal 
e APPs
A Medida Provisória no2.166 novamente alterou os conceitos de reserva legal e áreas de 
preservação permanente. Reserva legal passou a ser definida como
a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de 
preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à 
conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade 
e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. 
O tamanho mínimo da reserva depende do tipo de vegetação existente e da localização da 
propriedade, sendo que, no bioma Amazônia, o mínimo é de 80%, no Cerrado Amazônico, 
35%, e, para as demais regiões e biomas, 20%.
Nessa Medida Provisória, as APPs sofreram diversas modificações e passaram a ser a faixa 
marginal dos cursos d\u2019água cobertos ou não por vegetação. 
Nas pequenas propriedades ou posse rural familiar, ficou definido que podem ser 
computados no cálculo da área de reserva legal os plantios de árvores frutíferas 
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ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas, cultivadas em sistema 
intercalar ou em consórcio com espécies nativas (CANAL DO PRODUTOR, 2014)
2010 \u2013 Aprovação da proposta em comissão
A proposta do deputado Aldo Rebelo para a modificação do Código Florestal Brasileiro 
foi aprovada pela Comissão Especial do Código Florestal no dia 6 de julho de 2010. A 
proposta foi aprovada com 13 votos a favor, foi acatada pela comissão e está pronta para 
a apreciação nos plenários da Câmara e do Senado (CANAL DO PRODUTOR, 2014).
O que muda com o Novo Código Florestal?
Em termos gerais e estruturais, a mudança é pouco significativa, pois a lei aprovada 
permitiu que fossem realizados somente ajustes pontuais para adequação da situação de 
fato à situação de direito pretendida pela legislação ambiental. A seguir, serão abordadas 
algumas questões tratadas pelo Novo Código Florestal e apresentadas no Manual do Novo 
Código Florestal, realizado pelo Sistema Faep.
A proteção do meio ambiente natural continua sendo obrigação do proprietário mediante 
a manutenção de espaços protegidos de propriedade privada, divididos entre APP e RL.
 
O que mudou foi a implementação e a fiscalização desses espaços, 
que estarão sujeitos ao Cadastro Ambiental Rural - CAR e institui-se 
o módulo fiscal, que é a unidade de medida expressa em hectares, 
fixada para cada município, considerando fatores como tipo de 
exploração predominante no município e renda.
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Áreas consolidadas
Áreas consolidadas são as Áreas de Preservação Permanente - APP e a Reserva Legal, ocupadas 
antes de 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias, atividades agrossilvipastoris, 
ecoturismo ou turismo rural. Exemplos: várzeas ocupadas com arroz, encostas ocupadas com 
café, uva, aviários, entre outros.
São permitidas a manutenção e a continuidade dessas atividades desde que não estejam 
em área que ofereça risco às pessoas e ao meio ambiente, e que sejam observados critérios 
técnicos de conservação do solo e da água indicados pelo Programa de Regularização 
Ambiental - PRA.
Está proibida a utilização de novas áreas em APP e Reserva Legal além dessas ocupadas até 
22 de julho de 2008. O órgão ambiental poderá comprovar a situação de área consolidada 
por meio de fotos de satélite que possui em seus arquivos, referentes a período anterior 
a 22 de julho de 2008 (SISTEMA FAEP, 2012).
Área de Preservação Permanente - APP 
São áreas protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa, localizadas:
1. nas faixas marginais de qualquer curso d\u2019água natural (mata ciliar de beira de rio);
2. no entorno das nascentes e dos olhos d\u2019água perenes;
3. no entorno dos lagos e lagoas naturais;
4. no entorno dos reservatórios d\u2019água artificiais;
5. nas encostas ou em partes destas com declividade superior a 45°;
6. no topo de morros, montes, montanhas e serras (SISTEMA FAEP, 2012). 
Função das Áreas de Preservação Permanente
Preservar os recursos hídricos, a estabilidade geológica, a biodiversidade e a beleza da pai-
sagem, conter a erosão do solo, diminuir os riscos de enchentes e deslizamentos de terra e 
pedra nas encostas, facilitar o desenvolvimento da fauna e flora, e, especialmente, assegurar 
e preservar o bem-estar das populações humanas (SISTEMA FAEP, 2012).
Cadastro Ambiental Rural - CAR
É um registro eletrônico de abrangência nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, sendo 
indispensável para aderir ao Programa de Regularização Ambiental - PRA. A inscrição no Cadastro 
Ambiental Rural é feita no órgão ambiental municipal ou estadual. Os objetivos do CAR são:
\u2022 receber informações ambientais das propriedades e das posses rurais, compondo base de 
dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, e combate ao 
desmatamento; 
\u2022 cadastrar as Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, e facilitar o trabalho de 
fiscalização (SISTEMA FAEP, 2012).
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Programa de Regularização Ambiental - PRA
O Programa de Regularização Ambiental permite ao proprietário rural regularizar as Áreas de 
Preservação Permanente e Reserva Legal consolidada, desde que não estejam em áreas de risco