Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade, Auditoria e Perícia
455 pág.

Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade, Auditoria e Perícia


DisciplinaAuditoria3.499 materiais14.179 seguidores
Pré-visualização50 páginas
infe-
rior àquele do auditor independente que está sendo substituído. Neste caso, 
ao contrário, o auditor independente, além de levar em consideração todos 
os aspectos mencionados nesta Interpretação Técnica, deve ainda, especial-
mente no caso de cliente com operações sofisticadas, considerar nos seus 
honorários oscustos necessários para o desenvolvimento de programas, me-
todologias e treinamentos específicos.
Carta-Proposta e Aspectos da Determinação de Honorários
4 \u2013 Devem constar da documentação da formação dos honorários os aspectos 
mencionados a seguir:
a) o tempo que se espera despender na familiarização das atividades do clien-
te e do mercado em que atua, no conhecimento e avaliação dos controles in-
ternos operacionais e das práticas contábeis do cliente, no desenvolvimento de 
programas de trabalho e aplicativos de sistema eletrônico de dados, avaliações de 
riscos, definições de amostragem, na realização de verificações substantivas, na 
elaboração, discussão e emissão de relatórios e outros aspectos necessários ao 
trabalho de auditoria; e
b) o nível técnico do pessoal a ser utilizado e os honorários por hora de cada 
categoria; e a memória final de cálculo dos honorários.
5 \u2013 Os honorários deverão constar de carta-proposta ou documentação equi-
valente, elaborada e formalizada pelas partes, antes do início da execução dos 
trabalhos. Deverá constar de tal documento o indicado a seguir:
151
Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
a) descrição e abrangência dos serviços a serem realizados, inclusive referên-
cia às leis e regulamentos aplicáveis ao caso;
b) que os trabalhos serão efetuados segundo as Normas Profissionais e Técni-
cas emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade;
c) o objetivo do exame das demonstrações contábeis;
d) a responsabilidade da administração do cliente sobre as demonstrações 
contábeis e que o cliente fornecerá ao auditor independente Carta de Responsa-
bilidade da Administração da empresa auditada, de acordo com o item 11.2.14 da 
NBC T 11 \u2013 Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis;
e) as limitações de um exame de auditoria devido ao risco inerente, relaciona-
do ao processo de testes, adotado numa auditoria;
f) o prazo estimado para a realização dos serviços;
g) os relatórios a serem emitidos;
h) os honorários e sua forma de pagamento; e
i) a necessidade formal de confirmação da aceitação da proposta apresentada.
152
RESOLUÇÃO CFC Nº 857/99
Reformula a NBC P 2, denominando-a Normas 
Profissionais do Perito.
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribui-
ções legais e regimentais,
CONSIDERANDO a necessidade de reformulação da NBC P 2 \u2013 Normas Pro-
fissionais de Perito Contábil, frente aos aspectos técnicos da norma aprovada pela 
Resolução CFC nº 733, de 22 de outubro de 1992;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil recebeu inú-
meras colaborações coletadas dos Contabilistas que participaram das Audiências 
Públicas realizadas em diversos Estados e Capital do País; 
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil obteve, do Gru-
po de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, a aprovação de sua 
proposta de reformulação da NBC P 2 \u2013 Normas Profissionais de Perito Contábil;
CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº 061/99, de 20 de 
outubro de 1999, aprovado pelo Plenário deste Conselho Federal de Contabilidade,
RESOLvE:
Art. 1º Reformular o teor da NBC P 2 \u2013 Normas Profissionais do Perito Contá-
bil, conforme anexo a esta Resolução.
Art. 2º Denominar a referida norma de NBC P 2 \u2013 Normas Profissionais 
do Perito.
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura.
Brasília, 21 de outubro de 1999.
CONTADOR JOSÉ SERAFIM ABRANTES
Presidente
153
Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
NBC P 2 \u2013 NORMAS PROFISSIONAIS DO PERITO
2.1 \u2013 CONCEITO
2.1.1 \u2013 Perito é o Contador regularmente registrado em Conselho Regional de 
Contabilidade, que exerce a atividade pericial de forma pessoal, devendo ser pro-
fundo conhecedor, por suas qualidades e experiência, da matéria periciada.
2.2 \u2013 COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL
O item 2.2 e seus subitens foram revogados pela Resolução CFC nº 1.056/05.
2.3 \u2013 INDEPENDÊNCIA
2.3.1 \u2013 O perito-contador e o perito-contador assistente devem evitar e denun-
ciar qualquer interferência que possa constrangê-los em seu trabalho, não admi-
tindo, em nenhuma hipótese, subordinar sua apreciação a qualquer fato, pessoa, 
situação ou efeito que possam comprometer sua independência.
2.4 \u2013 IMPEDIMENTO
O item 2.4 e seus subitens foram revogados pela Resolução CFC nº 1.050/05.
2.5 \u2013 HONORÁRIOS
O item 2.5 e seus subitens foram revogados pela Resolução CFC nº 1.057/05.
2.6 \u2013 SIGILO
2.6.1 \u2013 O perito-contador e o perito-contador assistente, em obediência ao 
Código de Ética Profissional do Contabilista, devem respeitar e assegurar o sigilo 
do que apurarem durante a execução de seu trabalho, proibida a sua divulgação, 
salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. Este dever perdura depois de 
entregue o laudo pericial contábil ou o parecer pericial contábil. 
2.6.1.1 \u2013 O dever de sigilo subsiste mesmo na hipótese de o profissional se 
desligar do trabalho antes de tê-lo concluído.
154
2.6.1.2 \u2013 É permitido ao perito-contador e ao perito-contador assistente es-
clarecer o conteúdo do laudo pericial contábil e do parecer pericial contábil so-
mente em defesa da sua conduta técnica profissional, podendo, para esse fim, 
requerer autorização a quem de direito.
2.7 \u2013 RESPONSABILIDADE E ZELO
O item 2.7 e seus subitens foram revogados pela Resolução CFC nº 1.051/05.
2.8 \u2013 UTILIZAÇÃO DE TRABALHO DE ESPECIALISTA
2.8.1 \u2013 O perito-contador e o perito-contador assistente podem valer-se de 
especialistas de outras áreas para a realização do trabalho, desde que parte da 
matéria objeto da perícia assim o requeira.
2.8.2 \u2013 O perito-contador pode requerer ao juiz a indicação de especialistas de 
outras áreas que se fizerem necessários para a execução de trabalhos específicos.
2.9 \u2013 EDUCAÇÃO CONTINUADA
2.9.1 \u2013 O perito-contador e o perito-contador assistente, no exercício de suas 
atividades, devem comprovar a sua participação em programa de educação conti-
nuada, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.
155
Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
RESOLUÇÃO CFC N° 1.056/05
Aprova a NBC P 2.1 \u2013 Competência Profissional
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribui-
ções legais e regimentais,
CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e as suas Inter-
pretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de 
procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos;
CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da pe-
rícia exigem atualização e aprimoramento das normas endereçadas à sua regên-
cia para manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser 
realizado e o modo ou o processo dessa realização; 
CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de trabalhos de institui-
ções com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regula-
res e oficiais está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia Contábil, atendendo 
ao disposto no art. 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, que 
recebeu nova redação pela Resolução CFC nº 980, de 24 de outubro de 2003, 
elaborou a NBC P 2.1 \u2013 Competência Profissional;
CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para o adequado desem-
penho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal de Contabilidade