Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade, Auditoria e Perícia
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Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade, Auditoria e Perícia


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em regime de 
franca, real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), o IBRACON \u2013 Instituto dos Auditores Independentes do 
Brasil, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), o Ministério da Educação, a Se-
cretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro 
Nacional e a Superintendência de Seguros Privados,
RESOLvE:
Art. 1º Aprovar a NBC P 2.1 \u2013 Competência Profissional.
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Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2006, 
revogando as disposições em contrário, em especial o item 2.2 \u2013 Competência 
Técnico-Profissional, da NBC P 2 \u2013 Normas Profissionais do Perito, aprovada pela 
Resolução CFC nº 857/99, publicada no DOU em 21 de outubro de 1999, Seção 
1, páginas 46 e 47.
Brasília, 25 de novembro de 2005.
CONTADOR JOSÉ MARTONIO ALvES COELHO
Presidente
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Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
NBC P 2 \u2013 NORMAS PROFISSIONAIS DO PERITO
NBC P 2.1 \u2013 COMPETÊNCIA PROFISSIONAL
2.1.1 \u2013 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
2.1.1.1 \u2013 Esta norma estabelece os itens relativos à competência profissional 
do Contador na função de perito-contador e de perito-contador assistente.
2.1.1.2 \u2013 Competência profissional pressupõe ao perito-contador e ao perito-
contador- assistente demonstrar capacidade para pesquisar, examinar, analisar, 
sintetizar e fundamentar a prova no laudo pericial e no parecer pericial contábil. 
2.1.1.3 \u2013 Para tanto, devem manter adequado nível de competência profissional, 
pelo conhecimento atualizado da Contabilidade, das Normas Brasileiras de Con-
tabilidade, das técnicas contábeis, da legislação relativa à profissão contábil e das 
normas jurídicas, especialmente as aplicáveis à perícia, atualizando-se, permanen-
temente, mediante programas de capacitação, treinamento, educação continuada e 
especialização, e realizando seus trabalhos com a observância da eqüidade.
2.1.1.4 \u2013 Realizar seus trabalhos com a observância da eqüidade significa que 
o perito-contador e o perito-contador assistente devem atuar com igualdade de 
direitos, adotando os preceitos legais e técnicos inerentes à profissão contábil.
2.1.1.5 \u2013 O espírito de solidariedade do perito-contador e do perito-contador as-
sistente não induz nem justifica a participação ou a conivência com erros ou atos 
infringentes às normas profissionais e éticas que regem o exercício da profissão, 
devendo estar vinculado à busca da verdade fática a fim de esclarecer o objeto da 
perícia de forma técnica e imparcial.
2.1.2 \u2013 HABILITAÇÃO PROFISSIONAL
2.1.2.1 \u2013 O perito-contador e o perito-contador assistente devem comprovar sua 
habilitação profissional mediante apresentação de certidão específica, emitida por 
Conselho Regional de Contabilidade, na forma a ser regulamentada pelo Conselho 
Federal de Contabilidade\ufffd
2.1.2.2 \u2013 Enquanto não houver regulamentação do item precedente por parte do 
Conselho Federal de Contabilidade, o perito-contador e o perito-contador assistente 
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devem requerer Certidão de Habilitação Profissional no Conselho Regional de Con-
tabilidade com fins específicos de comprovar sua habilitação legal, registro profissio-
nal e regularidade. A certidão deverá ser juntada no processo no primeiro momento 
que o perito-contador ou o perito-contador assistente se manifestarem nos autos.
2.1.2.3 \u2013 A nomeação, a contratação e a escolha do perito-contador, ou a in-
dicação do perito-contador assistente para o exercício da função pericial contábil, 
em processo judicial, devem ser consideradas como distinção e reconhecimento 
da capacidade e honorabilidade do Contador, devendo este escusar ou renunciar 
os serviços sempre que reconhecer não ter competência ou não dispor de estrutu-
ra profissional para desenvolvê-los, contemplada a utilização do serviço de espe-
cialistas de outras áreas, quando parte do objeto da perícia assim o requerer.
2.1.2.4 \u2013 A utilização de serviços de especialistas de outras áreas, quando par-
te do objeto da perícia assim o requerer, não implica presunção de incapacidade 
do perito-contador e do perito-contador assistente, devendo tal fato ser, formal-
mente, relatado no Laudo Pericial Contábil ou no Parecer Pericial Contábil para 
conhecimento do julgador, das partes ou dos contratantes. 
2.1.2.5 \u2013 A indicação ou a contratação para o exercício da atribuição de perito-
contador assistente, em processo extrajudicial, devem ser consideradas como 
distinção e reconhecimento da capacidade e da honorabilidade do Contador, de-
vendo este recusar os serviços sempre que reconhecer não estar capacitado a 
desenvolvê-los, contemplada a utilização de serviços de especialistas de outras 
áreas, quando parte do objeto do seu trabalho assim o requerer.
2.1.2.6 \u2013 A indicação ou a contratação de perito-contador assistente ocorrem 
quando as partes ou contratantes necessitarem comprovar algo que depende de 
conhecimento técnico específico, razão pela qual o contador só deverá aceitar 
o encargo se reconhecer estar capacitado com conhecimento técnico suficiente, 
discernimento e irrestrita independência para a realização do trabalho.
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Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
RESOLUÇÃO CFC Nº 1.050/05
Aprova a NBC P 2.3 \u2013 Impedimento e Suspeição
O Conselho Federal de Contabilidade, no exercício de suas atribuições le-
gais e regimentais,
CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e as suas Inter-
pretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de 
procedimentos técnicos a serem observadas quando da realização de trabalhos;
CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da perí-
cia exigem atualização e aprimoramento das normas endereçadas à sua regência para 
manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo 
ou o processo dessa realização;
CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de trabalhos de institui-
ções com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regula-
res e oficiais está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia Contábil e o Grupo 
de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o 
IBRACON \u2013 Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, atendendo ao dispos-
to no art. 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, que recebeu 
nova redação pela Resolução CFC nº 980, de 24 de outubro de 2003, elaborou a 
NBC P 2.3 \u2013 Impedimento e Suspeição;
CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para o adequado desem-
penho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de 
franca, real e aberta cooperação com o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), o IBRACON \u2013 Instituto dos Auditores Independentes 
do Brasil, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), o Ministério da Educação, 
a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do 
Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados,
RESOLvE:
Art. 1º Aprovar a NBC P 2.3 \u2013 Impedimento e Suspeição.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2006, 
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revogando as disposições em contrário, em especial o item 2.4 \u2013 Impedimento 
da NBC P 2 \u2013 Normas Profissionais do Perito, aprovada pela Resolução CFC 
nº 857, de 21 de outubro de 1999, publicada no DOU em 29 de outubro de 
1999, Seção 1, páginas 46 e 47.
Brasília, 7 de outubro de 2005.
CONTADOR JOSÉ MARTONIO ALvES COELHO 
Presidente
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Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade 
AUDITORIA E PERÍCIA
NBC P 2 \u2013 NORMAS PROFISSIONAIS DO PERITO
NBC P 2.3 \u2013 IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO
2.3.1 \u2013 CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS