UC7   Técnicas de Produção Vegetal
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UC7 Técnicas de Produção Vegetal


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Lavoura jovem e plantas recepadas ou adultas. Presença ou não de 
saia. Área declivosa ou plana.
Custo dos produtos
Devendo-se optar pelos que tenham melhor relação entre custo 
e benefício, relacionando-se eficiência a preços compatíveis à 
situação de uso.
Os herbicidas indicados para a cultura cafeeira são, principalmente, os seguintes:
a) pré-emergência: triazinas (simazine, ametrine, cianazine ou suas combinações), diuron, 
metribuzin, oxifluorfen, azafenidin e sulfentrazone;
b) pós-emergência: glifosatos (sais ou ácidos) ou sulfosato, 2,4-D, paraquat e MSMA, ou suas 
combinações.
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As doses de herbicidas dependem basicamente do tipo de planta daninha e das condições 
físicas do solo. Para produtos de pré-emergência, os solos de textura mais argilosa exigem 
maiores doses dos produtos. Para os herbicidas de pós-emergência, as daninhas perenes 
requerem doses maiores. O uso de adjuvantes ou óleos, juntamente com os herbicidas na 
calda, só é indicado quando os herbicidas já não contêm esses produtos em sua formulação. 
Algumas substâncias usadas para corrigir o pH e bloquear elementos (cátions), como o cálcio, 
contidos na água podem trazer melhorias de eficiência em casos específicos.
3. Pragas e doenças do cafeeiro
As principais pragas do cafeeiro são: bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), broca dos frutos 
(Hypothenemus hampei), cigarra, nematoides, ácaro vermelho e outros. As principais doenças 
são: ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix), cercóspora (Cercospora coffeicola), mancha-de-
Phoma (Phoma costaricensis), ascochyta e mancha aureolada.
Tópico 7: Colheita e Pós-colheita
A desuniformidade de maturação dos frutos é uma das principais dificuldades a serem 
superadas para a realização de uma boa colheita do café. Quantidades excessivas de frutos 
verdes causam prejuízos na classificação por tipo, no peso de grão, no rendimento de colheita, 
no desgaste da planta, na qualidade da bebida e no valor do produto. Recomenda-se iniciar a 
colheita com, no máximo, 20% de frutos verdes.
A colheita do café pode ser realizada de forma manual, semimecanizada e mecanizada:
\u2022 colheita manual: pode ser do tipo seletiva, catando-se a dedo somente os frutos maduros, 
ou do tipo concentrada, derriçando-se todos os frutos de cada ramo no chão, em panos 
ou em peneiras;
\u2022 colheita semimecanizada: utiliza derriçadeiras portáteis ou tracionadas, desprovidas de 
recolhedores; 
\u2022 colheita mecanizada: é feita com máquinas colhedeiras completas automotrizes ou 
tracionadas por trator.
Nas condições brasileiras, as operações de pós-colheita do café compreendem a separação 
das impurezas por vibração ou por imersão em água, a separação dos frutos em diversas fases 
de maturação, a eliminação da casca, resultando em café cereja descascado, a eliminação 
da mucilagem quimicamente, dando o café despolpado, ou mecanicamente, dando o café 
desmucilado, e ainda a secagem direta dos grãos, que produz o café natural ou café de terreiro.
Os processos de preparo do café podem ser agrupados em três sistemas:
\u2022 preparo por via seca: sem eliminação da casca, resultando no café natural;
\u2022 preparo por via úmida: com eliminação da casca e da mucilagem, resultando no café 
despolpado;
\u2022 preparo por via semiúmida: com eliminação da casca, resultando no café cereja descascado. 
Com relação à secagem, ela pode ser feita em terreiros, em secadores ou de forma mista.
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1. Secagem em terreiros
A secagem corresponde à fase complementar a todos os processos de preparo do café, sendo 
que o método de secagem escolhido, com sua estrutura e seu manejo, tem efeito marcante 
nas determinações do índice de qualidade, do nível de classificação e do valor comercial do 
produto. Observe, no quadro a seguir, alguns tipos de terreiro.
Terreiro de chão 
batido
Não é recomendável, pois este tipo de terreiro, além de ter menor 
rendimento de secagem, favorece a ocorrência de sujeiras e 
fermentações indesejáveis, originando um produto de má qualidade. 
Terreiro de piso 
revestido 
Considera-se recomendável por proporcionar uma secagem mais 
eficiente, mais uniforme e com menos riscos de contaminação 
de impurezas e fermentações, garantindo um produto de melhor 
qualidade e com maior rendimento de secagem do que o terreiro 
de chão batido. 
Terreiro de tela 
suspensa 
Atualmente, vem sendo muito recomendado, pois consiste em uma 
estrutura suspensa, que evita o contato do café com o solo, permite 
maior aeração tanto por cima como por baixo, impede o ataque de 
microrganismos e garante um produto com secagem uniforme e 
de melhor qualidade. Além desses benefícios, esse tipo de terreiro 
proporciona maior redução de mão de obra e diminuição do tempo 
de secagem, e é de construção simples, rápida e barata. O uso de 
cobertura com plástico translúcido é aconselhável nas regiões onde 
a colheita coincide com a época das chuvas.
2. Secagem em secadores
Os secadores horizontais rotativos intermitentes, ou pré-secadores, são os secadores 
mecânicos industriais mais conhecidos e utilizados nas propriedades rurais que produzem 
o café conilon e o café despolpado. Esses secadores possuem um cilindro metálico com 
paredes perfuradas, por onde passa um tubo que injeta o ar quente vindo de uma fornalha, 
apresentando movimento rotativo por meio de um sistema de engrenagem. 
Os secadores recebem o café com qualquer 
grau de umidade, mas nunca devem trabalhar 
totalmente cheios, deixando sempre espaço 
para a movimentação do produto. A primeira 
etapa de secagem atinge a meia seca para, 
depois, passar os grãos para outro secador 
vertical ou continuar secando-os no mesmo 
secador horizontal desde que eles estejam 
com umidade uniforme e a temperatura da 
massa do café não ultrapasse os 45 °C. Caso o 
café já tenha sofrido a meia seca no terreiro, 
deve-se carregar normalmente o secador 
horizontal e proceder como se o produto já 
estivesse sido pré-secado no mesmo secador.
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Para utilizar secadores verticais com câmara de repouso, o café precisa ter recebido uma pré-
secagem ou meia seca, seja ela em terreiros revestidos ou suspensos, secadores horizontais ou 
em secador-barcaça. Os secadores verticais são constituídos de um grande depósito metálico, 
tendo na parte superior uma câmara de repouso dos grãos. O café flui para baixo, até a câmara 
de secagem, e depois é levado até a base do elevador, que o carrega novamente para o alto 
até a câmara de repouso, e assim sucessivamente até completar a secagem. Nesse tipo de 
secador, é importante que ele seja carregado totalmente para que não haja perda de calor, 
consequentemente, aumentando o tempo de secagem, com maior consumo de energia e de 
mão de obra. Deve-se controlar a temperatura do ar da fornalha, iniciando com 60 °C, depois 
de cinco horas passando para 70 °C e, finalmente, mantendo em 50 °C até terminar a secagem. 
Os secadores-barcaças de leito fixo são secadores manuais artesanais, podendo ser 
construídos com recursos locais na propriedade, sendo, portanto, de baixo custo. Eles são 
feitos de alvenaria, em uma estrutura retangular, tendo na parte superior a colocação de um 
leito constituído por uma chapa metálica perfurada e, abaixo do fundo, a formação de um 
colchão de ar quente, sendo alimentado por uma fornalha e insuflado por um ventilador. Esses 
secadores podem receber café com qualquer grau de umidade, cuja camada não deva passar 
de 50 cm de altura, com a temperatura não ultrapassando os 50 °C e tendo revolvimento 
manual constante da massa de café. 
Independentemente de qualquer que seja o tipo de secador a ser utilizado, alguns 
procedimentos gerais deverão ser observados, os quais contribuirão para a melhor eficiência, 
tais como:
\u2022 considerar a formação de lotes homogêneos fazendo a secagem