UC7   Técnicas de Produção Vegetal
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UC7 Técnicas de Produção Vegetal


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morfologia de algumas frutas;
\u2022 reconhecer a importância dessas culturas para o país.
Tópico 1: Grãos, Fibras e Oleaginosas
1. Algodão
De todos os segmentos agrícolas do país, a cotonicultura \u2013 cultura do algodão \u2013 se destaca. 
O Brasil é o quinto maior produtor de pluma do mundo, atrás apenas da China, da Índia, dos 
EUA e do Paquistão, e deve produzir, na safra 2014/2015, cerca de 1,5 milhão de toneladas.
Apesar de o algodão ser cultivado em 15 estados, 85% da área plantada dessa cultura está 
concentrada em Mato Grosso e na Bahia. Particularmente, o cultivo do algodão se desenvolve 
em regiões onde a agricultura já está consolidada e em solos com alta fertilidade.
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Fonte: Shutterstock
Com relação à incidência de pragas e doenças, a preocupação é constante. Algumas medidas, 
como o uso do refúgio para o manejo de resistência de insetos, são adotadas para a redução 
dessas pragas ao longo do ciclo da cultura. O controle do bicudo-do-algodoeiro, maior 
causador de prejuízos da cultura, tem sido realizado de forma permanente, seja por meio de 
armadilhas ou de produtos químicos.
Considerando os investimentos necessários para a produção do algodão, os problemas 
econômicos nos mercados interno e externo e a alta rentabilidade da soja fazem com que 
haja desestímulo para o plantio da cultura. 
2. Feijão (em grão) \u2013 primeira safra
A primeira estimativa da área a ser plantada em 2015 foi de 1.797.343 hectares, 2,9% menor 
do que a de 2014, refletindo os baixos preços obtidos pelos produtores nas safras anterio-
res. Já na área a ser colhida, estima-se crescimento de 5,5%, pois, em 2014, muitas lavouras 
da Região Nordeste foram afetadas pela seca. O rendimento médio deve apresentar cresci-
mento de 5,2%, desde que as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento da cultura. 
Em relação à produção do feijão primeira safra para 2015, a previsão é de 1.586.386 tone-
ladas, sendo 11% maior que a safra 2014. O crescimento recuperará, em parte, a perda de 
produção ocorrida em 2014. O maior produtor é o Paraná, com 23,2% da produção nacional.
3. Milho (em grão) \u2013 primeira safra
Os baixos preços praticados durante a safra 2014 e a falta de expectativa de sua recuperação 
durante a safra 2015 devem retrair a estimativa de área plantada em 4,4%, fazendo com que 
o valor seja de 6,1 milhões de hectares. Porém, com a elevação da estimativa de rendimento 
médio em 0,5%, espera-se elevação de 0,3% da produção para 30,8 milhões de toneladas em 
relação ao ano de 2014. Os destaques da produção ficam por conta de Minas Gerais, com 6,2 
milhões de toneladas; do Rio Grande do Sul, com 5,4 milhões de toneladas; e do Paraná, com 
4,6 milhões de toneladas.
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4. Arroz (em casca)
O primeiro prognóstico para a safra 2015 é de uma produção de 12.333.403 toneladas, em 
uma área plantada de 2.368.894 hectares, ou seja, um rendimento aproximado de 5,2 t/
ha. Esses valores são, respectivamente, 1,4%, 0,5% e 0,7% maiores que os da safra anterior. 
Estima-se, também, que o Rio Grande do Sul contribua com 69,9% da produção.
5. Centeio
O centeio é o cereal mais rústico cultivado no Brasil, com adaptação a solos pobres, sendo 
cultivado essencialmente em solos ácidos e degradados. Esse cereal possui baixo valor nutritivo 
em relação aos demais cultivados no país e tem tido redução na área plantio nos últimos anos. 
A cultura perde importância a cada ano e, nesta safra, sofre os mesmos problemas climáticos 
das demais culturas de inverno. No Rio Grande do Sul, a área total semeada é pequena, cerca 
de 500 hectares, e, no Paraná, são cultivados 1,3 mil hectares, sendo estes os únicos estados 
produtores do país.
6. Trigo
A estimativa é de que o país produza, nesta safra, 5,9 milhões de toneladas de trigo, o que 
representa incremento de 6,8% comparativamente à safra 2014. Isso é resultado do aumento 
de área de 23,6%, passando de 2,2 para 2,7 milhões de hectares, enquanto há uma queda de 
13,6% na produtividade, passando de 2.502 para 2.162 kg/ha.
Plantação de canola, uma alternativa para a diversificação de culturas. 
Fonte: Shutterstock
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7. Canola
A canola é uma cultura desenvolvida a partir do melhoramento genético da colza e constitui 
uma das melhores alternativas para a diversificação de culturas de inverno no Sul do 
Brasil. O cultivo de canola contribui para que o trigo semeado no inverno seguinte alcance 
produtividade e qualidade melhores, uma vez que há quebra no ciclo das doenças, o que 
permite reduzir a infestação.
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Comentário do autor
Quais dos produtos que vimos até agora são cultivados na sua região? E, 
além deles, você destacaria algum outro produto cultivado aí, no seu estado? 
Investigue e procure se informar sobre as perspectivas futuras para as safras na 
sua região e compartilhe com os colegas.
Tópico 2: Frutas e Hortaliças
A cada dia que passa, o consumidor está mais consciente de que uma dieta balanceada 
e segura é fator-chave para se manter saudável. Relacionadas a isso estão as frutas e as 
hortaliças frescas, que são naturais e saudáveis, previnem doenças e, além de tudo, são 
saborosas. O frescor e a diversidade de opções e cores atraem o paladar e os olhos \u2013 são 
vários tamanhos, cores, sabores e texturas, em diferentes embalagens, provenientes de 
variadas origens. 
Todos os dias, surgem novas variedades, 
novas embalagens, novas maneiras de 
apresentação, resultado dos esforços para a 
diferenciação de um produto por seus 
produtores e pelas empresas. As frutas e 
hortaliças são, ainda, sinônimos de facilidade 
de preparo e consumo, de sobrevivência 
digna para o pequeno e para o médio 
produtor, de fartura de empregos, de 
alimentação barata, de oportunidade de 
diferenciação no varejo, de sobrevivência do 
pequeno e do médio varejista, de margem 
alta para o varejo e de um número infinito de 
novos e bons negócios.
O Brasil é o terceiro polo mundial de fruticultura, com produção anual de cerca de 40 
milhões de toneladas. A produção de hortaliças gira em torno de 18 milhões de toneladas, 
considerando 32 culturas.
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1. Definição e classificação dos frutos
No sentido genérico, “\u201dfruto\u201d“ é o produto da terra que pode ser 
usufruído pelo homem ou pelos animais (do latim fructus = fruto, 
proveito). O fruto comestível carnoso e adocicado é designado 
como “fruta“.
O fruto é o resultado do amadurecimento do ovário e visa proteger as sementes surgidas após 
a fecundação, além de auxiliar na sua dispersão. Ocorre exclusivamente nas angiospermas 
\u2013 plantas superiores, adaptadas ao ambiente terrestre, dotadas de flores e de frutos. As 
angiospermas representam o maior grupo de espécies de plantas.
A partir da fecundação, inicia-se o desenvolvimento da semente por meio de uma série 
de transformações no saco embrionário e em outros tecidos do óvulo. A parede do ovário 
desenvolve-se em pericarpo, o qual é formado por três camadas: exocarpo (epicarpo), 
mesocarpo e endocarpo. 
SEMENTE
OVÁRIO
EPICARPO
MESOCARPO
ENDOCARPO
Alguns frutos, como a banana e o abacaxi, podem formar-se sem fecundação prévia e, 
portanto, nesse caso, não possuem sementes \u2013 são os chamados frutos partenocárpicos.
Embora existam diferentes métodos para classificar os frutos, o principal critério utilizado é a 
textura ou o grau de firmeza das paredes do pericarpo, o qual pode ser duro, seco, carnoso 
ou macio.
Nos frutos secos, a semente é a parte de maior importância comercial, ao passo que, nos car-
nosos, a polpa pode se desenvolver a partir do ovário ou de outras estruturas, como o recep-
táculo, o tecido carpelar ou as estruturas extraflorais, como as brácteas. Independentemente 
de sua origem, a polpa, em sua maioria, é composta por tecidos parenquimatosos.
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