UC10 Apostila Políticas Públicas Para o Agronegócio
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UC10 Apostila Políticas Públicas Para o Agronegócio


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rural; 
\u2022 IV - proteção do meio ambiente, conservação e recuperação dos recursos naturais; 
\u2022 V - defesa da agropecuária;
\u2022 VI - informação agrícola;
\u2022 VII - produção, comercialização, abastecimento e armazenagem; 
\u2022 VIII - associativismo e cooperativismo;
\u2022 IX - formação profissional e educação rural; 
\u2022 X - investimentos públicos e privados;
\u2022 XI - crédito rural;
\u2022 XII - garantia da atividade agropecuária; 
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\u2022 XIII - seguro agrícola;
\u2022 XIV - tributação e incentivos fiscais;
\u2022 XV - irrigação e drenagem;
\u2022 XVI - habitação rural;
\u2022 XVII - eletrificação rural;
\u2022 XVIII - mecanização agrícola;
\u2022 XIX \u2013 crédito fundiário. 
Plano Plurianual \u2013 PPA
Instrumento destinado a organizar e a viabilizar a ação pública, com vistas a cumprir os 
fundamentos e os objetivos da República. Por meio dele, é declarado o conjunto das políticas 
públicas do governo para um período de quatro anos viabilizando as metas previstas.
Nos próximos tópicos, vamos detalhar as ações mais pertinentes e que têm recebido maior 
atenção do Estado. 
Tópico 3: Políticas de Planejamento Agropecuário
No Brasil, o planejamento das ações nas diversas áreas de atuação governamental, incluindo 
a agropecuária, visa orientar a definição de políticas públicas prioritárias e auxiliar sua 
execução, sendo realizado a partir de diagnósticos e estudos prospectivos. Tem como 
base, principalmente, as leis orçamentárias: o Plano Plurianual \u2013 PPA, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias \u2013 LDO e a Lei Orçamentária Anual \u2013 LOA.
 
Essas três principais leis estabelecem o planejamento orçamentário 
da administração pública definindo em que os recursos governa-
mentais serão investidos e em qual quantidade . No caso do PPA, o 
planejamento é de longo prazo, abrangendo um período de quatro 
anos, enquanto que na LDO e na LOA o planejamento é de um ano.
Complementarmente e em consonância com as referidas leis orçamentárias, o governo 
federal lança, anualmente, o Plano Agrícola e Pecuário e o Plano Safra da Agricultura Familiar, 
respectivamente, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento \u2013 Mapa e 
do Ministério do Desenvolvimento Agrário \u2013 MDA.
Com vigência de julho a junho do ano seguinte, esses dois planos contemplam um conjunto 
de medidas que visam orientar os investimentos na agricultura empresarial e na agricultura 
familiar durante o período referente ao calendário agrícola anual.
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Veja alguns detalhes práticos dos planos:
\u2022 o ano agrícola compreende o período de 1º de julho de cada ano a 30 de junho do ano 
seguinte, sendo, portanto, diferente do ano civil (de janeiro a dezembro);
\u2022 o Plano Agrícola e Pecuário tem sua gestão no Mapa;
\u2022 o Plano Safra da Agricultura Familiar tem sua gestão no MDA.
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Na prática
\u2022 O Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 (ano-safra 2015/2016) tem início no dia 
1º de julho de 2015 e fim no dia 30 de junho de 2016. 
\u2022 O Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016 (ano-safra 2015/2016) tem 
início no dia 1º de julho de 2015 e fim no dia 30 de junho de 2016.
1. Valores 2015/2016
Para a safra 2015/2016, o crédito disponibilizado para financiamento da agricultura empresarial 
no Plano Agrícola e Pecuário foi de R$ 187,7 bilhões. Já para a agricultura familiar, o governo 
anunciou o montante de R$ 28,9 bilhões. Os recursos definidos no Plano Agrícola e Pecuário e no 
Plano Safra da Agricultura Familiar aumentaram cerca de 20% em relação à safra 2014/2015. 
Comparativo dos recursos anunciados para as safras 2014/2015 e 2015/2016 
(agriculturas empresarial e familiar)
Recursos 
(em bilhões de R$) 2014/2015 2015/2016 Variação (%)
PAP 156,1 187,7 20,2
PSAF 24,0 28,9 20,4
Fonte: Plano Agrícola e Pecuário 2015 \u2013 PAP e Plano Safra da Agricultura Familiar 2015 \u2013 PSAF.
O Plano Agrícola e Pecuário e o Plano Safra da Agricultura Familiar contemplam, basicamente, 
os seguintes instrumentos:
\u2022 crédito rural; 
\u2022 zoneamento agrícola; 
\u2022 seguro rural; 
\u2022 comercialização; 
\u2022 programas especiais de fomento setorial.
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Desse modo, os instrumentos apresentados anualmente em ambos os planos proporcionam 
aos produtores rurais conhecimento da disponibilidade de recursos e das condições de acesso 
aos financiamentos da produção futura, como limites de crédito, beneficiários, encargos 
financeiros (juros), prazos de pagamento e demais condições. Assim, os empreendedores 
rurais podem planejar melhor e decidir sobre o que e como produzir.
Tópico 4: Políticas de Crédito Rural
O crédito rural é, sem dúvida alguma, um dos instrumentos mais importantes na política 
agrícola brasileira e que, historicamente, sempre ocupou lugar de destaque nos planos, 
programas e projetos que fomentaram a agropecuária nacional.
Fonte: Shutterstock
Algumas especificidades da produção agropecuária tornam a atividade agropecuária ainda 
mais dependente de capital de giro e de financiamento para investimentos em condições 
compatíveis com o ciclo e o risco da produção. São elas:
\u2022 sazonalidade da produção (períodos de safra e de entressafra); 
\u2022 ocorrência de pragas e doenças; 
\u2022 perecibilidade (tempo de duração) dos produtos; 
\u2022 diferença temporal entre despesas e receitas, concentradas em diferentes épocas do ano.
Considerado o suprimento de recursos financeiros por instituições do Sistema Nacional de 
Crédito Rural (bancos públicos e privados), o crédito rural deve ter sua aplicação exclusiva 
nas finalidades e condições estabelecidas no Manual de Crédito Rural \u2013 MCR. Assim, 
existem regras às quais devem subordinar-se os beneficiários e as instituições financeiras 
que operam no crédito rural.
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Manual de Crédito Rural
Documento oficial que traz as normas aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional \u2013 CMN e 
aquelas divulgadas pelo Banco Central do Brasil referentes ao crédito rural.
Entre os objetivos do crédito rural estão o fortalecimento do setor rural, o favorecimento 
do custeio da produção (oportuno e adequado), o estímulo aos investimentos rurais e a 
comercialização de produtos agropecuários. 
 
O crédito de custeio visa cobrir despesas normais dos ciclos produtivos, 
enquanto o crédito de investimento destina-se a aplicações em bens 
ou serviços cujo uso se estenda por vários períodos de produção.
Já o crédito de comercialização visa cobrir despesas próprias da fase 
posterior à colheita da produção ou converter em dinheiro os títulos 
oriundos de sua venda ou entrega pelos produtores ou suas cooperativas.
Acompanhe alguns exemplos:
\u2022 crédito de custeio (uso no ciclo produtivo): aquisição de sementes para plantio; aquisição 
de fertilizantes para aplicação na cultura;
\u2022 crédito de investimento (uso em mais de um ciclo produtivo): construção, reforma 
ou ampliação de um galpão; instalação de uma cerca; formação ou recuperação de 
uma pastagem; proteção, correção ou recuperação de um solo; aquisição de tratores e 
implementos; 
\u2022 crédito de comercialização: financiamento para a estocagem da colheita.
Entre os beneficiários do crédito rural estão, basicamente, produtores rurais (pessoas físicas 
ou jurídicas) e cooperativas de produtores rurais. Entretanto, pode ainda ser beneficiária do 
crédito rural aquela pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, dedique-
se a uma das seguintes atividades:
a) pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas e de sêmen para 
inseminação artificial e embriões;
b) prestação de serviços mecanizados, de natureza agropecuária, em imóveis rurais, inclusive 
para proteção do solo; 
c) prestação de serviços de inseminação artificial em imóveis rurais, medição de lavouras e 
atividades florestais.
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