Edith Fiore   Já Vivemos Antes
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Edith Fiore Já Vivemos Antes


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Dr.ª EDITH FIORE 
JÁ VIVEMOS ANTES 
PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA 
Título original: You have been here before 
Tradução de Maria Luísa Ferreira da Costa 
Capa: estúdios P. E. A. 
© 1978, by Edith Fiore 
Publicado por acordo com Scott Meredith Literary Agency, Inc., 
845 Third Avenue, New York, 10 022 
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crítica do livro. Esta excepção não deve de modo nenhum ser interpretada como sendo 
extensiva à transcrição de textos em recolhas antológicas ou similares donde resulte 
prejuízo para o interesse pela obra. Os transgressores são passíveis de procedimento 
judicial 
Editor: Francisco Lyon de Castro 
Edição n.º 32 022/2829 
Execução técnica 
Tipografia Camões 
Póvoa de Varzim 
ÍNDICE 
Pág. 
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................6 
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................7 
CAPÍTULO I - «FECHE OS OLHOS E ...»......................................................................................11 
CAPÍTULO II - «ALGUÉM COM UMA MOCA» ..........................................................................14 
CAPÍTULO III - «SOU UM HOMEM E USO UMA PELE» ..........................................................28 
CAPÍTULO IV - «SEI O QUE ESTA ATRÁS DAQUELA PORTA!» ...........................................33 
CAPÍTULO V - «NO BARCO, TODOS ESTÃO ESFOMEADOS» ...............................................46 
CAPÍTULO VI - «NÃO HÁ SEXO PARA UMA PESSOA COMO EU» .......................................52 
CAPÍTULO VII - «MEDO, MEDO E UM ... TERROR!» ...............................................................77 
CAPÍTULO VIII - «APENAS A OUVIR ... A OBSERVAR» .........................................................82 
CAPÍTULO IX - «CHAMAM-LHE BEIJAR!»................................................................................91 
CAPÍTULO X - «CUSTOU-ME A VIDA!» .....................................................................................97 
CAPÍTULO XI - «ESTOU ... A FLUTUAR» .................................................................................109 
CAPÍTULO XII - «VIVEMOS MUITAS VIDAS» ........................................................................121 
Para os meus doentes e indi­
víduos que se prestaram a
experiências, cuja coragem 
tornou possível este trabalho. 
AGRADECIMENTOS 
Estou muito grata ao meu querido amigo e colega, hipnoterapeuta, Dr. Edgar Barnett, de Kingston, 
Ontário, que certamente me transmitiu uma forte e velada sugestão hipnótica em Outubro passado, quando 
me disse: «Edee, devias escrever um livro sobre o teu trabalho \u2014 o mundo precisa dele.» 
Aqui está o livro. 
É impossível enumerar todas as pessoas que, de modos diferentes, me ajudaram neste projecto. 
Tenho uma enorme dívida de gratidão para com os meus doentes e para com aqueles indivíduos que 
vieram ter comigo, para uma sessão de regressão sobre a vida anterior. Sem eles o livro não teria existido! 
Eles também me ensinaram. O meu marido, Greg, encorajou-me desde que, pela primeira vez, falei em 
escrever este livro. Deu-me apoio emocional durante todo o trabalho. Passou muitas horas a ouvir-me ler 
cada capítulo, à medida que ia avançando, e fez-me sugestões inestimáveis. Agradeço à minha filha Leslie, 
por ter sido tão compreensiva c paciente durante os últimos sete meses, quando estive tão ocupada a 
escrever que pouco tempo livre tinha. Caren McNally passou muitos fins-de-semana e mesmo férias, para 
além das suas horas de trabalho normais, dactilografando o manuscrito. Foi sempre uma ouvinte paciente, 
quando precisei de um auditório para as ideias. O seu firme encorajamento e entusiasmo inabalável foram 
um grande apoio. Sperman Grant, o meu professor de redacção, ajudou-me imenso. O seu saber, 
objectividade e experiência, guiaram-me e eu espero ter conseguido apresentar o meu trabalho diário de 
uma forma interessante para o leitor. 
Apresento este livro esperando que ele seja merecedor da confiança, do auxílio e do esforço de todos 
aqueles que mencionei. 
INTRODUÇÃO 
Não escrevi este livro para defender nem para atacar a reencarnação. Nem tão-pouco desejo resolver 
a questão da imortalidade da alma. Não advogo um determinado método de terapia como o único ou como 
o melhor. Quero partilhar convosco alguns dramas humanos que se desenrolaram durante dois anos 
incríveis da minha actividade clínica \u2014 dramas de pessoas, cujas vidas actuais estavam diminuídas de um 
modo ou de outro, devido a acontecimentos trágicos ocorridos nas suas vidas anteriores. Estas pessoas 
foram os meus doentes e homens e mulheres que procuraram especificamente experimentar regressões às 
vidas passadas. O avanço que conseguiram e a liberdade que encontraram foram resultado da sua 
indomável coragem em enfrentar, uma vez mais, aqueles traumas, de vidas já passadas. 
Já Vivemos antes é uma expressão dos meus interesses, da minha personalidade e da minha 
formação. Para avaliação do material que forma a maior parte deste livro deve ser útil uma panorâmica 
sobre certas áreas da minha própria vida. 
Já que o conceito da reencarnação tem sido um princípio básico, de muitas das religiões mais 
importantes do mundo, creio que o meu passado religioso é relevante. Fui criada frequentando várias 
igrejas protestantes, desde a holandesa reformada ate à episcopaliana. A minha família sempre viveu no 
campo e frequentávamos a igreja que ficasse mais próxima das nossas quintas. Não me lembro de alguma 
vez me terem ensinado ou de me terem falado na possibilidade de viver mais de uma vida à superfície da 
Terra. De facto, na minha educação, era posta em destaque esta vida como sendo a única. Os meus pais 
são serenamente religiosos e acreditam na reencarnação, mas só recentemente me mencionaram essa sua 
crença. Em criança fui profundamente religiosa e tinha uma fé inquestionável em Deus, mas modifiquei 
radicalmente as minhas convicções durante o meu primeiro ano no Colégio de Mount Holyoke, onde, pela 
primeira vez, conheci o agnosticismo. 
Coadunava-se com a minha inclinação científica e mantive-me agnóstica, até que comecei a 
contactar com vidas anteriores, através das regressões dos meus doentes. Desde essa altura que tenho 
vindo a modificar gradualmente a maior parte dos meus pontos de vista religiosos e filosóficos. Neste 
momento não sou cegamente crente nem descrente na reencarnação. Contudo, de dia para dia, à medida 
que vejo maior número de doentes e indivíduos que exploram as vidas anteriores, sinto-me cada vez mais 
convencida de que estas vidas não são meras fantasias. 
A minha formação profissional e a minha educação no campo da psicologia foram convencionais, 
dando grande realce ao método científico. Nem uma única vez, durante os nove anos que estudei psicologia 
\u2014 tanto em faculdades (Mount Holyoke College e Goucher College) como em universidades (Universidade 
de Maryland e Universidade de Miami) \u2014, se usou o conceito ou mesmo a palavra reencarnação. 
Tratávamos exclusivamente daquilo que podia ser observado. 
Durante esses nove anos senti uma grande atracção pelos trabalhos de Freud, apesar de eles não 
serem muito apreciados pelos meus professores. Não conseguia perder a convicção profunda de que a 
maneira de ajudar as pessoas era trazer à luz motivações profundamente escondidas no labirinto dos seus