Edith Fiore   Já Vivemos Antes
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Edith Fiore Já Vivemos Antes


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é esse acto para si? 
P. \u2014 Não é nada. 
Dr.ª F. \u2014 Com que frequência isso acontece? 
P. \u2014 Todas as noites ... até ... até eu ficar com um bebé e depois ... só após ... ele ter nascido. Posso 
... posso fazer aquilo. 
Dr.ª F. \u2014 Pode fazer aquilo? 
P. \u2014 Hum-humm. 
Dr.ª F. \u2014 Porque quer ter bebés? 
P. \u2014Sim. 
Dr.ª F. \u2014 Sente algum prazer? 
P. \u2014 Não! [Resmungando.] 
Dr.ª F. \u2014 E as outras mulheres da sua tribo? Falam a respeito do que sentem ao fazer isso? 
P. \u2014 Algumas gostam. Algumas têm ... têm homens bons e contam-me coisas nas quais eu consigo
acreditar. 
Dr.ª F. \u2014 O quê, por exemplo? 
P. \u2014 Que isso ... lhes dá prazer, sensações de ... como ... como o sol, só prazer. Eu ... eu não sei. 
Dr.ª F. \u2014 Agora gostaria que o seu subconsciente a levasse até ao próximo acontecimento 
significativo, após a contagem até cinco. Um ... dois ... três ... quatro ... cinco. 
P. [A sua cara ilumina-se com um sorriso.] \u2014 Estou ... estou com uma criança. Vou ... ter um bebé. 
Dr.ª F. \u2014 Como se sente, a respeito disso? 
P. \u2014 Ohh ... bem. 
Dr.ª F. \u2014E o seu homem ainda vem ter consigo, todas as noites? 
P. \u2014Não. 
Dr.ª F. \u2014É esse o costume do seu povo? 
P. \u2014 É, a não ser que a mulher ainda queira ... e eu não quero. 
Dr.ª F. \u2014 Como reage ele ao seu não? 
P. \u2014 Não se importa. [Franzindo a cara de novo.] Ele ... é como uma pedra. Ele não ... não se 
importa ... não tem ... ele não tem sol ... não tem sol interior ... ele é ... é ... é como ... como uma pedra. 
Dr.ª F. \u2014 Agora gostaria que avançasse, mais ou menos, cinco anos. Vá até um acontecimento 
significativo, após a contagem até cinco. Um ... dois ... três ... quatro ... cinco. 
P. \u2014 Ali está o meu rapaz. [Com uma voz cheia de orgulho.] Ele trouxe-me muita felicidade. Não 
estou ... já não me sinto totalmente envergonhada. [Agora a voz era mais doce.] Será ... ele será um bom 
guerreiro. Os homens ... os outros homens já 
o treinam. Ele é ... ele já matou um ... macaco, um macaco grande e ele ainda é novo. [O seu orgulho 
materno era muito evidente.] 
Dr.ª F. \u2014 Então, sente-se orgulhosa? 
P. \u2014 Oh, sim. Ele ... vai ser muito bom. 
Dr.ª F. \u2014 Qual é o nome do seu filho?
P. \u2014 Shittu. 
Dr.ª F. \u2014 Qual é o seu nome? 
P. \u2014 Zawn. 
Dr.ª F. \u2014 Sabe qual é o país onde vive? Qual é o nome do lugar onde vive? 
P. \u2014 Eu ... ouvi uns barcos ... barqueiros a falar. Disseram que era ... o Lugar Escuro ... grande ... 
não sei. 
Dr.ª F. \u2014Bom. Gostaria que avançasse até ao último dia da sua vida, após a contagem até cinco, 
mantendo-se calma e relaxada. Um ... dois ... três ... quatro ... cinco. 
P. \u2014Hum ... o meu filho está aqui a olhar para mim. Está de pé, por cima de mim. [A voz é mais 
fraca.] Sinto um grande orgulho nele. Não me importo de partir. 
Dr.ª F. \u2014 Qual é a expressão dele? 
P. \u2014 Hum ... mágoa. 
Dr.ª F. \u2014 O seu homem também está aqui? 
P. \u2014 Hmm ... não. Ele ... ele não está aqui. 
Dr.ª F. \u2014 Onde está ele? 
P. \u2014 Ele ... está morto. 
Dr.ª F. \u2014 Tem mais filhos? 
P. \u2014 Não. 
Dr.ª F. \u2014 É velha? 
P. \u2014 Sim. 
Dr.ª F. \u2014 Como sabe que vai partir? 
P. \u2014 Oh ... sinto o ... disseram-me que estou muito doente e que em breve partirei e eu sinto-me 
muito fraca. 
Dr.ª F. \u2014 Qual é a sua doença? 
P. \u2014 Estou apenas ... velha. 
Dr.ª F. \u2014 Que supõe que lhe acontecerá depois de morrer, depois de partir? Quais são as suas 
crenças? 
P. \u2014 O meu sol interior ... sai do meu corpo e eu misturo-me com o outro ... os outros que já partiram.
É ... se a sua vida estava em paz, assim estará o seu sol. 
Dr.ª F. \u2014 Sente que a sua vida estava em paz? 
P. \u2014 Sim, tive o meu rapaz. [Sorrindo.] É o meu orgulho. 
Dr.ª F. \u2014 Acha que o seu sol volta, noutro corpo, noutra época? 
P. \u2014 Eu ... não ... sei. 
Dr.ª F. \u2014 Agora gostaria que fosse até ao preciso momento da sua morte e que me contasse o que 
se passa, o que faz e o que faz o seu filho. 
P. \u2014 Ele põe cinzas no meu corpo e entoa cânticos. 
Dr.ª F. \u2014 Está mais alguém consigo?
P. \u2014 Estão algumas pessoas. 
Dr.ª F. \u2014 Já partiu? O seu sol interior já partiu? 
P. \u2014 Hum ... não. 
Dr.ª F. \u2014 Que sente?
P. \u2014 Parece que não estou no meu corpo. Não estou ... onde deveria estar. 
Dr.ª F. \u2014Fale-me mais disso. 
P. \u2014 Sinto-me no meio ... Já não faço parte da vida. Não faço parte de outra existência, sou ... e, ao 
mesmo tempo, não sou. 
Dr.ª F. \u2014 Está só? 
P. \u2014 Sinto-me só. [A sua cara apresenta uma expressão calma.] 
Dr.ª F. \u2014 Quando olha para trás, para a sua vida, sabe onde e em que época ela decorreu? 
P. \u2014 Foi em África ... não posso dizer quando. 
Dr.ª F. \u2014 Parece-lhe que essa vida foi recente ou longínqua? 
P. \u2014 Parece-me recente. Sinto-me perto. 
Dr.ª F. \u2014 Pode descrever-me qual era a sua aparência, quando era jovem? Qual era a cor da sua 
pele, como era o seu cabelo, a sua estatura e tudo mais? 
P. \u2014Era muito negra ... mais escura que quase todos os 
outros. O meu cabelo era liso; era ... um cabelo liso e áspero. 
Dr.ª F. \u2014 Qual era o comprimento dele? Como o usava? 
P. \u2014 Usava-o pelos ombros. Pegava num pau e fazia uma risca ... fazia esta linha de pele e penteava 
o cabelo a direito, para baixo. 
Dr.ª F. \u2014 No corpo usava algum adorno? 
P. \u2014 Usava ... cascas, nozes, dentes e garras. 
Dr.ª F. \u2014Usava-as à volta do pescoço?
P. \u2014 Sim. 
Dr.ª F. \u2014Tinha outros ornamentos ou fazia alguma coisa ao seu corpo, para o ornamentar?
P. \u2014 Tinha ... um buraco na orelha e usava um ... um osso de macaco na orelha, para mostrar o meu 
orgulho no meu filho, quando ele era pequeno. 
Dr.ª F. \u2014 Era o osso do seu primeiro macaco? 
P. \u2014 Sim. 
Pedi a Patricia que regressasse ao presente e voltasse a ser ela mesma \u2014 depois libertei-a do 
transe. Ela disse: «Esta regressão foi a mais viva de todas e pareceu-me muito recente.» Perguntei. «O seu 
homem era alguém que conheça nesta vida?» «Sim», disse ela. «Tive sempre a sensação de que era 
Mark.» 
Depois de se levantar para sair, voltou-se e comentou: «Espero que acabemos em breve com o 
nosso trabalho», e acrescentou sorrindo: «O que acabei de sentir explica-me muitas coisas. Esta semana 
ainda adormeci muitas vezes \u2014 mais do que gostaria. Pergunto a mim mesma se esta regressão não virá a 
melhorar as minhas relações com Mark.» 
Logo que a porta atrás de si se fechou sentei-me e, mentalmente, contactei de novo com todas as 
facetas que Patricia encontrara, no espaço de alguns meses: a altiva Alena, a princesa de Kauai; a pobre 
Kim, que se odiava tanto que se lançou para a morte; a Tia, gorda e com medo de sofrer; a solitária Meteus, 
que tão brutalmente fora violada; a pequena Becky, de quem tinham abusado igualmente; e agora Zawn, 
cuja única alegria era o seu filho. Que gama fascinante de personagens \u2014 todas tão diferentes umas das 
outras, e cada uma com uma contribuição tão substancial para o notável problema inicial de Patricia. Dados 
os enormes progressos feitos até agora, possivelmente não haveria mais \u2014 pelo menos muitos mais. Ou 
haveria? 
Durante a sessão seguinte, sob hipnose, chegámos à conclusão de que não havia mais vidas com 
interferência nos problemas sexuais de Patricia! Na verdade, quase já não havia problemas, neste aspecto. 
O relato das suas relações amorosas era brilhante. Todas as semanas esperava vê-la chegar com a boa 
notícia, dizendo que tinha atingido o clímace. Mas como ainda não o atingira, e baseada na sua descrição 
do modo como faziam amor, senti que eles precisavam apenas de desenvolver um método ligeiramente 
diferente de técnica sexual. Pedi-lhes que viessem juntos. 
Na semana seguinte discutimos os progressos que tinham feito. Mark observou que já tinham um 
relacionamento caloroso, harmonioso e íntimo. Gostavam realmente de fazer muitas coisas juntos. As 
discussões pertenciam praticamente ao passado. Agora ele sentia dificuldade em descobrir quando esta­
vam para começar os períodos menstruais de Patricia \u2014 o que,