Edith Fiore   Já Vivemos Antes
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Edith Fiore Já Vivemos Antes


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... acumulam-se e 
... e afastam-se. 
Dr.ª F. \u2014 A que distância se encontra dos respiradouros? 
A. \u2014 Afastada, mas estão a juntar-se contra mim. 
Dr.ª F. \u2014 Que fazem as pessoas, além de se deslocarem? Dizem alguma coisa? 
A. \u2014 As pessoas gritam e berram. 
Dr.ª F. \u2014 Que dizem, quando gritam e berram? 
A. \u2014 Não sei.
Dr.ª F. \u2014 Preste atenção e ouça. Vou contar até três; ouça o que eles dizem. Um ... dois ... três. 
A. [Silêncio.] 
Dr.ª F. \u2014 Que dizem eles? 
A. [Silêncio.] 
Dr.ª F. \u2014 Que lhe vem à cabeça? 
A. \u2014«0h, não! », dizem as pessoas. E ... e «Meu Deus! », dizem outras. 
Dr.ª F. \u2014 Que faz? Que está você a fazer? 
A. \u2014 Eu não ... não sei. Isso não consigo sentir. 
Dr.ª F. \u2014 De que se apercebe? Que se está a passar agora? 
A. \u2014 Eu escorreguei e caí. 
Dr.ª F. \u2014 Como aconteceu isso? 
A. \u2014 Sinto-me esquisita. 
Dr.ª F. \u2014 Fale-me disso. Diga-me como se sentia, um pouco antes de escorregar e cair. Que está a 
sentir? No que está a pensar? 
A. \u2014 Estou aterrorizada. 
Dr.ª F. \u2014 Que se está a passar? 
A. \u2014 Uma amálgama de corpos ... e excrementos. 
Dr.ª F. \u2014 Onde se encontra? 
A. \u2014 Não sei. 
Dr.ª F. \u2014 Tente aperceber-se do que se está a passar consigo. Onde sente que se encontra, nessa 
amálgama de corpos? 
A. \u2014 Sinto que estou a ver isto de cima para baixo. Agora apenas me sinto confusa. 
Dr.ª F. \u2014 Consegue ver? 
A. \u2014 Sim. 
Por vezes, os doentes choram após a sua morte, quando ao olhar para baixo vêem os seus parentes 
a sofrer. A tristeza é sempre pelos outros e nunca pela pessoa que foram \u2014 por mais traumatizante que 
tenha sido a sua morte. Por vezes ficam momentaneamente preocupados, quando olham para baixo e vêem
o seu corpo; no entanto, alguns segundos depois, exprimem alívio. É como se a libertação da agonia e a 
alegria e êxtase que experimentam se sobrepusessem ao sofrimento passado. Para muitos, a morte é mais 
um suave deslizar para um estado diferente \u2014 e melhor. 
Quase todas as pessoas que experimentam a morte, sob hipnose, usam a palavra «flutuar», para 
descrever a sensação corporal que segue imediatamente a morte. Sentem-se subir no ar e observam a 
cena, lá em baixo. Dizem ouvir grandes ruídos \u2014 campainhas, zumbidos, música celestial. Alguns têm a 
sensação de entrar num túnel, com uma luz na outra extremidade. 
Quase todos os doentes dizem encontrar-se sós, no estado espiritual imediatamente após a morte. 
Depois da sensação de flutuação, na maior parte dos casos, alguns segundos depois, é sentida a presença 
de guias espirituais ou de um «anjo da guarda». Muitos apercebem-se deles como uma luz brilhante \u2014 uma 
luz com uma essência benigna e carinhosa \u2014 que está ali para os ajudar. Por vezes a transição é auxiliada 
por entidades mais definidas. A pessoa é frequentemente saudada por parentes ou amigos mortos e, num 
caso a que assisti, por um cão fiel que anos atrás a pessoa possuíra. Muitas vezes isto provoca uma 
reacção emocional, expressa em lágrimas de alegria. 
Roger, que você encontrou no capítulo décimo, morreu durante o torneio. 
R. \u2014 Bom, um ... um calor espalhou-se pelo meu sistema circulatório ... por todo o meu corpo ... vi 
uma luz branca e parti a flutuar. 
Dr.ª F. \u2014 Que significa isso para si? 
R. [Risada curta.] \u2014 Bom, significa que morri. 
Dr.ª F. \u2014 Que se passa agora? 
R. \u2014 Alívio ... uma sensação de calor por todo o corpo e a libertação do meu corpo. 
Dr.ª F. \u2014 Que vê? 
R. [Sorrindo.] \u2014 Bom, vejo toda aquela zona. Consigo ver tudo. 
Roger descreveu outra morte, por esfaqueamento, durante uma discussão à mesa de jogo. 
R. \u2014 Já estou morto. Mas ... foquei um feixe de luz ... e logo me senti muito feliz, é estranho ... 
expansão e libertação ... voei para cima ... para a luz. 
Dr.ª F. \u2014 Fale-me mais acerca disso. Nessa altura tinha consciência do seu corpo? 
R. \u2014 Flutuei para fora. do meu corpo, quase instantaneamente. 
Dr.ª F. \u2014 Sentiu alguma coisa quando foi esfaqueado? 
R. \u2014 Senti uma dor aguda nas costas ... rasgando. 
Dr.ª F. \u2014 E a seguir? 
R. \u2014 A luz. 
Dr.ª F. \u2014 Fale-me mais da luz. Como era? 
R. \u2014 Era uma explosão de luz que ... caiu sobre mim ... e não me deixava ver ... não me deixava ver 
mais nada, excepto a própria luz. A princípio era pequena, depois expandiu-se muito rapidamente. Senti-me 
subir a flutuar e expandi-me na luz. 
Dr.ª F. \u2014 Teve mais alguma sensação além da luz? 
R. \u2014 Calor. 
Dr.ª F. \u2014 Calor em que sentido? 
R. \u2014 É quente ... fisicamente quente. 
Dr.ª F. \u2014 Tem qualquer outra sensação a esse respeito? 
R. \u2014 É amiga ... é boa. 
Dr.ª F. \u2014 Está alguém ou alguma coisa, aí, consigo?
R. \u2014 Amigos de família ... à minha espera. 
Uma jovem fazia tratamento, devido a graves dores de cabeça. Durante uma regressão a uma vida 
passada viveu os acontecimentos principais de uma vida como aristocrata, durante a Revolução Francesa. 
Com dezasseis anos de idade, foi capturada pelos soldados quando fugia, à noite, com a sua ama. Os seus 
pais já tinham sido presos no dia anterior. Descreveu a cena na guilhotina: 
C. \u2014 Estou a ajoelhar-me. 
Dr.ª F. \u2014 Está alguém consigo?
C. \u2014 Os soldados. 
Dr.ª F. \u2014 Conte-me o que se passa agora. 
C. [Respirando com dificuldade.] 
Dr.ª F. \u2014 Quais são os seus últimos pensamentos? 
C. \u2014 Penso em como eu era feliz ... como desejo viver ... casar e ter filhos. [De repente, faz um gesto 
violento com a cabeça.] 
Dr.ª F. \u2014 Onde está a sua cabeça? E o seu corpo? 
C. \u2014 Estão separados. [Parecendo surpreendida.] 
Dr.ª F. \u2014 Que aconteceu quando a lâmina bateu no seu pescoço? 
C. \u2014 Terrivelmente doloroso. 
Dr.ª F. \u2014E agora, que se passa? 
C. [Longo silêncio.] \u2014 Já não me sinto triste ... sinto-me feliz. 
Dr.ª F. \u2014 Ainda está no seu corpo? 
C. \u2014 Não. 
Dr.ª F. \u2014 Encontra-se sozinha, na forma de espírito?
C. \u2014 Não, apareceram os meus guias. [A sua expressão suaviza-se.] 
Dr.ª F. \u2014 Que lhe dizem eles? Que lhe comunicam? 
C. \u2014 Vieram para me levarem para casa. 
Dr.ª F. \u2014 Quantos são? 
C. \u2014 Cinco. 
Dr.ª F. \u2014 São-lhe familiares? 
C. \u2014 Sim, claro. 
Dr.ª F. \u2014 Porquê? 
C. \u2014 Porque são os meus guias. Estão sempre ali, quando eu venho para casa.
Dr.ª F. \u2014 São sempre os mesmos? 
Dr.ª F. \u2014Está aí mais alguém? Outros espíritos, além dos seus guias, que você reconheça?
C. \u2014 Sim, os meus pais. 
Dr.ª F. \u2014 Comunicam consigo? 
C. \u2014 Sim. Fazem-me saber que já não sentem dores. 
Margaret, uma mulher com cerca de cinquenta e cinco anos, sofria há muito tempo de uma fobia das 
alturas. Mesmo em criança, tivera pesadelos frequentes, nos quais caía, mas acordava sempre antes de 
atingir o solo. O marido sugerira-lhe recentemente uma viagem à Europa. A sua reacção foi o pânico e o 
desespero. Como gostaria de ir. Mas voar estava fora de questão! Esperávamos resolver o problema a 
tempo, antes do início das férias do seu marido, dali a alguns meses. 
Este problema era particularmente intrigante, porque, enquanto trabalhávamos noutro sintoma, 
descobrimos por acaso que numa vida anterior ela também sofrera da fobia das alturas. (Não é raro 
encontrar sintoma transportado por várias vidas anteriores.) 
Após uma bastante forte resistência à regressão, ela viu-se num dirigível, no princípio do século. Era 
um jovem holandês, Hans, que trabalhava como navegador, numa nave aérea militar experimental. Uma 
grande turbulência forçou o dirigível a sair do seu curso e levou-o para o oceano. Um relâmpago atingiu-o. 
As chamas irromperam e ele partiu-se em dois. Aterrorizado, Hans viu o capitão e os outros membros da 
equipagem serem cuspidos, quando o aparelho começou a perder altura. Agarrado a um anel de metal, 
disse: 
M. \u2014 Estou agarrado à estrutura ... 
Dr.ª F. \u2014 Como se sente? 
M. \u2014 Aterrorizado. [O seu rosto está contorcido.] 
Dr.ª F. \u2014 Conte-me o que se passa neste momento. 
M. \u2014 A minha mão soltou-se ... e deixo-me ir. 
Dr.ª F. \u2014 Como se sente nessa