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Nacional de 
Conservação da Flora. Disponível em <www.cncflora.
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do estrato arbóreo de Floresta Atlântica interiorana em 
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Queiroz, L.P.; Silva, J.M.C.D. (eds). Plantas raras do 
Brasil. Belo Horizonte: Conservação Internacional-
Universidade Estadual de Feira de Santana, 496 p.
Philodendron cipoense | Categoria: EN (foto: D.Zappi/RBG, Kew)
ARALIACEAE
Pedro Fiaschi, Rodrigo Amaro, Eduardo Fernandez, Thiago Serrano
Formada sobretudo por arbustos e árvores, de distribuição cosmopolita, a família concentra-se nos trópicos 
e inclui aproximadamente 40 gêneros e 1.500 espécies (Souza & Lorenzi, 2008). No Brasil, Araliaceae está 
representada por cinco gêneros e 93 espécies nativas, com 56 endêmicas (Fiaschi, 2014). As espécies brasileiras 
distribuem-se principalmente em áreas montanhosas ao longo da Mata Atlântica. No Cerrado ocorrem três 
dos gêneros, abrangendo 20 espécies e uma variedade (Fiaschi, 2014). Dessas, quatro espécies foram conside-
radas raras, todas do mesmo gênero (Schefflera) e categorizadas como ameaçadas de acordo com os critérios 
da IUCN (2014), tendo presença restrita em áreas dos estados de Minas Gerais (Cadeia do Espinhaço e Serra 
da Canastra) e Mato Grosso (Chapada dos Guimarães). Apesar de protegidas por Unidades de Conservação, 
são ameaçadas pelo fogo, turismo, invasão de espécies exóticas e atividades econômicas, como agricultura, 
pecuária e crescimento urbano e industrial.
Schefflera botumirimensis Fiaschi & Pirani
Risco de extinção: CR B1ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 24-03-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie arbustiva, endêmica do estado de Mi-
nas Gerais (Fiaschi 2009; 2013), com ocorrência restrita 
à região da Serra da Canastra (Fiaschi, 2009), próximo 
ao município de Botumirim (CNCFlora, 2013). Apre-
senta EOO menor que 100 km² e está sujeita a apenas 
uma situação de ameaça. Baseado nos registros de coleta 
da espécie estima-se que existam apenas duas subpopula-
ções na região da Serra da Canastra, que habitam áreas de 
Campos Rupestres (Fiaschi, 2009). A área de ocorrência 
da espécie sofre com as atividades agropecuárias e o au-
mento da frequência de incêndios utilizados no manu-
seio do solo (MMA/ICMBio, 2005; IBGE, 2013), o que 
resulta no contínuo declínio de EOO, AOO e qualidade 
do hábitat. Devido a ocorrência restrita e pontual a Serra 
da Canastra, área não protegida legalmente, o combate 
e monitoramento das ameaças incidentes são essenciais 
para a manutenção da espécie na natureza.
Schefflera cephalantha (Harms) Frodin
Risco de extinção: CR B2ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 24-03-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie endêmica da Chapada dos Guima-
rães, no estado do Mato Grosso (Fiaschi, 2009), de ocor-
rência restrita ao bioma Cerrado, onde se desenvolve em 
Matas de Galeria (Fiaschi, 2013). Possui AOO menor que 
10 km² e está sujeita a uma situação de ameaça. Suspeita-
66 | Livro vermelho da flora do Brasil \u2013 Plantas raras do Cerrado
-se que a espécie sofra com a perda da qualidade do hábi-
tat e o declínio da EOO e AOO, em função das ameaças 
incidentes a sua área de distribuição, como o aumento da 
ocorrência de queimadas, o crescimento urbano, o tu-
rismo e a invasão de espécies exóticas (como Pinus sp. 
e braquiária) (MMA/ICMBio, 2009). Investimentos em 
pesquisa e expedições para a área de ocorrência da espé-
cie são necessários na tentativa de descoberta de novas 
subpopulações, como também a elaboração de planos de 
ação para a garantia da manutenção da espécie na natu-
reza.
Schefflera fruticosa Fiaschi & Pirani
Risco de extinção: EN A4cd;B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,
ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 24-03-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Arbusto de ocorrência restrita aos Campos 
Rupestres da porção sul da Cadeia do Espinhaço (Serra 
do Cipó), no estado de Minas Gerais (Fiaschi & Pirani, 
2005; 2008; Fiaschi, 2009; 2013). Possui EOO menor que 
5000 km², AOO inferior a 500 km² e está sujeita a menos 
de cinco situações de ameaça considerando suas localida-
des de ocorrência. Suspeita-se que a espécie sofra com a 
perda da qualidade do hábitat e o declínio contínuo da 
EOO e AOO, em decorrência de ameaças como o tu-
rismo, o crescimento urbano (Oliveira, 2002), a pecuária 
e a mineração (Vasconcelos et al., 2008). É encontrada 
nos limites do Parque Nacional da Serra do Cipó e seu 
entorno, assim, estima-se que suas subpopulações presen-
tes nos arredores do Parque tenham sofrido redução na 
última década. Caso essas ameaças não sejam controladas, 
é possível a elevação do risco de extinção da espécie em 
um futuro próximo. Dessa maneira, novos estudos são 
necessários, a fim de elevar o conhecimento sobre o tá-
xon e aumentar seu esforço amostral.
Schefflera lucumoides (Decne. & Planch. ex 
Marchal) Frodin & Fiaschi
Risco de extinção: EN B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 24-03-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie arbustiva de ocorrência restrita ao 
Cerrado, onde se desenvolve em Campos Rupestres e 
Cangas hematíticas (Fiaschi & Pirani, 2008; 2013). En-
dêmica do estado de Minas Gerais (Fiaschi, 2013), en-
contra-se restrita a uma serra da Cadeia do Espinhaço, 
tendo distribuição naturalmente fragmentada nos topos 
de serra da região, entre 1.200 m e 1.400 m de altitude 
(Fiaschi & Pirani, 2008). Possui EOO menor que 5.000 
km², AOO inferior a 500 km² e está sujeita a menos de 
cinco situações de ameaça considerando as localidades 
de coleta. Suspeita-se que a espécie sofra com a perda 
da qualidade do hábitat e o declínio contínuo da EOO 
e AOO, em consequência de sua ocorrência em regiões 
do Quadrilátero Ferrífero (Fiaschi & Pirani, 2008), onde 
há atividades intensas de mineração (Carmo, 2010). A 
invasão de espécies exóticas e o desenvolvimento da 
infraestrutura de transporte (estradas e malha ferroviá-
ria) também são ameaças