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(Nakajima et al., 
2009; Mondin et al., 2013). Encontra-se ameaçada pela 
constante expansão das atividades agrícolas do município 
de Alto Paraíso de Goiás, as quais têm grande importân-
cia na região (Souza & Felfili, 2006). Além disso, junto 
com a pecuária, acarreta a invasão de gramíneas exóticas 
e modifica a paisagem natural (Souza & Felfili, 2006), o 
que leva ao aumento na frequência de queimadas (Fie-
dler et al., 2006) e à consequente perda da qualidade do 
hábitat. O turismo na Chapada dos Veadeiros carece de 
infraestrutura básica nos municípios de entorno (MMA/
ICMBio, 2009), o que potencializa os impactos ambien-
tais e também configura uma ameaça à espécie.
Chrysolaena dusenii (Malme) Dematt.
Risco de extinção: EN B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 20-03-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie endêmica do Brasil, é encontrada 
nos estados de São Paulo (município de Itararé) e no es-
tado do Paraná (Nakajima et al., 2009; Dematteis, 2013) 
(EOO estimada em 4.813 km² e AOO estimada em 24 
Asteraceae
70 | Livro vermelho da flora do Brasil \u2013 Plantas raras do Cerrado
km²). Ocorre no domínio Cerrado, em Campo Limpo, 
Campos Cerrados e campos arenosos (Nakajima et al., 
2009; CNCFlora, 2013). Coletada em unidade de con-
servação (Parque Estadual do Guartelá), sua distribuição 
indica que está sujeita a cinco situações de ameaça. En-
contra-se ameaçada principalmente pela supressão da ve-
getação original, pela drenagem dos cursos d\u2019água e pelo 
pisoteio do gado (IAP, 2002), o que resulta no declínio 
contínuo da EOO, AOO e qualidade do hábitat.
Dasyphyllum retinens S.Moore
Risco de extinção: EN B2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 13-02-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Com AOO de 12 km², ocorre nos estados 
do Tocantins e Mato Grosso (Chapada dos Guimarães) 
(Saavedra, 2013). Já foi considerada uma das espécies mais 
raras do Brasil (Nakajima et al., 2009), mas sua amostra-
gem aumentou com coletas recentes (Saavedra, 2011). As 
subpopulações da Chapada dos Guimarães encontram-se 
ameaçadas pelos focos de incêndio oriundos de causas 
antrópicas, pela presença de gado e pelo turismo desor-
denado (MMA/ICMBio, 2009b), que comprometem a 
qualidade do hábitat da espécie. Está sujeita a três situa-
ções de ameaça referentes às ocorrências da Chapada dos 
Guimarães e Dianópolis.
Dasyphyllum trichophyllum (Baker) Cabrera
Risco de extinção: VU B1ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 13-02-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Endêmica do estado de Minas Gerais, é en-
contrada no município de Itambé e em localidades na 
região da Serra do Caraça, entre os municípios de Bo-
tumirim (norte do estado) e Catas Altas (sul da Cadeia 
do Espinhaço) (Saavedra; CNCFlora, 2013). Trata-se de 
uma espécie pouco coletada e com distribuição restrita 
a regiões de Campos Rupestres (Saavedra, 2011). Apre-
senta EOO estimada em 19.000 km² e está sujeita a cin-
co situações de ameaça considerando suas localidades de 
ocorrência. Na Serra do Caraça, a mineração de ouro 
é praticada desde tempos pretéritos e hoje há atividade 
mineradora de ferro, o que altera significativamente a re-
gião. Além disso, a silvicultura do eucalipto é marcante na 
paisagem, ocupando cada vez mais espaço. Somado a es-
sas ameaças, o turismo, praticado de maneira desordenada 
na região, causa impactos significantes (Machado, 2008). 
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Iniciativas de controle e monitoramento das ameaças in-
cidentes são necessárias, bem como a elaboração de pla-
nos de ação a fim de garantir a manutenção do táxon na 
natureza e evitar que figure em uma categoria de ameaça 
em um futuro próximo.
Eremanthus pabstii G.M.Barroso
Risco de extinção: EN B1ab(iii)+2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 13-02-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Com EOO de 1.887 km² e AOO de 20 km², 
a espécie é endêmica do estado de Goiás (Loeuille, 2013), 
encontrada principalmente no município de Cristali-
na, em afloramentos rochosos de altitude (Nakajima et 
al., 2009). Está sujeita a três situações de ameaça, sendo 
a maioria de seus registros de ocorrência referentes ao 
município de Cristalina (CNCFlora, 2013). Encontra-se 
ameaçada pela intensa atividade agrícola voltada para a 
produção de soja, presente no município de Cristalina 
(Matsuo et al., 2008), que acarreta o declínio contínuo 
de seu hábitat.
Lessingianthus arachniolepis (Ekman & Dusén) 
H.Rob.
Risco de extinção: VU B2ab(i,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 18-02-2014
Bioma: Cerrado
 
Justificativa: Endêmica do Brasil, a espécie ocorre nos es-
tados do Paraná e Rio Grande do Sul, onde é encontrada 
em altitudes de aproximadamente 740 m (Nakajima et 
al., 2009; Dematteis & Almeida; CNCFlora, 2013). Está 
sujeita à influência das atividades pecuaristas, que ser-
vem como base para o desenvolvimento econômico de 
parte de seus municípios de ocorrência, principalmente 
Jaguariaíva, onde desde tempos pretéritos essa ativida-
de compromete a extensão e qualidade do hábitat em 
que a espécie se desenvolve (IBGE, 2013). Está sujeita 
a oito situações de ameaça. A maioria de seus registros 
de ocorrência concentra-se no município de Jaguaraíva, 
no Paraná, porém, há uma série de outras localidades de 
ocorrência da espécie no estado (CNCFlora, 2013).
Lessingianthus argenteus (Less.) H.Rob.
Risco de extinção: VU B1ab(i,ii,iii)
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 21-03-2014
Bioma: Cerrado
 
Justificativa: A espécie foi descrita no ano de 1988. Ca-
racterizada por ervas de até 1 m de altura, é encontrada 
no Cerrado, em áreas de transição para a Mata Atlântica 
(Nakajima et al., 2009) dos estados de São Paulo, Para-
ná e Mato Grosso do Sul (Dematteis & Almeida, 2013). 
Tem ampla distribuição (EOO=16.944 km²) porém, 
a restrição de hábitat é uma característica preocupante 
quanto à sua conservação, já que as áreas de transição 
onde ocorre encontram-se intensamente impactadas por 
atividades antrópicas. A espécie está sujeita a 10 situa-
ções de ameaça e apresenta apenas uma subpopulação 
conhecida em área de proteção (Parque Estadual de Vila 
Velha) (CNCFlora, 2013), o que pode comprometer fu-
turamente sua EOO, AOO, a qualidade do hábitat e o 
número de subpopulações.
Asteraceae
72 | Livro vermelho da flora do Brasil \u2013 Plantas raras do Cerrado
Lessingianthus heringeri (H.Rob.) H.Rob.
Risco de extinção: EN B1ab(iii)+2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 20-02-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Endêmica do estado de Goiás, ocorre nos 
municípios de Luziânia e Santo Antônio do Descoberto, 
encontrada acima de 1.000 m de altitude (Nakajima et 
al., 2009; Dematteis & Almeida, 2013). Apresenta EOO 
estimada de 600 km² e AOO de 20 km². Os municípios 
de Luziânia e Santo Antônio do Descoberto encontram-
-se dentro da área de influência da Usina Hidrelétrica de 
Corumbá IV, e, neste último, há atividade agrícola em 
expansão (Jesus et al., 2011). São ameaças potenciais que 
acarretam o declínio contínuo de sua extensão e qualida-
de de hábitat. Seus registros de ocorrência denotam três 
situações de ameaça, relativas as suas localidades.
Minasia cabralensis H.Rob.
Risco de extinção: EN B1ab(i,iii)+2ab(i,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Lucas Moraes
Data: 13-02-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie endêmica do estado de Minas Ge-
rais, é encontrada na região da Serra do Cabral (Nakaji-
ma et al., 2009; Loeuille, 2013) (EOO estimada em 634 
km² e AOO estimada em 24 km²). Ocorre em Campos 
Rupestres, onde se desenvolve em solo arenoso e Mata 
de Galeria, entre 900 m e 1.250 m de altitude (Nakajima 
et al., 2009; Loeuille; CNCFlora, 2013). Sujeita a quatro 
situações de ameaça, está sob a influência das atividades 
agrícolas e pecuaristas da região (Sano et al., 2010). Pre-
sente nos limites do Parque Nacional das Sempre Vi-
vas (CNCFlora,