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como o 
aumento da incidência de queimadas na região, o turismo 
e a invasão de espécies exóticas (MMA/ICMBio, 2009).
Actinocephalus stereophyllus (Ruhland) Sano
Risco de extinção: B1ab(i,ii,iii,iv) + 
2ab(i,ii,iii,iv) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 08-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie herbácea endêmica da Cadeia do Es-
pinhaço, de distribuição restrita aos campos arenosos com 
afloramentos rochosos (CNCFlora, 2013) do Planalto de 
Diamantina, no estado de Minas Gerais (Giulietti et al., 
2009; 2013). Apresenta EOO de 2.707 km², AOO esti-
mada em 28 km² e está sujeita a menos de cinco situações 
de ameaça considerando suas localidades de ocorrência. 
Eriocaulaceae
106 | Livro vermelho da flora do Brasil \u2013 Plantas raras do Cerrado
Suspeita-se que esteja sob a influência do declínio contí-
nuo da EOO, AOO, perda da qualidade do hábitat e sub-
populações em decorrência do aumento da frequência 
dos incêndios de origem antrópica para o manejo do solo 
na implementação da pecuária (Wanderley et al., 2009; 
Sano et al., 2010) , bem como pela histórica atividade 
mineradora na região de Diamantina (Câmara Municipal 
de Diamantina \u2013 MG, 2009).
Comanthera circinnata (Bong.) L.R.Parra & 
Giul. 
Risco de extinção: VU D2 \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 08-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Espécie herbácea é endêmica da Serra do Cipó 
e arredores, onde ocorre em suas porções localizadas nos 
municípios de Congonhas do Norte, Santana do Pirapama 
e Santana do Riacho, no estado de Minas Gerais (Giulietti 
et al., 2009; 2013). Apresenta AOO de 20 km² e está sujeita 
a menos de cinco situações de ameaça. Suspeita-se que so-
fra com a perda da qualidade do hábitat, por ameaças como 
o fogo, a invasão de espécies exóticas e o turismo (MMA/
ICMBio, 2009). Caso as ameaças não sejam controladas, é 
possível suspeitar que a espécie seja transferida para uma 
categoria de maior risco em um futuro próximo.
Comanthera curralensis (Moldenke) L.R.Parra 
& Giul. 
Risco de extinção: VU B1ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 08-01-2014
Bioma: Cerrado
 
Justificativa: Espécie herbácea, endêmica dos Campos 
Rupestres da Chapada Diamantina, no estado da Bahia 
(Giulietti et al., 2009; 2013). Possui EOO inferior a 20.000 
km² e está sujeita a menos de dez situações de ameaça 
considerando suas localidades de ocorrência. Suspeita-se 
que sofra com declínio contínuo de EOO, AOO e perda 
da qualidade do habitat em função das ameaças presentes 
na região, como o fogo (Lobão, 2006; MMA/ICMBio, 
2007; Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, 2013), agri-
cultura (Lobão, 2006) e o turismo desordenado (MMA/
ICMBio, 2007).
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Comanthera floccosa (Moldenke) L.R.Parra & 
Giul. 
Risco de extinção: EN B1ab(iii)+2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 08-01-2014
Bioma: Cerrado; Caatinga
Justificativa: Herbácea endêmica da região da Chapa-
da Diamantina, no estado da Bahia, ocorre nos biomas 
Cerrado e Caatinga em Campos Rupestres (Giulietti et 
al., 2009; 2013), formando touceiras sobre solo arenoso 
(CNCFlora, 2013). Apresenta EOO menor que 5.000 
km², AOO inferior a 500 km² e está sujeita a menos de 
cinco situações de ameaça. Suspeita-se que a espécie este-
ja sob influência da perda da qualidade do hábitat, mesmo 
que ocorra nos limites e arredores do Parque Nacional da 
Chapada Diamantina (CNCFlora, 2013), em consequên-
cia dos incêndios de origem antrópica, da agricultura e 
pecuária (Schober, 2002; Santos et al., 2008) e do turismo 
desordenado na região (MMA/ICMBio, 2007).
 
 
Comanthera hatschbachii (Moldenke) 
L.R.Parra & Giul.
Risco de extinção: B1ab(i,ii,iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 08-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Erva de ocorrência restrita ao bioma Cer-
rado, a espécie é endêmica do estado da Bahia, onde é 
encontrada predominantemente nos Campos Rupestres 
da região do Morro do Chapéu (Giulietti et al., 2009; 
2013). Foi coletada também em Restingas do município 
de Mucuri (CNCFlora, 2013). Apresenta EOO menor 
que 20.000 km² e está sujeita a menos de 10 situações 
de ameaça em função de suas localidades de ocorrência. 
Suspeita-se que sofra com o declínio de EOO, AOO e 
da qualidade do hábitat em consequência das ameaças 
como o aumento na frequência dos incêndios para a im-
plementação de atividades agropecuárias (Lobão, 2006; 
IBGE, 2013).
Eriocaulon burchellii Ruhland
Risco de extinção: EN B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,ii,iii) 
\uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 09-01-2014
Bioma: Cerrado
 
Eriocaulaceae
108 | Livro vermelho da flora do Brasil \u2013 Plantas raras do Cerrado
Justificativa: Espécie herbácea, endêmica do estado de 
Goiás (Giulietti et al., 2009; 2013), onde ocorre no Dis-
trito Federal e na região da Chapada dos Veadeiros, em 
áreas de Campos Úmidos sobre solo argiloso (CNCFlora, 
2013). Apresenta EOO menor que 5.000 km², AOO in-
ferior a 500 km² e está sujeita a menos de cinco situações 
de ameaça em função das suas localidades de ocorrência. 
Apesar de ocorrer no Parque Nacional da Chapada dos 
Veadeiros (CNCFlora, 2013), suspeita-se que sofra com 
o declínio da EOO, AOO e com a perda da qualidade 
do hábitat em decorrência das ameaças incidentes, como 
o fogo e o turismo na região da Chapada dos Veadeiros 
(MMA/ICMBio, 2009b), além do crescimento urbano 
no Distrito Federal (Carvalho & Romero, 2013).
Eriocaulon cipoense Silveira
Risco de extinção: CR B1ab(iii)+2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 14-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Herbácea endêmica da região da Serra do 
Cipó, no município de Santana do Riacho, estado de Mi-
nas Gerais, onde se desenvolve em riachos e cursos d\u2019água 
(Giulietti et al., 2009; 2013). Apresenta EOO inferior a 
100 km², AOO menor que 10 km² e está sujeita a apenas 
uma situação de ameaça considerando sua restrição de 
ocorrência. Suspeita-se que sofra com a perda da qua-
lidade do hábitat em consequência, principalmente, do 
ecoturismo desordenado estabelecido na Serra do Cipó, 
da invasão de espécies exóticas, da coleta de plantas e do 
aumento da frequência de incêndios (MMA/ICMBio, 
2009). 
Leiothrix fulgida var. milho-verdensis (Silveira) 
Giul.
Risco de extinção: EN B1ab(i,ii,iii)+2ab(i,ii,iii) 
\uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 16-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Erva de ocorrência restrita ao Cerrado do 
estado de Minas Gerais, onde foi coletada nos municí-
pios de Diamantina e Serro e no distrito de Milho Verde 
(Giulietti et al., 2009; 2013). Apresenta EOO menor que 
5.000 km², AOO inferior a 500 km² e está sujeita a me-
nos de cinco situações de ameaça em função de suas lo-
calidades de ocorrência. Suspeita-se que sofra com o de-
clínio contínuo da EOO, AOO e da qualidade do hábitat 
em consequência de ameaças como o fogo, a mineração 
(Wanderley et al.; Câmara Municipal de Diamantina \u2013 
MG, 2009) e o turismo (Azevedo & Araújo, 2011).
Leiothrix luxurians (Körn.) Ruhland
Risco de extinção: EN B1ab(iii)+2ab(iii) \uf0fc
Avaliador(a): Rodrigo Amaro
Data: 16-01-2014
Bioma: Cerrado
Justificativa: Herbácea endêmica do estado de Minas Ge-
rais, é encontrada nos Campos Rupestres do Planalto de 
Diamantina (Giulietti et al., 2009; 2013). Apresenta EOO 
menor que 5.000 km², AOO inferior a 500 km² e está 
sujeita a menos de cinco situações de ameaça conside-
rando suas localidades de ocorrência. Suspeita-se que so-
fra com a perda da qualidade do hábitat em decorrência 
dos incêndios que acometem a região, além das ativida-
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des agropecuárias, da mineração, do turismo e da invasão 
de espécies exóticas oportunistas (Câmara Municipal de 
Diamantina \u2013 MG, MMA/ICMBio, 2009; Sano et al., 
2010). São necessárias medidas de controle e monitora-
mento das ameaças incidentes a fim de favorecer a manu-
tenção da espécie na natureza e evitar que seja