Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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podia ser afetada pelas decisões humanas. Em virtude 
de poderes anteriores, o curso de acontecimentos futuros podia ser previsto com antecedência de anos, 
séculos e até milênios, como quando Javé anunciou a Abraão o futuro de seus descendentes, inclusive os 
quatrocentos anos de escravidão no Egito (Gênesis 15:13-16). Como a estadia se transformaria (foi uma 
procura por comida durante uma estação de grande carência de alimentos), era uma questão de Sorte; 
que começasse com uma boa acolhida (porque José, mediante uma série de ocorrências, se tornara uma 
espécie de ministro de todo o Egito), era uma questão de Sorte; mas que a escravidão terminasse com 
um Êxodo libertador numa época predeterminada era Destino, ordenado por Javé. 
Como eles foram chamados à profecia por Deus, os profetas bíblicos podiam saber o futuro de reinos e 
países, cidades, reis e indivíduos. Porém tornavam claro que suas profecias eram apenas expressões das 
decisões divinas. "Assim falou Javé, o Senhor dos Exércitos", era uma forma comum de falar do profeta 
Jeremias como introdução sobre o futuro dos países e dos governantes. "Assim falou o Senhor Javé", 
dizia o profeta Amós. 
Porém quando se tratava de Sorte, o livre-arbítrio e a livre escolha das pessoas e nações podiam e 
entravam em jogo. Ao contrário dos Destinos, a Sorte podia ser mudada e os castigos evitados se a reta 
intenção substituísse o pecado, se a piedade substituísse o profano, se a justiça prevalecesse sobre a 
injustiça. "Eu não quero a morte do ímpio, mas sim que o ímpio se afaste do seu caminho e viva", disse 
o Senhor ao profeta Ezequiel (Ezequiel 33:11). 
A distinção feita pelos sumérios entre Sorte e Destino, assim como o papel que podem desempenhar na 
vida de um indivíduo, se torna aparente na história de Gilgamesh. Ele era, como já mencionamos, o 
filho do sumo sacerdote de Uruk e da deusa Ninsun. Ao ficar mais velho e começar a contemplar as 
questões de vida e morte, ele fez uma pergunta a seu padrinho, o deus Utu/Shamash: 
 
Em minha cidade o homem morre; oprimido está meu coração. 
O homem perece, meu coração fica pesado... 
O mais alto dos homens não pode esticar-se até o céu; 
O mais largo dos homens não pode cobrir a Terra. 
Será que eu também vou "desaparecer por sobre o muro?" 
Estarei também fadado a isso? 
 
A resposta de Utu/Shamash não foi encorajadora. "Quando os deuses criaram a Humanidade, deram-lhe 
a morte. Retiveram a vida para si mesmos", disse ele. Esse é seu próprio Destino; portanto, enquanto 
você está vivo, o que faz nesse tempo é uma Sorte que você pode alterar ou afetar; aprecie e saiba 
extrair o melhor disso. 
 
Que seu ventre esteja repleto, Gilgamesh; 
Torne-o feliz de dia e de noite! 
Em cada dia, festeje seu regozijo; 
Dia e noite, dance e toque! 
Que suas vestes sejam frescas e limpas, 
Banhe-se na água, que sua cabeça seja lavada. 
Preste atenção ao pequenino que segura sua mão. 
Deixe que sua esposa se delicie em seu colo. 
Esse é o Destino da Humanidade. 
 
Ao receber essa resposta, Gilgamesh compreendeu que precisava tomar alguma atitude drástica para 
alterar o Destino, não apenas a Sorte. Do contrário, ele teria o mesmo fim de qualquer outro mortal. 
Com a relutante bênção materna, ele embarcou na jornada para o Local de Pouso nas Montanhas de 
Cedro e embarcou numa viagem, querendo encontrar-se com os deuses. Porém o Fado interveio mais 
uma vez. Primeiro na forma de Huwawa, o guardião robótico da Floresta de Cedros, depois na luxúria 
de Inana/Ishtar pelo rei, e na luta que resultou na morte do Touro dos Céus. O papel do Destino - 
Namtar - foi reconhecido e considerado por Gilgamesh e seu companheiro Enkidu naquela época, 
mesmo depois de ter matado Huwawa. O texto épico narra que os dois camaradas se sentaram e 
contemplaram a punição esperada. Como assassino, Enkidu pondera o que acontecerá com ele. 
Gilgamesh o conforta: "Não se preocupe, o Inquisidor Namtar pode devorar... mas também pode deixar 
que o pássaro apanhado retorne ao seu local, permitir que o homem apanhado retorne ao ventre de sua 
mãe". Cair nas mãos de Namtar não é uma ocorrência inalterável; a sorte se reverte um igual número de 
vezes. 
Recusando-se a desistir, Gilgamesh embarca numa segunda jornada, dessa vez ao espaçoporto na 
península do Sinai. Suas atribulações e aventuras no caminho foram incontáveis e, no entanto ele 
perseverou. Finalmente conseguiu obter o fruto que lhe possibilitaria eterna juventude; exausto, 
Gilgamesh deita-se para dormir, e uma serpente a leva embora; ele volta para Uruk de mãos vazias, para 
lá morrer. 
Uma série de perguntas do tipo E se? Vem com naturalidade à mente. E se as coisas tivessem ocorrido 
de forma diferente nas Montanhas de Cedro - Gilgamesh teria sido bem-sucedido em subir aos céus e 
juntar-se aos deuses em seu planeta? E se ele não tivesse adormecido e continuasse com a Planta da 
Eterna Juventude? 
Um texto sumério, que recebeu dos estudiosos o nome de A Morte de Gilgamesh, é que fornece a 
resposta. O final, explicam eles, estava predeterminado; não havia nenhuma forma de Gilgamesh tomar 
o destino em suas próprias mãos e alterá-lo. O texto traz esta conclusão, referindo-se a um sonho 
premonitório de Gilgamesh que contém uma previsão sobre seu final. Aqui está o que dizia: 
 
Oh, Gilgamesh, 
Este é o significado do sonho: 
O grande deus Enlil, pai dos deuses, 
Decretou seu destino. 
Seu destino para ser rei ele determinou. 
Para a vida eterna ele não estava destinado. 
 
A Sorte de Gilgamesh foi atropelada pelo Destino. Ele estava destinado a ser rei; não estava destinado à 
vida eterna. Assim, ele é descrito morrendo. "Ele, que tinha os músculos firmes, jaz incapaz de 
levantar... Ele, que subia montanhas, está deitado, não se ergue." "Na cama de Namtar ele jaz, não se 
ergue\u201d. 
O texto menciona todos os bons acontecimentos que Gilgamesh experimentou - a realeza, vitórias nas 
batalhas, uma família abençoada, servos fiéis, belas roupas, mas reconhecendo o papel da Sorte e do 
Destino, conclui explicando a Gilgamesh: Ambos, "tanto a luz quanto a escuridão da Humanidade foram 
concedidas a ti". Mas, ao final, como o Destino sobrepujou a Sorte, "Gilgamesh, o filho de Ninsun, jaz 
morto". 
A pergunta E se? Ao final pode ser expandida de um indivíduo para a Humanidade como um todo. 
Qual teria sido o curso dos eventos na Terra (e em outros lugares do Sistema Solar) se o plano original 
de Ea para obter ouro das águas do golfo Pérsico tivesse sido bem-sucedido? Nesse ponto crucial dos 
eventos, Anu, Enlil e Ea tentaram ao máximo saber quem iria governar Nibiru, quem iria para as minas 
ao sul da África, e quem ficaria encarregado do Edin em expansão. Ea/Enki foi para a África, encontrou 
lá os hominídeos em evolução e voltou para relatar aos deuses reunidos que o ser do qual necessitavam 
já existia - tudo o que precisavam fazer era colocar a marca genética apropriada. 
O texto do Atra Hasis, reunido de vários achados e muitos fragmentos por W. G. Lambert e A. R. 
Millard, descreve esse momento: 
 
Os deuses esfregaram as mãos, 
Fizeram previsões e se dividiram. 
 
Teria esse feito de engenharia genética ocorrido se Anu ou Enlil tivessem sido os que governaram a 
África do sudeste? Teríamos aparecido no planeta de qualquer forma, por intermédio da evolução, 
apenas? Provavelmente sim, pois foi essa a forma como os anunnaki apareceram (da mesma semente de 
vida!) em Nibiru, só que bem à nossa frente. Porém na Terra surgimos por meio da engenharia genética, 
quando Enki e Ninmah abreviaram a evolução e fizeram de O Adão o primeiro ''bebê de tubo de 
ensaio". 
A lição da Epopéia de Gilgamesh é que a Sorte não é capaz de alterar o Destino. Acreditamos que o 
surgimento do Homo sapiens na Terra era uma questão de Destino, um desfecho que teria sido adiado 
ou atingido de alguma outra forma, embora os anunnaki tivessem tomado