Zecharia Sitchin   O Codigo Cosmico
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Zecharia Sitchin O Codigo Cosmico


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poderes mágicos que os capacitaram a realizar milagres, assim como a deflagrar as calamidades 
destinadas a convencer o faraó de que o povo israelita devia partir. Aarão e seus filhos foram então 
santificados - "elevados", segundo nosso vocabulário atual - e se tornaram sacerdotes dotados de um 
lastro respeitável de Sabedoria e Entendimento. O Levítico lança uma luz em uma parte da sabedoria 
que foi transmitida para Aarão e seus filhos. Incluía segredos do calendário (bastante complexo, já que 
era um calendário lunar-solar), de doenças e curas, tanto de humanos como de animais. Uma quantidade 
considerável de informações anatômicas é incluída nos capítulos relevantes do Levítico, e a 
possibilidade de que os sacerdotes israelitas recebessem aulas "à parte" não pode ser deixada de lado em 
vista de que modelos de partes anatômicas feitos em cerâmica, com instruções médicas gravadas, eram 
comuns na Babilônia mesmo antes da época do Êxodo. 
 (A Bíblia descreve o rei Salomão como o mais "sábio dos homens", que podia falar sobre a 
biodiversidade de todas as plantas, "desde os cedros do Líbano até o hissopo que cresce numa parede, de 
animais, pássaros, coisas rastejantes e peixes". Podia fazer isso porque além de Sabedoria e 
Entendimento, dados por Deus, ele adquirira Da'ath - o equilíbrio do conhecimento aprendido.) 
A linhagem sacerdotal se iniciou com Aarão, que se sujeitou a várias leis impondo restrições 
matrimoniais e de procriação. Com quem eles podiam ter relações conjugais e, sobretudo, com quem 
poderiam casar para que "a semente sacerdotal não fosse profanada"; e se a semente de alguém fosse 
imperfeita - "tivesse uma imperfeição", uma mutação, um defeito genético -, então aquele homem estava 
proibido, por todas as gerações, de realizar deveres sacerdotais, "pois eu, Javé, santifiquei a linhagem 
sacerdotal" de Aarão. 
Tais restrições intrigaram centenas de estudiosos da Bíblia; porém o verdadeiro significado tornou-se 
evidente com o advento das pesquisas sobre DNA. Foi apenas em janeiro de 1997, na revista Nature, 
que um grupo internacional de cientistas anunciou a existência de um "Gene Sacerdotal" entre os judeus, 
cuja linhagem podia ser seguida até Aarão. A tradição judaica requer até hoje que no Sabat e nos Dias 
Santos os serviços devam ser realizados por um Cohen. Este termo, que significa "sacerdote", foi usado 
pela primeira vez na Bíblia para descrever Aarão e seus filhos. Desde então, a designação tem passado 
de pais para filhos ao longo das gerações, e a única forma de ser um Cohen é nascer de um pai Cohen. 
Esse status privilegiado tem sido confundido pelo uso de Cohen como sobrenome (alterado também 
para Kahn, Kahane, Kuhn) ou como adjetivo acrescentado ao nome, ou como título: Ha-Cohen, "O 
sacerdote". 
Foi esse aspecto da natureza patriarcal da tradição Cohen dos judeus que intrigou um grupo de 
pesquisadores de Israel, da Inglaterra, do Canadá e dos Estados Unidos. Focalizando-se no cromossomo 
Y, passado de pai para filho, testaram centenas de "Cohens" em vários países e descobriram a existência 
óbvia de dois marcadores únicos no cromossomo. Isso provou ser verdadeiro tanto para os asquenazes 
(do Leste europeu) quanto para os sefarditas (Oriente Médio/ África), judeus que se espalharam depois 
da destruição do Templo pelos romanos em 70 d.C. indicando a antiguidade dos marcadores genéticos. 
 
"A explicação mais simples e direta é que esses homens possuem o cromossomo Y de Aarão", afirma o 
Dr. Karl Skorecki, do Instituto Israelita de Tecnologia, em Haifa [Israel]. 
 
As histórias daqueles que foram iniciados na sabedoria secreta testemunham que a informação foi 
escrita em "livros". Estes, na certa, não eram o que atualmente chamamos de "livros" - páginas escritas e 
presas juntas. Os muitos textos descobertos nas cavernas próximas ao mar Morto, em Israel, são 
chamados de Manuscritos do Mar Morto, pois eram textos inscritos em folhas de pergaminho (em sua 
maior parte elaborados em couro de cabra) costurados juntos para formar rolos, na forma em que os 
Rolos da Lei (os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica) são feitos e enrolados até hoje. Os profetas 
bíblicos (especialmente Ezequiel) mencionavam rolos como parte das mensagens divinas recebidas. Os 
antigos textos egípcios eram elaborados em papiros - folhas feitas de plantas aquáticas que crescem à 
beira do Nilo; e os textos mais antigos que se conhecem foram inscritos em tabletes de argila; usando 
um estilo de junco ou bambu, o escriba fazia marcas numa argila ainda molhada, que, depois de seca, 
tornava o tablete um documento. 
Em que forma teriam sido os "livros" escritos por Adapa, Enmeduranki e Enoch (este último com 360 
deles!)? Levando em conta que teriam sido elaborados antes do Dilúvio - milhares de anos antes da 
civilização suméria -, provavelmente em nenhuma das formas pós-diluvianas - embora o rei assírio 
Assurbanipal se jactasse de poder ler "escrita de antes da Enchente". Desde que a cada instância o que se 
escreveu foi ditado pelo Senhor divino, seria lógico imaginar que a escrita teria sido no que alguns 
textos sumérios e acadianos chamam de Kitab Ilani - "escrita dos deuses". Referências a tais escritos 
feitos pelos anunnaki podem ser encontradas, por exemplo, em inscrições que lidam com a reconstrução 
de templos caídos, nas quais é afirmado que a reconstrução fora baseada em desenhos dos tempos 
antigos e na escrita do "Céu Superior". Os sumérios mencionavam uma deusa, Nisaba (algumas vezes 
chamada Nidaba), como protetora dos escribas e dos que mantinham os registros para os deuses; seu 
símbolo era o Estilo Sagrado. 
Uma das referências aos escritos dos deuses na época primitiva é encontrada num texto hitita duplicado 
por estudiosos, chamado A Música de Ullikummis. Escrito em tabletes de cera descobertos na antiga 
capital hitita de Hatusas (perto da atual aldeia de Boghaskoy, na Turquia central), relata a história 
intrigante de um "vigoroso deus feito de minério de diorito" que um antigo deus, a quem os hititas 
chamavam de Kumarbis, inventara para desafiar outros deuses. Os deuses desafiados, incapazes de 
enfrentar ou suplantar o desafiante Ullikummis, apresentavam-se na habitação de Enki, no Mundo 
Inferior, para obter dele os "antigos tabletes com as palavras da sorte". Porém quando o "antigo 
depósito" foi aberto, e depois foram removidos os "selos de antanho" com os quais os tabletes foram 
lacrados, descobriu-se que os escritos tinham sido redigidos na "escrita antiga", sendo necessários os 
Velhos Deuses para interpretá-los. 
No Egito, era Tot o venerado como o Escriba Divino. Foi ele quem, depois do Conselho dos Deuses, 
resolveu reconhecer Hórus como herdeiro legítimo, inscreveu num tablete de metal o Decreto dos 
Deuses, e o tablete então foi colocado na "Divina Câmara das Gravações". Além das gravações para uso 
divino, os egípcios também acreditavam que Tot escrevia livros para instruir os mortais. O Livro dos 
Mortos, afirmavam eles, era uma composição escrita por Tot "com os próprios dedos". E nas Histórias 
dos Mágicos, ao qual já nos referimos anteriormente, era contado que o vivo mas inanimado rei e a 
rainha a quem Tot punira guardavam, na câmara subterrânea, "o livro que o deus Tot escrevera com a 
própria mão" e no qual revelava a sabedoria secreta referente ao Sistema Solar, à astronomia e ao 
calendário. Quando quem buscava tais conhecimentos penetrava na câmara subterrânea, via o livro 
"emitindo uma luz forte como se o Sol brilhasse ali no interior". 
O que eram esses "livros divinos" e que tipo de escrita se podia encontrar neles? 
O nome-epíteto de Enmeduranna, "Mestre dos Divinos Tabletes Concernentes ao Céu", chama atenção 
para o termo ME no nome, traduzido aqui como "Tabletes Divinos". Na verdade, ninguém sabia o que 
eram esses tabletes, se eram verdadeiros tabletes ou algo mais parecido com chips de memória de 
computador ou com disquetes.